Finalmente vou dar uso decente à minha conta do Youtube! Subscrevam em http://youtube.com/leon22super porque agora que tenho um ezcap estou a fazer um walkthrough a um dos meus jogos preferidos (Kingdom Hearts 2). No futuro provavelmente comecei a fazer os walkthroughs com comentários e isso é mais uma razão para subscreverem e estarem atentos ao canal.
Hoje fiz upload das primeiras 3 partes do walkthrough (leiam a descrição da 1ª parte):
Depois de umas grandes aventuras no Oeste (Red Dead Redemption), a Rockstar (desta vez juntamente com a Team Bondi) faz-nos viajar no tempo mais uma vez. Agora o destino é Los Angeles de 1947. O protagonista do jogo é o detective da L.A.P.D. (Los Angeles Police Department) Cole Phelps. Assombrado pelo seu passado (mais ou menos…) desde a sua missão em Okinawa, Japão, pela qual foi condecorado com uma Estrela de Prata, Phelps é uma personagem de grande qualidade, tal como, por exemplo, John Marston, protagonista de Red Dead Redemption. Tal como Phelps e as outras personagens, o cenário também é de grande qualidade, com um mapa enorme onde se podem encontrar pessoas vestindo roupas de luxo muito caras e conduzindo carros de sonho. E se acrescentarmos a isso uma banda sonora com músicas de Jazz muito boa, temos a combinação perfeita para existir um grande ambiente enquanto nos aventuramos em L.A., resolvendo casos e descobrindo criminosos.
Ao contrário de nos Grand Theft Auto, aqui jogamos pelo lado do bem. As missões são divididas por casos, que estão divididos por diferentes departamentos (Patrulha, Trânsito, Homicídios, Narcóticos e Incêndios). Todos os casos podem ser repetidos para tentar alcançar uma melhor pontuação e como são muitos o jogo dura umas dezenas de horas, especialmente se o jogador quiser encontrar todos os 95 carros ou completar todos os casos secundários. Às vezes os casos estão relacionados com o(s) anterior(es), outras não, mas mesmo os casos que não têm nada haver com os outros têm uma boa história, sabendo sempre bem descobrir o responsável por um crime depois de muita investigação.
E como é feita a investigação? De duas maneiras diferentes: umas dessas é examinar o lugar onde estamos. Pode ser a zona do crime ou pode ser a casa de um suspeito, seja que local for o objectivo é o mesmo: encontrar todas as pistas que estão no local. E para a tarefa ficar mais fácil existem duas ajudas, que podem ser desactivadas se o jogador quiser. Uma delas é uma leve música que toca enquanto procuramos as pistas, quando todas elas forem encontradas acontece um efeito sonoro e a música para. A outra ajuda é a vibração do comando sempre que nos aproximamos a algo em que podemos pegar. Às vezes pode ser uma caixa de cigarros que nada está relacionada com o caso, por exemplo.
Mas estas pistas são coleccionadas por mais que uma razão: além de ajudarem a provar quem é o culpado e a chegar Cole e o seu parceiro (Cole tem um parceiro diferente em cada departamento) mais perto dele também podem ser utilizadas nos interrogatórios. Nestes é utilizada uma tecnologia que detecta as expressões faciais dos actores (que incluem Aaron Stane da série Mad Men e John Noble da série Fringe) e as transmite de maneira espectacular e com todos os pormenores para o jogo. Graças à representação extremamente realista de expressões faciais no jogo os interrogatórios são muito realistas, e para descobrirmos se o interrogado está a mentir ou não é preciso observar bem as suas expressões. Por cada pergunta que fazemos, existe obviamente uma resposta do interrogado. Depois de recebermos cada resposta podemos escolher uma de três opções: Verdade – usa-se esta opção quando se tem a certeza de que o interrogado não está a mentir, Dúvida – quando se pensa que o indivíduo não está a contar tudo, apesar de não termos provas e Mentira – quando temos a certeza de que o interrogado está a mentir e temos uma prova. Quando estivermos em dúvida sobre que opção escolher podemos gastar os nossos pontos de intuição, que vamos recebendo conforme o nosso desempenho no jogo. Com estes pontos podemos escolher ajudas como nos programas de “Quem Quer Ser Milionário” e excluir uma das três opções ou ver a percentagem de jogadores que escolheu cada opção.
