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Dick Tracy

Banda desenhada torna-se popular, inspira filme, converte-se em videojogo. Este tipo de adaptações sucessivas é algo cada vez mais usual nos dias de hoje, mas não é nada de novo, e Dick Tracy é um exemplo disso.

Em 1990, aproveitando a onda de sucesso do filme, é lançado Dick Tracy para a Mega Drive/Genesis.

História

A história é simples, Big Boy Caprice é o chefe do sindicato de crime e ordena a todos os seus capangas que se espalhem pelas ruas da cidade a provocar o caos através de todo o tipo de crimes e actos de violência. A polícia, incapaz de lidar com as ruas infestadas de criminosos recorre à sua arma secreta, o seu melhor detective, Dick Tracy. Vestindo o chapéu e gabardine amarelos que lhe são característicos, bem como o seu relógio radiotransmissor, Dick arma-se com a sua fiel metralhadora e pistola e parte para as ruas para confrontar o Big Boy e acabar com a sua mais recente onda de crime. Mas a tarefa não se afigura fácil, e será necessário sobreviver nas ruas apinhadas de criminosos, fazendo o nosso caminho através dos gangsters seus associados, Itchy, The Brow, Lips Manlis, Pruneface, and Flattop. Conseguirão chegar ao topo?

Visão geral do jogo

A premissa do jogo é também ela simples,  disparar sobre tudo o que mexe tentando chegar ao fim do nível antes que o tempo expire. O jogo divide-se em 6 capítulos, cada um com um conjunto de níveis terminando num nível de boss onde enfrentamos cada um dos associados do Big Boy até por fim o defrontarmos.   Existe alguma variedade nos níveis, sendo que o nível típico nos coloca numa rua da cidade onde temos que lidar com inimigos vindos do nosso lado, recorrendo à pistola ou murro, ou vindos do lado oposto da rua, que apenas podem ser atingidos usando a fiel metralhadora. Noutros níveis encontramo-nos sem munições e temos que avançar a punho, ou estamos em deslocamento no carro da polícia e temos que lidar com carros carregados de capangas, e existe também um nível de bónus onde aparecem 3 alvos alinhados e apenas temos que disparar contra os que representam uma ameaça.

Jogabilidade

O jogo oferece um nível bastante elevado de acção, obrigando-nos a fazer transições rápidas entre pistola e metralhadora para conseguir lidar com a enchente de inimigos que vai aparecendo no ecrã, o que inicialmente é bastante divertido. A ideia de sermos confrontados com inimigos é no lado oposto da rua, introduz uma outra “dimensão” ao jogo, o que é bastante original.  A possibilidade de destruir certos objectos na cidade também dá algo mais ao jogo, e damos por nós a voltar atrás e destruir vidros que tenham escapado a nossa fúria de balas inicial. Os problema surgem nos controlos do jogo,  havendo alguns problemas na fluidez dos saltos e no facto de ficarmos estáticos enquanto usamos a metralhadora, e no jogo se tornar repetitivo passado alguns capítulos, embora seja minimamente atenuado com ligeiras variações entre os mesmos.

Gráficos

Os gráficos estão a par da qualidade oferecida pela Mega Drive na altura, mas nota-se um claro reaproveitamento de vários elementos, mudando por vezes apenas a cor dos mesmos, o que passado algum tempo de jogo nos deixa a sensação de estarmos sempre a percorrer a mesma rua… exigia-se um esforço maior. Por outro lado, como que para compensar a falta de originalidade no desenho dos cenários, somos contemplados com cutscenes originais, trazendo alguma da mística do Dick Tracy ao jogo… especialmente as catchphrases brilhantes do mesmo.

Som

O jogo dispõe de pouca variedade quer em termos de música de fundo, como de efeitos sonoros, embora os mesmos encaixem bem na temática do jogo, voltam a introduzir um sensação de repetição no mesmo.

Longevidade

O jogo requer algum tempo inicial para domínio dos controlos, e a dificuldade crescente dos níveis atrasa um pouco o progresso até ganharmos perícia e reflexos rápidos. Todavia, suplantando essa dificuldade inicial o jogo apenas conta com cerca de 1-2 horas de jogo. O facto do mesmo também se tornar repetitivo não ajuda, pois poucos serão os bravos a tentarem repetir o jogo.

Em resumo

Dick Tracy oferece uma experiência de jogo algo inovadora, e pela qual todos os jogadores devem passar. O jogo apresenta acção constante, mas o lado investigador de Tracy não se encontra presente no mesmo, o que pode desapontar os fãs da banda desenhada. Para terminar, o jogo acaba por se tornar demasiado repetitivo, demasiado depressa, pelo que certamente não ficará para a história com um clássico desta geração.

Pontuação

Jogabilidade: 3,5

Gráficos: 3

Som: 2

Longevidade: 2

Veredicto final: 3

Relembro que podem consultar esta e mais análises na primeira edição da revista PUSHSTART.

~ by Izilthir on Setembro 10, 2010 .



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