Já toda a gente ouviu falar da violência na sociedade. Não é preciso vir aí nenhuma velhinha de avental dizer o “ai jesus!” para vomitar mais uma ou outra profecia do tipo “jogos violentos criam jovens violentos”. Já todos ouvimos, já todos discutimos a veracidade (ou a falta dela) deste tópico. Mas indiscutivelmente, há uma relação directa entre os videojogos e os muitos rambos sintéticos que encontramos online. Dificilmente encontramos seres tão musculados virtualmente como em jogos de acção, já em jogos menos, vá lá, convidativos ao tiro e facada, os rambos são menos agressivos, talvez alguns Fangios do volante a roçar o taxista ou autênticos Da Vincis das plataformas. Infelizmente, esta classe da bazófia de entretenimento, vulgo trolls, estão em todo o lado. Mas é no belo Call of Duty, Gears of War ou Halo que o verdadeiro troglodita, afogado em esteróides fictícios se revela. E digam o que disserem, é a natureza do jogo que os torna tão… “bonitos” de se ver, ou neste caso, de se ouvir.
Agora vamos à polémica. Dir-se-ia que a culpa é do jogo, claramente visceral e agressivo que os torna assim? Eu tenho uma teoria diferente, se me permitem… A culpa é do anonimato… A culpa do fraco QI de muitos discursos em lobbies e durante jogos é do facto de que seja o que for que é dito, em nada serão estes culpabilizados, responsabilizados se quiserem e longe estão as figuras de autoridade para colocar-lhes a devida trela.
Vejamos casos concretos, que isto de falar de borla é muito fácil.
Em tempos idos, quando ainda não havia MSN, haviam coisas chamadas de IRC (Internet Relay Chat) onde o pessoal se encontrava debaixo do anonimato do nick para… conversar! É verdade, o que hoje se faz compulsivamente através de Facebooks e Hi5, fazia-se com um simples programa sem gráficos, só com letras tipo linha de comandos. Naturalmente que nessa altura não havia o jogo posterior para entrar. Nem sequer havia voz para falar, mas adivinhem… é verdade, os Rambos já lá estavam. Os tais que tudo faziam, tudo comiam, tudo f… Então, mas… Não havia jogo… E já haviam rambos sintéticos? É verdade meus caros… A postura agressiva, insultuosa e degenerativa, não residia em nenhum jogo! Mas sim na pessoa, que anónima, achava-se intocável… Conseguem ver o paralelismo?
O anonimato faz do troll um ser misterioso. Por detrás do nick e da voz que até pode ser alterada, onde vemos um Rambo no lobby, pode estar um puto de 12 anos, talvez até abusado fisicamente na escola pelos tais bullies e que depois se assume como ser supremo do insulto online. O facto de estar escondido atrás do headset, com o pad na mão e com um nick a trocar-lhe o nome, transforma-o! De facto, depois o jogo coloca a cereja no topo do bolo por lhe dar vazão à frustração e testosterona acumulada por descarregar munições que nunca viu, empunhar armas que só pode imaginar e matar como nunca quererá ver ao vivo. Mas o jogo funciona mais como válvula de escape, enquanto joga não insulta, está concentrado em não morrer e em matar o “noob”. Vem novamente o lobby e o rambo renasce, qual fénix no quarto escuro e húmido, cheio de lenços amarrotados de noites “produtivas” a ver o que a net oferece de mais porco.
Uma experiência engraçada aconteceu-me recentemente com um puto que se afirmava um autêntico deus de Halo. Lá estava ele a insultar meio mundo, da própria equipa diga-se, e a vangloriar-se por cada kill e cada score que obtia. É daquelas coisas que tento ignorar, sinceramente, há mutes para isso, mas naquele dia, algo me disse para esperar para ver o que se iria passar. De repente, ouço um rufo no outro lado do Rambo e uma voz a dizer qualquer coisa como “you are talking filth” e uma valente trancada no microfone que todos ouviram. De repente vi que o mestre do assassinato tinha deixado o lobby… Grande pai! Assim fossem todos. Nem era bem pelo jogo que o puto estava a fazer, nada de especial. Halo não será propriamente o expoente da violência per si, mesmo assim o puto dava ares de “gagsta”… até ser humilhado à frente de todos os que estiveram uns bons minutos a ouvir “pussy”, “shit”, “fuck” e outras pérolas.
Por este motivo, a questão está somente na permissividade dos encarregados de educação e da forma como o anonimato abre portas para os mais perversos comportamentos. Não podemos descartar o facto dos jogos de acção proporcionarem cenas violentas, gore, destruição, armas e outros pormenores que dificilmente as crianças teriam contacto com tanta irresponsabilidade, mas também acontece isso mesmo em filmes e mesmo documentários televisivos que todos já vimos. Podemos dizer que estes meios serão o catalisador da violência, sim, mas a faísca vem de dois lugares improváveis: A falta de supervisão dos responsáveis e a impunidade com que se coloca online putos imberbes atrás de anonimato.
Com o pad na mão são bestas, sem ele são meninos de coro…
Soluções? Bem, em primeiro lugar cabe aos pais decidir onde devem colocar-se na supervisão dos putos. Claro está que darem uma consola e colocarem-na no quarto do puto dá menos chatice que supervisionar os jogos e a postura do puto. Logo, não creio que isto seja possível, porque depois está a dar aquele filme porco que o pai não pode ver porque o puto está a jogar na tv da sala…
Depois há a questão do anonimato que é difícil de contornar. O puto vai continuar anónimo. O puto vai continuar “rambificado” nesse processo. Talvez a colocação obrigatória da idade e limitação REAL da idade mínima com comprovativo… Isso seria algo complicado para Activisions e companhia que vendia menos milhões e dava aso a ainda mais falsificações… Outra possibilidade é a colocação de caixas de denúncia, mas cada serviço, PSN ou Live, já o tem com os abusos conhecidos e com a inércia ainda mais famosa de quem manda.