Apesar destas duas partes do jogo serem mais calmas (procura de pistas e interrogatórios) o jogo também tem sequencias de acção como tiroteios e perseguições. Em certas ocasiões perceguimos um fugitivo correndo atrás dele, se conseguirmos chegar perto dele antes do fim da perseguição (onde poderá existir uma luta corpo-a-corpo) podemos fazer-lhe uma rasteira, mas em certos casos também podemos disparar um tiro de aviso com a nossa arma para intimidar o fugitivo. O resto das perseguições acontece ao volante de um carro. Infelizmente, como o jogo acontece em 1947, os carros não são tão rápidos como os actuais, mas isso não retira a adrenalina a estas secções, que ocorrem a uma boa velocidade em plena cidade. E cuidado com os danos causados, porque estes afectam a pontuação final do caso, que vai de uma a cinco estrelas. Os tiroteios estão bem realizados, e contém bons pormenores como as marcas de sangue que ficam no fato de Phelps quando este é atingido, ou os chapéus a voarem quando uma bala acerta neles.
Como já disse antes a banda sonora tem uma grande qualidade, e a cidade tem uma boa quantidade de detalhes, especialmente para um jogo de mundo aberto. Apesar dos movimentos das personagens não estarem realistas como as suas expressões faciais isso não é um problema grave, até porque em outros jogos com grandes gráficos o que desilude são as caras nada realistas. Por isso L.A. Noire é um grande jogo e um grande candidato a GOTY. Mas se será ou não, isso é só mais um caso para desvendarem. E com os jogos lançados e que estão por sair este ano, pode ser um dos casos mais difíceis de sempre, por isso preparem-se!
Não joguei os jogos anteriores (ainda), mas informei-me sobre a história da série e tomei o papel de Kratos na sua ultima aventura. Controlando o mortal com poderes de Deus matei uns quantos Deuses e uma enorme quantidade de inimigos mais fracos, de todos os tipos. Misturando gráficos do melhor que há na PS3 e uma história de vingança espectacular com um protagonista extremamente violento, mas que tem o seu lado humano, God of War 3 é um dos melhores hack n’ slash dos últimos anos e um dos jogos mais épicos que já joguei, principalmente graças aos gráficos e banda sonora.
Tanto em termos artísticos como técnicos God of War 3 tem uma qualidade incrível. Desde o sangue que cobre Kratos à medida que vai destruindo completamente os inimigos, às animações brutais que acontecem quando Kratos matam certos inimigos, existem montes de pormenores neste jogo. O vapor a sair das narinas de um minotauro à beira da morte, o olho a ser arrancado (com aqueles nervos todos incluidos) da cara de um ciclope…não falta nada. E tal como as personagens, os cenários estão muito detalhados. E além de terem uma qualidade gráfica muito boa, têm também acontecimentos no fundo, como os titãs a escalar e a lutar. Titãs esses em que nós também caminhamos. Sim, porque um dos lugares por onde Kratos passa, por exemplo, é o corpo do titã Gaia (tanto no exterior do corpo como no interior!). Sonoramente o jogo também tem uma grande qualidade. Desde as vozes das personagens aos sons das colisões e das lâminas e suas correntes, tudo está muito bom. Mesmo assim o que se destaca é, sem dúvida, a banda sonora. As músicas encaixam perfeitamente, e algumas delas são extremamente épicas e ajudam a tornar as boss battles e as cutscenes ainda melhores do que seriam sem estas músicas. E devo acrescentar que em certos jogos em que a música não é tão boa ou tão utilizada acabo por acabar o jogo sem me lembrar se gosto dela ou não, mas neste jogo reparei muito nas músicas e acabei o jogo com a opinião de que são brutais, como estou a contar agora.
