2 A Semana em Pixels #14

E mais uma lista.

  • A Edge publicou uma pequena retrospectiva a Robotron 2084. Talvez o melhor jogo de Eugene Jarvis, viria a influenciar títulos como Smash TV (também de Jarvis), Gauntlet IV e jogos mais recentes como Dead Rising e Geometry Wars. Design puro, cristalino, sem concessões, jogabilidade emergente antes de o termo existir. Vale a pena recordar.

  • Filmagens verdadeiras de Heavy Rain (contém spoilers e nudez, vejam antes que desapareça). Há ali algo que desperta a curiosidade e que repele. Não em termos de Uncanny Valley mas no excesso de detalhe em algumas cenas e a ausência do mesmo em outras (a saber, dezenas de interacções onde Madison simula o dia a dia mas um pequeno detalhe que nos leva a pensar que o futuro dos videojogos não é muito higiénico; será interessante verificar a versão final para ver se o estúdio se apercebeu).
  • Um programa televisivo japonês faz grande alarido sobre Chii, uma cadela em Okayama que se “ri” quando o dono está por perto. Só que olhos fechados, tremores e cauda baixa não são sinal de alegria, são sinal de medo. (In)felizmente, vi bastante crueldade para com animais e regra geral consigo perceber a diferença. Ao ver Chii, a primeira reacção que tenho não é “que lindo” mas sim “que horror”. Como raio é que não se consegue perceber isto?
  • Médicos porto-riquenhos revelam espírito festivo por entre a desgraça no Haiti. Só é pena que seja à custa das vítimas.
  • Mirror’s Edge, provavelmente um dos jogos surpresa da Electronic Arts nos últimos tempos, poderia ter tido uma versão para  Wii. É interessante pensar nisso porque o conceito de Mirror’s Edge poderia ter sido reduzido a algo mais primal, mais instintivo – como o foi no DLC Pure. Limem a história desnecessária, concentrem-se na cor e removam boa parte (se não todo) o combate e o que sobra são os melhores aspectos do jogo. E se assim o fizessem, não havia razão nenhuma para que não fosse lançado na consola da Nintendo.
  • Se ao menos o Hitchcock estivesse .
  • Luzes, som, trompe l’oeil.
  • Quando o virem não vão conseguir deixar de o ver.
  • Os efeitos psicotrópicos de Endor.
  • Nathan Drake não consegue lidar com o poder do pélvis.
  • Se as fotografias roubam a alma, a Nikon rouba o respeito.
  • A tabela periódica de controladores.
  • Ainda ninguém descobriu uma cura para a Sida. Porque será?
  • Hello KittyaaaaAAARGH!

Visualshock! Speedshock! Soundshock! Now is the time to the 68000 heart on fire!

2 Responses to A Semana em Pixels #14

  1. Também estou céptico quanto ao jogo. Espero conseguir pegar nele assim que sair porque tenho curiosidade, mas como dizes, há ali coisas que não parecem muito bem estruturadas.

    We’ll see :)

  2. O vídeo do Heavy Rain realmente é muito intenso. Já tinha visto um outro, exactamente da mesma cena, só que ela [o jogador] falhava mais e tornou-se mais aborrecido, já que ela era um saco de porrada. Interessante ver como falhar redondamente e acertar em praticamente todas as combinações têm um resultado idêntico!

    A não ser que, na casa de banho a cena final seja diferente. Na primeira que eu vi, onde o jogador falha quase tudo

    /// SPOILER ///

    ela é apanhada por trás na casa de banho e uma faca é posta no pescoço da personagem e tem inicio um movimento que, suspeito ser, um corte daqueles bem profundos

    /// FIM SPOILER ///

    mas neste video não sei se isso iria acontecer ou não, talvez o resultado diferente seja esse, onde ela na casa de banho fica a salvo.

    Seja como for, acho que Heavy Rain será a maior desilusão de todos os tempos. Por menos, daquilo que tenho visto (e o jogo ao ser visto mostra logo praticamente tudo o que tem a oferecer), não tem lá nada que surpreenda ou que vá valer a pena.

    Não falo da história porque não sei o que vai sair dali, mas algumas falas, algumas atitudes e algumas situações, são dignas de uma gargalhada bem alta de tão más que são :P Então aquela no centro comercial, é no mínimo aparvalhada!