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Manhunt 2 – Censura 2, vamos a prolongamento!
Por: myke greywolf | 9 de Outubro de 2007 às 15:05

O jogo está ao rubro! Apesar da substituição no segundo tempo, a Rockstar não conseguiu evitar que a censura da BBFC marcasse um segundo golo, quando esta anunciou que vai negar a classificação etária ao jogo Manhunt 2 no Reino Unido – pela segunda vez consecutiva! O público bem pode vaiar, mas o árbitro não quer saber.

A última contratação da Rockstar para o Manhunt exibe os seus óbvios talentos.

Lembramos que o primeiro tento da censura foi marcado em Junho, quando a BBFC rejeitou o jogo pela primeira vez, queixando-se de excesso de conteúdo sádico gráfico. A Rockstar retirou algum do conteúdo considerado mais escandaloso, uma estratégia que lhe garantiu a vitória quando o mesmo jogo foi disputado nos EUA, onde o jogo já tem garantida a tão cobiçada classificação “M”.

Porém, os censores britânicos não se mostraram tão comovidos, e afirmam que apesar do que foi retirado ou ofuscado, a natureza essencial do jogo permanece, justificando assim a não aprovação da nova versão do jogo. Claramente, os adultos ingleses não têm a maturidade suficiente para escolher as suas próprias formas de entretenimento.

A Rockstar já está a trabalhar nas alterações à equipa para o prolongamento, e mostramos aqui em exclusivo um screenshot da formação a colocar em campo neste titânico embate contra a censura inglesa:

Abraaaaaaço!

Por: Myke Greywolf

SCEE: "É natural que os nosssos clientes se sintam enganados". Mundo: "DUH!"
Por: myke greywolf | 8 de Outubro de 2007 às 16:09

O chefe da Sony Computer Entertainment Europe no Reino Unido, Ray Maguire, veio a público responder pela baixa de preço da PS3, que se candidata a entrar no Guiness por ser efectuada apenas sete meses após o lançamento europeu da consola. Sem dúvida um momento para celebrar!

Entre vários parágrafos de eufemismos hilariantes e controlo de danos devido à performance de vendas desapontante da PS3, aqui está a pergunta que lhe vale o galardão de “frase óbvia da semana”:

P: O que tem para dizer aos seus consumidores mais leais, que já adquiriram o modelo de 60 GB por GBP 425 e podem ficar a pensar que foram enganados quando virem dois produtos mais baratos no mercado, apenas meses após desembolsarem pela PS3?

R: Acho que é natural que se sintam assim, claro que é. (…)

Mesmo o que eu precisava para poder deixar de usar a minha PS3 como pisa-papéis!

É claro que na prática, a coisa não é assim tão óbvia. Será obviamente mais fácil alguém sentir-se enganado quando adquirir o novo modelo de 40 GB e constatar que a retrocompatibilidade é, de facto, uma coisa do passado – mais ou menos como o rumble até há 1 mês atrás. Ou seja, parece que o senhor Ray Maguire terá confundido os seus consumidores passados com os seus consumidores futuros.

Será possível que a Sony tenha constatado que muitos dos seus clientes PS3 andam a comprar demasiados jogos PS2? Não percam o próximo episódio das aventuras do Captain Obvious, que nós também não!

Captain Obvious Z-Z-Z, energia total!

Por: Myke Greywolf

Vamos lá cambada, todos à moe-lhada!
Por: myke greywolf | 7 de Outubro de 2007 às 16:42

Moe: no princípio, não passava de uma faceta obscura do design de personagens japonês, merecidamente arredada para um pequeno círculo de otakus sem vida desesperados por ocultar e colmatar a sua impotência social e sexual. E como não passavam de uma cambada de tristes que substituiram o “sexo, drogas e rock’n'roll” por “anime, panty-shots e cosplay“, ninguém lhe dava importância – afinal de contas, nada podia ser pior do que hentai com tentáculos. Certo? Certo?

Mas desde há poucos anos a esta parte, o moe impregnou-se em quase tudo o que sai do Japão, com os seus tentáculos a espalharem-se por tudo o que de bom e puro alguma vez chegou a nós no país do sol nascente.

O sistema educativo japonês – agora com 75% mais moe!

