
Finalmente depois da fumarada, dos flashes, dos senhores de camuflado e espingardas de plástico e até o senhor da net (dito como só ele sabe dizer “net”) da Sic na fila da frente, seguiu-se uma breve mas até bastante entusiasmada introdução ao jogo e das novidades Microsoft pela Sofia Tenreiro, responsável pela divisão de entretenimento da Microsoft Portugal.
“don’t worry m’am! we have toys and we’re not afraid to use them!”
É sempre bom saber que somos uns felizardos por sermos os primeiros a nível europeu a ter o Gears of War 2 presente num grande evento. Para quem não sabe, o jogo não esteve presente na GC em Leipzig uma vez que a venda do jogo está banida na Alemanha. Ganhamos nós e perdem os alemães que nem mesmo sendo adultos se safam de só poderem meter as patinhas no jogo importando-o na data de lançamento. Mal por mal ainda vale a pena viver em Portugal…
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Confesso que ficámos com algumas dúvidas quanto aos “1080 pixeis” e aos “hardgamers”…
Ficámos também a saber que apesar de não quererem divulgar números, a base instalada da Xbox 360 em Portugal duplicou nos últimos 16 meses. Só resta saber se a base instalada de há 16 meses era “muito pouco”, porque o dobro de “muito pouco” continua a ser “pouco”…
Mais importante, em entrevista ao Rumble Pack no fim da apresentação, Sofia Tenreno quando questionada sobre a agressiva política de marketing da SONY, disse-nos que algumas decisões são tomadas a nível europeu e foi decidido que a Microsoft irá investir agressivamente no mercado português e aproximar-se mais dos jogadores. A duplicação da base instalada e o patrocínio do evento são apontados como primeiros frutos desta nova política que começou à cerca de um ano com uma nova equipa de marketing, representando este evento o marco de consolidação deste, digamos, come back da Xbox360 em Portugal.
Voltando ao Gears 2: passou-se à apresentação e demonstração propriamente dita do jogo pelo XboxTeamPortugal que começou de maneira bem menos entusiasmante e onde a palavra de ordem foi “afinação”. Não digo que não seja importante mostrar o detalhe dos gráficos do jogo mas é um bocado chato ver areia a escorrer dos sacos-barreira a ocupar tanto tempo no ecrã. À medida que a apresentação decorria, foi ficando bem mais interessante quando já todos estavam mais relaxados enquanto se viam personagens a desfazerem-se em mil pedaços e a mensagem passava mais naturalmente.
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Até que chegou a vez da imprensa experimentar o jogo, incluindo o Rumble Pack, imagine-se a tragédia. O número de vezes que joguei o primeiro Gears pode ser contado pelos dedos de uma mão e o tempo passado com este também não foi muito, por isso encarem este hands-on como uma descrição mais simples vindo de alguém novo ao franshise.

Antes de mais, convém lembrar que apenas tivemos acesso ao multiplayer no mapa River e no modo Submission. A campanha fica para quando me apetecer dar 75€ pelo jogo…
A nível gráfico à primeira vista as diferenças poderão parecer poucas em relação ao jogo anterior, mas a verdade é que a “draw distance” está visivelmente maior. Também os elementos destrutíveis do mapa como carros e barris saltam mais à vista e os efeitos de luz e disparo das armas estão ainda mais “eye candy”. Também os personagens têm novas animações incluindo finishers. O sangue esse continua a jorrar a prantos e a sujar o ecrã. E apesar da build estar longe de ser recente a verdade é que a framerate estava sólida e tudo já tinha um aspecto extremamente polido. Tendo em conta que muitas vezes elementos gráficos são cortados dos modos multiplayer para favorecer a fluidez de jogo, isto faz-me antecipar a escala a que poderão chegar os gráficos no modo campanha.
- pena que não lhe tenhamos podido tocar… -
A nível de jogabilidade faz-me um pouco de confusão o spread dos tiros e o facto de só haver mira num modo de disparo próprio, mas isso já é herdado do primeiro jogo. Assim como outros elementos como o sistema de reload, “blind fire”, movimentos entre paredes e barreiras, etc. O que não é herança nenhuma e extremamente útil é o “meat shield” (leia-se, escudo humano) que não só serve de proteção para avançar mas também deu origem ao modo “Submission” derivado do velho “capture the flag”. Neste modo para além de podermos usar os adversários como escudos humanos, o objectivo é andar atrás de um NPC que faz o papel de bandeira e levá-lo para a base. O que não é tão fácil como parece porque o NPC tem IA e pode decidir defender-se para além de que a base está protegida por lasers.
- “cheiras mal pá!” -
Quem ficava frustrado de cada vez que era serrado ao meio (FAIL) no primeiro jogo agora pelo menos tem a possibilidade ripostar. Se ambos tentarem o ataque em simultâneo entra-se num duelo de chainsaw. Mas não pensem que podem aproveitar a troca de faíscas para travar amizade à vontade porque os duelos podem ser interrompidos por outros jogadores para se aproveitarem da situação. De qualquer forma, podem sempre ter a sorte como eu tive de encontrar o Abul como adversário e neste caso o duelo de chainsaw nunca ocorrerá, porque ele morre sempre primeiro XD.
- carreguem no B até sangrarem dos dedos! -
Mais do que as novas armas ou gráficos estas foram as duas novidades que mais se fizeram notar.
Como conclusão, o Gears of War 2 continua tão divertido e mais impressionante do que o primeiro e prova que não é preciso estar constantemente a reinventar a roda, podendo então a palavra “afinação” ser realmente aplicável, apesar de numa apresentação poder não ser das coisas mais entusiasmantes para se ouvir. Mas não esquecer que estamos a falar apenas do multiplayer. Com promessas de puzzles, resmas de inimigos no ecrã e até de cavalgadas em Brumacks veremos até que ponto o mesmo termo poderá ser aplicado ao modo campanha.
P.S. - E não é que se falou de jogos de verdade no Rumble Pack? Mue Dues, corram para as colinas!
Vídeo cortesia [ FNintendo ].
Por emogrumpyuke