Mulheres & Videojogos

Posted: 27th Novembro 2010 by Jeremias25 in Entrevista, Gamertalk
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Alguns dizem que os videojogos é coisa de criança. Outros dizem que é coisa para todas as idades. Uns dizem que é coisa de rapaz/homem… outros dizem que  mulheres a jogar jogos? Só se for Farmville ou Dinner Dash no Facebook.

Serão os Videojogos algo exclusivo do sexo masculino? Serão os homens os verdadeiros entendidos e mestres do videojogo? O que é que elas acham sobre essa visão machista do binómio Mulher/Videojogo?

Para tentar desmistificar um pouco  tudo isto entrei em contacto com algumas Mulheres Gamers Portuguesas… e também brasileiras, e elas não tiveram papas na Língua. Disseram o que tinham a dizer e muito mais! Mulheres Gamers Revoltem-se!!!

MULHERES “LIDERES” DE HOMENS

Podemos começar logo de uma forma que só por si deveria acabar com o mito do “Mundo Exclusivo aos Homens”. Vera, nome de guerra “Nellaf”, 24 anos, vive em Évora e é Gamer. Faz parte do Clã PTR-Alfa onde acumula o papel de Recrutadora. É um nome em destaque na Hierarquia deste “Portal” onde existem mais de 1.200 utilizadores registados (calculo que cerca de 98% dos membros sejam homens).

Em entrevista prontamente aceite, falou abertamente sobre este tema:

Como é que entraste no mundo dos videojogos?

No mundo  dos videojogos  entrei com os meus 7/8 anos. Desde então que jogo, e com o passar do tempo alarguei  os meus horizontes em outras plataformas.   Consegui ocupar grande parte da minha  vida nas consolas, pois era algo que me deixava contente. Joguei ainda na Dreamcast, Psx, PS2, PS3, XBOX360, PSP, PC e na Gamecube.

Que tipo de jogos mais aprecias e em que plataforma?

Como jogadora que sou, e por já ter experimentado todas as  plataformas, desde as consolas menos recentes, até às últimas… Aprecio jogos FPS, Terror, Aventura, Desporto, Acção. Dentro desses géneros posso enumerar  alguns dos meus favoritos: Resident Evil, NFS, Call of  Duty 4, MW2, Call of Duty 3, Gears of War 1&2, Tomb Raider, Uncharted, Motorstorm, Midnight Club 4,  Fifa, Killzone 2. O Mais  Apreciado será Call of Duty na plataforma  PS3. Dentro da plataforma XBOX360 tenho como preferido o Gears of War.

Pertences a algum clã?

Sim   neste momento, pertenço a um Clã. O Clã PTR, no qual faço parte de um Sub-Clã,  PTRstealth.

O teu Clã compete de alguma forma?

É um clã competitivo, dinâmico e a sua competição tem  grandes horizontes.

Como é que é a experiência de estar num Clã só com homens à tua volta?

Neste clã com homens à minha volta, desde que haja sempre respeito de ambas aparte, tanto da minha e da deles, tornamos entre todos grandes amigos, e sabemos estar uns para outros da forma correcta! No meu clã posso dizer que nunca nenhum deles me faltou a respeito, e só por isso demonstram as grandes pessoas que são e que admiro

Como vês a relação mulheres & videojogos?

Eu acho que as mulheres deveriam dar mais atenção a este mundo, que apesar de ser um mundo com grande presença masculina,  faz sempre falta uma e tantas mais mulheres para demonstrar que têm a mesma capacidade de jogar  tão bem ou melhor que certos rapazes que se encontram. E as  mulheres  acham hoje em dia que o mundo  dos videojogos  é coisa de infância. O que posso dizer é que não é. Faz falta a qualquer pessoa seja em que idade for. Infelizmente por achar que muitas mulheres têm uma mente menos receptiva, sempre fui uma rapariga que apenas partilhei os meus gostos com os meus melhores amigos.
Já alguma vez sentiste alvo de chacota/gozo por seres rapariga e gostares de videojogos?

Sim, bastantes vezes  fui alvo desse  gozo por ser mulher e invadir um espaço que os homens acham que é só deles. E infelizmente irei invadir sempre, pois enquanto  for jogadora, irei demonstrar  que todos temos o direito de pegar num comando e jogar.

