
E mais uma lista.
- A Edge publicou uma pequena retrospectiva a Robotron 2084. Talvez o melhor jogo de Eugene Jarvis, viria a influenciar títulos como Smash TV (também de Jarvis), Gauntlet IV e jogos mais recentes como Dead Rising e Geometry Wars. Design puro, cristalino, sem concessões, jogabilidade emergente antes de o termo existir. Vale a pena recordar.
- Filmagens verdadeiras de Heavy Rain (contém spoilers e nudez, vejam antes que desapareça). Há ali algo que desperta a curiosidade e que repele. Não em termos de Uncanny Valley mas no excesso de detalhe em algumas cenas e a ausência do mesmo em outras (a saber, dezenas de interacções onde Madison simula o dia a dia mas um pequeno detalhe que nos leva a pensar que o futuro dos videojogos não é muito higiénico; será interessante verificar a versão final para ver se o estúdio se apercebeu).
- Um programa televisivo japonês faz grande alarido sobre Chii, uma cadela em Okayama que se “ri” quando o dono está por perto. Só que olhos fechados, tremores e cauda baixa não são sinal de alegria, são sinal de medo. (In)felizmente, vi bastante crueldade para com animais e regra geral consigo perceber a diferença. Ao ver Chii, a primeira reacção que tenho não é “que lindo” mas sim “que horror”. Como raio é que não se consegue perceber isto?
- Médicos porto-riquenhos revelam espírito festivo por entre a desgraça no Haiti. Só é pena que seja à custa das vítimas.
- Mirror’s Edge, provavelmente um dos jogos surpresa da Electronic Arts nos últimos tempos, poderia ter tido uma versão para Wii. É interessante pensar nisso porque o conceito de Mirror’s Edge poderia ter sido reduzido a algo mais primal, mais instintivo – como o foi no DLC Pure. Limem a história desnecessária, concentrem-se na cor e removam boa parte (se não todo) o combate e o que sobra são os melhores aspectos do jogo. E se assim o fizessem, não havia razão nenhuma para que não fosse lançado na consola da Nintendo.
- Se ao menos o Hitchcock estivesse lá.
- Luzes, som, trompe l’oeil.
- Quando o virem não vão conseguir deixar de o ver.
- Os efeitos psicotrópicos de Endor.
- Nathan Drake não consegue lidar com o poder do pélvis.
- Se as fotografias roubam a alma, a Nikon rouba o respeito.
- A tabela periódica de controladores.
- Ainda ninguém descobriu uma cura para a Sida. Porque será?
- Hello KittyaaaaAAARGH!
Visualshock! Speedshock! Soundshock! Now is the time to the 68000 heart on fire!
Também estou céptico quanto ao jogo. Espero conseguir pegar nele assim que sair porque tenho curiosidade, mas como dizes, há ali coisas que não parecem muito bem estruturadas.
We’ll see
O vídeo do Heavy Rain realmente é muito intenso. Já tinha visto um outro, exactamente da mesma cena, só que ela [o jogador] falhava mais e tornou-se mais aborrecido, já que ela era um saco de porrada. Interessante ver como falhar redondamente e acertar em praticamente todas as combinações têm um resultado idêntico!
A não ser que, na casa de banho a cena final seja diferente. Na primeira que eu vi, onde o jogador falha quase tudo
/// SPOILER ///
ela é apanhada por trás na casa de banho e uma faca é posta no pescoço da personagem e tem inicio um movimento que, suspeito ser, um corte daqueles bem profundos
/// FIM SPOILER ///
mas neste video não sei se isso iria acontecer ou não, talvez o resultado diferente seja esse, onde ela na casa de banho fica a salvo.
Seja como for, acho que Heavy Rain será a maior desilusão de todos os tempos. Por menos, daquilo que tenho visto (e o jogo ao ser visto mostra logo praticamente tudo o que tem a oferecer), não tem lá nada que surpreenda ou que vá valer a pena.
Não falo da história porque não sei o que vai sair dali, mas algumas falas, algumas atitudes e algumas situações, são dignas de uma gargalhada bem alta de tão más que são
Então aquela no centro comercial, é no mínimo aparvalhada!