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Battle City, também conhecido por Tank 1990

Hoje trago-vos mais um clássico da NES, o Battle City (ou Tank 1990 se preferirem), que junta 3 características que tipicamente resultam sempre numa fórmula de sucesso: simplicidade, desafiante e viciante. Este jogo é um remake de um grande sucesso das arcadas, o Tank Battalion, mas com a adição de algumas novas funcionalidades que o tornam ainda mais apelativo, e das quais destaco a introdução de co-op que permite juntar 2 amigos para uma tarde bem passada.

Overview

A premissa do jogo é bastante simples, proteger a nossa base de uma invasão de tanques inimigos. Os tanques vão surgindo em vagas e temos que eliminar um número fixo deles (20 se não estou em erro) para passar ao próximo nível. O truque, e o que ao mesmo tempo se torna desafiante e apelativo, está em saber conciliar vários factores, sendo que o mais importante é uma navegação e destruição  inteligente do labirinto presente em cada nível, de forma a evitar sermos rodeados de tanques inimigos, e a ficarmos impedidos de proteger a nossa base.

Gameplay

O Battle City é um shooter com perspectiva top-down, onde controlamos um tanque que pode ir sendo melhorado via powerups, e que nos oferece apenas uma acção fora o tradicional movimento multi-direccional, o disparo. Cabe-nos a nós controlar este tanque de forma a eliminar os tanques inimigos de forma inteligente, tendo sempre em consideração que nas versões mais rudimentares do nosso tanque ainda existe um tempo considerável entre disparos, e que dependendo das versões do tanque inimigos podemos ter que disparar cerca de 1 a 5 tiros antes de conseguirmos destruir os mesmos. A nossa base encontra-se sempre no centro da base do cenário, e é representada por uma águia (ou fénix), que sendo destruída dita o fim do jogo.

Quando se destrói um tanque a piscar temos acesso a um powerup aleatório que irá aparecer no mapa, e que pode variar entre vários símbolos, como um tanque (vida extra), estrela (upgrade ao tanque), bomba (destrói todos os tanques no mapa), relógio (congela os tanques inimigos por um breve período de tempo), pá (transforma os tijolos à volta da base em paredes de metal por pouco tempo) e um escudo (que nos torna invencíveis por breves momentos.

Os cenários são constituídos por labirintos com diversos tipos de obstáculos, como arbustos que nos tiram a visibilidade, tijolos que podem ser destruídos quer por tanques inimigos quer por nós, água que nos impede a passagem, paredes de metal que apenas podem ser destruídas pelo nosso tanque com 3 ou mais upgrades e gelo, que nos dificulta o controlo do tanque. No total existem 35 cenários que caso o jogador chegue ao fim voltam a aparecer de forma cíclica, mas com padrões diferentes de tipos de tanques e movimentos. À medida que se vai progredindo no jogo, a dificuldade aumenta, e somos confrontados com tanques inimigos mais robustos e com uma IA melhorada, sendo que os mesmos até chegam a ser ajudar entre si.

Tirando o modo single-player, este jogo foi dos primeiros a incluir quer um modo co-op como um editor de mapas, o que lhe permitiu aumentar o factor diversão e a longevidade do mesmo. No modo de 2 jogadores, cada um controla o seu tanque individualmente e obtêm pontuações diferentes de acordo com o número e tipo de tanques que destrói, introduzindo desta forma um factor competitivo que pode afectar (ou não) a cooperação entre jogadores, mas que o torna bastante mais interessante. Neste modo se um jogador atingir o tanque aliado, ele não o destrói, mas impede-o de movimentar-se durante algum tempo, ficando algo vulnerável mas ainda capaz de disparar contra tanques inimigos.

Em termos de gráficos, os mesmos são bastante rudimentares, mas encaixam bem na simplicidade do jogo. De facto as únicas críticas costumam estar relacionadas com o facto da base ser representada por algo que se assemelha bastante a um símbolo nazi, o que tendo em conta a temática de guerra pode levar muitos a especular sobre algo subjacente ao jogo.

O grande problema deste jogo será talvez o som, não apresentando qualquer tipo de diversidade, e tornando-se bastante cansativo passado alguns níveis.

Mas no conto geral, é um grande jogo, capaz de fazer as delícias de todos os fãs de jogos desta era, e é altamente recomendado jogar o mesmo com um amigo.

E como sempre, aqui fica um vídeo que apresenta a jogabilidade do mesmo:

Só para terminar, para os fãs do jogo, mas que prefiram jogar algo semelhante ao mesmo mas com gráficos e jogabilidade desta geração existe um remake chamado iTankster para o iphone:

~ by Izilthir on Julho 20, 2010 .



2 Responses to “Battle City, também conhecido por Tank 1990”

  1.   ilusorius Says:

    Este jogo é fantástico. Um jogo simples a fazer lembrar as alturas em que tudo era mais simples :) Apreciei muito a review. O editor de mapas era de facto um jogo dentro do jogo.

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