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Uma lágrima pela SEGA…
Por: yggdrasil | 1 de Agosto de 2008 às 20:50

Ai SEGA, SEGA…como se pode decair tanto? Como é possível passar de jogos que nos mostram os limites para jogos que são mais úteis se estiverem a forrar uma cela para loucos-furiosos?

How in the world…?!

Não, desta vez não se trata de nenhuma ameaça à virilidade de ninguém, trata-se antes de uma ameaça à credibilidade da SEGA, como se ela ainda tivesse alguma.  Sim, a SEGA fez um valente monte de treta até nos seus grandes dias – ocorrem-me a Mega CD [que teve, no máximo, cinco ou seis jogos bons], a Mega Drive 32X [não me pronuncio quanto a jogos para esta infeliz...], a tal Neptune que não chegou a ser – mas uma coisa é inegável – fez grandes, GRANDES jogos, e é assim que envolto numa febre retro partilho convosco algumas pérolas.

Porque dizem tão mal de mim…? Eu tenho jogos da Digital Pictures em Full Motion Video!!! Full Motion Videoooooooooooooooooo!!!!!!!

“Eu nem sequer sei o que tenho…*snif*” Mas falando com justiça, o Kolibri e o Knuckles Chaotix eram bons, só que não foi para eles que se fez a 32X, pois não?

Mas o que eu vos quero mostrar é mesmo isto – quando a palavra SEGA impunha respeito nas salas de arcada e quando este indivíduo que vos escreve gastava quilos de moedas de 50$00 em obras-primas como estas:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yHGt4Zy-l6c]

Ganham pontos extra na minha consideração se jogavam Super Hang On numa máquina que existia no Apolo 70 :P

E o que dizer deste grande senhor?  Nos anos 80 e no início dos anos 90 os ninjas eram respeitados e faziam-se jogos sobre eles! Há que dar crédito ao senhor Itakagão por conseguir restaurar o respeito a tão nobre classe profissional.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=j8VkTq4eL4I]

Sabem o que é hardcore gaming? Hardcore gaming é eu ter jogado isto em arcade quando tinha 6 anos e conseguir pontuações mais altas do que os miúdos que tinham o dobro da minha idade e o dobro do meu tamanho!

Oh SEGA…porquê? Porque nos fizeste isto? Porque não foste mais capaz de criar jogos como estes, ou como os grandes Space Harrier e Out Run? Será por causa dos malvados da Sony? Será da forma de funcionamento da própria SEGA que sempre teve a sua própria degradação no seu código genético? Seja como for, é tarde demais para este amiguinho:

Como foram capazes de fazer ISTO a uma criatura tão indefesa?

Ok, o F-Zero AX/GX era excelente…mas isso acontece com a mesma frequência com que passa um cometa, ou com a mesma frequência com que chega um jogo realmente novo da Sequare-Enix, seja lá qual for que chege primeiro.

Este infeliz ainda está à espera do verdadeiro renascimento da marca azul…

Mas agora que olhamos com uns olhos mais racionais e mais equilibrados, até podemos concluir que a SEGA tem no seu código genético uma característica que os aproxima do carácter nacional dos portugueses, querem ver?

SEGA? Duke Nukem Forever? Super Mario 128?? Ha! Cambada de amadores pá, eu tenho um país inteiro que consegue estar mais de 400 anos à minha espera…se vocês conseguirem uma proeza semelhante, eu juro que produzo por mim próprio uma nova edição do Leisure Suit Larry sobre as minhas aventuras em Marrocos…mas aviso já, aquilo acaba abruptamente.”

Por: Yggdrasil

Cosplay ameaça a virilidade
Por: yggdrasil | 29 de Julho de 2008 às 23:16

Consta que há por aí pessoas que levam as suas fantasias um pouco longe demais e, não contentes por verem as voluptuosas formas da Taki [notem que aquilo é enorme em qualquer parte do Mundo mas ainda mais no Japão ] ou as coxas desnudadas da Ada Wong [coxas e não só...] ainda passam por um tremendo crescimento da sua produção de libido ao verem fêmeas verdadeiras vestidas de forma a se parecerem com as ditas personagens.