Nem o raio dos vídeojogos escaparam a esta invasão, com pérolas como Doki Doki Majo Shinpan a invadirem milhares de DS’s inocentes no Japão (e não só, porque rebarbados com dinheiro para importar há em todo o mundo).

Lá diz o provérbio: É tudo muito divertido, até que alguém perde as cuecas.

Talvez pensem que este era um caso isolado, e se fôr esse o caso, não se preocupem pois não são os únicos a olhar o céu. Mas o certo é que é agora aparente que o jogo da SNK era apenas a guarda avançada dum exército que está logo para lá do horizonte. Se estão a pensar “nah, isto nunca poderia acontecer aos vídeojogos”, bem… também é o que pensavam os fãs de anime e manga há alguns anos atrás. E agora, vejam onde estamos:

Sim, temos 16 anos. A SÉRIO!

Um dos exemplos mais recentes desta mania é o jogo Arcana Heart, em que todas as personagens são miudinhas inapelavelmente moe dos pés à cabeça, passando pelo peito, que aqui em baixo está mais moe que nunca:

Ó p’ra mim, tão moe! Não interessa que tenho 12 anos e uso soutien 42D!

É claro que tudo isto não é novidade: há que tempos que esta moe-lhada de otakus conspurca a nobre arte da criação de jogos amadores com a sua estética deturpada que praticamente proíbe uma personagem de parecer ter mais de 13 anos (sem contar com o tamanho do peito, está claro), sob pena de estar acabada. Afinal de contas, títulos como Melty Blood já existem desde 2002, e existem exemplos ainda mais antigos para quem se quiser dar ao trabalho de procurar. Mas o certo é que, por este andar, vamos acabar por perder o melhor que o Japão tem para oferecer em termos de mulheres imaginárias videojogáveis:

Mai Shiranui: a fazer babar jogadores, desde 1992. E ainda dizem que os anos 90 não trouxeram nada de bom.

Vamos dar um momentinho para a justificação dos defensores do moe: na sua opinião, a sua preferência por personagens pré-adolescentes tem mais a ver com um sentimento de proteccionismo e paternalismo do que propriamente a qualquer tipo de atracção sexual. É esse desejo de proteger uma certa inocência que os leva a apreciar este tipo de personagens.

Está certo, pode-se apelar a esse tipo de explicação para justificar certas coisas, mas certamente não as que foram apresentadas acima, que estão certamente para além de qualquer tipo de redenção. Mas quem é que esses emplastros proto-pedófilos pensam que enganam? Ao contrário do que eles possam pensar, a maior parte das pessoas tem cabeça para chegar à conclusão que aquilo que parece ser, muitas vezes é.

E não, não se podem desculpar com o velho adágio “mas são só desenhos!”. E para explicar porquê, ninguém melhor que o nosso amigo otaku-mor, Madarame, do anime Genshiken:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=kFvelQFWLVU]

Por isso, já sabem, meninos: se quiserem… *aham*… “divertir-se” com jogos hentai, pelo menos optem por uns que ilustrem mulheres que pareçam adequadas para o papel para que foram criadas.

Por: Myke Greywolf

MyGames Forever!
Por: myke greywolf | 4 de Outubro de 2007 às 12:35

Vocês leram a revista (que foi bastante boa)! Vocês viram o programa na TV (que é muito, muito, muito mau)! Vocês assistiram à publicidade. E se não assistiram, assistem agora que até se lixam:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=r0HzIAxkQNY]

Tudo isto a apontar descaradamente, desde já há mais de um mês, para um legendário portal, uma fabulosa (aham) “rede de lifestyle digital” que promete revolucionar o panorama dos gamers portugueses, fazendo-os todos acreditar que vivem num chavão de relações públicas que deve ter soado bem quando tiveram de convencer um banco a financiar este projecto, mas que passou a ser ridículo 5 segundos depois.

Ora bem, quando o pobre do gamer português decide, ingenuamente, visitar o tal portal, eis o fabuloso espectáculo com que se depara:

No meu sistema de classificação de páginas “404 not found”, esta leva um 8/10. Excelentes Photoshop skills.

