
If {trabalhar para a revista Smash! não me deixa tempo suficiente para escrever A Semana em Pixels}, then {dizer que trabalhar para a revista Smash! não me deixa tempo suficiente para escrever A Semana em Pixels}.
- “Já Não é Cedo Demais?” é a jornalista de jogos Leigh Alexander a comparar imagens de Wall Street pós-9/11 e imagens de Crysis 2, o qual decorrerá em Nova Iorque enquanto oferece um nível de destruição sem precedentes. “Cevat Yerli, da Crytek, falou de uma sensação de ligação a, e um desejo de defender, a cidade de Nova Iorque como uma das forças emocionais que movem o mundo de Crysis 2, mas o 9/11 nunca veio a lume. Absolutamente ninguém fez essa associação enquanto olhavam para imagens da cidade coberta em cinza à deriva?” Aparentemente não. Parece-me uma perspectiva interessante na paisagem social e dos videojogos: o frenesim logo após as Torres Gémeas viu um número inacreditável de protestos sempre que imagens que lembrassem as pessoas dos ataques terroristas surgissem… Bem, em qualquer lado. Mas quase 9 anos depois ninguém parece condenar imagens semelhantes ou, pelo menos, imagens de videojogos que sejam semelhantes aos eventos desse dia. Curioso porque, como a própria Leigh também relembra, não foi há muito tempo que arte conceptual de Fallout 3 foi confundida com propaganda terrorista. Já é seguro para os videojogos saírem de baixo desta sombra em particular?
- O First-Person Observer, de Christopher Livingston, é baseado em sites de notícias sobre videojogos como se as notícias estivessem a ser transmitidas dentro dos próprios jogos. A maneira como mistura sátira, uma entrega fria dos factos e especulação sobre como as mecânicas e a ficção dos jogos funcionaria realisticamente é ouro puro. Exemplos principais disto são a falta de um sistema legal em Liberty City, o universo à espera que o Commander Shepard resolva pequenas querelas e como Sander Cohen afirma que os minijogos nunca serão arte (este último um ataque fantástico à opinião de Roger Ebert em relação aos videojogos não serem arte).
- Em seguimento do último, sim, o crítico de cinema Roger Ebert mais uma vez afirma que os videojogos nunca poderão ser arte. Instigado pela conferência da Kellee Santiago, ele faz algumas boas observações. Entre elas, ele critica a tentativa de Santiago de sugerir que o mérito artístico dos videojogos está a ser reconhecido pela sua penetração no mercado. O que, se pensarmos bem, é incrivelmente ingénuo de dizer. Por outro lado, muitos dos argumentos de Ebert ainda aderem a esterótipos e a uma ignorância do meio disfarçada com um véu de arrogância. “Não sou velho demais para “perceber” videojogos, mas posso ser letrado demais”, diz Ebert na sua conta no Twitter, e a ironia é que tresanda ao mesmo elitismo outrora mostrado em relação ao cinema.
- “Pode um computador fazer-nos chorar?”. Isto é um anúncio de 1983 da Electronic Arts, a qual tinha sido fundada pelo Trip Hawkins em 1982 e estava pronta para enfrentar o mundo com a sua visão dos videojogos. No anúncio podemos ver David Maynard (Chuck Yeager’s Advanced Flight Trainer) e Danny – posteriormente Danielle – Bunten (M.U.L.E., Modem Wars), entre outros. “É um meio de comunicação: uma ferramenta interactiva que pode aproximar os pensamentos e sentimentos das pessoas, talvez mais próximo do alguma vez foi possível. E enquanto daqui a cinquenta anos, a sua criação poderá não ser mais importante do que a chegada do cinema ou da televisão, há uma hipótese de que signifique algo mais”. Quanto mais as coisas mudam…
- Alguma vez jogaram Virtual On da Sega e quiseram que o jogo tivesse crustáceos em vez de robôs gigantes? Não? De qualquer maneira, aqui está Neo Aquarium: King of Crustaceans, o qual é… Virtual On com crustáceos em vez de robôs gigantes. Podemos escolher entre cinco personagens, entre os quais caranguejos e lagostas, e depois combater. Por combater entenda-se que estou a falar de técnicas como disparar balas e LASERS A PARTIR DAS NOSSAS TENAZES! Se ao menos eles usassem monóculos e cartolas, este seria o melhor jogo de sempre. No entanto as semelhanças entre “Neo Aquarium: King of Crustaceans” e “Neo Geo: King of Fighters” já o levam nessa direcção. Vejam o jogo em movimento aqui e ali, e façam download da demo por vossa própria conta e risco noutro sítio.
