Diário de Bordo 22-04-2011 “Ser um ícone”

Todas as artes têm ícones. A Mona Lisa é um ícone para a pintura, as Pirâmides de Gizé  para a arquitectura,  Orgulho e Preconceito para a literatura, Casablanca para o cinema e por aí em diante. Estes são símbolos que, quando vistos, são imediatamente reconhecidos e automaticamente colados a uma qualquer indústria. Apesar de ainda com poucos anos comparativamente aos exemplos dados em cima, a industria dos videojogos também tem os seus ícones, que são como uma bandeira para todas os outros jogos de vídeo.

A primeira personagem que nos vem à cabeça ao falarmos nisto tudo é, sem dúvida, um amistoso canalisador, Mario. É claro que não é o único, e Pac-Man, Sonic, Link, Ryu, Megaman,  MasterChief, os Miis, Solid Snake, e mais uma mão-cheia de outros são bons exemplos do que é um ícone nesta nossa paixão. Então, mas afinal, o que é têm estas personagens todas de especial? Usemos então o exemplo de Mario. Sozinho, Mario já vendeu mais do que se pode imaginar. Não são só os jogos, é todo um merchandising criado à volta de uma personagem fictícia. Mario é tão querido entre os fãs que o seu nome sozinho vende milhões. Ele já foi doutor, apareceu em RPG’s, desportista e um cem numero de papeis em jogos, e teve até direito ao seu próprio filme (apesar de este ser de uma qualidade duvidosa).

Mas afinal, o que tem Mario de tão especial? Primeiro de tudo, a maior parte dos jogos em que Mario entra são bons. Digamos que isso é o primeiro passo para se fazer um ícone neste meio. Não há nenhuma personagem acarinhada pelos fãs que seja também conhecida por aparecer em jogos maus. Seguidamente, Mario é, esteticamente, bonito. Eu sei que isto é estranho, mas por favor, ele tem um bigode! O que nos leva ao terceiro ponto, ter uma imagem de marca. Para Mario, é o tal bigode e o próprio fato. Já imaginaram como seria um Mario sem estes dois adereços? Já imaginaram Sonic sem o cabelo-espetado? E o Link sem o capuz?

Depois é preciso dar alguma personalidade ao tal ícone. Dependendo do tipo de jogo, é claro. Não queríamos um Mario mauzão e um Solid Snake amigalhaço. Outra coisa que é muito importante é um vilão à altura do nosso ícone. O que seria Mario sem Bowser? É preciso sempre um inimigo que, se não for mortal, tem de estar bastante perto. Um Dr. Willy que nos faça querer acabar o jogo e finalmente derrotar o nosso nemesis.

Portanto, estes são os traços de um bom ícone. Quem sabe se Shigeru Miyamoto não estará, neste preciso momento, a criar sua próxima grande personagem com a ajuda deste guia?

Ok, é possível que não, mas um gajo sempre pode sonhar, ‘né?



Mass Effect 2 – Análise

 O primeiro Mass Effect só foi lançado para PC e Xbox 360. O 2º capítulo desta saga espacial foi lançado primeiro para essas duas plataformas, mas este ano foi feito um port para PS3, com um motor gráfico melhorado e com DLC’s incluídos e um comic para fazermos as escolhas mais importantes do primeiro jogo da série.

 Em termos de jogabilidade, Mass Effect 2 é parecido a um TPS normal, mas com vários elementos presentes em RPG’s. Depois de uma introdução muito boa, é hora de escolhermos o aspecto e sexo da nossa personagem, o seu passado, e a classe do nosso (ou da nossa) Shepard. Das várias classes escolhi Vanguard, que nos dá a possibilidade de usar poderes bióticos. Durante as missões somos acompanhados por dois membros da nossa equipa, à escolha. Nos combates podemos parar o tempo para trocar de arma, usarmos poderes especiais e dar ordens aos nossos companheiros. A I.A. deles não está muito boa, mas também não está má. Os combates são divertidos e a variadade de inimigos no jogo é grande. À medida que passamos missões, principais e secundárias (existem montes de missões opcionais que aumentam a longevidade do jogo!), vamos evoluíndo de nível. Além disso ganhamos pontos para aumentar o poder das nossas habilidades. Depois de as evoluírmos até um certo nível podemos escolher entre duas variáveis mais fortes desses poderes. A história está excelente e nos diálogos existem várias escolhas, algumas podem até mudar a história e as decisões irão alterar algumas coisas em Mass Effect 3. Além dessas escolhas existem outras menos importantes, que apenas nos ajudam a ganhar pontos Paragon e Renegade. Esses pontos permitem-nos noutras alturas fazer escolhas importantes, que podem, por exemplo, fazer com fiquemos ou não com a lealdade de um membro da nossa equipa.