Será minha imaginação, ou a brilhante equipa do MyGames está desde há um mês a gastar uma pipa de massa em publicidade a algo que não existe? Um brilhante exemplo de gestão e coordenação de recursos, bem à portuguesa!

Mas pronto, bem poderíamos dar à equipa do projecto o benefício da dúvida, e ponderar que talvez eles estejam a aguardar o momento certo para lançar o seu magnabulástico portal, não é verdade? Talvez estejam a coordenar o lançamento com o regresso de um outro site muito aguardado pelos gamers portugueses:

Esta, por outro lado, leva um 3/10. Devia estar na moda em 2002, quando foi criada, mas agora não convence ninguém.

E daí, talvez não. Se o conceito de “breve” do MyGames fosse igual ao da Concentra, só teríamos o nosso “lifestyle digital” depois de Portugal ganhar o Festival Eurovisão da Canção.

Não senhor. Com um pouco de cabecinha, torna-se óbvio que o pessoal do MyGames deseja estrear o seu portal cibernético virtual digital nas internets com algo de realmente bombástico, e em primeira mão, podemos revelar que o primeiro artigo a publicar será a crítica exclusiva ao jogo mais badalado e aguardado de todos os tempos. Basta-nos, por isso, esperar até ao lançamento desse jogo, o qual, garantem-nos, será lançado “a qualquer momento”.

E qual o jogo, perguntam vocês?

Hail to the king, baby!

É caso para gritar bem alto: malandros, malandros, malandros!!!

Por: Myke Greywolf

Especial National Geographic: O analista de vídeojogos
Por: myke greywolf | 3 de Outubro de 2007 às 22:29

Depois de, na última edição do nosso programa, termos colocado em foco uma criatura tão notória que é praticamente impossível aproximar-nos de uma delas sem a sua presença se tornar evidente (o cheiro ajuda), desta vez, vamos virar as nossas atenções indesejáveis para um ser tão misterioso, tão obscuro, e tão raro que podemos passar uma vida inteira sem nos cruzar com um deles. E no entanto, estas criaturas conseguem, de alguma forma, tornar-se notórias entre a fauna do mundo dos vídeojogos, em virtude das análises supostamente informadas que fornecem aos media e que acabam por constituir a única ponte entre esta indústria e as chamadas “pessoas normais” (ou Muggles).

É isso mesmo: neste episódio, analisaremos o analista de vídeojogos.

O analista tem o seu habitat num lugar bem distante dos olhos de nós, comuns mortais: as altas torres de empresas financeiras, em cujos corredores ele engendra as próximas baboseiras a incluir num comunicado de empresa ou num relatório a vender por um preço indecente a empresas tão ricas que não sabem em que mais hão de gastar o seu dinheiro.

Porém, por trás do seu fato Armani impecavelmente engomado e do Audi que guarda na garagem, o analista oculta um terrível segredo: na verdade, ele não sabe mais sobre a indústria de vídeojogos do que o frequentador médio do NeoGAF. Qualquer chimpanzé que prestasse atenção durante 5 minutos a esta indústria seria capaz de formar uma opinião semelhante, e provavelmente expressá-la de forma mais eloquente, desde que lhe fosse fornecida uma máquina de escrever e uma quantidade suficiente de amendoins.

Mas certamente que há algo mais que justifica o prestígio angariado pelo analista de vídeojogos? Certamente que os seus contactos na indústria garantem-lhe fontes de informação inacessíveis ao forista típico, não é verdade? Bem, não exactamente. A verdade é que podemos reduzir as fontes de qualquer analista a três locais bem definidos.

O primeiro lugar, são os números de vendas divulgados periodicamente pelas agências que acompanham os estabelecimentos de venda a retalho. Com estes dados, o analista efectua a sua magia de números para obter o milagre da extrapolação! É daqui que vêm pérolas bem conhecidas como:

  • A PS2 vendeu mais que a PS1, logo a PS3 vai vender ainda mais. Garantido!
  • A Gamecube vendeu menos que a N64, logo a Wii vai vender ainda menos. Trigo limpo, farinha Amparo.

