3 A Semana em Pixels #30

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Domingos são para passear sob o ritmo de uma chuva de Verão e continuar a deixar links.

  • The Science of Just Dance” é a leitura obrigatória desta semana. Simon Parkin continua a oferecer excelente jornalismo de videojogos e escreve um especial de três páginas sobre Just Dance da Ubisoft. Além de ser um artigo muito bom, também revela que ainda há pessoas nesta indústria – neste caso Florian Granger, produtor da Ubisoft – que compreendem o apelo que os videojogos exercem. “Jogadores casuais, se tivermos que os chamar assim, são muito mais esclarecidos e exigentes quanto ao que querem jogar do que os jogadores “hardcore” imaginam. E, apesar de parecer óbvio, mas merece ser repetido: fidelidade gráfica, e o poder do hardware em si não são o que torna um jogo divertido. O número de polígonos não é o que nos leva a rir ou chorar: é a substância e criatividade por detrás de um jogo que detém o seu valor”. Se ao menos outros sites da rede Eurogamer tivessem este nível de qualidade. Bónus: idiotas na secção de comentários.

  • Lewie Procter, aka Lewie P, também conhecido como o tipo simpático que gere o SavyGamer, escreveu sobre a razão pela qual “deixou de gostar de RPGs japoneses contemporâneos”, escolhendo Losty Odyssey como exemplo. Um dos elementos que ele sublinha, e o tipo de problema para o qual sempre aponto mesmo quando enfrento oposição determinada na forma de amantes do género, é que “um dos principais pontos narrativos é que o protagonista é um “Imortal”. Isto quer dizer que não importa o que aconteça, ele não pode morrer. Mas ele pode morrer… se a sua barra de energia chegar a zero durante uma batalha. Esta separação entre “jogabilidade” e a narrativa é típica não só de Lost Odyssey, mas do género JRPG em si”. Procter pergunta-se onde estão os exemplos progressivos do género, como Chrono Trigger e The World Ends With You.
  • 24 Hours Marston” é uma pequena série de “web comics” que descrevem alguns dos absurdos na aventura da personagem homónima em Red Dead Redemption. Por vezes surreal, por vezes bastante exacto, também ilustra o tipo de separação que Procter observou em JRPGs. Um painel em particular revela até onde Marston está pronto a ir para recuperar a sua famíla… Assim que colher algumas flores.
  • O lendário vigilante de Gotham aprende gradualmente a lutar contra o crime. “Isto é porreiro”, rosnou Batman, ao arremessar um pau mandado de Arkham contra outro. “Atirar um pau mandado contra outro pau mandado e atordoar ambos é uma maneira bestial de lidar com multidões de inimigos. Porque é que eu nunca tentei isto mais cedo na minha carreira a lutar contra multidões de inimigos?”. “Ainda demora um bocado até aprender a fazer isto bem”, confessou, depois de arremessar outro e falhar. “Tenho que treinar melhor”.
  • Matthew Baldwin compilou críticas feitas a livros de renome escritas por consumidores da Amazon.com. Apesar de ser sempre necessário questionar uma noção de “autoridade” – no sentido em que não se deve afogar o juízo próprio em detrimento do juízo de outrem – há aqui pérolas fantásticas. Sobre “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf: “A única coisa positiva que pode ser dita sobre este lixo “literário” é que a pessoa responsável, Virginia Woolf, está morta há bastante tempo. Oremos a Deus para que continue assim”.
  • Os meus artigos favoritos da Edge são “Time Extended” e os “Making Of”, e este texto sobre Maniac Mansion enquadra-se no segundo. “Maus filmes de terror, ajuda Gilbert a identificar, foram a origem espiritual do jogo. “O Gary e eu tentámos incluir no jogo cada lugar comum de que nos lembrássemos para gozar com o género. Todos no jogo eram esterótipos. Um facto pouco conhecido é que a maior parte das personagens no jogo eram baseadas em pessoas verdadeiras que eu e o Gary conhecemos, mas não dizemos quem com medo de represálias”.
  • Filmagens falsas de jogo” de um shooter cancelado pela Ubisoft. O projecto, como o vemos no YouTube, não passa de uma sequência pré-renderizada mas tal como as supostas filmagens de Beyond Good and Evil 2, é um muito melhor exemplo das aspirações cinematográficas da indústria de videojogos do que a maioria dos jogos contemporâneos.
  • Tom Chick explora a comunidade online da Battle.net com o multiplayer de StarCraft II. Em que outro local podemos encontrar um clã chamado “Vagina Tackling Squad”?
  • Nara Dreamland “era um parque temático em Nara, no Japão que foi construído em 1961 e modelado a partir da Disneylândia na Califórnia. Devido ao facto de ser uma cópia extremamente reles, não teve grande sucesso e era uma cidade fantasma mesmo antes de ser encerrada permanentemente”.
  • América a Cores entre 1939-1943 é uma colecção de fotografias a cores que capturam os efeitos da Depressão nas populações rurais e de pequenas cidades na América.
  • Wipeout recriado com um carro telecomandado e imenso cartão.
  • Quando não é preciso entender baseball para apreciar baseball.
  • “Homem na Rússia é preso depois de agredir vidente quando ela previu que ele seria preso“.

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3 Responses to A Semana em Pixels #30

  1. Não me ocorre nada para ser sincero.

    Já o aniversário do blogue foi em cima da hora; tinha um texto a marinar e nem estava para o colocar online, mas depois reparei na data e pensei “porque não”?

    Neste caso… Sem ideias. Alguém ainda liga a isto? Isto já nem se devia chamar Juxtapixel mas sim Juxtabuncholinks.

  2. Pingback: Tweets that mention A Semana em Pixels #30 « Juxtapixel -- Topsy.com

  3. Renato Lopes says:

    Ena pá, e vão 30 semanas em píxeis. Mais 26 e fazes um ano. Ideias para o aniversário?