Alguma palavra final para as mulheres que gostam de videojogos e não assumem por receio de preconceitos?

Todas as mulheres deveriam ter a capacidade de interiorizar dentro delas que são fortes, ao ponto de não se esconderem por ser um mundo  amplo  onde predomina o sexo masculino. No entanto peço a todas as mulheres que  se mostrem, é que só assim o valor delas é reconhecido e só dessa forma  poderão falar  abertamente com alguém  de algo que gostam.

Marlise Domingues, conhecida como “Fallen_Angel_20”, 20 anos, vive em Leiria e para além de Mãe a tempo inteiro, também é Gamer. Faz parte da sub-equipa Taliban do Clã Legitimus Alliance sendo também Moderadora do Fórum.

Quem é a FALLEN_ANGEL_20?

A FALLEN_ANGEL_20 é, antes de mais, uma menina-mulher, digo menina pois só tenho 20 anos e muito que aprender, depois mulher porque já sou casada e já tenho uma menina de ano e meio. Chamo-me Marlise Domingues e sou de Leiria.

Como é que entraste no mundo dos videojogos?

Tive uma NES e um GameBoy Color quando era mais nova mas, mais a sério, a minha história começou à cerca de dois anos quando estava de baixa por gravidez, a ver o meu marido (Devil_Creation – Legitimus Alliance Taliban) jogar Call Of Duty – World At War na XBOX 360. Foi ele que me iniciou neste Mundo diferente (é verdade, em vez de lhe dar com a colher-de-pau, ainda fui comprar uma consola para mim LOL), comecei a interessar-me especialmente pelo jogo Call Of Duty  – World At War na XBOX. No entanto, depois de uns meses ele aproveitou um negócio e comprou a Playstation 3, onde continuámos a jogar WaW. Na altura demorei a aprender, mal sabia mexer num comando, mal sabia para que servia o R1, mas safava-me.. E foi o meu marido que me apoiou basicamente no Mundo dos videojogos e que me ensinou tudo o que sei até agora, fazendo nascer um bichinho dentro de mim. Hoje em dia, já não passo sem dar os meus tiros. Apesar de ter outras responsabilidades, vejo também a Playstation Network como um modo de estar ligado à comunidade gamer.

Que tipo de jogos mais aprecias e em que plataforma?

Como já referi, quando era pequena, tive uma NES onde jogava Super Mario e faltava à escola para jogar LOL (e quando a minha mãe descobriu ofereceu-me o GameBoy Color só para eu jogar aquele maldito Super Mario). Neste momento, todos os FPS, dando especial atenção à saga Call Of Duty – Playstation 3.

Pertences a algum clã?

Iniciei-me nos PTR Alfa, em Março de 2010 e ainda cheguei a fazer recruta para um sub-clã (que não importa qual agora!). Mais tarde, em Junho de 2010 abracei o projecto PTR Taliban, sendo um dos pilares da sua constituição actual. Mais tarde, em Novembro deste mesmo ano, decidimos desmembrar-nos dos PTR e iniciar outro projecto em conjunto com outros dois ex-sub-clãs PTR. Neste momento pertenço aos Legitimus Alliance – Equipa Taliban.

O teu Clã compete de alguma forma?

Os Legitimus Alliance – Equipa Taliban competem na GameBattles, em torneios da comunidade e outros torneios individuais que muitas vezes são propostos. Irão também competir na XL Party de Lisboa, agora em Dezembro.

Como é que é a experiência de estar num Clã só com homens à tua volta?

Para além de estar num clã só com homens à minha volta, também tenho que liderar um clã só de homens. É sempre complicado quando temos que mandar fazer algo que eles não são muito de acordo, muitas vezes acham que são “superiores” e que aquilo que eu digo não conta para nada. E para além disso mesmo, temos que impor respeito. Não é o facto de eu ser uma mulher, que vou ser menos valorizada por eles. Muito pelo contrário. Para além de eu ter uma função superior à deles, muitas vezes, aceito os conselhos que me vão dando e melhoro à conta deles. São meus amigos, damos-nos como uma família e apesar de haver sempre opiniões divergentes, tentam sempre compreender o meu lado, e gostam bastante da minha presença. Tenho alguém que me diz ” A equipa sem aquela tua presença feminina não é nada. ” & ” É bom estar no campo de batalha e ouvir uma voz feminina, para ser diferente ! ” É sempre bom ouvir isso, ser diferente e ter especial atenção, algumas vezes.

