
Entre ver projectos pessoais irem por água abaixo e andar a escrever umas coisas catitas para a revista Smash!, tem sido uma semana ocupada e as próximas não parecer ser diferentes. Todo o meu tempo livre é dedicado a… Bem, eu não tenho tempo livre. Erm. Portanto, aqui ficam os links da semana.
- É indiscutível que a IGN tem o mérito de ser um dos agregadores de notícias mais populares da nossa era. O que é discutível é se a informação que espalham é interessante ou sequer inteligente. Este artigo de Greg Miller, onde compara Mass Effect 2 a Uncharted 2, é mais do que prova que o valor da IGN deve ser questionado. Miller afirma que ambos os jogos são diferentes, que apelam a jogadores diferentes e que não são comparáveis. Tudo para depois chegar à conclusão que Mass Effect 2 é totalmente superior a Uncharted 2. Boa altura para relembrar um artigo de Sean Malstrom em 2009, que demonstra a estupidez e preconceito patentes na IGN. O tema é um podcast onde a Nintendo é atacada pelas razões mais ridículas que se possam imaginar. Passo a citar uma das muitas pérolas: “Ligar a Wii é uma experiência solitária porque não tem um sistema como o Xbox Live”. Cancro absoluto.
- A Activision decidiu embarcar numa campanha de ódio nestes últimos dias. Primeiro chega a notícia de que despediu Jason West e Vince Zampella, ex-chefias da Infinity Ward, por causa de um emaranhado legal que não dá sinais de se dissipar tão cedo. A Activision acusou West e Zampella de falhas contratuais, Jason e Zampella acusam a Activision de não terem recebido o pagamento devido. Resultado: West e Zampella decidem processar a Activision e lutar pelo controlo da marca Modern Warfare. No entanto, a notícia mais grave – sobre a qual o sempre brilhante John Walker comentou no Rock, Paper, Shotgun – foi a de que a Activision decidiu atacar um grupo de fãs disposto a fazer um jogo de tributo a King’s Quest. Para quem não sabe a Activision tem controlo sobre a Sierra, que por sua vez detinha controlo sobre a propriedade intelectual de King’s Quest. Resultado: algum executivo engravatado pensou que um nome, uma marca, que não é usada há 12 ANOS ia trazer prejuízo se um grupo de fãs criasse um projecto não-comercial, o qual já tinha adoptado o nome The Silver Lining para evitar problemas legais. O Império de Kotick não conhece limites. E quem o continua a apoiar financeiramente também não quer saber. O “suicídio cultural” que Walker preconiza é cada vez mais uma realidade aterrorizante.
- E agora para notícias de cariz “EU AVISEI!”: SkidRow, um grupo de “crackers”, afirma já ter dado a volta ao DRM da Ubisoft. A Ubisoft veio desmentir. Desde que li isto tenho andado com um sorriso estúpido na cara. Os próximos dias devem trazer mais informação, com uma versão pirateada já a circular na internet. De salientar que há duas versões: uma do jogo em si, e uma com um update criado pelos próprios SkidRow logo a seguir à Ubisoft ter lançado o seu próprio update. Quem quer que seja o vencedor, quem perde é o consumidor legítimo.
- “Anime costumava ter as respostas para os sonhos das crianças: “Quão espectacular seria se fôssemos assassinos de classe mundial / mestres de kung-fu / pilotos de rôbos / heróis de baseball?” Agora é um monte de merda dirigido a pervertidos e pedófilos”. Tim Rogers volta a atacar na Kotaku, talvez com a maior parede de texto que já li dele, mas talvez uma das melhores. É engraçado que todos aqueles que falam do Japão como uma cultura maravilhosa nunca mencionam nada do que ele fala, e ele vive lá. Algumas das respostas de quem via o Japão como um sítio de fadas e unicórnios são hilariantes.
- Tabelas de narrativas de filmes. “Lord of the Rings” como uma árvore, “Primer” como um rabisco sem sentido. Genial.
- Uma carta do presidente dos bosses de videojogos.
- Batatas fritas e a caveira do arrependimento.
- O bolo pode ser uma mentira mas tem sentimentos.
- “Como podemos determinar “verdade” e “facto” quando é possível fabricar ambos?”
- Tanto dinheiro gasto a tentar que os videojogos sejam mais realistas e ainda nenhum alcançou algo tão belo e real quanto isto.
- Efeitos sonoros procuram contexto para relação estável.
- Gosto de imaginar que é Amaterasu a descansar.
(☼_☼)?!
Exacto, e noto que cada vez mais há uma clara divisão entre quem segue agregadores de notícias ou portais de jogo e os que seguem blogues ou certos sites especializados em certos temas. O meu site é novinho, ainda só vai para um ano agora em Março, mas já antes de o ter criado fui descobrindo muitos sítios onde análises críticas ao mundo dos videojogos é – felizmente – ponderada e livre de juízos como os da IGN. Num qualquer comentário recente na Eurogamer.pt, um utilizador disse que sentia “raiva” do catálogo da Wii, no contexto de jogos casuais.
“Raiva” – precisamente aquele tipo de cultura que os sites mainstream de jogos promovem cada vez mais. Já não é “jogar e deixar jogar”, é “joguem à nossa maneira ou não vos deixamos jogar”.
Em relação ao teu ponto sobre o IGN, cada vez mais deixo de ter em consideração uma opinião sobre os sites/revistas de especialidade. São mesmo poucos os sites que gosto de ver quanto deram a tal jogo ou o que disseram sobre ele. Às vezes prefiro visitar alguns blogs de conhecidos que por vezes conseguem retratar e analisar de facto os pontos que me interessam num videojogo.
Abraço