 Em termos de gráficos os planetas e as personagens estão detalhados, apesar de as expressões faciais não estarem tão boas como eu esperava. Os ambientes nos vários planetas são diferentes e variados, o que é um ponto positivo no jogo. Outro ponto positivo de ME 2 são algumas das suas cutscenes, que estão espectaculares. Em termos sonoros o jogo não desilude, tanto em música, como em sons das armas, naves, explosões, etc. e voice acting (foi feito um grande trabalho de voz para este jogo!).

 Apesar de ser um jogo comprido e com várias razões para voltar a ser completado, os DLC’s ainda aumentam mais a longevidade do jogo. Lair of the Shadow Broken é o que eu considero o melhor daqueles incluídos no jogo e no cartão com código para ser usado nos jogos novos (nos usados vão ter que comprar um código na PSN se ele já foi utilizado pelo dono anterior do jogo). Além de duas boss battles excelentes a história está boa e volta a personagen Liara, de ME 1. Recentemente foi lançado Arrival, o DLC que liga a história de ME 2 com a de ME 3. Quem estiver à espera do próximo capítulo desta saga espacial que compre, para se divertir mais um tempo com este jogo e perceber melhor a história da sequela. Destaco também a parte de stealth action existente neste último DLC.

Cumps e espero que tenham gostado
Análise por Rui Santos

Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds – Análise

 A série Marvel vs. Capcom é o crossover mais conhecido nos videojogos. Depois de dois jogos em gerações anteriores, o 3º jogo da série foi lançado na PS3 e na Xbox 360. Mais uma vez as personagens são retiradas às séries mais famosas da Marvel e da Capcom. Há personagens para todos os gostos: do lado da Marvel vemos personagens como Hulk, Deadpool e Phoenix; do lado da Capcom encontram-se Dante, Wesker e Viewtiful Joe, entre outros.

 Depois de comprar SSF4 e ficar arrependido da compra por não me ter conseguido habituar aos controlos complicados do jogo, decidi dar outra oportunidade aos fighters da Capcom. Será que valeu a pena? Ou só os mais pacientes e/ou experientes devem comprar este jogo?

 Nos combates duas equipas de três lutadores lutam uma contra a outra. As várias personagens têm estilos de combate diferentes, por isso não se preocupem porque jogar com X-23 não tem nada haver com controlar Ryu, de Street Fighter. Para executarmos combos existem ataques fracos, médios, fortes e ataques especiais, que servem, por exemplo, para mandar o inimigo para o ar, dando-nos a possibilidade de iniciar um combo aéreo. Além dos combos também podemos fazer ataques especiais, fazendo certos movimentos com o analógico e clicando num butão de ataque, e, enchendo o Special Gauge, podemos executar Hyper Combos e Team Combos. Como são equipas que combatem umas contra as outras, podemos mudar de personagem meio do jogo, e até fazer combos sem parar utilizando os vários membros da equipa. É possível também chamarmos personagens da equipa para fazerem um ataque contra o adversário. Além de tudo isto existe o X-Factor, que aumenta temporariamente o poder da nossa personagem.

 Apesar de não ter tantos modos de jogo como SSF4, MVC3 contém um modo Arcade, com uma boss battle final espectacular e finais diferentes para cada personagem, um modo Versus para lutarmos contra os nossos amigos na mesma consola, o modo Mission onde temos que executar os combos que aparecem no ecrã e um modo Online para lutarmos com pessoas de todo o mundo. Dependendo da qualidade conecção, pode haver ou não lag. Recentemente o jogo recebeu uma actualização que nos trás o Event Mode, em que podemos escolher vários eventos para completar (os eventos têm vários objectivos, e existem eventos em que temos jogar online e outros em que não precisamos de ter a consola conectada à internet).

