God of War 3 – Análise

 

Não joguei os jogos anteriores (ainda), mas informei-me sobre a história da série e tomei o papel de Kratos na sua ultima aventura. Controlando o mortal com poderes de Deus matei uns quantos Deuses e uma enorme quantidade de inimigos mais fracos, de todos os tipos. Misturando gráficos do melhor que há na PS3 e uma história de vingança espectacular com um protagonista extremamente violento, mas que tem o seu lado humano, God of War 3 é um dos melhores hack n’ slash dos últimos anos e um dos jogos mais épicos que já joguei, principalmente graças aos gráficos e banda sonora.

Tanto em termos artísticos como técnicos God of War 3 tem uma qualidade incrível. Desde o sangue que cobre Kratos à medida que vai destruindo completamente os inimigos, às animações brutais que acontecem quando Kratos matam certos inimigos, existem montes de pormenores neste jogo. O vapor a sair das narinas de um minotauro à beira da morte, o olho a ser arrancado (com aqueles nervos todos incluidos) da cara de um ciclope…não falta nada. E tal como as personagens, os cenários estão muito detalhados. E além de terem uma qualidade gráfica muito boa, têm também acontecimentos no fundo, como os titãs a escalar e a lutar. Titãs esses em que nós também caminhamos. Sim, porque um dos lugares por onde Kratos passa, por exemplo, é o corpo do titã Gaia (tanto no exterior do corpo como no interior!). Sonoramente o jogo também tem uma grande qualidade. Desde as vozes das personagens aos sons das colisões e das lâminas e suas correntes, tudo está muito bom. Mesmo assim o que se destaca é, sem dúvida, a banda sonora. As músicas encaixam perfeitamente, e algumas delas são extremamente épicas e ajudam a tornar as boss battles e as cutscenes ainda melhores do que seriam sem estas músicas. E devo acrescentar que em certos jogos em que a música não é tão boa ou tão utilizada acabo por acabar o jogo sem me lembrar se gosto dela ou não, mas neste jogo reparei muito nas músicas e acabei o jogo com a opinião de que são brutais, como estou a contar agora.

Mas um jogo com gráficos e sonoridade espectaculares não pode ser um jogo muito bom se não tiver uma jogabilidade à altura, algo que God of War 3 tem. Uma das novidades deste jogo é a existência de 3 outras armas além das Blades of Exile. Além de terem ataques e combos diferentes estas armas mudam a utilização de magia no jogo em relação aos anteriores. Nos GoW’s anteriores as magias eram utilizadas com as setas do comando, desta vez cada magia está associada a uma arma.  Mas além destas 4 armas existe uma 5ª especial: a Blade of Olympus. Esta arma é muito poderosa e muito útil nas lutas mais difíceis, mas a sua utilização é limitada. Para poder-mos usar esta espectacular arma temos de esperar que o medidor de raiva fique cheio ou parcialmente cheio e clicar L3 + R3 e assim podemos aniquilar os inimigos mais facilmente durante uma certa quantidade de tempo. Além da grande variedade de combos que há para cada arma, existem também outros ataques (que variam de arma para arma, apesar de serem feitos com a mesma combinação nos butões), como por exemplo os realizados clicando L1+O ou L1+Quadrado. Também podemos aproveitar-nos dos inimigos mais fracos para atacar os outros. Ao usarmos o ataque de agarrar em certos inimigos podemos escolher agarrar neles e usá-lo como arma para atacar os outros inimigos em vez de acabar logo com ele. Também podemos atacar de longe e até mesmo incendiar inimigos utilizando um arco que recebemos numa certa altura do jogo, ou então utilizar a cabeça de Helios para iluminar locais mais escuros, descobrir cofres escondidos ou ofuscar os inimigos.

Apesar do foco do jogo ser os combates também existem secções de puzzles para acalmar o jogo. Estas secções estão muito bem realizadas, e um puzzle é especialmente inteligente e fixe (e talvez possa acrescentar aqui “difícil”) na minha opinião. Este puzzle acontece nos jardins de Hera e está muito bem feito.

 Apesar do combate espectacular, dos puzzles bem feitos e da inexistência de qualquer tipo de bugs (pelo menos eu não encontrei nenhum) God of War 3 tem uma falha que não estraga a experiência de jogo, mas que se não existisse tornava esta aventura ainda melhor: a sua duração. Apesar da existência de arenas e de items para utilizar (que são uma boa razão para completar o jogo outra vez, apesar de ser um jogo suficientemente bom para não precisar de items como razão para isso ser feito) terminei o jogo em menos de 10 horas, e um jogo destes merecia uma maior duração.

  Sem problemas nos combates, nos frequentes quick time events, nos gráficos e na sonoridade, God of War 3 é um dos melhores jogos do ano passado. É curto, mas é suficientemente épico e espectacular para esquecermos isso e aproveitarmos ao máximo a derradeira aventura de Kratos até chegarmos ao grande final, que irá agradar a todos os fãs de GoW.

E é por isto que recomendo este jogo a todos os jogadores que possuirem uma PS3. Ajuda, mas não é obrigatório jogar ou conhecer bem a história dos jogos anteriores, e também não é preciso ser grande fã do género. Basta saber apreciar um bom jogo e não ser sensível a uma grande quantidade de violência e brutalidade e têm o necessário para jogar GoW 3. Para terminar de vez, uma marca de aprovação Don’t See…Play! :

There are 2 Comments to "God of War 3 – Análise"

  • ChadGrey says:

    Nem mais!
    Agora vai imediatamente pegar nos outros dois, pelo menos, e jogá-los!

    Cumps

  • Rui Santos says:

    Talvez, talvez….ouvi dizer que o Gow 2 está muito bom!

    Btw, acho que na análise disse que a história é boa, mas ou enganei-me ou mudei de opinião porque agora acho-a muito fraquinha…=P Não é má, mas não é algo que te faça querer avançar no jogo. Acho que os gráficos, jogabilidade e violência são melhores razões para jogar.

Write a Comment

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Shortcuts & Links

Search

Latest Posts