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Jack Thompson: “tirem-me deste jogo!”
Por: myke greywolf | 20 de Setembro de 2007 às 18:44

O advogado Jack Thompson, alvo de chacota generalizada da comunidade gamer e titular honorário do título de “melhor amigo do Rumble Pack”, fez das suas novamente ao exigir que a Rockstar elimine do GTA IV uma missão em que o alvo a abater, diz ele, representa a sua pessoa. Este senhor tem, claramente, mais dificuldades em distinguir a realidade dos vídeojogos do que os jovens inocentes com quem diz preocupar-se…

É claro que o próximo passo de Wacko Jacko será ter uma conversazinha com a Capcom para que eles façam o único jogo onde ele gostaria de ser visto:

“Da próxima vez, quero ser eu o procurador!”

Fonte

Por: Myke Greywolf

Sem DVD na Wii? Wee é para si!
Por: myke greywolf | 18 de Setembro de 2007 às 13:18

Para quem se queixa que a Wii não lê DVD’s, a solução vem dos mais prestigiados fabricantes chineses de leitores DVD manhosos:

Wee: é como ter 2 leitores DVD de última geração, colados com fita adesiva!

É claro que, com este fabuloso aparelho, algumas outras funcionalidades estão ausentes, como jogos, Internet, e tal… mas se são daqueles que se queixavam que a Wii não lia DVD’s, também devem ser daqueles que passam a vida a lamuriar que a Wii não tem jogos de jeito, por isso não deve ser grande problema para vocês.

Fonte: Kotaku

Por: Myke Greywolf

A culpa é do Wii Fit!
Por: myke greywolf | 18 de Setembro de 2007 às 12:49

… e do Wii Sports, neste caso. O alvo da polémica? O fabuloso jogo Family Trainer Athletic World, a ser lançado em breve pela Bandai-Namco, e que inclui no pacote um fantástico tapete que mais parece o filho bastardo de uma pad de DDR com a Wii Balance Board.

De repente, o Star Wars Kid deixou de ser tão engraçado.

O jogo parece ser um híbrido de Wii Sports e Wii Fit, incluindo presumivelmente vários desportos, como a canoagem vista na imagem acima. Um verdadeiro monumento à originalidade, portanto. Ainda bem que a Wii está a desempenhar na perfeição o papel de incentivo à inovação que tinha sido prometido.

Mas se o tema do jogo não tresanda de inovação, concerteza que aquele fantástico periférico conta para alguma coisa nesse capítulo, não?

 

Já lá vão 20 anos desde que sairam de moda, mas “leg warmers” continuam a ser sexy, afirmo eu.

E daí, talvez não.

 

Por: Myke Greywolf

Nintendo apresenta "Serial Killer Training" (aka Zapper)
Por: myke greywolf | 16 de Setembro de 2007 às 09:48

Não bastava à Nintendo revolucionar a nossa forma de vídeojogos metendo-nos todos a acenar para a televisão com o comando feitos parvos. Não senhor: nesta última E3, todos os possuidores da menina dos olhos da casa do Mário ficaram a saber que vão ter o prazer e o privilégio de desembolsar ainda mais dinheiro para poderem disfrutar de tudo o que a Wii tem para oferecer. A revelação do Wii Wheel e do Wii Zapper deu a conhecer ao mundo “novas” e “revolucionárias” formas de jogar que já foram inventadas há mais de 20 anos, e que são tão óbvias que um chimpazé epiléptico podia inventá-las – e conhecendo a Nintendo, provavelmente foi isso mesmo que aconteceu.

A malta nova pode não saber disto, mas na longínqua era do NESozóico, quando os dinossauros do pop foleiro dominavam a Terra e o Mario ainda não era Super, já existia um Zapper numa consola Nintendo, que foi utilizado em jogos tão populares como “Barker Bill’s Trick Shooting” e “Gotcha! The Sport!”. O NES Zapper tinha um aspecto comparável ao de uma arma de raios de brinquedo comprada numa loja de chineses, pelo que era perfeito para a mentalidade “plastic is good” dos anos 80.

Ontem: Recordação nostálgica das nossas juventudes. Hoje: Instrumento de treino para terroristas.

Os fãs da Wii, sabendo das potencialidades do Wiimote, quiseram acreditar que algo igualmente espectacular estaria um dia disponível para a nova consola da Nintendo. A empresa de Kyoto, conhecida pelo seu fantástico empenho em estar-se totalmente cagando para as esperanças e desejos dos seus masoquistas admiradores, presenteou-os com isto:

4 em cada 5 futuros terroristas preferem o Wii Zapper. E você?