- E aqui está um demake 2D de Call of Duty: Modern Warfare 2, por CalbiTheZebra.
- O Homem dos Espelhos, um perfomer de rua que vestia um fato de vidro fragmentado, deve ter sido uma surpresa para quem visitou o Observatório Griffith em Los Angeles no ano passado. O utilizador do Flickr, SiLver sKY, esteve lá nesse dia e, entre imagens do observatório em si, tirou mais de 20 fotografias do homem. Por alguma razão o fato e algumas poses lembram-se da DC Comics na década de 1980, em particular do The Question. Se bem que quando as pessoas olham para ele em choque e surpresa, sem perceber o que ele está a fazer ali, já parece algo saído de “Crisis on Infinite Earths”.
- Em 1991, David Lynch regressou a “Twin Peaks” para dirigir o último episódio da série. Richard Beymer – que desempenhou o papel de Benjamin Horne – esteve presente durante a última semana de gravações e tirou fotografias incríveis ao resto do elenco. Bob ainda é arrepiante.
- Reguladores de Wall Street passaram horas a ver pornografia em vez de prestar atenção à crise. O título diz tudo, se bem que o artigo dá alguns exemplos do que aconteceu. Precisamos desesperadamente do Tyler Durden.
- Malcom McLaren – performer, iconoclasta, antigo empresário dos Sex Pistols e uma influência incontornável da estética punk – faleceu. Stuart Campbell, jornalista de videojogos e enfant terrible ocasional, fala sobre o legado do documentário “The Great Rock’n'Roll Swindle” sobre os Pistols.
- O céu antes do Katrina atacar.
- Mim brincar aos deuses!
- 25 maneiras diferentes de olhar para o Feiticeiro de Oz.
- De acordo com isto, sou uma pessoa de confiança… Menos quando se trata de fazer a barba
“You spoony bard!”
Your wish is my command!
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Engracei com o FPO assim que vi a maneira como entregavam os factos, e com uma notícia sobre a reforma dos “health packs”, onde entrevistam um Splicer de Rapture. Se encontrares a notícia, perto do final há uma citação que é de chorar a rir, porque tem tudo a ver com aquela ideia de transmitir “apenas as notícias” e porque tem tudo a ver com a loucura dos Splicers.
Com tantas reinterpretações do Alice, acho que já era hora de uma do Oz, desde que lhe fizesse justiça.
Quanto ao Ebert e a tudo isso… Ainda dou por mim na posição onde não sei se concorde ou discorde com o argumento geral. Em todo o caso, ele e outros partem de princípios de análise dúbios, além de mostrarem que não estão “equipados” para discutir o assunto – afinal de contas, os jogos são algo radicalmente estranho para certas gerações e exigem um grau de envolvimento que não é do agrado de todos. Tudo bem, “ver” um filme não é algo necessariamente passivo no sentido em que ver é também entender, processar, avaliar. Mas além disso os jogos também exigem aprender sistemas de interacção, interfaces, e afins. E além disso é um meio onde o pensamento crítico está ainda na infância quando comparado com o cinema.
Pingback: Tosta Mista » Modern Warfare 2 Remake em 2D
Ahahah o First Person Observer é genial! xD E finalmente saiu o MW em 2D… vou jogar
Amei as reinterpretações do Feiticeiro de Oz, há lá com cada um que é de nos deixar boquiabertos. Lindo!
E toda aquela *treta* dos videojogos não serem arte, é totalmente insuportável, dá vontade de enfiar um pé na boca de alguém.