Como vês a relação mulheres & videojogos?

Acho que nunca pensei bem no assunto, mas agora que perguntam… Eu acho que os videojogos são tanto para homens como para mulheres, apenas é mais frequente vermos mais homens a jogar do que mulheres. Talvez hoje em dia isso esteja a mudar, vê-se cada vez mais mulheres a jogar online, e eu sou uma delas, talvez conheça umas 20 ou 30 raparigas portuguesas e estrangeiras online (muitas delas já perdi contacto). Acho que o Mundo dos videojogos está a ser descoberto por mais e mais mulheres desde o último ano para cá, é raro o dia que eu não conheça alguma rapariga online. Apesar de que, muitas mulheres acham que jogar é coisa de homens, também há outras que se interessam por essas tecnologias, e porque não? Se a internet e o telemóvel também são bastante utilizadas pelas mulheres, porque razão as consolas não podem também ser um novo horizonte a descobrir? Mas penso que tudo isto tem a ver com o factor biológico das coisas, às raparigas oferecem-se bonecas e aos rapazes consolas. Não sei, é genético. Apesar que eu sou totalmente a favor que as mulheres comecem a interessar-se mais por consolas, visto que jogar de forma controlada melhora algumas das nossas capacidades visuais, auditivas, em termos de reflexos, etc.

Já alguma vez sentiste alvo de chacota/gozo por seres rapariga e gostares de videojogos?

Quando comecei a jogar, diziam-me que eu devia ser muito feia ou não ter vida própria, que devia era ir para a cozinha e deixar-me de consola, que isso não era para mim. Mas eu nunca liguei a essas coisas. Muitas vezes me gozaram em lobbys públicos dizendo que se eu era rapariga então não sabia jogar, quando acabava. Muitas pessoas também, mesmo no meu meio, me perguntam “És mãe e gostas de videojogos?”. Reparem bem, já passámos do termo rapariga para o termo mãe. Eu pergunto, “E qual é o problema?” Nunca deixei de dar atenção à minha filha por causa de jogar, sei conciliar o meu tempo e as minhas tarefas com o gaming. E até porque eu também conheço muitas mulheres que são mães e jogam online. Fico completamente revoltada quando sinto que há pessoas que são completamente machistas e que acham que as mulheres deviam estar na cozinha e não na consola. Neste momento, já não acontece isto… Já não gozam comigo. Foi mais no início.

Alguma palavra final para as mulheres que gostam de videojogos e não assumem por receio de preconceitos?

Não deixem de fazer aquilo que gostam só por causa daquilo que os outros possam pensar. Jogar é perfeitamente normal e tem que ser encarado de forma natural, quando não abusando do mesmo. É sempre importante, porque como já disse anteriormente, desenvolve capacidades humanas e ajuda a descontrair. É importante que utilizem (e não só para as mulheres, também para os homens! ) os videojogos, como uma maneira de se divertirem, de competir de maneira saudável. Acho mesmo espectacular mulheres que se dedicam não só ao gaming, como à competição também.

ELAS SABEM DO QUE FALAM

Noutro registo, encontramos um grupo feminino de Gamers sobejamente conhecido na Blogosfera através do Blog Girls of War. São 5 Mulheres/Gamers brasileiras, que jogam e falam sobre jogos e sabem daquilo que falam. Pessoalmente visito e acompanho o seu Blog há vários meses, apesar não costumar comentar. Gosto do jeito delas a falar sobre videojogos. São divertidas, com uma escrita muito fluída e seus posts são sempre interessantes. Aconselho todos a fazerem bookmark e a visitarem regularmente se realmente forem fãs de jogos!

Entrei em contacto com elas na expectativa de conseguir entrevistar uma das 5 Guerreiras… e não é que consegui entrevistar o todo o “Quinteto Fantástico”?!

Mas quem são as Girls of War?