Mas um jogo com gráficos e sonoridade espectaculares não pode ser um jogo muito bom se não tiver uma jogabilidade à altura, algo que God of War 3 tem. Uma das novidades deste jogo é a existência de 3 outras armas além das Blades of Exile. Além de terem ataques e combos diferentes estas armas mudam a utilização de magia no jogo em relação aos anteriores. Nos GoW’s anteriores as magias eram utilizadas com as setas do comando, desta vez cada magia está associada a uma arma. Mas além destas 4 armas existe uma 5ª especial: a Blade of Olympus. Esta arma é muito poderosa e muito útil nas lutas mais difíceis, mas a sua utilização é limitada. Para poder-mos usar esta espectacular arma temos de esperar que o medidor de raiva fique cheio ou parcialmente cheio e clicar L3 + R3 e assim podemos aniquilar os inimigos mais facilmente durante uma certa quantidade de tempo. Além da grande variedade de combos que há para cada arma, existem também outros ataques (que variam de arma para arma, apesar de serem feitos com a mesma combinação nos butões), como por exemplo os realizados clicando L1+O ou L1+Quadrado. Também podemos aproveitar-nos dos inimigos mais fracos para atacar os outros. Ao usarmos o ataque de agarrar em certos inimigos podemos escolher agarrar neles e usá-lo como arma para atacar os outros inimigos em vez de acabar logo com ele. Também podemos atacar de longe e até mesmo incendiar inimigos utilizando um arco que recebemos numa certa altura do jogo, ou então utilizar a cabeça de Helios para iluminar locais mais escuros, descobrir cofres escondidos ou ofuscar os inimigos.
Apesar do foco do jogo ser os combates também existem secções de puzzles para acalmar o jogo. Estas secções estão muito bem realizadas, e um puzzle é especialmente inteligente e fixe (e talvez possa acrescentar aqui “difícil”) na minha opinião. Este puzzle acontece nos jardins de Hera e está muito bem feito.
Apesar do combate espectacular, dos puzzles bem feitos e da inexistência de qualquer tipo de bugs (pelo menos eu não encontrei nenhum) God of War 3 tem uma falha que não estraga a experiência de jogo, mas que se não existisse tornava esta aventura ainda melhor: a sua duração. Apesar da existência de arenas e de items para utilizar (que são uma boa razão para completar o jogo outra vez, apesar de ser um jogo suficientemente bom para não precisar de items como razão para isso ser feito) terminei o jogo em menos de 10 horas, e um jogo destes merecia uma maior duração.
Sem problemas nos combates, nos frequentes quick time events, nos gráficos e na sonoridade, God of War 3 é um dos melhores jogos do ano passado. É curto, mas é suficientemente épico e espectacular para esquecermos isso e aproveitarmos ao máximo a derradeira aventura de Kratos até chegarmos ao grande final, que irá agradar a todos os fãs de GoW.
E é por isto que recomendo este jogo a todos os jogadores que possuirem uma PS3. Ajuda, mas não é obrigatório jogar ou conhecer bem a história dos jogos anteriores, e também não é preciso ser grande fã do género. Basta saber apreciar um bom jogo e não ser sensível a uma grande quantidade de violência e brutalidade e têm o necessário para jogar GoW 3. Para terminar de vez, uma marca de aprovação Don’t See…Play! :
Enquanto os profissionais do cinema fazem horríveis adaptações de jogos ao cinema, especialmente Uwe Boll, alguns amadores conseguem fazer curtas metragem muito melhores do que os filmes “a sério”.
Isto já aconteceu várias vezes mas recentemente foi lançada na net outra curta metragem de grande qualidade baseada num video jogo. Baseada em Portal, esta curta metragem é das melhores que já encontrei no Youtube.
Aproveito este post para vos mostrar uma outra curta metragem muito boa que já conhecia antes, posta no Youtube em Janeiro deste ano.
