Comments Off A Semana em Pixels #28


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Há medida que vou trabalhando non-stop para a Hi-Gamers, confirmo que 3D Space Tank é um dos melhores jogos disponíveis na DSiWare europeia (X-Scape na versão norte-americana) e que estou a preparar textos novos para o blogue. Se o suspense não vos matar… O tédio de ver links semanais em vez de novidades trata disso.

  • Robert Yang, no Radiator Blog, explora alguns mods de Dragon Age que levam membros do grupo a ultrapassar bloqueios sexuais. Por outras palavras, Yang jogou com uma personagem masculina e Alistair assumiu-a como feminina. Nas palavras de Yang, o resultado “foi uma sessão estranhamente trágica com comentários inadvertidos sobre o casamento homossexual”, e onde Yang se apercebe – num momento chave da história do jogo – que “nem mods ou truques alguma vez mudariam esta consequência crucial da história: Alistair deve ter filhos, mas nunca lhe poderei dar um porque não tenho uma vagina”. É interessante notar que em Dragon Age, Zevran é uma opção legítima de romance homossexual, mas os diálogos de Alistair são tão neutros que poderiam sem aplicados tanto a personagens masculinas como femininas. Os eventos de Landsmeet em Dragon Age, filtrados pelo mod, relembram a Yang não só uma relação anterior mas também sobre relações gay. “Sim, homens gays podem adoptar uma criança ou recorrer a barrigas de aluguer, mas é a mesma coisa?”.

  • Fable II tinha enormes falhas de design”, Peter Molyneux dixit. Mais um Fable a caminho, mais uma série de críticas ao seu jogo anterior. Admito um certo espanto quanto a este tipo de notícias. Depois de Project Ego só faltar prometer o universo, Molyneux pediu desculpa por não cumprir as promessas que fez com Fable. Depois de promover Fable II como uma qualquer revolução, eis a altura de revelar que, a dada altura do seu desenvovimento, “a Equipa de Testes da Microsoft detectou 67 mil erros no jogo”. Em finais de 1980, a Bullfrog Productions conseguiu proezas técnicas com um punhado de programadores. Hoje em dia, a Lionhead produz jogos tecnicamente deficientes e passa quase tanto tempo a promover os seus jogos quanto passa a criticá-los. Como é que as pessoas recompensam esta desonestidade intelectual? É bom que se vote com a carteira; o problema é que quem a tem nas mãos come gelados com a testa.
  • “Franz Kafka quis que todos os seus manuscritos fossem queimados após a sua morte, mas o seu amigo Max Brod ignorou o pedido, dando lugar a uma batalha legal complexa sobre milhares de manuscritos que estão a deixar o mundo literário irrequieto. Essa disputa legal assume outros contornos quando forem abertos quatro cofres num banco em Zurique com os manuscritos hoje. O que aconteceu a honrar amizades? Ou ao direito de alguém à privacidade? Ocorrem-me as críticas dirigidas a Ted Hughes quando ele confessou ter queimado os diários pessoais de Sylvia Plath, por não querer que os seus filhos percebessem a condição em que a mãe deles se encontrava. Queimar poderá não ter sido a melhor escolha, mas muitas das críticas nasceram a partir de uma obsessão terrível em querer saber mais sobre uma pessoa. Onde começa e acaba a distinção entre fã e abutre?
  • “E se Pac-Man fosse na verdade um burguês guloso interessado em devorar tudo enquanto tentava evitar os fantasmas daqueles que enganaou, à la Dickens?”. O Teatro da Arcada é uma série de momentos em videojogos adaptadas a peças de teatro. De Mario e Luigi como irmãos pedrados e a alucinar sobre plantas, a Donkey Kong como um brutamontes abusivo e saído de um guião de Tennessee Williams, tudo vale.
  • “Em Maio de 2000 fui despedido do meu emprego de jornalista numa newsletter financeira devido à minha obsessão por um videojogo. Foi a melhor coisa que alguma vez me aconteceu”. Assim começa “This Gaming Life”, o livro de Jim Rossignol sobre Quake 3, World of Warcraft e Eve Online, entre outros, e com destaque sobre a cultura dos videojogos em Londres, Seul e Reykjavik. Apesar de ainda estar disponível para quem gosta de ler palavras gravadas em árvores mortas, o livro de Rossignol tem agora uma versão online e gratuita. Leiam.
  • Do Dopefish ao Secret Cow Level, “easter eggs” em videojogos já não são novidade. Mas existem há bastante tempo e nem sempre se basearem em níveis secretos ou na presença especial de personagens. No equ.in/ox, encontrei uma página sobre “easter eggs” em ZX Spectrum; especificamente, conteúdo escondido em ecrãs de loading. Estas vão dos habituais comentários de artistas ou mensagens de agradecimento até coisas mais estranhas, como referências aos Smiths e aos Beatles, juntamente com frases que farão a nossa raça parecer incrivelmente avançada quando extra-terrestres aterrarem nos escombros do nosso planeta daqui a milhões de anos, tais como (e passo a citar): “ELO AGAIN NOT MUTCH ROOM SO IT WILL HAVE TO BE SHORT THIS TIME AAHHH!!; NAFF ALL OUT THIS MONTH IS THERE, CYBENOID’S GOOD BUT THATS IT OH YES I AM OFF SKIING THIS YEAR. OPPS RAN OUT OF SPACE. JABBA”. Sim.
  • Para quem pensava que “speedruns” eram exclusivas aos videojogos, aqui fica a sessão de Monopólio mais curta de sempre.
  • Gostaram de Machinarium? Gostavam de ter uma figura do protagonista? Façam a vossa própria versão do robô Josef com este guia, cortesia de J. D. Richardson.
  • Como toda a comida para homens deveria ser.
  • Senhoras e senhores, a Tabela Periódica das Asneiras.
  • Poker Face a 8-bits.
  • A reacção de um bebé de oito meses à activação de um implante auditivo. Para além de palavras.
  • “Vamos falar sobre janelas. EU SOU UM CRISTÃO CONSERVADOR. E se estiverem interessados em janelas, telefonem-me“.

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