Nintendo apresenta "Serial Killer Training" (aka Zapper)
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myke greywolf | 16 de Setembro de 2007 às 09:48 | 3 Comentários
Por: myke greywolf | 16 de Setembro de 2007 às 09:48 | 3 Comentários
Não bastava à Nintendo revolucionar a nossa forma de vídeojogos metendo-nos todos a acenar para a televisão com o comando feitos parvos. Não senhor: nesta última E3, todos os possuidores da menina dos olhos da casa do Mário ficaram a saber que vão ter o prazer e o privilégio de desembolsar ainda mais dinheiro para poderem disfrutar de tudo o que a Wii tem para oferecer. A revelação do Wii Wheel e do Wii Zapper deu a conhecer ao mundo “novas” e “revolucionárias” formas de jogar que já foram inventadas há mais de 20 anos, e que são tão óbvias que um chimpazé epiléptico podia inventá-las – e conhecendo a Nintendo, provavelmente foi isso mesmo que aconteceu.
A malta nova pode não saber disto, mas na longínqua era do NESozóico, quando os dinossauros do pop foleiro dominavam a Terra e o Mario ainda não era Super, já existia um Zapper numa consola Nintendo, que foi utilizado em jogos tão populares como “Barker Bill’s Trick Shooting” e “Gotcha! The Sport!”. O NES Zapper tinha um aspecto comparável ao de uma arma de raios de brinquedo comprada numa loja de chineses, pelo que era perfeito para a mentalidade “plastic is good” dos anos 80.

Ontem: Recordação nostálgica das nossas juventudes. Hoje: Instrumento de treino para terroristas.
Os fãs da Wii, sabendo das potencialidades do Wiimote, quiseram acreditar que algo igualmente espectacular estaria um dia disponível para a nova consola da Nintendo. A empresa de Kyoto, conhecida pelo seu fantástico empenho em estar-se totalmente cagando para as esperanças e desejos dos seus masoquistas admiradores, presenteou-os com isto:

4 em cada 5 futuros terroristas preferem o Wii Zapper. E você?
Em apenas 23 anos, evoluímos de um pedaço de plástico foleiro vagamente semelhante a um adereço cinematográfico vagamente semelhante a uma arma, para um pedaço de plástico foleiro sem funcionalidade absolutamente nenhuma, o qual precisa de um moroso processo de preparação de cada vez que é utilizado, e que nem uma lesma conseguiria confundir com uma arma a sério. Bem, talvez confundisse, se a lesma fosse cega. E mongolóide. E fosse de noite. E estivesse nevoeiro. E a 100 metros de distância. Vocês percebem.
Só por si, este espantoso acessório (“100% compatível com o Resident Evil: Umbrella Chronicles”, dizem as más línguas – como se jogar apenas com o wiimote não o fosse) já é extraordinariamente revolucionário – quanto mais não seja, uma revolução na arte de vender tralha inútil a fanboys pelo preço escandaloso de 20 dólares – tão escandaloso, que a Nintendo sentiu-se obrigada a incluir no pacote algo chamado “Link’s Crossbow Training” – aquilo que algumas amebas e várias bactérias chamariam um “jogo”, mas que o resto de nós chama “triste argumento para justificar a aquisição de um bocado de plástico por 20 dólares”. Mas não é isso que está em causa.
Numa edição recente do seu blog de orientação parental, a edição online do jornal americano “The Star-Ledger” de New Jersey deu eco a vozes de pais preocupados com a possibilidade da utilização do Wii Zapper iniciar inocentes e puras criancinhas na utilização de armas de fogo, com o intuito de, mais tarde, transformá-las inevitavelmente num exército de assassinos psicopatas capazes de perpetrar massacres escolares a torto e a direito. Sim, porque, e falo agora em nome de todas as pessoas que já pegaram e dispararam uma arma de fogo verdadeira (apesar de nunca o ter feito), tem tudo a ver!


Em cima: Wii Zapper. Em baixo: Caçadeira Super Magnum MP-153. Separadas à nascença?
As associações de pais, munidas de uma dose de paranóia que faria inveja a qualquer ditador sanguinário da África Central, e com uma dose de poder totalmente desproporcionada em relação à sua dimensão, e que só assume impacto devido à obsessão com a correcção política das instituições oficiais dos EUA, parecem ter escolhido o Wii Zapper como bode expiatório da semana para encobrir as suas próprias limitações e incompetências. Mas se viemos até aqui, porque não ir mais longe? Aqui está uma pequena lista de propostas de alvos a abater para os meses mais próximos:
- A maior parte dos FPS’s violentos para PC usam o rato e o teclado como óbvios instrumentos de treino na utilização de armas. A eliminação desses arautos da violência e do terrorismo é imperativa!
- Na falta de armas de fogo, um garfo pode tornar-se numa arma fatal para um terrorista motivado. Banamos os garfos das nossas mesas de jantar – afinal de contas, podemos muito bem comer um bife com uma colher.
- Todos os terroristas tem uma mãe que os deu à luz. Se liquidarmos todas as mulheres do mundo, a possibilidade de aparecimento de novos terroristas fica reduzida a zero! É uma estratégia infalível!
- Mesmo sem mulheres, existe a possibilidade de existirem potenciais assassinos em massa entre os homens restantes. Apenas o extermínio total da população masculina pode eliminar esse risco evidente.
Apenas quando todas estas ameaças forem exterminadas, teremos um mundo seguro para os nossos anjinhos. Mas não haverá alguém que pense nas crianças?
Por: Myke Greywolf

http://img.photobucket.com/albums/v517/TiagoF/columbine.jpg
Campeões mundias de Duck Hunt, segundo o ponto de vista de Jack Thompson!
Eu jogava Hogan’s Alley quando tinha 5 anos numa sala de jogos de um café em frente à minha casa…e com uma Zapper…já deve ser tarde para salvar a minha pobre (terrorista) alma!
Daí até ao Virtua Cop c/SEGA Stunner foi um passo (e nove anos de distância)…
É uma questão de tempo até ter o meu profile nos arquivos da NSA e do FBI…
Pow! Eu jogava muito Duck Hunt no Nes de meu irmão mais velho…
Sempre tenho o prazer de matar pessoas no video game(eu disse prazer, estou a dizer a verdade =D), mas tenho medo em simplesmente ao pegar uma arma de verdade… -.-’
e ainda tenho o meu cartucho de 4 in 1 q vem com Duck
Hunt…Servirá pra lembra minha infancia…
OH, sim!
é um texto muito grande este….=D