Depois de dezenas de jogos, desde os 12 da série principal a todos os outros, Final Fantasy estreou-se nesta geração de consolas. Lançado para PS3 e Xbox 360 em 2010, Final Fantasy XIII é um jogo que muitos adoram e muitos odeiam. Com os RPG’s ocidentais nesta geração a serem melhores que os RPG’s orientais, será que Final Fantasy XIII consegue marcar a diferença e manter a qualidade dos melhores jogos da série, como Final Fantasy X e VII? De certeza de que toda a gente que está a ler isto conhece minimamente o jogo, mas mesmo que esta análise não vos ajude em nada a decidir se compram ou não o jogo, espero que a leiam e que gostem ;)
No início do jogo as personagens principais estão separadas, mas, cada uma com as suas razões, chegam todas ao mesmo sítio. Infelizmente para elas, as personagens acabam por estar no local errado à hora errada, e assim são transformadas por um fal’Cie, criaturas enormes e extremamente poderosas, em l’Cies. Ao serem transformadas em l’Cie as personagens são escolhidas pelo fal’Cie para realizar uma certa tarefa não especificada, que têm que cumprir para não serem transformados em monstros. As personagens principais são das melhores da franchise e isso é uma das melhores razões que o jogo tem para nos querer fazer avançar até ao fim, querendo sempre saber o que vai acontecer a seguir. Lighting é a determinada protagonista do jogo, e também uma personagem carismática, mas todas as outras personagens que a acompanham nesta grande aventura são também muito boas e têm características diferentes umas das outras. Sazh é um bom exemplo disso, sendo uma personagem muito engraçada às vezes, graças a, por exemplo, o pequeno Chocobo que vive dentro da sua afro. Snow, que faz um grande esforço para salvar a sua amada (Serah, irmã de Lighting, que foi transformada num l’Cie em acontecimentos anteriores aos do início do jogo), a sempre sorridente Vanille, Hope, que procura vingança sobre Snow e Fang, que se junta mais tarde ao grupo, são as outras personagens que controlamos durante o jogo.
Os cenários do jogo são extremamentes linear e são constituídos por corredores por onde avançamos até ao próximo boss ou cutscene. Pelo cenário podemos apanhar items, em forma de esferas. Os combates aqui não são aleatórios e os inimigos aparecem nos cenários. Ao começar a luta o cenário muda, ao contrário dos jogos em que o combate decorre no sítio onde são encontrados os inimigos. Infelizmente não existem cidades com NPC’s no jogo, o que é uma grande falha em comparação com FF’s anteriores. Mesmo assim existe uma parte do jogo em que, em vez de viajar-mos por corredores lineares, temos uma grande quantidade de espaço para explorar e um total de 64 missões secundárias para completar. Infelizmente, tal como eu referi antes, mesmo nesta parte não existem NPC’s nem cidades. Mesmo assim completar as missões todas é um bom desafio para os jogadores mais hardcore.
O sistema de combate do jogo é uma versão do ATB (Active Time Battle). Este sistema tem duas novidades que o diferenciam das outras versões do ATB: uma delas é a barra de Stagger que cada inimigo tem, esta fica mais cheia cada vez que atacamos o inimigo. Quando chega ao máximo este fica muito mais fráco e sofre mais dano por ataque. Se começarmos o combate aproximando-nos dos inimigos sem sermos vistos a barra fica praticamente cheia desde o inicio do combate, o que é muito util. A outra característica deste jogo em relação a outros FF’s é a existência de classes para as personagens. Durante o combate podemos modificar as classes das personagens usando o Paradigm Shift. As classes são: Ravager, uma classe que nos permite usar ataques de magia; Commando, a classe mais ofensiva; Medic, que serve para curar as personagens; Synergist, que permite aumentar as capacidades e poder das nossas personagens e Saboteur, que serve para enfraquecer os inimigos. Ao contrário dos outros jogos temos uma opção chamada Auto-battle em que o jogo escolhe as acções da personagem por nós. Explicado assim parece tornar o jogo demasiado fácil, mas isso nunca acontece. Outra diferença para o habitual na série é o facto de controlarmos só uma das 3 personagens da equipa, enquanto as outras são controladas pela inteligência artificial. Apesar disso os combates são do melhor que há e isto não piora o jogo. No final de cada luta a vida das personagens volta ao máximo. O que não falta são os summons, aqui com o nome de Eidolons.
No fim de cada luta o desempenho do jogador recebe uma avaliação de uma a cinco estrelas e, dependendo do tipo e quantidade de inimigos, uma certa quantidade de CP (Crystarium Points), que servem para evoluir as personagens. No Crystarium evoluimos cada classe de cada personagem separadamente, e ao gastarmos pontos em cada classe vamos desbloqueando novos poderes e aumentando o ataque, defesa, e outras características das personagens. O sistema de evolução é simples, o que é bom, mas infelizmente, tal com os cenários do jogo, é linear. Isto porque não podemos evoluir as personagens de várias maneiras, mas só de uma, ao contrário de outros jogos em que podemos evoluir mais certas características e poderes do que outros. Também é possível evoluir as armas e acessórios que compramos ou encontramos, fazendo upgrades com os componentes que temos.
