
Fim de semana cheio de trabalho, gripe e Brütal Legend para acabar. Quanto mais tempo passo com o jogo de Schafer, mais sinto que os designers actuais lamentam profundamente o meio dos videojogos – conceitos brilhantes afogados em mecânicas familiares para não defraudar quem só quer “um jogo”. Psychonauts sofreu do mesmo, Braid fez grande alarido sobre a mecânica central ser a narrativa quando isso só aconteceu nos últimos minutos, e quanto menos especularmos sobre quanto “jogo” sobra se retirassemos as sequências não-interactivas de Metal Gear Solid melhor. Mais uma lista de links para colmatar paredes de texto que não tenho tempo para escrever.
- Fascinante artigo na Gamasutra onde Jordan Mechner (de Prince of Persia) e Eric Chahi (de Another World) falam sobre inspiração. Bónus: Chahi está aparentemente a trabalhar num novo jogo. EREÇÃO LANÇADA!
- Para quem não sabe, tem havido uma batalha jurídica entre a Bethesda e o que restou da Interplay. Os dois motivos principais são a falha no cumprimento em desenvolver um MMORPG baseado em Fallout por parte da Interplay, e o lançamento de um Fallout Trilogy que – de acordo com a Bethesda – leva os consumidores ao erro por sugerir indirectamente que essa edição inclui todos os títulos principais da série Fallout, quando na verdade só inclui os dois primeiros e o spin-off de combate táctico. O pessoal do Duck and Cover obteve transcrições da audiência preliminar. Longo mas vale a pena ler, em particular pela aparente falta de vocação por parte do advogado da Bethesda.
- Os cavalheiros do RPS descobriram Cyber-Wing, o qual se parece estar a tornar na melhor maneira de jogar Herzog Zwei – discutivelmente o primeiro RTS a ser criado – sem terem que ir buscar uma Megadrive ao vosso armário cheio de bolor. Página oficial do jogo aqui.
- Bayonetta tornou-se um ponto de discussão em certos círculos, em parte devido aos seus atributos, em parte pela maneira como as pessoas olham para esses atributos. Leigh Alexander (Sexy Videogameland, Gamasutra, Kotaku e regra geral em toda a internet) escreveu um artigo para a Gamepro onde se pergunta se a personagem homónima representa poder para jogadoras ou se explora a ideia de mulher em geral, e depois discutiu um pouco mais sobre o assunto no seu blogue. As respostas às opiniões dela são sempre curiosas. Como a voz feminina mais proeminente na crítica de videojogos – discutivelmente a mais forte que temos – e é sempre interessante ver como a sua perspectiva é recebida por jogadores masculinos, especialmente quando ela – como é o caso em Bayonetta – constrói um argumento positivo sobre a sexualidade feminina em videojogos. Muito para ler e pensar. Preciso de escrever qualquer coisa sobre o jogo, se tiver a oportunidade.
- E agora, notícias de um universo alternativo. A Sega tentou fazer os seus jogos Dreamcast compatíveis com a Xbox original.
- Por outro lado, notícias da nossa realidade deprimente. O Daily Mail ainda é o único jornal a não fazer destaque de primeira página à situação no Haiti. 50,000 mortos esquecidos em favor da Beyonce e do Poirot. Vai jornalismo, vai!
- Ainda sobre o Haiti, o Global Post relembra que o melhor é mandar dinheiro, não tralha.
- Chris Avellone fala sobre escrita em videojogos no seu blogue na Obsidian Entertainment. Citação escolhida a dedo: “algumas das melhores “histórias” que experimentei em Fallout 1 e 2, por exemplo, foram aquelas onde Subterfúgio e Combate falaram por si próprias em termos de reactividade e soluções para demandas”. Sim.
- E o maior bárbaro de todos os tempos caminha livre sobre a terra mais uma vez.
- Joystiq lança um olhar breve sobre o design do escudo de Link na série The Legend of Zelda, contrastando o então e o agora.
- Um para os cultistas. O primeiro jogo Clock Tower da Human Entertainment, lançado originalmente para Super Nintendo em 1995, ficou-se pelo estatuto de culto graças a nunca ter sido lançado fora do Japão. O relançamento de uma versão para PSX em 1997 também se ficou pelo mesmo destino, o que fez com que muitos jogadores não soubessem que essa versão incluía alguns extras. Um deles era um comic de 10 páginas que servia de prelúdio para os eventos da mansão Barrows. Recentemente, foi traduzido e publicado online por – quem mais poderia ser? – fãs do jogo. Curto mas directo ao assunto.
- E aqui está uma para os retros. Consollection é um site de Patrick Molnar que apresenta quase 150 consolas e portáteis de videojogos, com uma breve exposição sobre o seu lugar na história, completo com imagens do hardware e das suas embalagens.
- Caixas de jogos com títulos de filmes. O artista gráfico Robert Penney imaginou uma pequena série de embalagens baseadas em jogos retro baseados em filmes recentes.
- Um modo de vida.
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