L.A. Noire – Análise

Depois de umas grandes aventuras no Oeste (Red Dead Redemption), a Rockstar (desta vez juntamente com a Team Bondi) faz-nos viajar no tempo mais uma vez. Agora o destino é Los Angeles de 1947. O protagonista do jogo é o detective da L.A.P.D. (Los Angeles Police Department) Cole Phelps. Assombrado pelo seu passado (mais ou menos…) desde a sua missão em Okinawa, Japão, pela qual foi condecorado com uma Estrela de Prata, Phelps é uma personagem de grande qualidade, tal como, por exemplo, John Marston, protagonista de Red Dead Redemption. Tal como Phelps e as outras personagens, o cenário também é de grande qualidade, com um mapa enorme onde se podem encontrar pessoas vestindo roupas de luxo muito caras e conduzindo carros de sonho. E se acrescentarmos a isso uma banda sonora com músicas de Jazz muito boa, temos a combinação perfeita para existir um grande ambiente enquanto nos aventuramos em L.A., resolvendo casos e descobrindo criminosos.

Ao contrário de nos Grand Theft Auto, aqui jogamos pelo lado do bem. As missões são divididas por casos, que estão divididos por diferentes departamentos (Patrulha, Trânsito, Homicídios, Narcóticos e Incêndios). Todos os casos podem ser repetidos para tentar alcançar uma melhor pontuação e como são muitos o jogo dura umas dezenas de horas, especialmente se o jogador quiser encontrar todos os 95 carros ou completar todos os casos secundários. Às vezes os casos estão relacionados com o(s) anterior(es), outras não, mas mesmo os casos que não têm nada haver com os outros têm uma boa história, sabendo sempre bem descobrir o responsável por um crime depois de muita investigação.

E como é feita a investigação? De duas maneiras diferentes: umas dessas é examinar o lugar onde estamos. Pode ser a zona do crime ou pode ser a casa de um suspeito, seja que local for o objectivo é o mesmo: encontrar todas as pistas que estão no local. E para a tarefa ficar mais fácil existem duas ajudas, que podem ser desactivadas se o jogador quiser. Uma delas é uma leve música que toca enquanto procuramos as pistas, quando todas elas forem encontradas acontece um efeito sonoro e a música para. A outra ajuda é a vibração do comando sempre que nos aproximamos a algo em que podemos pegar. Às vezes pode ser uma caixa de cigarros que nada está relacionada com o caso, por exemplo.

Mas estas pistas são coleccionadas por mais que uma razão: além de ajudarem a provar quem é o culpado e a chegar Cole e o seu parceiro (Cole tem um parceiro diferente em cada departamento) mais perto dele também podem ser utilizadas nos interrogatórios. Nestes é utilizada uma tecnologia que detecta as expressões faciais dos actores (que incluem Aaron Stane da série Mad Men e John Noble da série Fringe) e as transmite de maneira espectacular e com todos os pormenores para o jogo. Graças à representação extremamente realista de expressões faciais no jogo os interrogatórios são muito realistas, e para descobrirmos se o interrogado está a mentir ou não é preciso observar bem as suas expressões. Por cada pergunta que fazemos, existe obviamente uma resposta do interrogado. Depois de recebermos cada resposta podemos escolher uma de três opções: Verdade – usa-se esta opção quando se tem a certeza de que o interrogado não está a mentir, Dúvida – quando se pensa que o indivíduo não está a contar tudo, apesar de não termos provas e Mentira – quando temos a certeza de que o interrogado está a mentir e temos uma prova. Quando estivermos em dúvida sobre que opção escolher podemos gastar os nossos pontos de intuição, que vamos recebendo conforme o nosso desempenho no jogo. Com estes pontos podemos escolher ajudas como nos programas de “Quem Quer Ser Milionário” e excluir uma das três opções ou ver a percentagem de jogadores que escolheu cada opção.