Tanto artisticamente como tecnicamente, os gráficos do jogo são deslumbrantes. Tanto as personagens como os cenários estão muito bem detalhados, especialmente nas espectaculares (especialmente uma no início de um certo capítulo) cutscenes em CGI. Infelizmente essas cutscenes são só uma pequena percentagem das cutscenes do jogo, mas as que usam o motor de jogo estão também muito boas e mostram bem os gráficos do jogo. Os vários locais em que o jogo acontece são muito variados e este é um daqueles jogos em que vale a pena parar e mover a câmara observando o magnífico cenário. O voice acting está também de grande qualidade, mas a banda sonora é o que brilha mais em termos sonoros. Final Fantasy XIII tem uma das melhores bandas sonoras em video jogos desta geração, com músicas expectaculares que valem a pena ouvir mesmo quando não estamos a jogar.
A duração do jogo é também muito boa, especialmente se quisermos ter todos os troféus e fazer todas as missões secundárias. Apesar de os jogos de agora (Especialmente shooters) durarem cerca de 10 horas no geral os RPG’s lutam contra a corrente e mantêm-se como o género de jogo em que os jogos têm maior duração.
Apesar de ser muito criticado pela sua linearidade, Final Fantasy XIII não desilude. Os seus gráficos, história e personagens e banda sonora são demasiado bons para o jogo ser considerado mau. Pode não ser o melhor Final Fantasy de sempre, mas também não é o pior (E não me parece que o único pior da série principal seja o 14…). Não posso compará-lo com outros JRPG’s recentes, como Xenoblade Chronicles, um jogo que eu quero jogar mas que não tenho, mas não duvido de que Final Fantasy XIII é um dos melhores jogos do género vindos do Japão dos ultimos anos e todos os fãs que conseguirem aguentar a extrema linearidade vão encontrar aqui dezenas de horas de diversão.
E é graças a isto que Final Fantasy XIII merece um selo de aprovação Don’t See…Play!
Depois de uma enorme guerra o mundo ficou muito danificado e os edifícios ficaram todos em ruínas. Apesar disso crescem plantas e existem montes de árvores na paisagem. Apesar desta grande quantidade natureza, os bonitos ambientes de Enslaved são perigosos, mechs à solta atacam todos os humanos que encontrarem. E é por isso que Monkey e Trip, os protagonistas do jogo, têm de ter cuidado à medida que avançam até ao seu destino.
O jogo começa quando Monkey e Trip escapam de uma nave que transportava escravos que se despenhou em Nova Iorque. Trip, uma especialista em tecnologia e gadgets, que quer fazer tudo para voltar à sua aldeia natal, coloca em Monkey uma Slave Headband, que permite a Trip controlar Monkey, obrigando-o a ajudá-a e impendindo-o de a matar. Ao contrário de Trip, Monkey é muito ágil e forte, conseguindo lutar contra mechs e viajar pelos cenários sem muita dificuldade nas zonas de plataformas.
No início do jogo as duas personagens não gostam uma da outra, mas à medida que cooperam ganham confiança e criam um elo de amizade muito forte. A história é de grande qualidade, os diálogos foram bem escritos e as cutscenes são muito boas, existindo algumas expressões faciais muito boas, que representam bem as emoções das personagens. O trabalho do famoso actor Andy Serkis é uma das mais valias de Enslaved, graças à detecção de movimentos e ao voice acting de qualidade que faz para Monkey. O voice acting de Trip está também muito bom o que torna as personagens mais credíveis.