Ora isto para mim está errado e está errado por um motivo simples: ao tentarmos ligar uma figura que nunca desaparece e se mantém sempre no auge da sua forma [ou seja, a personagem] a uma humana com todas as suas condiconantes, estamos apenas a consumir recursos de forma desnecessária e predatória e a adulterar a nossa própria percepção da dita personagem – vá, perguntem lá ao Yoshinori Ono se ele alguma vez pensou em dar à Chun Li um spinning star kick parado, ou seja, sem nenhum kick mas com margem de manobra para outros movimentos.

Parece que o raivoso ficou a olhar durante tempo demais e a donzela não gostou…

Só que a minha mensagem é muito mais perturbadora. Ora bem, não existe nintendista que se preze que desconheça Super Mario Bros. 2 – Mario’s Madness para NES, ou seja, a adaptação ao ocidente de Doki Doki Panic porque a  Nintendo achou que os ocidentais eram demasiado burros para jogar o verdadeiro Super Mario Bros. 2 japonês [e que em 1993 chegou até nós sob a forma de Lost Levels integrado no Super Mario Allstars], e pronto, com todo o respeito que eu tenho pela Nintendo, os japoneses também foram demasiado burros para prever que nunca poderiam ganhar a II Guerra Mundial.

“Ok, fiz um ligeiro erro de cálculo e os americanos destruíram-nos o país…além de me executarem no fim. MAS, metemos a Nintendo em toda a parte e agora temos seguidores nossos em todo o Mundo, sobretudo nos fóruns de internet; derrotados, nós? Ha!”

De volta ao Super Mario Bros. 2 – Mario’s Madness, qualquer nintendista com o mínimo de amor próprio lia os manuais de instruções de uma ponta à outra – e acontece que era frequente esses manuais terem um pequeno bestiário no fim, uma espécie de esboço de saber enciclopédico sobre os inimigos que encontrávamos – mais ou menos como a Wikipedia do seu tempo, só que feita por menos gente e muito mais credível. Acontece que no final do primeiro nível, encontrávamos uma estranha criatura cor-de-rosa que disparava ovos pela boca [ou por um orifício que passa por boca...] e que no manual era apresentado como “Ostro“; a sua descrição dizia “julga-se mulher“, o que na prática equivale a dizer que a Nintendo é uma campeã da luta pelos direitos dos transsexuais, ou como se diz hoje em dia, transgender.

Ligeiramente perturbador, não acham? Quando este vosso camarada que vos escreve tinha uns 8-9 anos, foi-lhe dito por um amigo que assim sendo, devia chamar-se “Ostra”; na altura não percebi, mas esse meu amigo estava já a levar o reconhecimento dos direitos dos transsexuais a um novo nível. Espero que ele ainda mantenha os seus cromossomas XY intactos.

O que acontece é que esse tal Ostro andou desaparecido uns tempos, até que, em Super Mario RPG, outro jogo que nenhum nintendista que se preze pode passar sem jogar, vemos isto na sequência de introdução:

Ali o infeliz do Mallow [uma nuvem que se julga sapo, já agora, e que parece usar calças à Obélix] está prestes a levar com uma salva de ovos disparadas de uma personagem que não só julgava perdida nas brumas do retro-nevoeiro, como ainda passou por uma operação de mudança de sexo…

Pois é…em 1987, Ostro era um macho com tendências de fêmea. Em 1996, passara por uma transformação completa, não só puxou o brilho à sua pele que passou do rosa para o mais radioso fúcsia e um laçarote muito mais composto no alto da cabeça, já para não falar das pestanas muito bem arranjadas, sem dúvida numa tentativa de atrair machos para o acasalamento – espero que na sua terra natal, as operações de mudança de sexo sejam totais e não apenas parciais como acontece no nosso Mundo. A ascensão de Ostro passou pela usurpação de identidade de um pássaro transportador de Shy-Guys de Super Mario Bros. 2  conhecido com Birdo, o que significa que Radovan Karadzic vai ser julgado por mais um crime contra a humanidade – o de plagiar a acção de uma personagem de jogo de vídeo, ao usurpar a identidade de alguém que já existia. Mais tarde, Birdo-usurpador protagonizou torneios de ténis – onde vos posso garantir que nenhum árbitro lhe olhou para as pernas, uma vez que não existe qualquer semelhança entre Birdo e Maria Sharapova, além de ter entrado em corridas de karts e de revelar uma voz perturbadoramente semelhante com os sons que os patos fazem nos desenhos animados da Disney, sobretudo naqueles em que o Pateta usa uns apitos para chamar patos mas não consegue apanhar nenhum porque…enfim…é um idiota chapado.

