2 Smash #3

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Talvez melhor do que qualquer outro estúdio actual, a Infinity Ward sabe ir buscar as inspirações certas a Hollywood. Enquanto muitos jogos apostam em sequências cinematográficas que separam os jogadores do jogo, os responsáveis por Medal of Honor: Allied Assault e por vários capítulos da série Call of Duty procuram o equilíbrio certo entre espectador e actor. A perspectiva de primeira pessoa torna-se a câmara de filmar através da qual exploramos a temática da guerra mas também o ecrã de cinema onde absorvemos todo o impacto do espectáculo visual. Esta preocupação do estúdio esteve sempre presente nos seus jogos mas foi Call of Duty 4: Modern Warfare que elevou a fasquia do que era possível realizar nos First-Person Shooters (FPS).

Só que dizer adeus a Hitler para nos convidar a “dançar” Tangos com Charlies não foi tarefa fácil. Para o estúdio canadiano era urgente reinventar a série sem perder de vista os elementos mais importantes. A tradição de contar uma história através de personagens diferentes ficou intacta, com os jogadores a viajar meio mundo para lutar contra o terrorismo global numa montanha-russa de emoções onde o imediatismo dos combates e a acção over-the-top se uniu a um nível narrativo inesperado. Os fãs mais ferrenhos foram brindados com uma experiência tecnológica ímpar e viram a componente online ser revitalizada com inúmeras novidades – o suficiente para que 15 milhões de jogadores online fossem registados através do Xbox Live e da PlayStation Network.

Modern Warfare gerou muitas expectativas e transformou-se num dos jogos de maior sucesso nesta geração de plataformas; uma verdadeira injecção de criatividade numa série cujos trunfos não escondiam o caminho previsível para onde se dirigia. Depois de vender mais de 10 milhões de cópias, a pergunta que muitos fazem é – como irá Modern Warfare 2 superar tudo isto?

Podem ler o resto deste texto sobre Modern Warfare 2 no número 3 da revista Smash, que já se encontra nas bancas. Nesta edição, também falo sobre as atitudes negativas em torno da recente onda de periféricos na minha coluna de opinião Visão Periférica, sobre a Zynga e a sua posição de líder de mercado nos jogos socias, e ainda há tempo para uma mini-reportagem sobre o evento Subsolo – A Arte da Rebelião.

2 Responses to Smash #3

  1. Yo dawg I heard you like words with your info so I put some information that you can read while you get informed, yo.

  2. Renato Lopes says:

    Em primeiro lugar, sim, vou atrasado na leitura (acabei agora de ler a tua peça na Smash! sobre aquela produtora que faz jogos para redes sociais).

    On to the comment:

    Eu achei o texto bem escrito, sim, mas não consigo deixar de me perguntar se tiveste realmente acesso ao jogo ou se foi um mero agregado da informação que corre pelas internetes.