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Especial National Geographic: O analista de vídeojogos
Por: | 3 de Outubro de 2007 às 22:29 | 8 Comentários

Depois de, na última edição do nosso programa, termos colocado em foco uma criatura tão notória que é praticamente impossível aproximar-nos de uma delas sem a sua presença se tornar evidente (o cheiro ajuda), desta vez, vamos virar as nossas atenções indesejáveis para um ser tão misterioso, tão obscuro, e tão raro que podemos passar uma vida inteira sem nos cruzar com um deles. E no entanto, estas criaturas conseguem, de alguma forma, tornar-se notórias entre a fauna do mundo dos vídeojogos, em virtude das análises supostamente informadas que fornecem aos media e que acabam por constituir a única ponte entre esta indústria e as chamadas “pessoas normais” (ou Muggles).

É isso mesmo: neste episódio, analisaremos o analista de vídeojogos.

O analista tem o seu habitat num lugar bem distante dos olhos de nós, comuns mortais: as altas torres de empresas financeiras, em cujos corredores ele engendra as próximas baboseiras a incluir num comunicado de empresa ou num relatório a vender por um preço indecente a empresas tão ricas que não sabem em que mais hão de gastar o seu dinheiro.

Porém, por trás do seu fato Armani impecavelmente engomado e do Audi que guarda na garagem, o analista oculta um terrível segredo: na verdade, ele não sabe mais sobre a indústria de vídeojogos do que o frequentador médio do NeoGAF. Qualquer chimpanzé que prestasse atenção durante 5 minutos a esta indústria seria capaz de formar uma opinião semelhante, e provavelmente expressá-la de forma mais eloquente, desde que lhe fosse fornecida uma máquina de escrever e uma quantidade suficiente de amendoins.

Mas certamente que há algo mais que justifica o prestígio angariado pelo analista de vídeojogos? Certamente que os seus contactos na indústria garantem-lhe fontes de informação inacessíveis ao forista típico, não é verdade? Bem, não exactamente. A verdade é que podemos reduzir as fontes de qualquer analista a três locais bem definidos.

O primeiro lugar, são os números de vendas divulgados periodicamente pelas agências que acompanham os estabelecimentos de venda a retalho. Com estes dados, o analista efectua a sua magia de números para obter o milagre da extrapolação! É daqui que vêm pérolas bem conhecidas como:

  • A PS2 vendeu mais que a PS1, logo a PS3 vai vender ainda mais. Garantido!
  • A Gamecube vendeu menos que a N64, logo a Wii vai vender ainda menos. Trigo limpo, farinha Amparo.

A segunda fonte, vocês estão a olhar para ela neste momento. Afinal de contas, para quê utilizar os nossos neurónios quando existem milhares de cromos a deixar as suas opiniões e análises realmente informadas enquanto jogadores em fórums e blogs – e tudo isto, de graça? É um desperdício de informação útil que poderia ser compilada, distorcida e vendida por preços exorbitantes! E mesmo que essa gente ladre “eu pensei nisso antes”, isso não interessa para nada – afinal de contas, não é o nome deles que aparece no New York Times, mas sim o do analista.

A última fonte, e a mais importante, é o grande segredo de todo o analista aqui revelado em primeira mão, e a verdadeira essência do seu talento.

Um repositório de inspiração para o analista – tanto metaforica como literalmente. Peixinhos não incluídos.

Quando colocado perante questões que as outras fontes não permitem responder, o analista é perito em extrair números e factos do próprio rabinho. O que é, de facto, conveniente, se tivermos em consideração que a maior parte do processo criativo destas criaturas é feito enquanto sentados na sua sanita Armani. Mesmo que a “inteligência” e a “inspiração” não digam nada a estes seres, basta-lhes olhar para baixo e zás, lá estão as previsões de vendas de software para o próximo Natal!

O mais irónico é que se o analista errar nas suas previsões, só as tristes hostes de jogadores viciados nos peidos que a indústria dá é que reparam – ou seja, ninguém de relevância. Enquanto os fanboys lançam insultos e pululam de raiva nos seus forumzinhos, o analista goza o seu bónus de Natal tomando banho num jacuzzi com duas modelos suecas. Definitivamente, não corre o risco de extinção.

Por: Myke Greywolf


8 Comentários no “Especial National Geographic: O analista de vídeojogos”

  1. Tu diz:

    ONDE ESTÁ O GIF???????

  2. No rabinho do analista, obviamente. Espera um bocadinho mais, que ele já sai.

  3. Alarka diz:

    Não seja por isso:

    http://i182.photobucket.com/albums/x124/rumblepack2/hooooo.gif

    É do vosso agrado? Presumo que sim.

  4. Tu diz:

    @Myke:
    “No rabinho do analista, obviamente. Espera um bocadinho mais, que ele já sai.”

    “o analista é perito em extrair números e factos do próprio rabinho”

    Falo em gifs respondes-me com “numeros” ou com “presentes” da sony.
    Podes ter um texto muito bonito, mas sem gifs.. é 0!

    @Eu:
    “fail…”
    Completamente!

  5. 6r4ff3r diz:

    Se a sanita viesse cos peixinhos no autoclismo era mais interessante.

    Claro que se houvesse corte d’água e o autoclismo tivesse sido puxado….pois… :P

  6. BigLord diz:

    Quero lá saber da porcaria do Gif, não têm imaginação para imaginar um? :)

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