Vivi Werneck, 28 anos, São Gonçalo / Rio de Janeiro

Rebeca Gliosci, 26 anos, Brasília / Distrito Federal

Bruna Torres, 24 anos, Brasília / Distrito Federal

Carla Rodrigues, 25 anos / São Paulo – SP

Clarice dos Santos, 24 / Piracicaba-SP

(Mais info sobre as GOW cliquem AQUI)

Que tipo de jogos jogam? E como entraram neste “mundo”?

Vivi: Prefiro os games de RPG, adoro jogos que tenham uma boa narrativa e escolhas difíceis, que te façam pensar muito antes de dar o próximo passo. Também adoro jogos de aventura e acção, atirar em zumbis com uma shotgun é realmente relaxante! Comecei a jogar videogame quando tinha 7 anos. Meu pai me deu, de presente de aniversário, um Atari 2600. Foi amor à primeira jogada! De lá pra cá tive também um Mega Drive, Master System, Super Nintendo e hoje jogo no PC e no PS3.

Bebs: O que mais jogo são games single-player em terceira pessoa (tanto faz o gênero) que tenham como foco enredos envolventes, bons diálogos e cenas marcantes. Gosto de acompanhar a história dos personagens, seus conflitos morais, etc. E até hoje sou apaixonada pelos games das antigas, ainda os jogo muito nos emuladores (não tenho mais meus consoles da era 8 e 16 bit, infelizmente). Comecei aos 4 anos, quando me interessei pelo “aparelho estranho” com o qual meu irmão tanto brincava e pedi pra brincar também.

Bruna: Prefiro games que tenham uma boa história. Gosto dos gêneros aventura, FPS, point and click, shooter, gosto de jogos com zumbis como Left 4 Dead, mas odeio jogos de terror. Odeio sentir medo! O que gosto bastante é jogar online com amigos também. Eu comecei a jogar com uns seis anos, quando ganhei um Game & Watch. Depois vieram os consoles, Master System III, Super Nintendo, Playstation, PC e hoje Playstation 2. Jogo basicamente nestes dois últimos. Já tive um Nintendo DS também, mas vendi. Meu namorado tem PS3, Xbox 360 e tinha um PSP. Claro que me aproveito desses quesitos dele hehehe!

Carla: Eu comecei a jogar videogames quando nem sabia direito o que era isso. Meu pai tinha um Atari 2600 quando eu era pequenina, e aí vira e mexe eu ficava jogando. Meus pais falam que economizaram uma boa grana com babás porque o Atari tomava conta de mim. Eu gosto muito de ação e aventura em terceira pessoa. Gears of War, Uncharted, God of War e GTA (principalmente) são alguns exemplos das minhas séries preferidas. Eu também gosto muito de jogos musicais.

Clarice: Jogo quase todos os tipos de jogo, menos os “fofinhos” e os de esporte. Sou fã mesmo de jogos de ação. Comecei a jogar quando era bem novinha, depois de tanto ver o meu irmão jogando Atari, Odyssey e MSX. Cresci no meio de videogames, portanto peguei o gosto pela coisa.

Porque é que criaram o Blog Girls of War?

Vivi: Para mostrar que a ala feminina também gosta de jogar e não somente jogos fofinhos e cheios de bichinhos felizes como muitos homens ainda pensam. Muitas mulheres (como nós do blog) adoramos jogos mais hardcore.

Bebs: Acho que uma das nossas maiores motivações é simplesmente compartilhar dessa nossa paixão com outras pessoas que também amam os games.

Bruna: As pessoas sempre criam blogs sobre os assuntos que gostam. Daí criamos um sobre o que curtimos, os games. Eu tinha um blog de games, e a Carla tinha outro. Resolvemos unir nossas forças em um só de garotas que jogam. Mostrar que entendemos mesmo do assunto, não para provar nada a ninguém, mas ser mais um blog diferenciar nessa blogsfera, com um toque nosso.

Carla: O Girls of War surgiu por conta da nossa paixão por games. O fato de sermos garotas é um toque a mais, mas não é o principal. Independente de sermos meninas, gostamos de falar de games tanto qualquer pessoa que goste muito do assunto. O nosso principal diferencial são os textos característicos de cada uma, as entrevistas legais que arranjamos e todos os posts que fazemos pensando nos nossos leitores.

Clarice: [essa é pra Carla...rs]

Concordam quando dizem que os videogames são para os homens?