Em apenas 23 anos, evoluímos de um pedaço de plástico foleiro vagamente semelhante a um adereço cinematográfico vagamente semelhante a uma arma, para um pedaço de plástico foleiro sem funcionalidade absolutamente nenhuma, o qual precisa de um moroso processo de preparação de cada vez que é utilizado, e que nem uma lesma conseguiria confundir com uma arma a sério. Bem, talvez confundisse, se a lesma fosse cega. E mongolóide. E fosse de noite. E estivesse nevoeiro. E a 100 metros de distância. Vocês percebem.

Só por si, este espantoso acessório (“100% compatível com o Resident Evil: Umbrella Chronicles”, dizem as más línguas – como se jogar apenas com o wiimote não o fosse) já é extraordinariamente revolucionário – quanto mais não seja, uma revolução na arte de vender tralha inútil a fanboys pelo preço escandaloso de 20 dólares – tão escandaloso, que a Nintendo sentiu-se obrigada a incluir no pacote algo chamado “Link’s Crossbow Training” – aquilo que algumas amebas e várias bactérias chamariam um “jogo”, mas que o resto de nós chama “triste argumento para justificar a aquisição de um bocado de plástico por 20 dólares”. Mas não é isso que está em causa.

Numa edição recente do seu blog de orientação parental, a edição online do jornal americano “The Star-Ledger” de New Jersey deu eco a vozes de pais preocupados com a possibilidade da utilização do Wii Zapper iniciar inocentes e puras criancinhas na utilização de armas de fogo, com o intuito de, mais tarde, transformá-las inevitavelmente num exército de assassinos psicopatas capazes de perpetrar massacres escolares a torto e a direito. Sim, porque, e falo agora em nome de todas as pessoas que já pegaram e dispararam uma arma de fogo verdadeira (apesar de nunca o ter feito), tem tudo a ver!

Em cima: Wii Zapper. Em baixo: Caçadeira Super Magnum MP-153. Separadas à nascença?

 

As associações de pais, munidas de uma dose de paranóia que faria inveja a qualquer ditador sanguinário da África Central, e com uma dose de poder totalmente desproporcionada em relação à sua dimensão, e que só assume impacto devido à obsessão com a correcção política das instituições oficiais dos EUA, parecem ter escolhido o Wii Zapper como bode expiatório da semana para encobrir as suas próprias limitações e incompetências. Mas se viemos até aqui, porque não ir mais longe? Aqui está uma pequena lista de propostas de alvos a abater para os meses mais próximos:

  • A maior parte dos FPS’s violentos para PC usam o rato e o teclado como óbvios instrumentos de treino na utilização de armas. A eliminação desses arautos da violência e do terrorismo é imperativa!
  • Na falta de armas de fogo, um garfo pode tornar-se numa arma fatal para um terrorista motivado. Banamos os garfos das nossas mesas de jantar – afinal de contas, podemos muito bem comer um bife com uma colher.
  • Todos os terroristas tem uma mãe que os deu à luz. Se liquidarmos todas as mulheres do mundo, a possibilidade de aparecimento de novos terroristas fica reduzida a zero! É uma estratégia infalível!
  • Mesmo sem mulheres, existe a possibilidade de existirem potenciais assassinos em massa entre os homens restantes. Apenas o extermínio total da população masculina pode eliminar esse risco evidente.

Apenas quando todas estas ameaças forem exterminadas, teremos um mundo seguro para os nossos anjinhos. Mas não haverá alguém que pense nas crianças?

Por: Myke Greywolf

Zero Punctuation – A guerra das consolas
Por: myke greywolf | 12 de Setembro de 2007 às 12:36

Já vi muitas análises à guerra da geração actual de consolas, mas nenhuma tão concisa e interessante como esta. Vejam, e descubram a razão pela qual, nesta geração, não há uma consola “certa” para adquirir: são todas erradas!

Quando fôr grande, quero ser como este tipo.

Estão ali a fazer-me um sinal dos bastidores, a dizer que tenho que colocar uma imagem neste post. Como não tenho mais nada a acrescentar, aqui vai uma foto de um coelhinho com uma panqueca na cabeça:

Olha, mamã! Sem mãos!

Por: Myke Greywolf

Super Smash Bros. Brawl – A megaton du jour.
Por: myke greywolf | 11 de Setembro de 2007 às 00:10

Mais um dia, mais uma megaton – é assim que os milhões de fãs que aguardam o já-legendário Super Smash Bros. Brawl se sentem desde há algumas semanas. Todos os dias úteis, às 8 da manhã, incontáveis internautas esmagam incessantemente a tecla F5 na tentativa ridícula de serem os primeiros a ver mais um bocadinho da pele da escultural obra de Masahiro Sakurai, perpetuando um strip-tease que já dura há quase 4 meses – e ainda há de durar mais alguns, para gáudio da líbido de muito Nintendista que anda por aí. Afinal de contas, nunca se pode ter orgasmos a mais, não é verdade?

