3 A Semana em Pixels #10

Portanto, a falta de novidades nestas últimas semanas foram o primeiro falhanço oficial de 2010. Felizmente, tenho muitos leitores para me lembrarem desse facto. Por acaso é só um, mas ei!, em espírito ele é uma LEGIÃO! Portanto, a falta de novidades tem sido primariamente em função de um merecido descanso, tentar acompanhar os jogos que não tive oportunidade de jogar em 2009, e a perguntar-me como é que as coisas ficarão piores este ano. Portanto, os links.

  • John Romero (sim, Ele) fala sobre Secret of Mana da Squaresoft e Nasir Gebelli, o seu programador, em particular. Para quem não o conhece, Nasir ganhou uma certa reputação no campo, desde os dias do Apple II. Neste artigo, Romero fala sobre o processo de desenvolvimento complicado em torno do jogo, com várias revelações curiosas.

  • “Coitada da rapariga confusa”. A publicidade da Sony no seu melhor.
  • Fé memorável. Esta coluna de opinião na GameSetWatch explora como Mirror’s Edge – e Faith, a sua personagem principal – são mais memoráveis em jogabilidade do que em tentativas mais tradicionais de contar histórias. Digo isto há anos. Jogabilidade enquanto narrativa (ver também: Grand Theft Auto, Deus Ex, Elite, roguelikes, etc.) é o que separa os videojogos do resto. Porquê matar o que é único neles?
  • Daniel Bullard-Bates discute sobre como a edição de filmes – o processo de cortar na gordura e dar destaque às cenas mais importantes para um lançamento no cinema, e depois optar por incluir conteúdo cortado numa secção de extras quando lançado em DVD – também deveria ser aplicada aos videojogos. Uma ideia interessante, em particular quanto ao género onde ele a aplica – jogos de role-play – mas a notar, os meios são baseados em ideias diferentes de conteúdo. Ao jogar Arcanum: of Steamworks and Magick Obscura, algumas das situações com mais impacto foram de personagens meus a viver em situações de miséria quase constante, literalmente a vasculhar caixotes de livo à procura de materias que permitissem criar objectos para estes serem vendidos e gerar lucro. No entanto, se adaptássemos o jogo a um filme, seria difícil encontrar uma grande audiência que estivesse disposta a ver este conteúdo várias vezes. Mas em formato de videojogo, é uma das experiências que constrói carácter. Vale a pena ler, mesmo assim.
  • Por falar em role-plays, Grayson Davis fala sobre a diferença entre desempenhar um papel sob uma perspectiva de narrativa (como o herói que carrega nos ombros o fardo de salvar o mundo), e de sacrificar a integridade narrativa em favor do conteúdo (como fazer uma escolha que contraria um papel heróico apenas para aceder a mais conteúdo). Ele pergunta-se se devemos culpar um estúdio ou a nós próprios, e fala sobre como interesses diferentes podem oferecer experiências diferentes no género. Vão ler.
  • Trailer de Dark Void Zero para DSi. Aposto que, tal como aconteceu com Bionic Commando Rearmed e Bionic Commando, vou gostar mais da versão retro do que a de chamada “próxima geração”.
  • Record of Agarest War e Prinny 2: Dawn of the Great Pantsu War. Também conhecidos por, mais uma razão para nos sentirmos sujos em relação a videojogos.
  • Na Eurogamer.net, Alexander Gambotto-Burke escreveu sobre como é boa ideia ver pessoas como Romero e Molyneux falharem, chegando à conclusão de que as experiências mais perigosas que acabam por falhar são preferíveis aos jogos seguros e sem alma da indústria. De aplaudir, apesar de ser discutível que Heavy Rain, nas suas palavras, tenha gerado um diálogo entre jogadores sobre “compromisso emocional, sofisticação artística, e abordagens alternativas à narrativa interactiva dos videojogos”. Isto já acontece há alguns anos mas a maior parte dos jogadores recusa aceitar isso baseado no princípio de estes diálogos ocorrem em lugares que não lhes interessam – a saber, grandes pensadores e estúdios independentes que regra geral operam à margem da indústria.
  • Dias de um futuro passado.
  • Super Mario Jesus.
  • A caneta é mais lenta que a espada, mas tem o poder de chamar agentes da autoridade.
  • Traumatizados depois de verem Avatar? Deprimidos demais por Pandora não ser real? A internet tem uma solução. Talvez.
  • Guitar Villain.

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3 Responses to A Semana em Pixels #10

  1. Gracias :) É, a falta de tempo e disponibilidade para dar atenção ao blogue torna-se frustrante. Tenho cerca de dez documentos de texto a meio gás com ideias, notas soltas e pequenos parágrafos sobre vários assuntos… E considerando que costumo traduzir o que escrevo, dá para perceber porque demoro ainda mais.

    A imagem é uma alusão ao estado das coisas. Chegámos ao FUTURO!… O qual parece o passado, e do qual ainda não saímos. Onde está o meu raio de teletransporte? A minha realidade virtual? Nada! Está tudo na mesma :P

  2. Ah sim, e ter uma imagem do Back to the Future, já valeu a pena! lol

  3. Realmente, não tem acontecido grande coisa :P Mas o melhor de tudo isto é ler o que escreves, por isso, não pares! eheheh Até podias estar a escrever que o preço da batata subiu e que o tremoço já não é o que era, continuava a ser interessante! ;)