A segunda fonte, vocês estão a olhar para ela neste momento. Afinal de contas, para quê utilizar os nossos neurónios quando existem milhares de cromos a deixar as suas opiniões e análises realmente informadas enquanto jogadores em fórums e blogs – e tudo isto, de graça? É um desperdício de informação útil que poderia ser compilada, distorcida e vendida por preços exorbitantes! E mesmo que essa gente ladre “eu pensei nisso antes”, isso não interessa para nada – afinal de contas, não é o nome deles que aparece no New York Times, mas sim o do analista.

A última fonte, e a mais importante, é o grande segredo de todo o analista aqui revelado em primeira mão, e a verdadeira essência do seu talento.

Um repositório de inspiração para o analista – tanto metaforica como literalmente. Peixinhos não incluídos.

Quando colocado perante questões que as outras fontes não permitem responder, o analista é perito em extrair números e factos do próprio rabinho. O que é, de facto, conveniente, se tivermos em consideração que a maior parte do processo criativo destas criaturas é feito enquanto sentados na sua sanita Armani. Mesmo que a “inteligência” e a “inspiração” não digam nada a estes seres, basta-lhes olhar para baixo e zás, lá estão as previsões de vendas de software para o próximo Natal!

O mais irónico é que se o analista errar nas suas previsões, só as tristes hostes de jogadores viciados nos peidos que a indústria dá é que reparam – ou seja, ninguém de relevância. Enquanto os fanboys lançam insultos e pululam de raiva nos seus forumzinhos, o analista goza o seu bónus de Natal tomando banho num jacuzzi com duas modelos suecas. Definitivamente, não corre o risco de extinção.

Por: Myke Greywolf

Vendas no Japão: 17 a 23 de Setembro de 2007
Por: myke greywolf | 28 de Setembro de 2007 às 13:24

E na sua 146ª semana, eis que se operou o milagre: com o lançamento da PSP Slim, a Sony subiu aos céus, com a sua portátil a obter a sua melhor semana de sempre e a superar tudo e todos na luta pela supremacia da venda de consolas no Japão! Mas será que isto é um sinal de recuperação, e que poderemos ver a PSP ultrapassar a DS no número total de unidades vendidas? Fomos perguntar a um analista de topo de uma das empresas mais reputadas do ramo:

Brilhante! É por isto que os analistas ganham fortunas!

Entretanto, no software, a Bizarrolândia continua a sua invasão do Japão, com dois títulos da PSP nos lugares de topo. Nem o poder massivo da redundância de duas versões Pokémon os conseguiu destronar! Os tops completos:

Software:

  1. [PSP] Crisis Core: Final Fantasy VII – 109,000 / 595,000
  2. [PSP] Metal Gear Solid: Portable Ops Plus – 93,000 / NEW
  3. [NDS] Pokemon Fushigi no Dungeon: Toki no Tankentai – 85,000 / 385,000
  4. [NDS] Pokemon Fushigi no Dungeon: Yami no Tankentai – 75,000 / 344,000
  5. [NDS] Katekyoo Hitman Reborn!! DS Flame Rumble Kaien Ring Soudatsuen! – 31,000 / NEW
  6. [WII] Super Mario Strikers – 28,000 / NEW
  7. [PS2] Kiniro no Corda 2 Anchor – 24,000 / NEW
  8. [WII] Mario Party 8 – 22,000 / 779,000
  9. [WII] Samurai Warriors: Katana – 17,000 / NEW
  10. [NDS] Final Fantasy: Crystal Chronicles – Ring of Fates – 16,000 / 331,000
  11. [PSP] Metal Gear Solid: Portable Ops Plus (Deluxe Pack)
  12. [NDS] My Housekeeping Diary
  13. [NDS] Taiko no Tatsujin DS
  14. [WII] Wii Sports
  15. [NDS] Flash Focus: Vision Training in Minutes a Day
  16. [NDS] Mario Kart DS
  17. [PS2] Another Century’s Episode 3: The Final
  18. [NDS] Brain Age 2
  19. [WII] Wii Play
  20. [NDS] New Super Mario Bros.
  21. [PS2] Nanatsu Iro * Drops Pure!!
  22. [NDS] Animal Crossing DS
  23. [NDS] Phoenix Wright 3 (Best Price)
  24. [PS2] Sengoku Musou 2 Mushouden
  25. [NDS] Brain Age
  26. [PSP] Fate/Tiger Colosseum
  27. [PS3] Hot Shots Golf 5
  28. [NDS] More English Training
  29. [PS2] Grand Theft Auto: Liberty City Stories
  30. [PSP] Monster Hunter Portable: 2nd

