Comments Off A Semana em Pixels #2

Chegado aos 29 anos de idade, pouca coisa mudou. Continuo a encontrar a caixa de email cheia de publicidade a produtos para aumentar o meu apetite sexual (quando na verdade precisava era do oposto), continuo a ter pouco tempo para jogar e para falar sobre jogos (sobram os artigos para a Smash!), continuo a não conseguir estar com os meus amigos (que me parecem tão longe e tão ocupados como eu). Intervalos de 5 minutos para catalogar curiosidades, ao menos, tem resultado (também é só o segundo fim de semana que tento isto mas já se sabe que mais cedo ou mais tarde vai correr mal). Ora cá vamos nós:

  • Amor em estado de pixel a 15 cores – Colossal Katamari.
  • Divi-dead, uma novela visual Japonesa que vê um estudante universitário a braços com temas sexuais e de horror (como os nossos anos na universidade, certamente), lançado no longínquo ano de 1998, teve direito a uma versão… Para a internet. Um grupo de fãs dedicados criou uma versão em Flash para jogar online que até permite gravar o nosso progresso. Vai, eroge, vai!
  • Christopher Walken interpreta “Pokerface” de Lady GaGa. Há ali um remix à espera de ser feito.
  • A minha análise a Syndicate da Bullfrog para a maravilha de 16-bits da Sega já está disponível na Sega-16.com. Mais um caso de “podia ter sido”, infelizmente. Do outro lado da rua, há debitação de caractéres sobre Batman: Arkham Asylum na Hi-Gamers.
  • Era um pop português dos anos 80, faxavor.
  • Natalie Portman rocks. Assim o diz O LORDE DO TERROR.
  • Nintendo SESSENTA E QUAAAAAAAAATRO!
  • 15 dos Anúncios Antigos Mais Arrepiantes de Sempre. Por acaso, algumas daquelas atitudes ainda prevalecem na publicidade contemporânea, o que é arrepiante em si.
  • O Espectáculo de Fantoches. Crianças como bonecos. Um aviso perturbante.
  • Hiro é o meu herói.
  • Depois do cascalho de Randy Pitchford, vem a tempestade de três dos maiores distribuidores digitais de videojogos. Direct2Drive, GamersGate e Impulse dizem “não” à distribuição online de Modern Warfare 2 porque, passo a citar, “o Steamworks da Valve é um Trojan” e recusam-se a vender futuros jogos até a Valve separar os jogos destes elementos. Tradução: todos querem uma fatia de MW2, o que é justo. Ninguém quer vender um jogo que precisa de sistema de autenticação provenientes da competição, o que é justo. Que alguém se esqueceu de dizer à D2D que eles ainda têm no seu catálogo jogos com integração ao Steamworks, é só rir. Que eles só agora tenham decidido “desafiar o monopólio”, precisamente nas vésperas da venda de um dos títulos mais antecipados do ano, parece bastante hipócrita. Aposto que vamos saber mais nos próximos dias.
  • Esplêndido como sempre, Simon Parkin fala sobre a posição da Alemanha contra os videojogos violentos.
  • O sempre excelente Tim Rogers pergunta se os videojogos podem ser nossos amigos. O resultado é uma sempre excelente (e longa) resposta. Pontos de bónus por um dos filmes a preto e branco mais assustadores de sempre.
  • António Sérgio, provavelmente o último dos grandes radialistas, faleceu Sábado passado. Descobri a sua voz inconfundível e gosto musical ímpar na “Hora do Lobo”, a única altura em que valia a pena ouvir a Rádio Comercial. Findo esse programa nocturno perdi contacto com outras ondas hertzianas por onde Sérgio passou, mas fica a memória de imensas horas abismado com as sonoridades que fui descobrindo graças a ele. Video killed the radio star mas ele marchava em frente como se tivesse sido o contrário. Por isso, e por muito mais, vai fazer falta. Na impossibilidade de uma homenagem à sua altura fica a memória de algo que me ajudou a descobrir – Cuts You Up, do ex-Bauhaus Peter Murphy.

El fin.

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