Podem perguntar isto: “Mas oh Yggdrasil, o que é que criaturas nintendistas híbridas e camaleónicas têm a ver com cosplay de gajas boas vindas de jogos? Será que estás a ficar estúpido?” É justo, aqui têm a explicação, mas ficam avisados, vocês nunca mais vão olhar para o fenómeno de cosplay da mesma forma.

Aliás, criou-se a etiqueta NSFW [not safe for work] para categorizar imagens que são demasiado bonitas para serem vistas no trabalho [afinal de contas elas podem afastar-nos do que realmente importa, um écran cheio de sedutores e eróticos números e parâmetros, planos e instruções que nos levam para um reino de delícias que está além dos nossos sonhos mais selvagens]; pois bem, eu vou criar a etiqueta NSFW e antes que me processem, devo dizer que a minha signfica not safe for wanking, por motivos que já vão compreender:

Considerem tudo o que foi dito acima e notem num pormenor – quando o Ostro nos é apresentado, o que o manual diz é “he thinks he is a girl”. Agora, deixem o vosso cérebro funcionar e apliquem o raciocínio a esta imagem…vá, sempre quero ver se depois disto, continuam a gostar tanto de cosplay como dantes.

Para me despedir, deixo-vos com a pergunta: será que isto pode ser uma mulher verdadeira? Fiquem com a opinião de um perito que eu muito valorizo.

Por: Yggdrasil

The Melancholy of…nem sou capaz de dizer
Por: yggdrasil | 23 de Julho de 2008 às 17:23

Isto não pode ser um bom presságio, de certeza…depois do estado de depressão colectiva que se apoderou da nação nintendista aquando da última E3 [ainda bem que existe um enorme património jogável para trás...] e que levou muitas pessoas a finalmente perceberem o que é que significa a expressão “economia de mercado” – é que na mente do fan de vídeojogos comum, o mercado é socialista, ou seja, não interessa o dinheiro que o jogo faz, interessa é que lhe agrade a ele e se o jogo apenas agrada a cinco ou seis, então o estúdio e a editora devem gastar dez milhões com ele caso contrário são uns vendidos – claro que pouco tempo depois, os credores devoram-nos inteiros, mas isso é outra história. Ainda vão ter de esperar uns aninhos para poderem jogar jogos subsidiados pelo estado – se não me engano, em França já há alguns.

Sabem porque motivo ainda não temos uma “Scrooge Games” a produzir jogos da treta para a Wii e para a DS, sabem…? Porque é ficção! Se ele existisse, já teríamos qualquer coisa como “Scrooge VS. the Beagle Boys” e “Donald’s Great Money Bin Getaway”!

Bem, acho que já todos sabemos que a Wii é um depósito de tentativas de fazer parecer os jogos de vídeo como coisas divertidas do ponto de vista comum, não divertidas no sentido do nosso amigo Duke Nukem ou no sentido de atirar carapaças de tartarugas contra goombas – dentro de 15 anos, todos os manda-chuvas do mundo vão demonstrar crueldade para com os animais, sobretudo para com tartarugas, uma vez que cresceram com essas referências nefastas.

Ora bem, segundo me constou, uma grande parte do público deste blog é conusumidor de banda desenhada e animação japonesa, am I right? Pois bem, isto é para vocês – é um jogo que, segundo a minha *tosse* máquina do tempo *tosse* [tive de deixar de recorrer ao Professor Bambo quando ele começou a ter problemas com a justiça], não vai valer o plástico do DVD em que vai ser gravado, mas como, segundo se diz, é baseado numa série de animação japonesa, ganha instantâneamente créditos, uma vez que de acordo com uma lei que eu desconheço mas que juro que existe, tudo o que vem do Japão é imediatamente superior ao que vem do Ocidente – é daquelas coisas que a gente sabe [ou melhor, é daquelas coisas em que muita gente acredita, tal como muita gente também acredita em JC e em Maomé e enquanto forem apenas meia dúzia, podemos chamar-lhes de malucos, mas quando se tornam milhões, começam a impôr a lei]. Afinal de contas, qualquer Honda é infinitamente superior a qualquer Volkswagen, tal como qualquer televisão Sony abafa qualquer televisão Bang&Olufsen [menos no preço, esta última sou capaz de jurar que tem mais casas decimais que a primeira].