Durante o jogo controlamos Monkey, enquanto Trip é controlada pela I.A. Tal como em Ico temos de ter cuidado para os inimigos não apanharem Trip, que só tem o poder de imobilizar os mechs durante um certo tempo, antes de ficar desprotegida. Já Monkey tem um maior número de ataques. O sistema de combate não é dos melhores do género, sendo um bocado simples, mas mesmo assim é suficientemente bom para tornar os combates divertidos. A arma de Monkey é um bastão, que é usado para ataques corpo-a-corpo e também para ataques de longo alcancee. Para fazer combos corpo-a-corpo são utilizado dos butões, um para ataques fracos e outro para fortes. Ao combinarmos ataques dos dois tipos conseguimos fazer vários combos. Para nos protegermos dos ataques dos inimigos podemos simplesmente desviar-nos, ou usar um escudo, também usado para proteger Monkey de disparos de inimigos afastados. Também existem alguns mechs que nos permitem usar ataques especiais, como uma onda EMP ou fazer rebentar um mech perto dos restantes. Alguns mechs têm outra característica especial, uma que nos obriga a eliminá-los depressa, que é chamarem reforços para o combate. Para atacar inimigos longíquos Monkey pode disparar progecteis de dois tipos. Um deles faz dano inimigo, enquanto o outro pode paralisar temporariamente os mechs ou destruir o escudo a mechs que possuam um.
Para os combates variarem existem boss battles, em que os inimigos têm características específicas e diferentes dos inimigos normais. Também existem perseguições, em que tanto podemos estar a fugir de uma criatura, como podemos estar a persegui-la na Cloud, um aparelho sobre o qual vou falar mais à frente na análise.
As secções de plataformas do jogo foram muito criticadas, com os críticos a dizerem que são limitadas e coisas do género, mas eu não os compreedo…então se dizem isto do Enslaved, porque não disseram o mesmo na altura em que Uncharted 2 foi lançado? Eu tenho que admitir que têm um bocado de razão, mas pessoalmente gostei bastante das secções de plataformas de Enslaved. As animações de Monkey estão bem feitas e os movimentos são fluídos, por isso não tenho grandes razões de queixa…
Vou falar-vos agora da Cloud. Apesar de o nome significar “nuvem” em inglês a Cloud não se parece uma nuvem, mas sim um escudo (como o que Monkey usa para se proteger) planador. Este instrumento permite Monkey viajar pelos cenários (naqueles em que é possível usar a Cloud) a uma velocidade rápida, permitindo-o a ir a sitios impossíveis de alcançar a pé. Com a Cloud podemos também viajar por cima de água, algo obrigatório de se fazer em uma ou duas secções com a Cloud (não ando a reparar exactamente no número de secções em que precisamo de viajar por cima de água…).
Ao derrotar inimigos e avançar nos cenários encontramos Orbs, que podemos usar para fazermos upgrades. Podemos fazer upgrade a todas as capacidades de monkey, como por exemplo a sua vida (aumentar a quantidade de vida, ganhar a capacidade de regenerar a vida com o tempo…) e os ataques com projecteis do bastão. Isto também pode aumentar a longevidade do jogo, porque um caça troféus pode querer fazer os upgrades todos e apanhar todos os Orbs. Além de Orbs também podemos tentar encontrar todos os glitches que Monkey vê graças à Slave Headband.
Os gráficos de Enslaved são um dos pontos fortes do jogo. As animações das personagens estão bastante boas, e tal como disse antes o jogo tem boas expressões faciais, apesar de não terem a qualidade de as de L.A. Noire. Tanto as personagens como os cenários têm um bom nivel de detalhe, e estes ultimos, principalmente na primeira metade do jogo, são muito bonitos, cheios de natureza a cobrir as ruinas das cidades. Estes ambientes coloridos são muito bons para variar dos habituais cenários cinzentos pós-apocalípticos. Além do voice acting ser muito bom, a banda sonora de Enslaved também nao desilude, tal como os outros sons dos jogo, como por exemplo os do impacto entre o bastão de Monkey e os mechs durante os combates. Mesmo assim o som falha, por vezes, em algumas cinemáticas.
Enslaved é um jogo exclusivamente single-player. Apesar de não fazer sentido um modo multijogador neste jogo, isso não é desculpa para este ser curto (não sei bem, mas pelo que vi e pelo que joguei deve durar mais ou menos 10 horas). É verdade que podemos passar o jogo noutro nível de dificuldade ou coleccionar todas as máscaras dos glitches e orbs, mas isso não é razão suficiente para repetir a curta aventura.
