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Grand Theft Auto

Quem é que hoje em dia não conhece o grande Grand Theft Auto, a.k.a. GTA? É sem dúvida uma grande franchise, que leva muitos clientes às lojas sempre que sai o seu próximo título, e que mantêm muitos outros com um comando na mão a decidir o destino de uma qualquer cidade que teve a infelicidade de nos conhecer.

O que muitas das novas gerações de gamers não sabe é que o jogo onde tudo começou difere bastante dos actuais em termos de jogabilidade, mas a alma e espírito do jogo sempre esteve presente, e acabou por marcar a indústria dos videojogos, servindo de inspiração para muitos títulos de sucesso. E se acham que estas não são ainda razões suficientes para justificar uma análise ao jogo, então relembro-vos que este grande clássico é agora disponibilizado pela Rockstar North (anterior DMA) de forma gratuita… por isso aproveitem e desfrutem ao máximo do jogo.

A premissa do jogo é simples, e têm-se mantido ao longo de toda a franchise. De forma resumida somos um criminoso recém-chegado a uma qualquer cidade, e temos uma ambição de nos tornarmos uma figura de destaque dentro do submundo do crime. Para o conseguirmos temos primeiro que ganhar o respeito dos sindicatos do crime já estabelecidos, e fazemo-lo através de pequenos trabalhos e favores aos seus chefes e variados representantes. Mas entre criminosos as relações são sempre ténues, e se por agora trabalhas para alguém em concreto, nunca se sabe o que o futuro reservará…

Com um objectivo bem delineado faltam-nos agora os meios para o atingir, mas felizmente temos tudo o que é necessário mesmo às nossas mãos, muitos carros a circular e outros tantos estacionados, que podem facilmente serem roubad… quer dizer gentilmente emprestados pelos seus actuais donos, e muitas armas e munições espalhadas por contentores ao longo da cidade que contém desde armas a vida, para nos auxiliar em todos os “empréstimos” que vamos fazendo ao longo do jogo.

Ao começarmos o jogo recebemos imediatamente uma mensagem a informarmo-nos que existem alguns trabalhos disponíveis, e que nos devemos dirigir a umas cabines telefónicas caso tenhamos interesse nos mesmos. Como devem imaginar esta é a forma mais rápida de subirmos no mundo do crime, algo que no jogo é visível através da nossa pontuação. A forma mais usual de aceitar missões é justamente através do atendimento de chamadas em cabines telefónicas, mas existem também outras possibilidades, como o despoletar de missões especiais através do roubo de certos veículos espalhados pela cidade. Existem vários tipos de missões,  como assassinatos, ser o condutor designado em assaltos, roubos de carros ou simplesmente a entrega e transporte de passageiros.

Embora as missões sejam a melhor forma de aumentar rapidamente a nossa pontuação, existem outras maneiras, como a destruição de propriedade e homicídios em massa seja por atropelamento ou arma. Agora como devem imaginar, quer as missões quer os restantes comportamentos à margem da lei, podem chamar a atenção indevida da polícia, e nessas situações temos dois caminhos a seguir… fugir e arranjar um meio de tirarmos a polícia do nosso encalce, ou lutar e sofrer as consequências de agredir as forças policiais, que muito ao estilo de Hollywood, defendem aguerridamente os seus.

A perspectiva do jogo é top-down, adaptando-se em termos de zoom ao facto de estarmos a pé ou a conduzir a grande velocidade, o que tenta facilitar a condução,  mas que por outro lado leva algum tempo de habituação, especialmente no que toca ao disparar e à pontaria em lutas que requerem rapidez e precisão.

Quais são então os grandes pontos fortes do jogo? Eu diria que a sua jogabilidade simples e frenética associada à liberdade inovadora apresentada pelo mesmo e ao grande factor diversão resultante de toda a destruição e fugas épicas da polícia são o que levou muita gente a ficar horas e horas agarrados a este título.

Mas não é tudo, pois os efeitos sonoros e uns toques de realismo introduzidos no jogo também são um grande factor a ter em consideração. Embora tivesse ainda a anos luz dos motores de física que existem actualmente, o jogo transmitia-nos uma condução única para cada tipo de veículo, levando-nos a ser necessariamente selectivos no que toca ao roubo de carros. O facto de serem enviadas ambulâncias e bombeiros para lidarem com os sinistros respectivos também é algo bastante apelativo, pois sentimos uma interacção directa com o mundo virtual do jogo.

Todavia, o jogo também tinha os seus problemas, sendo que o mais grave é porventura o facto de não ser possível gravarmos o nosso progresso. Se pensarmos que para desbloquearmos os novos níveis e cidades é preciso atingir uma pontuação específica, isto obriga-nos a jogar horas seguidas para o conseguirmos, algo que não é compreensível. Outro problema é o facto de não existir uma funcionalidade de mini mapa embutido no jogo, pois como certamente chegarão à conclusão após jogarem algum tempo, o seguir da seta amarela é muitas vezes insuficiente, levando-nos a dar voltas desnecessárias e que nos roubam algum tempo, algo que agrava o aspecto referido anteriormente. Por fim, também existem alguns problemas em termos de visibilidade, pois muitas vezes a conduzir a alta velocidade embatemos com veículos ao passarmos por baixo de túneis, pontes aéreas, etc., o que pode fazer a diferença numa fuga à polícia.

Resumindo, o jogo é bastante simples e divertido de jogar, e está repleto de características únicas que o imortalizaram, como o típico Gouranga!, ao atropelarmos com sucesso a totalidade de uma turma de estudantes inocentes. A liberdade que o jogo nos concede e que veio a inspirar tantos jogos é outra grande característica deste título, sendo que muito boa gente ignora por completo as missões e apenas anda a passear pela cidade a semear destruição sem sentido com um único objectivo em mente… diversão pura! E são estas qualidades que nos fazem esquecer os seus pontos menos bons, e que o tornam um grande clássico.

Pontuação

Jogabilidade: 4

Gráficos: 4

Som: 4+

Longevidade:4+

Veredicto final: 4

PUSHSTART

Relembro que podem consultar este e mais artigos na 4ª Edição da revista PUSHSTART:

http://www.scribd.com/doc/44649463/PUSHSTART-N4

~ by Izilthir on Dezembro 12, 2010 .



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