Apesar destas duas partes do jogo serem mais calmas (procura de pistas e interrogatórios) o jogo também tem sequencias de acção como tiroteios e perseguições. Em certas ocasiões perceguimos um fugitivo correndo atrás dele, se conseguirmos chegar perto dele antes do fim da perseguição (onde poderá existir uma luta corpo-a-corpo) podemos fazer-lhe uma rasteira, mas em certos casos também podemos disparar um tiro de aviso com a nossa arma para intimidar o fugitivo. O resto das perseguições acontece ao volante de um carro. Infelizmente, como o jogo acontece em 1947, os carros não são tão rápidos como os actuais, mas isso não retira a adrenalina a estas secções, que ocorrem a uma boa velocidade em plena cidade. E cuidado com os danos causados, porque estes afectam a pontuação final do caso, que vai de uma a cinco estrelas. Os tiroteios estão bem realizados, e contém bons pormenores como as marcas de sangue que ficam no fato de Phelps quando este é atingido, ou os chapéus a voarem quando uma bala acerta neles.

Como já disse antes a banda sonora tem uma grande qualidade, e a cidade tem uma boa quantidade de detalhes, especialmente para um jogo de mundo aberto. Apesar dos movimentos das personagens não estarem realistas como as suas expressões faciais isso não é um problema grave, até porque em outros jogos com grandes gráficos o que desilude são as caras nada realistas. Por isso L.A. Noire é um grande jogo e um grande candidato a GOTY. Mas se será ou não, isso é só mais um caso para desvendarem. E com os jogos lançados e que estão por sair este ano, pode ser um dos casos mais difíceis de sempre, por isso preparem-se!

There are 6 Comments to "L.A. Noire – Análise"

  • Joguei uma ou duas horas deste jogo, portanto o que vou dizer vale pouco, mas sinto que o jogo fica um bocado àquem do que foi o Red Dead Redeption. O que quer dizer pouco, visto que o Red Dead Redemption é um dos melhores jogos desta geração. No entanto, é sempre triste, visto que o potencial era enorme. Os policiais, assim como os westerns anteriormente, não têm representações videojogáveis de excelência, e este foi um esforço que deve ser aplaudido. Senti o Cole uma personagem má, comparativamente ao John Marston. Mesmo assim, tensiono jogá-lo (tenho um amigo que mo há de emprestar, sempre com sorte!).

    Boa análise, continua o excelente trabalho Mr. Rui.

  • Rui Santos says:

    Vale a pena comprar o jogo, não é tão bom como o RDR mas também é diferente. O Cole Phelps é uma personagem muito boa, talvez não tão boa como o Marston, mas é um bom protagonista.

    Obrigado!

  • ChadGrey says:

    Uma coisa que reparei neste jogo mal o joguei e nunca vi detalhada numa análise, foi o facto de ter um novo sistema de detecção de movimentos faciais, mas esqueceram-se completamente do resto; ou seja, podemos ver detalhes faciais soberbas, mas depois o corpo da personagem em movimento faz lembrar um robô… Mas foi só um pormenor…
    Este jogo está espectacular, um pouco repetitivo no meio, mas com um final ainda mais espectacular!
    Quanto ao resto, excelente análise.

  • Rui Santos says:

    Obrigado ;)

  • Pedo_Bear says:

    como nos programas de “Quem Quer Ser Milionário” – muito bom xD
    Eu também acho que o La Noire é um possível GOTY, ao contrário do que disseram nos comentários, eu prefiro um bocadinho mais o Noire ao RDR. Porque sou um grande fã de policiais e investigação (Ace Attorney e livros Sherlock Holmes).
    Vou ver se compro o DLC quando houver uma promoção (por causa de uma avaria na minha ps3 não comprei quando havia o desconto inicial ffffffuuuuuuuuuu).

  • Rui Santos says:

    Lembrei-me de ter visto essa referencia numa análise e tive que usar xD

    Também gosto muito de Sherlock Holmes e já tive um Ace Attorney no iPod mas tive problemas e perdi as apps todas =\

Write a Comment

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Shortcuts & Links

Search

Latest Posts