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Comments Off The Week in Pixels #19

Another weekend, another couple of days of terminal fatigue, a couple more links, a couple more days of declining health \m/
- For those who question the integrity of videogame journalism and/or believe it’s the only industry where corruption is a very strong possibility, this may open your eyes. Variety published a pretty damning critic of “Iron Cross”, a thriller that only seemed to carry some weight due to Roy Scheider’s (“Jaws”, “All That Jazz”, “Blue Thunder”) presence, who eventually passed away during its shooting. Meanwhile, the article is removed and its author, Robert Koehler, is accused by his superiors of having published it without them noticing. All because Variety had a contract with the films producers, who had paid them 400 thousand dollars to set up a support campaign for the Oscars. Oops.
2 A Semana em Pixels #18

Entre ver projectos pessoais irem por água abaixo e andar a escrever umas coisas catitas para a revista Smash!, tem sido uma semana ocupada e as próximas não parecer ser diferentes. Todo o meu tempo livre é dedicado a… Bem, eu não tenho tempo livre. Erm. Portanto, aqui ficam os links da semana.
- É indiscutível que a IGN tem o mérito de ser um dos agregadores de notícias mais populares da nossa era. O que é discutível é se a informação que espalham é interessante ou sequer inteligente. Este artigo de Greg Miller, onde compara Mass Effect 2 a Uncharted 2, é mais do que prova que o valor da IGN deve ser questionado. Miller afirma que ambos os jogos são diferentes, que apelam a jogadores diferentes e que não são comparáveis. Tudo para depois chegar à conclusão que Mass Effect 2 é totalmente superior a Uncharted 2. Boa altura para relembrar um artigo de Sean Malstrom em 2009, que demonstra a estupidez e preconceito patentes na IGN. O tema é um podcast onde a Nintendo é atacada pelas razões mais ridículas que se possam imaginar. Passo a citar uma das muitas pérolas: “Ligar a Wii é uma experiência solitária porque não tem um sistema como o Xbox Live”. Cancro absoluto.
Comments Off The Week in Pixels #18

Between seeing personal projects go downhill and writing some nifty things for Smash! magazine, it’s been a busy week and it’s going to spill into the next ones. For now, free time is dedicated to… Well, I don’t have free time. Erm. So, here are the the week’s links.
- You can’t argue the fact that IGN is one of the most popular news aggregators of our time. What you can argue is whether their information is interesting or even intelligent. This article by Greg Miller, wherein he compares Mass Effect 2 with Uncharted 2, is certainly more than enough reason to question IGN’s value. Miller claims both games are different, that they appeal to different players and that they can’t really be compared. Only to draw the conclusion that Mass Effect 2 is totally better than Uncharted 2. This might be a good time to remember a 2009 article by Sean Malstrom, which demonstrates the stupidity and prejudice running wild at IGN. The topic is about a podcast where Nintendo is attacked by the most ridiculous reasons one can imagine. To quote one of the highlights: “Turning on my Wii is a very lonely experience because Wii doesn’t have a system like Xbox Live”. Absolute cancer.
Comments Off Sonic and Sega All-Stars Racing – Análise

Ouriços em carrinhos de compras
Era costume, na maior parte do tempo, termos os momentos das nossas vidas quando falávamos sobre jogos. Lembramo-nos da primeira vez que alcançámos velocidades vertiginosas com Sonic; aquela agitação de cenário, vida selvagem, anéis amarelos e céus azuis a tornarem-se um momento de movimento puro. Lembramo-nos do primeiro “headshot” que infligimos, parando por meio segundo enquanto contemplávamos a nossa vítima com espanto e desespero até umas balas nas nossas costas nos relembrarem que é má ideia fazer de turista numa arena onde “matar ou ser morto” é um imperativo. Lembramo-nos da primeira vez que descemos por um tubo no Mushroom Kingdom, da primeira vez que usámos um segundo comando para ter mais uma oportunidade num jogo de luta, a primeira vez que pegámos numa pistola de plástico e disparámos contra tipos poligonais ou o horror peculiar de um Zerg Rush. Tínhamos os momentos das nossas vidas porque era assim que vivíamos as nossas vidas e porque falávamos com quem vivia da mesma maneira.
Entra em cena a globalização dos videojogos e somos subitamente atirados para dentro de cubículos de expressão. Ninguém nos entende. Claro, podemos partilhar estas vinhetas com as pessoas que conhecemos; até pode ser que algumas delas compreendam que “cultura de videojogos” vai para além de uma T-Shirt a gozar com Mario ou dizer que são porreiros porque jogaram Pong. Na maioria dos casos, ficamos no silêncio porque há algo inegavelmente inocente e infantil em tudo aquilo, como uma primeira paixoneta que todos sabem que tivémos mas que dispensam ter de nos ouvir falar sobre “sentimentos”. De vez em quando encaixamos uma ou outra referência, dando uma risadinha durante os dois segundos em que nos apercebemos que é melhor explicar porque chamámos LittleBigPregnant à nossa colega de trabalho que está prestes a ser mãe. Mas quantas vezes vamos associar Spinal Tap àquele lutador de Killer Instinct até que as pessoas comecem a evitar conversa miúda e contacto visual connosco?
Sonic and Sega All-Stars Racing parece compreender isso. Parece conhecer todos esses pequenos segredos sujos sobre nós. Acena, pisca o olho, e depois apresenta um ponto de singularidade onde a nossa juventude se funde num jogo sobre karts e furries.
Comments Off Sonic and Sega All-Stars Racing – Review