 Os gráficos estão muito bons,  e fazem lembrar os comics da Marvel. As animações das personagens estão 5* e a explosão de cores que existe frequentemente no ecrã torna o jogo ainda mais frenético do que seria sem elas. Os cenários onde acontecem os combates são animados, ao encontrário de por exemplo, SSF4 3D Edition. As vozes das personagens têm uma boa qualidade (a personagem Deadpool é hilariante no bom sentido) e podemos escolher se queremos vozes em japonês ou em inglês nas personagens da Capcom.

 Para fãs dos fighters da Capcom, este jogo é mais uma compra obrigatória. De resto, tanto os jogadores mais experientes no género como os novatos que querem experimentar MVC 3 (que se quiserem podem utilizar o Simple Mode que existe no jogo, com controlos mais fáceis) devem comprar este jogo, que irá proporcionar-vos umas boas horas de diversão a jogar com os vossos amigos, ou até contra a consola ou outros jogadores online. Se não quiserem arriscar, tentem arranjar emprestado primeiro, mas provavelmente vão gostar do jogo o suficiente para o comprarem. Para avisar os mais distraídos, estão disponíveis desde à um tempo (não sei quando foram lançadas) duas personagens para fazer download pago na PSN ou Xbox Live, por isso quem tiver a gostar do jogo e não as achar demasiado caras tem aqui mais uma razão para continuar a jogar um dos melhores fighters do ano. Acho que o novo Mortal Kombat vai superar este jogo, mas até lá já tenho um fighter com que me entreter.

Por Rui Santos :-)

Diário de Bordo 28-03-2011 “Responsabilidades”

Nesta crónica deambulo pelo significado de ser estudante-jogador e coisas do género, especialmente uma introspecção do que quero realmente com o blog. Sem preconceitos, sem merdas. Atentem!

Videojogos. Ah! Essa maravilha da tecnologia que nos faz sonhar em mundos impossíveis e longínquos. Essa maravilhosa forma de arte (sim, porque os videojogos SÃO arte!) que junta o melhor do cinema, fotografia, música e afins. Esse veneno que nos consome, de uma maneira por vezes demasiado literal, e que nos faz esquecer algumas das nossas responsabilidades deste mundo. Não considero que este seja o meu caso. Tenho notas baixas (isto é, sem negativas, mas também sem nada do outro mundo) e não acho que se não fosse videojogador as tivesse. Mas sendo que esta é uma das paixões da minha vida, é claro que o castigo tem de ser aplicado num dos sítios que doi mais. Sinceramente, prefiro que os meus pais me impeçam de jogar do que, por exemplo, praticar basquetebol, considero que essa é uma actividade mais importante do que estar uma ou duas horas em frente de um ecrã. Entendo porque é que é assim. Estou agora no 10º ano e a partir de agora tudo conta. Mas mesmo assim, sinto-me triste, e acho que é totalmente desnecessário.

Lamechices e parvoíces à parte, tenho as minhas consolas semi-apreendidas (isto é, já não posso jogar quando bem me apetece). Gostava então de lançar um debate. Vocês, jogadores-estudantes e ex-jogadores-estudantes, falem. Já alguma vez foram castigados por maus desempenhos escolares, com a privação da vossa consola? No meio disto tudo, há coisas boas. Comecei a jogar mais GameBoy, porque nestas bandas não ser reconhecido como “ENTRETENIMENTO ELECTRÓNICO”, e ainda bem. Já devo ter afirmado aqui que ando a jogar o Wario Land 2 (que cheguei ao final só para me aperceber que só tinha jogado metade do jogo, portanto, esperem mais uma semana pela análise), e Pokemon Challenge. Este último tem um grande sentimento nostálgico. Jogos de puzzle com Pokemon é orgasmicamente bem pensado.

Cagando para esta estória toda, devem ter reparado que temos tido falta de posts. Falta um podcast, que deixem que vos diga, estava completamente pronto e foi simplesmente deitado ao lixo por sermos uns idiotas (eu e o Xavier). Agora vai ser particularmente difícil de gravar seja o que for, portanto, vai ser um mês sem eles, provavelmente. É uma enorme pena, quem me dera ter mais tempo. Outro segmento que desaparaceu, e desta vez definitivamente, é o filme da semana, cortesia do nosso amigo Rui. Simplesmente não vale a pena. Somos um blog de jogos, não de filmes. E quem quer saber os filmes que vão sair tem sites melhores para o fazer. Depois à o problema de ocupar o espaço de destaque durante uns dias, coisa que não me agrada. Vamos jogares é uma estória caricata. Tenho um gravado com um primo meu (esse está espectacular) à algum tempo no Iphone do meu pai, porque o meu headset está estragado. Pois, o meu pai deixa o cabo no local de trabalho e portanto estou meio pendurado. Para aí na quinta devo conseguir postar no blog. Meto as coisas no youtube antes, portanto sigam-nos lá.