Vivi: Claro que não. A prova disso está do aumento, cada vez mais considerável, de mulheres no mundo dos games. A indústria de jogos sabe muito bem disso. Agora, as mulheres também precisam para de ter vergonha de assumir que são gamers. Jogar é muito bom e, na dose certa, faz até bem para a saúde.

Bebs: Se concordasse não seria gamer até hoje e nem escreveria sobre isso. rsrs Mas falando sério, aos poucos esse preconceito está mudando e cada vez mais as mulheres estão “descobrindo” o universo gamer e participando dele. Ainda bem!

Bruna: Não concordo! Antigamente os jogos eram só para crianças, depois para homens, e hoje para todos, até pessoas idosas jogam. É como a tecnologia 3D. Muitos cineastas acreditam que ela não é legal, é só voltada para crianças. Porém, com o tempo, vamos ver mais filmes adultos em 3D, e não só animações. O universo dos games é bem aproveitado por todos, inclusive mulheres hardcores!

Carla: Acho que as pessoas nem falam mais isso – a não ser que sejam mal informadas ou preconceituosas. Hoje em dia a porcentagem de garotas que jogam subiu muito. Os estudos mostram que a maioria ainda prefere os jogos casuais, mas independente do que seja, elas estão sim jogando, aquecendo o mercado e expondo as suas opiniões e críticas sobre o assunto. Videogames não são para homens; são para jogadores – independente do sexo. Não concordo! Antigamente os jogos eram só para crianças, depois para homens, e hoje para todos, até pessoas idosas jogam. É como a tecnologia 3D. Muitos cineastas acreditam que ela não é legal, é só voltada para crianças. Porém, com o tempo, vamos ver mais filmes adultos em 3D, e não só animações. O universo dos games é bem aproveitado por todos, inclusive mulheres hardcores!

Clarice: Pra mim nada é específico para cada gênero. Claro, antigamente o público predominante dos games era o masculino, mas ultimamente mais garotas estão se interessando pelo assunto, fazendo com que o videogame não seja exclusivamente para os homens. Isso já caiu há muito tempo, ainda bem.

Consideram-se Hardcore Gamers? Porquê?

Vivi: Sou uma hardcore gamer. Não tenho a menor paciência para ficar cultivando fazendinha em Farmville ou trocando o vestido da Barbie em algum jogo rosadinho idiota feito para com a intenção de agradar as mulheres. Posso fazer parte de uma excessão, mas quando mais sangue e adrenalida em um jogo é melhor para mim. Adoro desafios, coisas que esses jogos fofinhos estão longe de proporcionar.

Bebs: Posso falar a verdade? Odeio esses rótulos de “casual gamer” e “hardcore gamer”. rsrs Fora que ninguém sabe definí-los direito. Às vezes ouço que hardcore é aquele que realmente ama videogame e dedica tempo de sua vida pra isso, ou me falam que hardcore é quem só gosta de jogos mais “pesados”, daí outros dizem que hardcore são aqueles que só jogam no hard e não desapegam de um game até atingir 100% de achievements… que confusão! rsrs Eu me considero apenas gamer e pronto.  xD

Bruna: Sim, porque gostamos de jogos relamente hardcores. Rpgs, jogos de tiro, sangue, até terror. Coisas que antes eram mais jogadas pelo universo masculino. Eu mesma odeio jogos fofoluxos, super brilhantes, com bichinhos fofos correndo pelo gramado. Não fazem o meu tipo, mas não tenho preconceito com quem goste.

Carla: Confesso que já fui mais hardcore. Gostava de zerar jogos em tempos perfeitos, de pegar todos os achievements e trophies e achar todos os ítens. Hoje em dia não tenho tempo, mas continuo com o mesmo gosto.

Clarice: Ultimamente sim. Antigamente eu não aproveitava muito os jogos, mas como peguei o gosto por conseguir troféus e conquistas por causa do meu namorado, procuro fazer algumas coisas meio que “impossíveis” pra aproveitar mais o jogo.

Querem deixar algum comentário para todas as mulheres que gostam de videogames mas não admitem?

Vivi: Gamer girls, uni-vos! Não tenham vergonha de dizer que amam games, que amam retalhar zumbir ou explodir fortalezas inimigas. O hábito de jogar videogames, assim como qualquer outras atividade, é muito desestressante e faz muito bem se dosado da forma correta! Game on!