Pois bem, I give you The Melancholy of Haruhi Suzumiya:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zN8pnURCOj0]

É impressão minha ou elas são anoréticas…? Oh, p’lamor de Thor, pá…

Por: Yggdrasil

Dr. Wily recusa-se a ir embora…
Por: yggdrasil | 7 de Julho de 2008 às 19:01

No seguimento da versão rock de cordas vocais ligeiramente danificadas que pudemos ouvir no último vídeo, apresento-vos mais uma prova de como a fortaleza do Dr. Wily entrou definitivamente no panteão da cultura videojoguística mundial [fui eu que inventei a expressão, se vir mais alguém a usá-la, estirpo-lhe os órgãos vitais e espeto-lhe um poste direccional pelo crânio, apesar de este método não ter sido por mim inventado].

Pois bem, poucos conhecem mas em 1992, a Nintendo lançou para o sagrado, eterno e abençoado SNES [louvado seja; a melhor consola de sempre, o algodão não engana] um título chamado Mario Paint. No Mario Paint temos um estúdio onde nos é permitido desenhar, pintar, criar animações simples de 9 fotogramas, criar estampas personalizadas e composições musicais com uns sons pouco ortodoxos mas que ganham imediatamente o estatuto de imortais porque vêm da Nintendo e ainda por cima, são de um jogo de SNES [louvado seja], logo, irredutivelmente clássicos.

Mario Paint

Mario Paint

Não é o meu…mas até podia ser.

Mario Paint tinha a particularidade de vir com um rato e uma base de plástico para ele e foi um dos muito poucos jogos de SNES [louvado seja] a fazer uso do tal SNES [louvado seja] Mouse.

Pois bem, coloquem os vossos olhos e ouvidos nisto:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EDWSeFvIP5s]

Sim, é um indivíduo com talento, muito mais talento que eu, que nunca consegui criar nenhuma música minimamente audível no Mario Paint…talvez deva voltar a ele em breve. Mas não nos ficamos pelo Dr. Wily, que a esta hora já deve ter tido o seu ego a correr numa cascata em todas as direcções.

Dr. Wily plan

Dr. Wily plan

Esta imagem já apareceu por aqui…? Eu tive de a ir buscar a algum lado…

Sim, o indivíduo por detrás daquela composição é também responsável por esta:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ZGP_EgWShVg]

Eu juro por tudo o que é mais sagrado, ou seja pelo meu SNES [louvado seja], que quem não reconhecer isto, vai ser reduzido a pó. Passem pelo canal do artista e encontram mais algumas de nos fazer ir às lágrimas. A menos que sejam hereges para quem música tocada no SNES [louvado seja] não signifique nada, se assim for, preparem-se para enfrentar a ira dos deuses.

Por: Yggdrasil

Paixão explosiva no deserto
Por: yggdrasil | 14 de Junho de 2008 às 21:06

Artigos

Quem é jogador e tem orgulho de o ser, sabe que a sua paixão nem sempre é partilhada por quem mais gostaria. Afinal, entre os jogadores contam-se putos idiotas que passam mais tempo a jogar do que a respirar, futebolistas cretinos que nem sabem os nomes dos jogos [e que eu, sinceramente, julgo que precisam de apoio técnico para ligar a consola], o ocasional adolescente reprimido que pega em armas de fogo e resolve exterminar os colegas para se suicidar em seguida e que constitui o principal grupo alimentar do Jack Thompson, os membros dos gangs que entre um assalto a uma bomba de gasolina e uma razia no comboio dão uns toques num ou noutro jogo…enfim, diga-se que não há muitos embaixadores respeitáveis dos jogos de vídeo.


“Os jogos devem ser levados a sério, são uma forma de arte como outra qualquer e eu sou um apreciador, como podem ver.”