Hedgehogs in shopping carts
It used to be that, for the most part, we had the time of our lives talking about games. You remember the first time you reached dizzying speeds with Sonic; that flurry of scenario, wildlife, yellow rings and blue skies all becoming a moment of pure motion. You remember the first headshot you inflicted, stopping for a split-second to stare in awe and despair at our victim before a few bullets to the back reminded you “kill or be killed” arenas are a bad place for sightseeing. You may remember that first descent into a tube in Mushroom Kingdom, the first time you cheated your back into a fighting game with the second controller, the first time you held a plastic gun and shot polygonal dudes or the peculiar dread of a Zerg Rush. We had the time of our lives because that’s how we lived our lives and because we talked with someone who lived theirs the same way.
Cue videogame globalization and you’re suddenly thrown into a cubbyhole of expression. No one understands you. Sure, you can share these vignettes with people you know; it could just be that some of them understand that “gaming culture” goes beyond wearing some T-Shirt heckling Mario or claiming they were cool because they played Pong. Mostly, you just keep to yourself because there’s something undeniably innocent and childlike to the whole thing, like a first crush that everyone knows you have but are fine without having to hear you talk about “feelings”. Once in a while you slip a reference or two, giggling to yourself for about the two seconds it takes you to realize you’re gonna have to explain that LittleBigPregnant comment to your female and soon-to-be-a-mother co-worker. But how many more times can you link Spinal Tap with that Killer Instinct character before people start avoiding small talk and eye contact with you?
Sonic and Sega All-Stars Racing seems to understand you. It knows these dirty little secrets about you. It nods, winks, then presents a singularity point where your youth coalesces into a game about karts and furries.
2 A Semana em Pixels #17

Regra geral, quando cometemos um erro, há a tendência de querer voltar atrás no tempo. Tarefa impossível, claro (também, só Marty McFly o poderia fazer) e uma que ignoraria um aspecto crucial: erro ou não, as nossas decisões moldam o nosso carácter. Quando há uns anos atrás me vi numa crise existencial que me levou a abandonar os videojogos e a escrita sobre os mesmos, o desejo de voltar atrás foi gradualmente suplantado por uma certa aceitação. Foi uma escolha feita em plena posse das minhas faculdades mentais e a cruz a carregar era só minha. Já tomei decisões piores e ainda vivo com elas e suspeito que muitas outras pessoas partilham a mesma experiência. É por isso que quando surgem oportunidades para, de algum modo, me redimir não sei o que pensar. Quando recebi o convite para participar na revista Smash!, não hesitei (spoiler: pode não ser inteiramente verdade). Quando esta semana me chega pelo correio uma prenda de Natal atrasada, na forma de The Legend of Zelda: Wind Waker, o mundo entra em “bullet time”. Outrora na minha posse, foi vendido a sangue frio e está associado a outro tipo de perdas na minha vida. Agora que tenho a possibilidade de regressar, discutivelmente, ao melhor Zelda alguma vez criado, não sei bem o que pensar. Dizer que o vou jogar é um truísmo mas vai ser curioso voltar à expressão máxima da wanderlust do Miyamoto enquanto me tentar abstrair de pensar no duplo significado que o jogo agora adquiriu. Lamechas, dizem eles. Algo mais interessante, portanto:
- Um excerto do Disneyland TV Show de 1958 intitulado Auto-Estrada Mágica USA, que pondera sobre o futuro de tecnologias usadas em meios de transporte. É um artefacto muito do seu tempo, com a radicalidade de um futuro optimista a chocar com a tradição de papéis masculinos e femininos na sociedade (ou seja, as auto-estradas poderiam ser coisas mágicas e futuristas, mas quem as dominava era o homem, com a mulher ainda agrilhoada ao papel de dona de casa).