Bebs: Meninas, não escondam seu gosto por games! Declarem aos quatro ventos: “eu jogo videogame sim, e daí?”. Não desperdicem seu precioso tempo se preocupando com o que os outros pensam, pois que moral eles tem pra determinar o que é certo ou errado pra vocês? E as pessoas que julgam e tem preconceitos geralmente escondem coisas muito piores do que aqueles que elas criticam.

Bruna: Moças gamers que não admitem ser gamers, acreditem no potencial de vocês, não se escondam. Vocês são pessoas normais como qualquer outra e devem mostrar a garra e acabar com os marmanjos machistas que ainda existem, infelizmente. Defendam que são gamers e não se importem com isso, pois não é nenhum ato vergonhoso e nem ser taxada de criança.

Carla: Bom, não acredito que existam mulheres que gostam de games e não admitam. Se elas gostam, por que não falariam que não gostam? Meu recado para as jogadoras é: adicionem as Girls of War nas redes sociais dos consoles e vamos arrebentar alguma coisa juntas.

Clarice: Vamos terminar de quebrar a “lei” de que videogame é coisa de homem. Garotas Gamers, uni-vos! \o/

DEPENDE DE TODOS

Para além das Gamers entrevistadas neste artigo, muitas outras gamers podiam ter sido entrevistadas. Entre elas e outras que conheço, parece-me comum o pensamento de que “Videojogos é para Homens” é coisa do “antigamente”… E elas fazem questão de, diariamente, relembrar isso mesmo de uma forma simples: Jogando sem complexos, jogos de aventura, acção, shooters, jogos de redes sociais, seja em modo offline, seja em modo multiplayer-online. Fazem-se notar e reclamam espaço que é também seu por direito.

Assumo a minha culpa como homem. Já houve o tempo em que achava estranho ver uma rapariga  a jogar jogos… o tempo foi bom conselheiro e mudou a minha forma de encarar a questão. Hoje não fico surpreendido quando num Lobby de um FPS vejo uma rapariga, nem faço Rage Quit quando sou PWND por elas. O Skill não tem género. Pode ser algo inato e pode ser melhorado através de treino. As capacidades motoras, de coordenação, inteligência ou reflexos não são exclusivas aos homens…

Uma palavra de agradecimento às Girls of War (Vivi, Bebs, Bruna, Clara e Clarice), à Nellaf e à Fallen_Angel_20, pela disponibilidade em participar nas entrevistas. Desejo-vos boas jogatanas!

Às mulheres deixo uma última palavra de incentivo:  Joguem.

  1. Andre diz:

    Fantastico post !! Gostei bastante de ver que ha moças bem informadas e que têm um pensar bastante DIFERENTE das restantes .. o que me agrada bastante e ate gostava que houvesse mais como voces !! Existe alturas em que 1 gajo ta a jogar e quando é abordado por alguma rapariga ” ah tas a jogar jogos de crianças ” Como se um call of duty com extra sangue fosse 1 jogo duma criança de 8 ou 10 anos … enfim .. Pensamentos ridiiculos e retrogados !!

  2. Iceburn91 diz:

    Antes de mais nada bom trabalho jer.
    Penso que cada vez mais o target dos developers são as mulheres, vejam na TV anúncios da Wii, PS3, Xbox360. Nestes podemos ver raparigas a jogar nas consolas jogos casuais como os mais hardcore como o anuncio do CoD, a verdade e que elas estão a começar a aderir a este meio.
    O jogo em que vejo mais raparigas a jogar é o WoW lool e vrdd e são os melhores players xD. Curto de jogar com as moças porque elas ajudam bastante e não são nada noobs até pelo contrario.

    Força raparigada!!!

  3. SIDSIDSID diz:

    Muito bom artigo.

    O Mundo é de tod@s.

  4. P0R7UG4L diz:

    Excelente artigo. Adorei o facto de teres feito as reportagens e assim conseguir ver os factos pelo lado de quem os vive.

    Bom trabalho

    PS: Ainda não tinha visto este novo formato da Zine. Acho que está muito melhor e mais “moderno”

  5. Akznx diz:

    Muito Bom jer,muito interessante.
    Sempre na frente com os artigos mais interessantes.