Finalmente, não tenho nada a acrescentar se não sigam-me no Twitter. É uma vergonha ter lá meia dúzia de gatos-pingados a seguir aquilo quando eu gosto bastante de twittar coisas com (pouca) importância. Comentem! Ah, e o facebook do blog também é importante. Temos lá 7 pessoas. Tirando eu, o Rui e o pedobear, são 4 pessoas que gostam lêem o blog! ZOMG!

Vamos Jogar Final Fantasy VI #04 “Son of a Submarine”

Sim, aqui está mais um! Provavelmente também sairá no Portuguese Gaming, mas vocês são especiais e vêm-no primeiro, claro!

Análise – Battlefield: Bad Company 2

Fiz esta análise à algum tempo, esperem que gostem! O jogo está brutal, o trabalho sonoro está fantástico! A análise não está assim tão fantástica mas leiam por favor.

 Battlefield é uma das mais famosas franchises de shooters, mas será que esta sequela ao Bad Company original está ao nível dos outros jogos? Se não sabem leiam esta análise e descubram porque devem ou não devem comprar este jogo.

 

 Primeiro vou falar sobre a campanha, que tem uma duração normal comparando com campanhas de outros jogos do género como Call Of Duty, ou seja, é um bocado pequena…A história é razoável, mas mesmo assim tem boas personagens. Para passarmos os varios níveis da campanha existem 3 modos de dificuldade. Além dos objectivos principais ainda existem M-Com stations para destruir e armas para coleccionar. O sistema de destruição está muito bom e as secções em que controlamos veículos, que fazem com que o jogo não se torne repetitivo, também são de grande qualidade.

 

Um dos melhores shooters desta geração

 

 Mas o principal neste jogo não é o single-player, mas sim o online. Os mapas são baseados nos lugares que visitamos na campanha e estão variados e bem feitos, não beneficiando nenhuma das equipas. O sistema de destruição também existe no online e, juntamente com os veículos, ainda melhora mais a acção. Os tradicionais modos Conquest e Rush são dois dos quatro modos deste jogo. Nos outros dois, Squad Deatmatch e Squad Rush, em vez de existirem duas grandes equipas, os jogadores são divididos em grupos de quatro. As classes do online (Assault, Engineer, Medic e Recon) estão equilibradas e existe uma grande quantidade de armas e acessórios para desbloquear.

 

 Tecnicamente o jogo também não desilude, os gráficos estão realistas, tal como as destruições de objectos e até edifícios inteiros. Os efeitos de luz estão bastante bons. Graças a um bom voice acting e a um trabalho sonoro magnífico (dos melhores que já vi num shooter) nos sons das armas e não só o jogo consegue prender os jogadores ao ecrã efectivamente.

 

 Resumindo, Battlefield: Bad Company 2 é um dos melhores shooters disponíveis para a PS3, e apesar de ter uma campanha curta tem um dos melhores onlines do ano passado e um trabalho sonoro excelente. Se já andarem a jogar outros shooters e gostarem bastante deles não vale a pena comprar este jogo, mas se estão à procura de um shooter realista este jogo brutal é a melhor opção!

 

Nota: Eu sei que a análise está um pouco pequena, mas já sabem que comigo saem sempre assim…vou tentar começar a fazer maiores.

 



Podcast nº3 Don’t See… PLAY! “…”

Que melhor maneira de voltarmos ao activo do que mais um podcast “fudónico”? Posso pensar num milhão delas, mas paquê ter trabalho? E esse é o espírito deste 3º podcast… Para quê arranjar um título? Para quê termos grandes floreados quando a conversa entre dois jogadores tende a ser fluída e sem qualquer sentido? Ok, prometemos que este formato não será o que seguirá nos próximos podcasts, mas de vez em quando um pouco de estupidez faz bem.

Em bom português, tá uma merda…

LINKS:

Dio – Don’t Talk To Strangers

Teaser Ninja Gaiden III:

 

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