Resta-nos neste campo conformarmo-nos e deixar passar a caravana. Os putos e menos putos rambos acabam por desaparecer como aparecem, até lá só criam mossa até os colocarmos em mute. São anónimos até decorarmos os nicks. Depois aparecem em XL Parties por aí e vemos a fraca figura que se apresenta e até temos pena. Ou então o autêntico cachalote borbulhento que nem dá vontade de confrontar.
São estes os seres violentos que os jogos criam? São estes os tais subprodutos da geração gaming, tão agressiva como descrevem? Fácil… TIREM-LHES O PAD!!!




Esta vai para os papás que não cumprem com a sua obrigação:
Depositam os putos à frente da tv, compram-lhes jogos para os calar, enfiam-nos nos quartos… não sabem o que fazer com a criançada, que já por si, é agitada, perturbadora, frenética… fruto desta troca de papéis: quem manda/chantageia/envergonha/escandaliza são os putos, os pais são tótós com a cabeça à volta.
Os outros, a sociedade em geral, não têm que “levar” com os putos dos outros, mas leva. Putos a chagarem aqui, dali, em todo o lado, os pais nem vê-los, como se todos tivessemos que ouvir/lidar/constatar as birrinhas das crianças. Quem educa quem?
Porque é que tenho que levar com putos num concerto de piano? Putos que vão para lá dormir, porque é “cultural trazer o filhote à Maria João Pires”, e dormem, e acordam e fazem birra… E nisto, meio concerto foi à vida, até que a progenitora lá se lembra que a única e responsável pela criança birrenta, é ela, e resistindo lá se levanta com a criança histérica, fleumática, vermelha inchada de tanto chorar. Ao fundo um piano… Porque é que tenho que levar com décibeis estridentes no Jumbo quando vou às compras? Crianças a correr, chocando contra as pessoas, danificando produtos que caiem ao chão, pessoas que estão mais preocupadas em não PISAR os animaizinhos incivilizados do que em manterem-se ordenadamente na fila para pagar. Os pais não prejudicam o espectáculo dos filhotes, os outros que os aturem. E há com cada criança: a bully violenta que atira tudo para o chão, ou pontapeia os demais, a pirralha histérica que queria a kitty amarela não sei quê, que está meia hora a chorar ao meu lado, o birras que tem ataques de fúria e birra, e… os outros que o aturem… “Mas não há ninguém que as atire por uma janela fora?” – e a populaça civilizada como é, não se atreve a dizer uma única palavra a estes pais desautorizados e que não cumprem com a criança, mas mais grave, com os demais. Chamar a atenção aos pais é o mesmo que lhes dar conselhos de educação, e hoje em dia, é perigoso. Ninguém gosta de ser “ensinado”, muito menos no que é respectivo aos filhotes, os filhotes são sagrados, e “ninguém os educa melhor do que eu”. “Fazem barulho?! E? A rua é de todos! A loja é de todos!”, “São meus filhos e podem! Porque eu quero!”, “Só assim é que aprendem a viver na sociedade”… Desculpas da treta. Não temos que levar com os “animaizinhos” intratáveis dos outros, outros que não respeitam os demais. Os filhos dos outros são responsabilidade deles próprios e não dos demais. Viver em sociedade implica respeitar o próximo. Eduquem os vossos filhos, e facilitem ACOMPANHADO-OS neste processo de integração… à sociedade.
As escolas são o depósito preferido dos pais (depois dos call of dutys), é para lá que se mandam/chutam os monstrinhos.
São os monstrinhos violentos? Quiçá quem sabe? Ninguém quer saber dos pirralhos. Pais stressados com 20 empregos, com vinte mil desculpas, “não há dinheiro”, “não há paciência”… Não há mesmo é educação! Que país de pais parvos, que só lhes interessa ser pais de verdade, quando lhes dá jeito.
Vá fechem-nos no quarto, metam-lhes gás, ou façam-nos dormir com meio decilitro de vinho tinto, mas por favor, não os tragam para a rua, não os deixem nas máquinas para pagar serviços ou produtos… vocês não têm “puto ideia” de como ser pais! Os monstrinhos a terem que perturbar/assassinar ouvidos alheios, é a vocês, os RESPONSÁVEIS por eles.
“Joãozinho: Os meus pais foram o GTA.
Repórter: E os teus pais verdadeiros?
Joãozinho: Foi a Dona Helena e o Senhor João, mas nunca me bateram, numa me recusaram nada, porque eu fazia birras e eles ofereciam-me jogos.”
O gaming gera violência? Não. Os MAUS pais geram violência!
Abandonar os filhos – e nisso – vicia-los no gaming é perverso e monstruoso.
Fartinho de crianças ranhosas que fazem o que querem, e progenitores ao lado, ineptos, calados, autistas, noutro mundo.
adoro pegar no meu Left for Dead 2 e ouvir a voz esganiçada de um miúdo a entrar pelos ouvidos hmmm
“cheio de lenços amarrotados de noites “produtivas” a ver o que a net oferece de mais porco” epic lol
O nick sim e overpower hahaha mas e isso.
Bom trabalho mais uma vez enghedi
O Nick é como um campo de forças que impede todo e qualquer dano…
Pena não funcionar na vida real… daria muito jeito