
Mais um fim-de-semana, mais uns dias de cansaço terminal, mais alguns links, mais uns dias de saúde em declínio \m/
- Para quem questiona a integridade do jornalismo de videojogos e/ou pensa que é a única indústria onde a corrupção é uma forte possibilidade, isto pode ser um abrir de olhos. A Variety publicou uma crítica bastante negativa a “Iron Cross”, um thriller cujo único ponto de interesse parecia ser a presença de Roy Scheider (“Jaws”, “All That Jazz”, “Blue Thunder”) que faleceu durante as filmagens do filme. Acontece que a crítica foi removida e o autor da mesma, Robert Koehler, acusado de publicar a crítica à revelia dos seus superiores. Tudo isto porque a Variety tinha um contrato com os produtores do filme, os quais tinham pago à publicação 400 mil dólares para montar uma campanha de apoio durante os Óscares. Oops.
- Pasokon Gemu! é um artigo de 2008 escrito por Quintin Smith para o Rock, Paper, Shotgun. Sim, ando a linkar muito para lá ultimamente mas mesmo sendo um site exclusivo a jogos de PC, ainda tem alguns dos melhores artigos sobre videojogos que se podem encontrar nas internetes. Como é o caso: apesar da cobertura que muitos outros sites dão aos videojogos e à cultura japonesa associada aos mesmos, há sempre coisas que escapam, em particular algumas curiosidades ou aspectos menos procurados pelas audiências ocidentais. Neste artigo há alguns exemplos disso – como o facto de que os salões de arcada continuam incrivelmente populares lá mesmo depois de terem morrido no resto do mundo e também um jogo de arcada baseado na série Half-Life: Half-Life 2: Survivor.
- Esqueçam o facto de que a Ubisoft não compreende a sua base de consumidores (só por agora). Ao que parece, nem sequer compreendem os seus próprios jogos. Exemplo: as capas das versões europeias e norte-americanas de Settlers 7 são quase opostas em estilo e tom, e até vão contra alguns dos objectivos propostos pela Ubi.
- Castlevania: Rondo of Blood está a caminho da Virtual Console na Wii. Notícias excelentes. Rondo é um caso curioso: nunca viu um lançamento no ocidente para além de uma conversão para PSP há uns anos atrás, enquanto Symphony of the Night ganhou sucesso crítico e comercial. Curioso porque, tal como como Metal Gear Solid para PSX já tinha feito o mesmo com Metal Gear 2: Solid Snake para a MSX, também SotN parecia fresco apesar de ter reciclado muito do conteúdo visual e sonoro de Rondo. E enquanto SotN era Castlevania 2: Simon’s Quest dirigido a uma audiência de mente aberta, Rondo era Castlevania 3: Dracula’s Curse para quem procurava uma extensão tradicional da série. Ambos são formidáveis na medida em que preconizavam dois futuros muito distintos para a série, mas apenas um deles se tornou realidade.
- “Oil Rocks é única no mundo, uma pérola de ambição Soviética construída em várias fases depois de 1947. É uma cidade completa no mar, com 200km de ruas e com uma população superior a 5 mil homens (as famílias permanecem na costa). A maior parte dos seus habitantes trabalham por turnos – uma semana em Oil Rocks e outra semana na costa. Há apartamentos, uma padaria, um cinema, um jardim, uma escola. A construção sofre de uma má manutenção, com quilómetros de estradas submersas pelo mar. Em volta de alguns dos dormitórios dos trabalhadores, a linha da água chega até janelas de segundo andar. Apesar de um terço dos 600 poços do complexo de Oil Rocks estar inoperacional ou inaccessível, operações continuam sem um aumento significativo de investimento”.