Além dos problemas com o som, encontrei outra falha em Enslaved: alguns problemas na detecção de colisão entre as personagens e o cenário. Apesar de não ser muito grave isto causa alguns bugs estranhos, com parte da personagem a “entrar” dentro de uma parede ou algo. Mesmo assim Enslaved é, para mim, um grande jogo. Tem poucas falhas e apesar da curta duração os gráficos e história de Enslaved (que tem um bom final) compensam isso e fazem com que este jogo seja muito recomendado para fãs do género, especialmente agora que pode ser encontrado muito barato na internet. E quanto mais gente comprar, torna-se mais provável a Ninja Theory fazer uma sequela ou prequela depois de lançar o (até agora) muito criticado DmC.
Quando o blog ainda não se tinha mudado para o Rumble Pack, quando o Pedro e eu tinhamos o DSP no blogspot eu fiz um post a que chamei “Máquina do Tempo – Kingdom Hearts” em que falava sobre a série e os jogos já lançados, depois o Pedro também fez um Máquina do Tempo sobre o Pac-Man. (http://dontseeplay.blogspot.com/search?q=M%C3%A1quina+do+tempo) Agora é a vez de viajarmos no tempo pela primeira vez desde que mudamos de link.
E é então The Legend of Zelda a série em que vou usar esta maquineta…hmm deixa cá ver como funciona que já me esqueci…*bip bip……. ACTIVATED* Assim está melhor, e aqui vou eu!
The Legend of Zelda (FDS, 1986 Japão / NES, 1987 América e Europa)
O primeiro jogo desta famosa franchise chama-se apenas The Legend of Zelda. Em 1986 o jogo de aventura foi lançado no Japão para o Family Computer Disk System, um ano depois a América e Europa receberam uma versão do jogo para a NES, antes de serem feitos vários remakes para consolas como GameCube e GBA. A história do jogo acontece em Hyrule, onde o protagonista Link tem que apanhar os 8 fragmentos do Triforce da Sabedoria para poder salvar a Princessa Zelda do vilão, Ganon. O jogo vendeu 6.5 milhões de cópias e é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos.
Zelda II: The Adventure of Link (FDS, 1987 Japão / NES, 1988 América e Europa)
Tal como o primeiro LoZ, este jogo saiu primeiro no Japão para o/a FMS e no ano seguinte para a NES na América e Europa. Link é outra vez o protagonista e o objectivo volta a ser salvar a princesa Zelda. Também foram feitos vários remakes deste jogo. Desde que foi lançado, Zelda II vendeu 4,38 milhões de cópias. Apesar de também ter vendido muito este jogo nunca se tornou tão famoso como o Zelda original.
The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES, 1991 Japão 1992 / América e Europa)
A Link to the Past recebeu remakes, tal como os jogos anteriores da série. Depois de Zelda II não ter sido tão bem recebido como o 1º jogo, este 3º LoZ recebeu muito boas pontuações e vendeu 4.61 unidades, sendo considerado um dos melhores jogos da SNES, e de sempre.
The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Game Boy, 1993)
Também considerado um dos melhores jogos de sempre, Link’s Awakening foi o primeiro LoZ portátil, e também um sucesso comercial (3.83 unidades). A história deste jogo não se passa em Hyrule, ao contrário das histórias dos jogos anteriores, o Triforce e a princesa Zelda tambmém não estão presentes. Em 1998 (1999 para a Europa) foi lançado um remake do jogo para Game Boy Color: The LoZ: Link’s Awakening DX. O remake foi muito bem recebido e vendeu 2.22 unidades.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo 64, 1998)
Talvez o mais famoso jogo desta franchise, Ocarina of Time é considerado o melhor jogo de sempre por muitos gamers. O jogo que vendeu 7.6 cópias foi muito bem recebido graças aos seus gráficos 3D e jogabilidade muito boa. Recentemente foi feito um remake do jogo para a Nintendo 3DS, que é para já um dos melhores jogos da portátil.