Hardware:

  1. PSP – 277,794 (6,290,640)
  2. NDS – 70,523 (19,423,195)
  3. WII – 24,992 (3,590,054)
  4. PS2 – 11,373 (20,738,794)
  5. PS3 – 10,732 (1,156,561)
  6. 360 – 1,687 (410,276)
  7. GBA – 382 (15,345,617)
  8. NGC – 15 (4,179,180)

Fonte: Media Create via NeoGAF

Por: Myke Greywolf

Depois do NintendoPT, a Nintendo.
Por: myke greywolf | 27 de Setembro de 2007 às 11:31

Parece que o fecho do NintendoPT foi apenas a primeira peça da fileirinha de dominós em queda. Poucos dias depois, eis que nos chegou a chocante notícia que o fórum oficial da Nintendo nos EUA encerrou, por virtude de suposta remodelação do site, sem data prevista para reabertura.

Mas como nós somos europeus (perdão aos nossos leitores brasileiros), não temos nada a temer, pois não? Continuamos a ter o nosso gueto onde esconder o pior refugo da comunidade de fanboys Nintendistas, certo?

Errado. Mais uma semana, mais uma vítima da razia do dominó assassino: devido a aparentes problemas de segurança, o fórum oficial da Nintendo Europe deixou de existir. Aparentemente, a devoção irracional e fanática das massas Nintendistas foi demais até para a própria Nintendo suportar.

Vídeo autêntico de um agrupamento de fanboys Nintendo. Muitos Bothans morreram para nos trazer esta informação. Almirante Ackbar, faça o favor.

Sempre que este género de tristes eventos acontece, verifica-se um êxodo. O problema é que os fanboys Nintendo parecem incapazes de respirar sem a Nintendo a dizer-lhes para abrir a boca. Fora as alternativas óbvias, para onde mais se poderiam eles virar? Será caso para pensar na situação a seguir retratada com todo o realismo?

Irmãos! O caminho está aberto! Avancemos para a terra prometida do Rumble Pack!

Esperemos que não chegue a tanto. Não há paciência que chegue.

Por: Myke Greywolf

A saga de uma Wii em Oklahoma
Por: myke greywolf | 25 de Setembro de 2007 às 13:50

Meninos, juntem-se aqui em volta da fogueira, e deixem-me contar-vos uma história de encantar. Não, tu não, Ricardinho. Tu cheiras mal. Vai para a tua tenda.

Era uma vez, numa pacata cidadezinha do Oklahoma, um rapazito agarrado em marijuana, que decidiu que seria uma excelente ideia assaltar casas para vender os objectos roubados e assim financiar o seu “hobby”. Certo dia, esse rapaz entrou numa casa que não parecia em nada diferente das outras, e qual não é o seu espanto quando se depara com uma esbelta, sedutora e bela… Nintendo Wii!

“Esta cena deve-me render umas boas doses”, pensou o jovem, enquanto enfiava aquela pequena maravilha da tecnologia na sua mochila, juntando-a ao resto do seu saque. E com a mochila às costas, foi pulando alegremente para sua própria casa.

Porém, no dia seguinte, e por circunstâncias desconhecidas, o jovem viu-se com mais drogas na mão sem sequer ter tido de empenhar os objectos roubados. Assim, e olhando para aquela Wii que o fitava com olhinhos de “cocker spaniel”, decidiu que o melhor a fazer era devolvê-la à sua legítima dona, uma típica dona de casa americana, avental e tudo.

Como ele era um jovem nobre e justo (ou talvez porque lhe faltavam uns parafusinhos depois de uma passa particularmente intensa), decidiu que era uma boa ideia compensar a dona da Wii, oferecendo-lhe um saquinho de maconha, “da melhor qualidade”, segundo as suas próprias palavras.

Mas a ingrata da cabra, inesperadamente, recusou o generoso tributo que lhe tinha sido dado e repudiou o nosso herói, que abandonou o local com ar cabisbaixo. “Esta afronta não vai passar em claro!”, pensou ele. “Se ela recusa a minha merda, então sou eu que vou ficar com a merda dela!”