 

Repitam comigo, meninos: Kirby + casca de banana = Megaton.

 

E os orgasmos têm-se de facto sucedido, por muito discutível que seja o valor sexual de novos participantes como o Pokémon Trainer e Wario (já o mesmo não se pode dizer de Zero Suit Samus, Ike ou Pit, dependendo da orientação sexual e/ou potencial pedofilia do observador – mas ei, há gostos para tudo!). Os fãs já abrem as breguilhas colectivas às 7:59 em antecipação do anúncio indubitavelmente bombástico que chegará no minuto a seguir.

Para exemplificar, tomemos o dia de hoje. A novidade super-hiper-mega-rifixe com que fomos presenteados, foi… vejamos… er…

Megaton!!!!!!11!

Er… o Munchlax… que é… bem… tipo, um Pokémon… que passeia pelo cenário e come os items todos. Uau, já estou a vir!

OK, então o Munchlax não é um bom exemplo das delícias que nos são regularmente atiradas à fuça por Sakurai e companhia numa das mais bem concebidas campanhas de hype para um jogo de que tenho conhecimento. Mas o certo é que este post também não serve para reclamar acerca desta actualização, nem sequer serve para reclamar que nem todas as actualizações são algo que faça um fã inundar o quarteirão de baba. Este post serve, isso sim, para dar um belo dum tabefe virtual aos fãs que parecem exigir que isso, de facto, aconteça – talvez por terem reservas de sémen suficientes para encher uma piscina olímpica. Sim, porque nós sabemos bem que não têm possibilidade de o usar onde é, de facto, suposto ser usado, né? (wink, wink, nudge, nudge)

Deus nos livre de termos uma actualização com a explicação das formas de recuperação de quedas, com um novo pormenor introduzido na mecânica de jogo, ou descrevendo um novo conjunto de items coleccionáveis. Não senhor, qualquer coisa a menos que a introdução do Sonic ou Megaman que eles tanto aguardavam, é acolhida com gritos de “Raios partam a Nintendo, não me façam perder o meu tempo, este update sucka, de certeza que já não vou comprar o jogo porque o Mario usa o FLUDD!”, e outras barbaridades afins que me fazem perder a esperança na raça humana.

Eis uma dica para o género de bestas que debita este género de impropérios desmiolados: essas actualizações não são para vocês, e vocês não são os únicos seres no mundo providos de inteligência (se bem que mesmo isso seja discutível, no vosso caso). Há pessoas que nunca pegaram nesta série, sobretudo agora que a Wii alargou o mercado dos vídeojogos a novos grupos de jogadores, incluindo pessoas que já não pegavam num comando de consola desde a NES. Essas pessoas merecem tanto como (ou mais que) vocês saber sobre a maravilha que é Smash Bros… não merecem é ter de ler o vómito em forma de palavras que sai dos vossos dedos de cada vez que decidem que um item não é suficientemente “revolucionário” para o vosso gosto.

Há quem diga que cada vez que alguém se masturba, Deus mata um gatinho. Confiram:

 

Nenhuns gatinhos foram magoados durante a realização desta fotografia. Só 10 segundos depois é que isso aconteceu.

Se é possível alguém acreditar nessa baboseira, bem podem acreditar no que vos vou dizer a seguir – e leiam com atenção, fanboys raivosos: cada vez que vocês reclamam sobre uma actualização do site de SSBB, o Sakurai tira do jogo um dos personagens que vocês queriam que aparecesse.

Por favor, pensem no Sonic.

Por: Myke Greywolf

Especial National Geographic: O hardcore gamer, esse animal.
Por: myke greywolf | 9 de Setembro de 2007 às 15:04

E agora, algo completamente diferente.

Bem sei que é verdade que os leitores deste blog estão habituados a artigos com poucas palavras, muitas imagens, e ainda mais paródia. Mas comigo, não há cá nada disso. Não senhor, este é um artigo sério, escrito por uma pessoa séria. Para o demonstrar, aqui está uma imagem séria:

Não, meninas, não sou eu. Deixem de enviar mails.

Agora que cumpri a quota obrigatória de imagens por post deste blog, está na hora de iniciar o primeiro de uma série de artigos dedicados a explorar a fascinante fauna do mundo dos vídeojogos. Em cada artigo, uma nova besta será posta a nú, para mal das vossas frágeis mentezinhas. Tremam.

O selvagem mundo dos vídeojogos está repleto de criaturas com todas as cores, formas e cheiros; Porém, poucas delas são tão vis como o hardcore gamer, esse animal.

