
Primeiro houve trabalho, e Diogo disse “Que haja descanso”. Depois veio o vírus, e Diogo disse “Que haja format c:”. Finalmente chegaram os Pixels, e houve muito regozijo.
- Através do Huffington Post chega a notícias de que um visitante frequente ao site da CNN, frustrado com as manchetes, lançou o WTFCNN.com. Os leitores podem visitar o site e comparar as manchetes da CNN com as de outros site – tais como a Al Jazeera, a BBC, a CBC, o NPR e o Fark – em tempo real. Muito se tem falado de como os media tradicionais têm sofrido na última década com a expansão da internet, em particular sobre como o jornalismo tradicional não consegue competir com o alcance global do jornalismo online. Por um lado o problema é que o jornalismo na internet ainda é muito parecido com o cowboy mais rápido a disparar do que a sacar, com centenas de canais noticiosos a serem inundados com tudo desde especulação, má informação, notícias oficiosas e – no pior dos casos – mentiras numa corrida louca para serem os primeiros a dar uma notícia, com a informação e a desinformação a tornarem-se perigosamente indistinguíveis. Por outro, é precisamente aqui que a internet está no seu melhor: dar nova vida à discussão e ao activismo. Se a CNN fosse um jornal, quantos poderiam entrar no mesmo mercado e publicar um jornal dedicado a criticar a CNN? Mesmo sendo um canal noticioso, quão financeiramente viável seria criar uma estação televisiva que comparasse e contrastasse dúzias de estações – em tempo real – com a única intenção de criticar outra?
- Apesar da lenta dissolução da Infinity Ward ter resultado na formação da Respawn Studios não ser completamente inesperado, isto é outra coisa. A Activision assinou um contrato de dez anos com a Bungie, garantido à editora direitos de publicação mundiais sobre um futuro lançamento multiplataformas, enquanto o estúdio trabalha numa nova propriedade intelectual. Não foi há muito tempo que soubemos que os criadores de Halo abandonaram a Microsoft e registaram a marca Marathon, portanto… Sim. Que se vivam tempos interessantes.
- Adoro demakes, assim como os cavalheiros da Pixelnation, que muitas vezes reimaginam jogos recentes como se estes tivessem sido desenvolvidos para plataformas antigas. Este tópico em particular demonstra a criatividade de alguns dos seus artistas, que representam jogos como S.T.A.L.K.E.R., Bioshock, Doom 3, StarCraft, Okami e Burnout Paradise – entre outros – na glória monocromática de 8-bits do Gameboy.
- Super Mario Bros. Crossover é basicamente Super Mario Bros. mas com Mario, Samus Aran (Metroid), Bill Rizer (Contra), Simon Belmont (Castlevania), Link (Legend of Zelda) e Mega Man (er, Mega Man) como personagens jogáveis. Poderia parecer um simples trabalho de corte e colagem de sprites mas não é o caso: cada personagem retém as suas armas e habilidades dos seus jogos respectivos. Portanto sim, podem largar as bombas de Samus perto de Goombas, disparar a metralhadora de Rizer em diagonal contra Koopas voadores e matar Bowser com o disparo aumentado de Mega Man. O que me deixa ainda com mais sede por um conceito semelhante ao Celebrity Deathmatch da MTV mas aplicado aos videojogos, e completamente financiado por vários estúdios de alto perfil.
- Isto é o trecho de um episódio da série televisiva norte-americana “Mad Men”, onde Don apresenta uma campanha para um novo projector de slides à Kodak, e demonstra como no meio da publicidade, uma boa ideia ainda é superior a um embuste tecnológico. Simples mas poderoso.
- Alguma vez jogaram Fallout 3 e deram por vocês a querer um Pip-Boy 3000? Digam olá ao Ridgeline W200, um computador de pulso bastante semelhante à reimaginação do assistente pessoal de Fallout pela Bethesda. “O Ridgeline W200 prende-se sobre o braço e deixa-vos computar à vontade, quer o vosso sistema operativo de eleição seja o Windows CE ou Linuz. Tem um ecrã touchscreen de 3.5 polegadas e um teclado para controlo, e podemos adicionar módulos para Wi-Fi, Bluetooth e GPS para aumentar as suas funcionalidades”. Resta saber se também diz aos seus utilizadores que são especiais.