Dito e feito, o jovem voltou no dia seguinte à casa da galdéria, e roubou a Wii de volta. É claro que, desta vez, foi fácil identificar o rapaz, que foi rapidamente detido pela polícia, e em cuja casa foram encontradas mais drogas e uma balança que, presumivelmente, não servia para controlar o peso do seu hamster de estimação.

E qual é a moral desta história, perguntam vocês, crianças? Aqui vai ela:

E se Jesus fumasse uma passa?

Por: Myke Greywolf

Análise: Bioshock PC Demo, e a louca corrida dos GPU's
Por: myke greywolf | 23 de Setembro de 2007 às 17:15

Deixem-me confessar-vos desde já algo: a única consola da geração actual que possuo é a Wii. Não por ser um triste fanboy Nintendo (embora isso não esteja muito longe da verdade), mas porque sou um homem casado e com um filho, e na minha casa só há dinheiro, espaço e tempo para uma consola.

Mas há um PC. Embora não tenha por costume utilizá-lo para jogos, gosto de pensar que está razoavelmente bem equipado para isso.

Muitas linhas se têm escrito sobre a nova menina dos olhos dos jogadores hardcore, um jogo que gerou ondas enormes de antecipação entre o público e cujas vendas têm estado à altura de toda a hype que foi gerada em volta dele. E foi justamente graças à Hype, a revista, que tive oportunidade de experimentar um pouco desse jogo. Na falta de uma Xbox 360, a demo contida no DVD anexo ao primeiro número da Hype permitiu-me apreender um pouco da experiência que é Bioshock.

Raios partam. Nunca devia ter pegado no raio da demo. Por mais que um motivo.

Para aqueles que já estão fartos de ler isto e só querem saber o raio da nota que eu dou ao jogo, aqui vai. Para a demo de Bioshock no meu PC, dou a fabulosa nota de 3/10. Contentes? Os que não gostam de ler, podem sair da sala agora. Fechem a porta. Para os restantes, a nota que dei deverá ser suficiente para suscitar interessante no restante desta “análise”.

Quando arranquei a demo no meu PC, e cliquei no botão “Start Game”, a primeira coisa que pensei foi: “Belo slideshow. Mas quando é que vem o jogo?”

Depois, subitamente, o horror foi-se formando na minha mente à medida que a terrível verdade vinha ao de cima: “Isto é o jogo!”

Após, com alguma dificuldade, conseguir aceder ao menu de opções visuais, comecei desesperadamente a mexer em todas as regulações de forma a obter, pelo menos, um frame rate com mais de um dígito. Acabei por chegar à conclusão que só tinha duas opções:

  1. Baixar as opções de detalhe de forma brutal, retirando todos os efeitos que concedem espectacularidade e ambiente ao jogo, e fazendo-o parecer com um FPS de há 5 anos atrás. Não, obrigado: para isso, tenho aqui o Deus Ex na minha prateleira, e esse, pelo menos, posso jogá-lo tal como quem o programou pretendia.
  2. Baixo a resolução para os 640×480 e jogo o jogo numa resolução semelhante à da Wii – concerteza algo que não estava na mente de quem fez o jogo, senão este teria aparecido na consola da Nintendo.

Enfim, como possuidor da Wii, já estou habituado a desilusões gráficas, por isso bem podia escolher a opção 2 para, pelo menos, conseguir vislumbrar aquilo que, supostamente, faz de Bioshock um título tão excepcional do ponto de vista de apresentação. Havia de conseguir ver aqueles efeitos especiais, nem que fosse através do filtro “mosaico” do Photoshop.

Em cima: Bioshock como era suposto ser visto. Em baixo: Bioshock no meu PC. Whooo!

Após esta operação radical, finalmente consegui correr o jogo com um frame rate por volta dos 15. Infelizmente, isto não é um qualquer jogo de estratégia, mas sim um raio de um FPS que exige reflexos de relâmpago e um elevado grau de fluidez para conseguir fazer alguma coisa de jeito. Se eu fosse um dos meus inimigos do jogo e visse o herói vir contra mim nestas condições, concerteza que pensaria que ele era um epiléptico retardado mental, a apontar a arma para os candeeiros, a saltar para dentro de lagos venenosos e, de vez em quando, a alvejar o chão com fúria assassina. Isso para não falar que, sempre que mais que um personagem ocupava o ecrã ao mesmo tempo, o frame rate sofria novamente uma queda abrupta para níveis inenarráveis, para minha intensa frustração.

