2 A Semana em Pixels #15

Dei por mim com uma cópia de Bioshock 2 para analisar na Xbox 360, cujo texto vai aparecer no próximo número da revista Smash!. O resultado é um shooter mais refinado mas uma experiência inferior ao original. Um bom jogo mas não mais que isso – o que, considerando o primeiro título e o clima actual de videojogos, até é positivo. Mas há ali todo um potencial que ninguém soube aproveitar. Eventualmente, antes de Fevereiro acabar, devo deixar uma paredezita de texto sobre o jogo aqui. Mas pegar em Bioshock 2 teve pelo menos um aspecto positivo – deixar-me a pensar no original, o que me levou a revisitar a primeira iteração de Rapture e a deixar aqui alguns links relacionados ao jogo.

  • Muitas vezes dei por mim a pensar que o primeiro Bioshock devia ter tido apenas uma Little Sister e um Big Daddy, e que a nossa interacção com eles ao longo de várias etapas do jogo devia moldar o final em vez de, como acontece no título da Irrational, assentar numa perda gradual de espanto que foram os encontros rotineiros entre eles. Entretanto, vejo esta incrível performance em Berlin que envolve a reunião entre “um Grande Gigante, um mergulhador de profundidade, e a sua sobrinha, a Pequena Giganta”, para comemorar o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim e não consigo evitar de me repetir: Bioshock devia ter tido apenas uma Little Sister e um Big Daddy. Tenho bastante respeito por Levine e companhia mas nestas fotos há mais impacto, mais história, mais emoção do que “CARREGUEM EM X PARA SALVAR”.

  • Ken Levine tirou tempo para revelar alguns segredos sobre System Shock 2, no qual Bioshock se inspirou em virtualmente tudo, lançado em 1999. Para mim a única novidade ali é que, a dada altura, a equipa considerou segmentos de gravidade zero onde o jogador passava da Von Braun para a Rickenbacker. O que acho curioso aqui é que já ouvi dizer várias vezes que Dead Space poderia ter sido um sucessor espiritual de System Shock 2 mas problemas no licenciamento impediram isso. Se assim for, não me admirava que isto fosse um dos elos de ligação.
  • Ainda no campo Bioshock, aqui está o primeiro título analisado como sendo um jogo de puzzle, onde Pipemania é o jogo em si e tudo o resto é um sistema de “lobby”. Grande ideia.
  • E para acabar, eis o que acontece se forem daltónicos e estiverem a jogar Bioshock 2.
  • No seguimento disso, o jornalista de videojogos Dan Griliopoulos escreve um artigo no Rock Paper Shotgun sobre os problemas que um jogador dáltonico tem em lidar com certos jogos. Entre os quais… Bioshock 2. Ok, já chega!
  • Os cavalheiros do RPS descobriram outro grande motivo para não trabalhar no escritório. Great Dungeon in the Sky, nas palavras do Alec Meer, “é um Diablo/Pokemon/Spelunky (…) um jogo de salta-espeta a 16 bits onde, para além de avançarmos por entre níveis gerados semi-aleatoriamente à espada, colecionamos classes de personagens. Matem uma Gelatina Terrível (tradução minha), e podem escolher jogar como uma Gelatina Terrível no próximo nível/morte”. Além disso, é feito por alguém que se intitula Rocket Ninja Games. É preciso mais algum motivo para jogarem?
  • Apenas um Mega-Buster e perícia.
  • O que abre um território riquíssimo em piadas sobre collants.
  • “Querida indústria de videojogos, por favor parem de fazer videojogos durante um ano”. Um artigo de opinião com algum mérito na Gamespy.
  • A melhor cena de acção de todos os tempos?
  • A idiotice masculina simbolizada num botão para desligar.
  • Esta noite, tocamos acordeão NO INFERNO!
  • Starfeld. Sátira minimalista e brilhante a Mass Effect 2.

Olha para ti, hacker. Uma patética criatura de carne e osso, ofegante e suado enquanto corres pelos meus corredores. Como podes desafiar uma máquina perfeita e imortal?

2 Responses to A Semana em Pixels #15

  1. O que o Bioshock 2 faz bem é refinar o combate e, entre a possibilidade de usar tanto Plasmids como armas em simultâneo, oferece aqueles pequenos impasses mexicanos entre o Big Daddy e os Splicers quando defendemos a Little Sister.

    Fora isso e como dizes, é aborrecido. É estranho porque o Bio2, enquanto shooter, é o shooter que o primeiro devia ter sido; enquanto jogo, enquanto experiência total, o Bio1 ainda é superior. O potencial mal aproveitado é assustador – caso exemplar o das Big Sisters que têm um punhado de boas sequências (todas elas as primeiras vezes em que surgem) mas depois disso tornam-se rotineiras, banais até, nada mais que um mero boss previsível. E então o nosso Big Daddy é… Bem. A introdução sugere toda aquela brutalidade, um pequeno lampejo pré-humano naquela violência e na total ausência de consciência, e depois… O primeiro Tonic que encontramos é o que torna o BD mais rápido; como se a 2K Marin tivesse medo de que controlar um BD não fosse ao gosto de todos e então, toca a torná-lo em mais um protagonista normal. E depois a broca é incrivelmente sonsa, apenas chegando a um nível de poder invejável se fizeres pesquisas com a câmara e usares certos Tonics. Mas até lá passas o tempo todo a sentires-te muito pouco BD em força e resistência.

    Starfeld é muito curto, mas há ali dois monólogos… “I improved the air freshner AI – it now knows when you masturbate”, e depois uma frase da segunda NPC que, juntamente com o namorado (o outro NPC), disseram o nome do protagonista enquanto fizeram sexo. Só me ocorria “yep, Shepard is THAT awesome” XD

    E aquela cena é Bollywood com Michael Bay na veia!

  2. Por acaso, BioShock 2 não me cativou praticamente nada… achei bastante aborrecido e continuo a preferir o primeiro.

    Já o Starfeld não é bem feito! Eu nunca fiz upgrades à minha nave e depois tive um final totalmente dramático e chorava que nem uma menina ao longo da última missão! LOL

    E aquela cena de acção… BRUTAL! xD