The Legend of Zelda: Majora’s Mask (Nintendo 64, 2000)
Apesar de grande quantidade dos fãs de Zelda considerar Ocarina of Time o melhor Zelda de sempre, existe também outra grande quantidade de fãs que diz que Majora’s Mask é o melhor Zelda (e há quem diga que é o melhor jogo de todos os tempos). Este jogo tem elementos na jogabilidade únicos, como o uso das máscaras e as transformações que Link pode fazer graças a elas. A história do jogo também foi muito recebida.
The Legend of Zelda: Oracle of Seasons and Oracle of Ages (Game Boy Color, 2001)
Estes dois jogos foram lançados ao mesmo tempo, mas ao contrário do que acontece nos conjuntos de jogos de Pokémon, a história destes dois LoZ é diferente em cada jogo. Apesar de os controlos serem iguais cada jogo tem as suas característias, em Oracle of Seasons, por exemplo, os cenários são diferentes dependendo da estação do ano. Em Oracle of Ages existe um item que permite a Link viajar no tempo. Tal como é habitual num LoZ, este jogo foi muito bem recebido.
The Legend of Zelda: A Link to the Past & Four Swords (GBA, 2002 Japão / 2003 América e Europa)
Apesar de A Link to the Past ser um jogo Zelda normal, Four Swords é a estreia multiplayer de LoZ. Os jogos foram incluidos no mesmo cartucho, mas são diferentes um do outro. Apesar da jogabilidade de Four Swords ser semelhante À de A Link to the Past este segundo jogo é exclusivamente multiplayer. LoZ: A Link to the Past & Four Swords foi bem recebido e recebeu pontuações como um 9.2 da Gamespot e um 9.7 da IGN.
The Legend of Zelda: The Wind Waker (Gamecube, 2002 Japão / 2003 América e Europa)
A estreia de Link na Gamecube é um dos jogos mais populares da consola. Neste jogo Link é mais novo do que nos anteriores. Os gráficos e jogabilidade foram muito bem recebidos. Apesar das muitas secções em viajar de barco terem sido criticadas, este jogo é considerado um dos melhores jogos da Gamecube.
The Legend of Zelda: Four Swords Adventures(Gamecube, 2004 Japão e América / 2005 Europa)
Apesar de não ter sido recebido tão bem como o primeiro LoZ na Gamecube (Wind Waker), Four Swords Adventures manteu a qualidade dos outros jogos Zelda e foi considerado melhor do que o Four Swords original.
The Legend of Zelda: The Minish Cap (GBA, 2004 Japão e Europa / 2005 América)
The Minish Cap é o 3º Zelda que envolve a lenda das Four Swords. O jogo foi criticado por causa da sua curta duração mas é considerado um dos melhores jogos de sempre a chegar ao GBA. A jogabilidade e a banda sonora foram muito bem recebidas.
The Legend of Zelda: Twilight Princess (Gamecube e Wii, 2006)
O ultimo Zelda para a Gamecube é considerado o melhor jogo da série por muitos fãs, apesar do port para a Wii não ter sido tão bem recebido como a versão original. O jogo recebeu várias pontuações perfeitas e muitas outras pontuações acima dos 9/10.
The Legend of Zelda: Phantom Hourglass (Nintendo DS, 2007)
A estreia da série na NDS vendeu 4.13 milhões de cópias (até Março de 2008) e foi muito bem recebida. Os controlos foram elogiados e o jogo é obrigatório para qualquer fã de Zelda que possua uma DS.
The Legend of Zelda: Spirit Tracks (Nintendo DS, 2009)
O 2º LoZ da NDS é melhor do que Phantom Hourglass para a maior parte dos críticos, e a sua jogabilidade, os puzzles e as masmorras foram bem recebidos mas o jogo também foi criticado por alguns. Uma das suas características é a possibilidade de podemos controlar Phantoms, um dos inimigos mais fortes do jogo anterior.
The Legend of Zelda: Skyward Sword (2011)
Este ano vai ser lançado o primeiro Zelda exclusivo para a Wii. As expectativas são altas e os seus gráficoscombinam os estilos de Twilight Princess e The Wind Waker. O jogo vai dar uso ao Wii-Motion Plus para uma melhor detecção de movimentos do Wii Mote, que será utilizado para controlar a espada nos combates. O jogo ainda não tem uma data de lançamento confirmada, mas é um dos jogos mais esperados para a Wii até ao final do ano.