A tecnologia dos instrumentos do dentista evoluiu imenso nos últimos anos…

Mas enfim, até me consegui divertir, mais ou menos da mesma forma que um masoquista se diverte com ferros em brasa aplicados nos mamilos. E depois, acabou-se. Com um palavrão tão vil que nem neste site o posso reproduzir, a noção de que estava apenas a jogar uma demo atingiu-me na face com a gentileza de uma marreta com espigões envenenados. Raios partam os gajos, logo agora que estava a ficar bom.

… mas ainda não o suficiente para evitar certos “acidentes”.

Em suma: o jogo até pode ser viciante (e é), e ter uma premissa e história extraordinariamente interessantes e bem exploradas (e tem), e possuir uma mecânica incrivelmente bem implementada (também possui), mas não corre como deve ser no meu PC. Como o meu PC não é uma merda (tudo o resto corre muito bem), então só posso chegar a uma conclusão: a demo de Bioshock no meu PC é uma merda. Não me posso pronunciar acerca do jogo completo, mas os prospectos não são animadores.

Com tudo isto, não consigo evitar pensar: mas o que raio se passa na cabeça dos programadores de jogos? Cada vez mais vemos jogos PC feitos para PC’s que não existem! E do lado do hardware, a coisa não é muito melhor: o grau de evolução dos GPU’s é tão elevado que uma pessoa arrisca-se a comprar uma placa de vídeo de alto de gama numa loja, e ela já estará obsoleta quando chegar a casa. O panorama dos jogos de vídeo no PC tem tendência a restringir-se a um grupo restrito de ricalhaços sem vida, que não se importam de gastar várias centenas de euros todos os meses por aumentos de desempenho na ordem das fracções percentuais, e cuja noção de “divertimento” é tentar ver qual a maior frequência de relógio que conseguem impingir a um GPU antes de o fritar. Vamos bem, vamos. Minhas queridas consolas: pelo menos, só me assaltam a carteira de 5 em 5 anos.

A única forma de me divertir jogando no PC é jogando a jogos feitos há 3 ou mais anos. Isso não é saudável para a indústria, qualquer idiota poderá concordar. Eu estou-me lixando: é saudável para a minha carteira.

E agora que acabei com a parte séria deste post, aqui vai uma imagem de um pato:

Patos rulam.

Por: Myke Greywolf

A minimegaton da Capcom
Por: myke greywolf | 22 de Setembro de 2007 às 09:15

A Capcom chocou mais uma vez o mundo ao, de uma vez, revelar três novos jogos a lançar, pertencendo a três séries adoradas pelos fãs. Podemos esperar por novos títulos das séries Resident Evil, Megaman Legends e Breath of Fire! Sem dúvida uma megaton de dimensões épicas! Yaaaaaay!

Mas é claro que não há bela sem senão, e a verruga na bela face da menina é a indicação de que todos estes jogos são para ser lançados em telemóveis. Buuuuuu!

Desta vez, podem ficar descansados: não são imagens de jogos da Wii. A sério.

Ou seja, nós, comuns mortais ocidentais, nunca, nunca poderemos colocar as mãos nestes jogos – não só porque serão exclusivamente distribuídos por operadoras móveis japonesas, mas também porque foram concebidos para correr em telefones que fazem o típico telemóvel usado em Portugal parecer um artefacto da era medieval.

Será que corre no meu?

Entretanto, nós neste cantinho à beira-mar plantado, se quisermos jogar no telemóvel, estamos encravados com pérolas como o mítico Cristiano Ronaldo Underworld Football!

Controlos: Setas – Correr; 1 – Chutar à baliza; 2 – Fazer 5 fintas inúteis e perder a bola; 3 – Fingir sofrer falta; 4 – Fazer fita e reclamar ao árbitro; 5 – Piscar o olho àquela miúda gira na terceira fila; Nota: Este jogo não tem botão para passar.

Por: Myke Greywolf