- Algo delicioso: a revista Popular Science, em conjunto com o Google, tornou público todo o seu catálogo. Fundada em 1872 (!), apostava em artigos sobre ciência e tecnologia para os leitores em geral e não-especializados, com a intenção de ensinar o público sobre vários aspectos da ciência (conseguem imaginar uma revista a fazer o mesmo em relação aos videojogos?). Aqui ficam alguns exemplos do que podem encontrar: carros preparados para alertar e registar radiação residual resultante de bombas (em Junho de 1955) e o apelo à construção rápida de abrigos subterrâneos devido à possibilidade de os russos estarem a criar os seus próprios abrigos baseados num “programa sério e energético de defesa civil” (em Janeiro de 1962). Se alguma vez se perguntaram que tipo de coisas influenciaram o mundo da série Fallout, nomeadamente a visão optimista do futuro e o medo da guerra nuclear, este é um bom ponto de partida.
- Nietzsche, além de pertencer à categoria de “filósofo lunático com bigode inegavelmente másculo”, era também um compositor. A sua obsessão por Wagner era bastante conhecida mas ao que parece Julian Young, ao escrever o livro “Friedrich Nietzsche – A Philosophical Biography”, descobriu que Nietzsche compôs algumas músicas. Young decidiu disponibilizá-las aqui.
- O Terrível Segredo de Animal Crossing. A luta desesperada para escapar ao pesadelho da ilha controlada por Tom Nook. A verdade cruel que a Nintendo esconde às pessoas.
- Conjunto de fotografias da Biblioteca Vasconcelos, no México. Diz-se que uma imagem vale mil palavras mas neste caso, são certamente as mais de mil palavras guardadas naquela megabiblioteca que dão valor à imagem.
- Steambirds. Steampunk. Segunda Guerra Mundial. Combate aéreo por turnos. Não tão bom quanto Achtung Spitfire (mas também, quantos são?), mas dá para perder uns minutos.
- Parrot AR Drone, ou, algo que finalmente justifica o preço de um iPhone. Só lhe faltam duas mini-metrelhadoras de 7,62 mm.
- A história do canteiro. Simples mas poderoso. Bónus: não inclui Quick-Time Events!
- E se as forças policias de Liberty City tivessem uma conta no Twitter?
- Baixo, diagonal baixo-direita, direita, HOBOKEN!
- “Camaradas vespas, a nossa hora chegou! Não sofreremos mais com a opressão humana! Esta noite, cavalgaremos as nossas aranhas até Valhalla!”
- E suponho que os planos das vespas começaram com isto.
“You were almost a Jill sandwich!”
Estou de acordo contigo mas há bastantes jogadores que pensam ser algo prevalente na indústria, apenas porque muitas vezes discordam de notas e desconfiam de publicidade em sites. Por vezes há razões para ter uma certa suspeita (quando o Gertsmann saiu da Gamespot, disseram que a linha editorial dele já tinha vindo a ser questionada mas também convem relembrar que bastante dinheiro tinha sido investido em ‘ads’ de Kane and Lynch… E o pior é que até acho que o jogo não mereceu muita da má publicidade – podia não ser material de jogo do ano, mas era um “buddy movie from hell” bem conseguido em certos aspectos) mas há sempre aquela ideia de que somos todos um corruptos. Se é verdade que há dinheiro a ser gasto em coisas que nem nos apercebemos, está longe de ser o único meio onde isso acontence. Mas para quem pensa que sim… There you go.
Têm sido semanas estranhas, com altos e baixos de notícias. Boa parte vai do normal ao entediante: sai jogo X, tipo Y diz que jogo Z vai revolucionar género tal… E depois surgem coisas tipo Activision e Infinity Ward. Bah.
O jornalismo sempre foi alvo de pressões, seja ele qual for, nem que seja aquela pressão algo “invisível” que paira nas redacções quando têm de falar de algo (bem ou mal) ligado aos seus patrocinadores! Claro que há casos mais notórios que outros (como é o caso exposto aqui), mas seja em que ramo for, vai sempre existir esse tipo de situações.
Tudo depende do jornalista… Por acaso isso é algo que estão sempre a apertar connosco durante o curso. Para não nos deixarmos “absorver” por esses lobbies! Venha o que vier, temos de saber afastar-nos disso (claro que é muito giro quando isso sai da boca de jornalistas já tão fixos no meio que ELES são o próprio lobby! lol).
Anyway, semana calma esta!