- O Technologizer escreveu um artigo sobre o “verdadeiro” Mario, ou antes, a inspiração para a criação icónica de Shigeru Miyamoto. Apesar de muito ali não ser novidade para jogadores, não deixa de ser uma leitura acessível, interessante e rápida sobre o próprio Mario Segale.
- Aborrecido com super-heróis? Já não suportam ver um deles morrer apenas para voltar à vida no futuro próximo? Andy Winter e Declan Shavley podem ser o vosso remédio. O duo pensou numa sátira saudável à indústria dos comics norte-americanos, e criou Tim Skinner: Total Scumbag, um sacana que salta entre dimensões de banda desenhada e se diverte a troçar de tudo o que é sagrado no mundo dos comics. Download a partir da própria página.
- Tendo jogado Dark Void Zero para a DSiWare, uma das coisas que mais gostei no jogo foram as melodias de 8-bits criadas para o título da Capcom. Uma pesquisa rápida revela que a banda sonora foi criada por Bear McCreary, que também trabalhou na banda sonora da versão moderna da série televisiva “Battlestar Galactica”. Aqui está McCreary a falar sobre como criou a música de Dark Void Zero.
- A adaptação cinematográfica de Thor – ou seja, a adaptação de banda desenhada do deus Nórdico – que conta com o sempre excelente Kenneth Branagh como director, já tem uma primeira imagem oficial. Como a maior parte dos super-heróis no mundo dos comics, o visual da personagem já sofreu muitas mudanças ao longo dos anos, mas esta imagem sugere que alguém sabia o que estava a fazer com o fato. Bónus. Anthony Hopkins vai desempenhar o papel de Odin. “Ouves as valquírias, Clarice?”
- Via Tiny Cartridge, aqui está algo fantástico. Escrito e desenhado por Peachifruit, “Let’s Destroy the Shagohod” é provavelmente a melhor paródia de sempre a Metal Gear Solid 3. Aqui estão a parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.
- Fortress Select!
Cinco cinco, nueve dos, nueve dos.
Mais umas novidades interessantes, principalmente aquelas que só agora descobri.
A primeira notícia tem o seu quê de engraçado. Por um lado, como tu dizes, o aumentar de discussão e de possíveis “brainstormings” através da internet – uma das suas melhores qualidades. Por outro, mostra o lado mais negro das websites de notícias, onde a corrida para o mais rápido levam à impressão de montes de notícias sem fundamente e feitas de especulação. E bem sabemos nós o que pode fazer hoje a especulação no nosso mundo. Apesar disso, gostei de descobrir esse WTF CNN
Quanto à notícia da Activision com a Bungie, sou directo e não é do meu agrado. Nem digo isto por ser mais apreciador desta ou daquela plataforma. Aliás, por essa lógica estaria muito contente pois só tenho PS3 e ter a possibilidade de ter alguns grandes títulos exclusivos da Microsoft na minha consola era muito bom.
Digo isto, porque o que faz esta indústria (e outras) correr e crescer são as rivalidades que existem entre plataformas. Os exclusivos são essenciais para o desenvolvimento, e para quem quer ver a indústria dos videojogos desenvolver-se só pode apoiar este tipo de exclusividade de certos títulos que são lançados no mercado. É ela que faz a produtora concorrente dar à sola para tentar superar o feito da outra, e assim sucessivamente, até que novas descobertas sejam lançadas, para que nós sejamos os grandes sortudos.
Posso estar a exagerar um pouco, mas já se tem visto essa perca de exclusividade em algumas sagas nesta geração, e agora duas grandes produtoras fazem um contracto. Não que vá significar algo, mas pode também acontecer precisamente o contrário. Espero bem que não
Abraço