Vindo das profundezas da cave da casa dos pais, de onde raramente sai, este bizarro ser, com a sua alma deturpada por milhares de horas no Counterstrike, e os seus sovacos desesperadamente carentes de Rexona, apenas interage com outras espécies de jogadores para afirmar uma superioridade imaginária baseada em percentagens de headshots, Xbox Achievement Points e outras medidas igualmente ridículas. O seu habitat natural é inconfundível: um quarto de adolescente com as persianas eternamente baixadas, 3 monitores, 2 PC’s (um deles kitado para mostrar aos “amigos” e outro com as entranhas abertas, que é o que eles realmente usam), a cama por fazer, a roupa suja do mês passado pelo chão, e um cheiro omnipresente a mofo e suor.


O habitat natural do hardcore gamer em todo o seu esplendor.

Costumam autoqualificar-se utilizando o termo “leet”, abreviatura de “literalmente sem vida”, porque cada minuto da sua existência é dedicado a arranjar novas idiotices relacionadas com jogos para se vangloriarem. O hardcore gamer, apesar do seu nome, prefere falar de jogos a jogar, e obtém particular satisfação de menosprezar e ridicularizar os possuidores de consolas que ele próprio não possui, e em particularmente aquilo que ele chama de “casual gamers”, que aparentemente é um termo que na realidade significa “pessoas que praticam sexo com regularidade”.

Apesar disso, estes seres não têm grande dificuldades em manter relações amorosas sinceras e dedicadas. Infelizmente para eles, a nossa sociedade ainda não contempla o casamento entre humanos e consolas, pelo que têm de se contentar em manter as suas amadas satisfeitas com kits de neons, mods não autorizados e jogos importados do Japão. O seu conceito de “ritual de acasalamento” limita-se a fazer “teabagging” a um adversário recém-abatido.

A principal forma de socialização do hardcore gamer dá pelo patusco nome de “LAN Party”. Neste estranhos rituais, os hardcore gamers reunem-se para, em conjunto, imaginarem que a potência das suas máquinas é proporcional ao tamanho do seu pénis. O conceito de “convívio”, estranho para esta criatura, assume segundo plano face ao exorcismo do demónio “Lag”, uma das principais figuras da sua mitologia, ao lado do deus “Megahertz”. Também, cheiram mal.

Nos últimos anos, esta espécie foi colocada na lista de espécies ameaçadas devido ao alastramento da poluição lúdica proporcionada por plataformas como a Nintendo DS e a Wii. Conceitos como “divertimento”, impossíveis de apreender pelas mentes limitadas dos pobres hardcore gamers, têm ganho terreno no continente dos jogos, deixando cada vez menos espaço para o habitat natural do hardcore gamer. Esperemos só que os esforços da Sony e Microsoft de criarem reservas dedicadas ao hardcore gamer surtam os seus frutos, sob pena de deixarmos de poder admirar estas lamentáveis bestas – de preferência, à distância.

Dois dos predadores naturais do hardcore gamer, em pose de ataque.

Por: Myke Greywolf

O vôo rasante do dragão embriagado
Por: myke greywolf | 9 de Setembro de 2007 às 15:00

Imaginem que são nacionalistas convictos, saudosistas das idas eras de glória do império português, e de repente recebem a notícia que há tanto tempo esperavam: finalmente, D. Sebastião ressurgiu na praia do Guincho numa manhã de nevoeiro, regressado da campanha de Alcácer-Quibir e pronto a retomar as rédeas do país daqueles nojentos republicanos. Imaginem contudo que, em virtude de uma pancada desferida na sua cabeça por um mouro, D. Sebastião não consegue encadear duas palavras para formar uma frase, veste as cuecas na cabeça, e não se consegue confiar nele para ir ao WC sozinho, quanto mais dirigir os destinos da nação.

É assim que os possuidores de uma PS3 se devem ter sentido na semana passada, quando leram as críticas de Lair na IGN (4.9/10) e no Gamespot (4.5/10).

Ao fecho da edição, D. Sebastião não estava disponível para comentar esta notícia, mas se estivesse, concerteza diria algo como: “4.5? LOL!”

Aparentemente, os programadores da Factor 5 (mais tipo Factor 4.5 amirite LOL?) sentiram a necessidade de embriagar os dragões montados no jogo de forma a aumentar o seu factor “hardcore”, resultando num sistema de controlo com a graciosidade de um rinoceronte e a subtileza do Alberto João Jardim. Ou talvez vice-versa.

O consumo excessivo de alcool causa mau hálito e danos à saúde. Seja responsável. Beba com moderação.

Quando confrontados com a situação, os fanboys da malfadada consola da Sony entregaram-nos um cartãozinho com o seguinte texto:

“Esperem só até chegar o ____________________! Aí é que a PS3 vai rular tudo!”

(preencher com o nome do blockbuster-destinado-a-falhar da semana)

Por: Myke Greywolf