Mas agora, Yggdrasil mostra-vos um senhor, perdão, um Senhor que partilha connosco esta paixão e que se encontra numa posição de relevo – se eu vos disser que existe um indivíduo que aprecia jogos de vídeo, que é seguído por milhões de pessoas e que é um interveniente importante nos destinos de um país, como é que vocês reagiriam? Se forem mais novos, é o tipo de coisa que vos pode fazer dizer “Mãe, mãe! Este senhor é importante e gosta muito de jogar! Vês como não tem mal nenhum?”.

Pois bem, aqueles que vêem telejornais de certeza que já ouviram o nome deste indivíduo: Moqtada al-Sadr. Trata-se do líder do Movimento Sadrista do Iraque – um movimento que tem esse nome por causa do…bem, já perceberam – e é o braço político do Exército do Mahdi, uma milícia criada pelo próprio Moqtada em 2003 e que protagonizou vários enfrentamentos violentos contra as tropas norte-americanas no Iraque.

Ora bem, o que tem tudo isto a ver com jogos, podem perguntar? Simples, Moqtada al-Sadr é um grande jogador, grande ao ponto de quando era mais jovem e se encontrava a estudar na escola islâmica, ter chumbado no seminário e ter recebido a alcunha de “mullah Atari” pelos seus colegas. Como podem ver, deve ser bom tipo.

E ainda lhe chamam fundamentalista? É urgente atingir um melhor entendimento entre os povos.

Como eu estava a dizer, é muito importante que tenhamos figuras de peso a defender esta nossa paixão, uma vez que o mercado cresce mas continuamos a ver um certo alheamento da sociedade em relação ao fenómeno – algo que o nosso colega Moqtada está a tentar mudar, a um atentado suicida de cada vez. Note-se que a vida de Moqtada já não é só jogos e bombas – depois de ferozes combates com as forças norte-americanas e iraquianas, o Moqtada lá fez uma trégua – possivelmente porque onde ele morava a electricidade já era pouca e não era possível jogar Halo durante mais de uma hora.

Reacção em Bagdade, depois de ter sido anunciado o adiamento de Brawl para Junho.

Acerca da sua milícia, o Exército do Mahdi, convém realçar o seguinte: no Islão xiita [ramo professado por Moqtada], a figura do Mahdi surge como a do redentor que irá surgir na Terra aquando do final dos tempos. Mude-se a interpretação religiosa, e o Mahdi pode ser adaptado a quase tudo: pode ser o Duke Nukem Forever, pode ser o dia em que a PlayStation 3 ultrapassa as vendas globais da XBox 360, pode ser o dia em que a Nintendo resolve criar uma nova personagem de bandeira, pode ser o dia em que surge um novo Sonic decente, pode ser o anúncio de Metal Gear Solid 4 para a XBox 360…acho que me estou a fazer entender.

Em Fallujah, as lan parties são muito, muito intensas. Às vezes, quando facções rivais se desentendem, acabam nisto.

Quando voltarem a ver a figura de Moqtada al-Sadr na televisão, nunca pensem nele como um terrorista ou um radical islâmico – pensem nele como um aliado, alguém que partilha esta nossa paixão e onde podemos ver isso nas suas acções, quem mais é que formaria uma milícia destinada a dar as boas-vindas ao Duke Nukem Forever?!

“Sony, foste avisada, mas não nos ouviste. Prepara-te para as consequências.”

Quando este senhor for ayatollah e tiver o poder de redigir fatwas, aí sim meus caros, vamos chegar ao zénite – comecem a enviar-lhe fan mail porque no dia em que ele chegar a essa posição de relevo no clero xiita, vai poder emitir fatwas ameaçadoras cada vez que nos sentirmos defraudados. Acham que a Square-Enix fazia isto se tivesse de enfrentar uma milícia armada até aos dentes?


“Se Final Fantasy XIII não chegar até ao final de 2008, faremos um banho de sangue para mostrar do que somos capazes.”

Por: Yggdrasil

A verdadeira ameaça
Por: yggdrasil | 20 de Março de 2008 às 01:34

Ora bem meus caros, julgo que todos nós por aqui gostamos de JOGAR, certo? Todos adoramos esse ritual que é meter o cartucho/CD-ROM/GD-ROM/DVD/Mini-DVD/raio azul na consola ou no PC, com menos formatos disponíveis, note-se (não me esqueci do UMD, no dia em que descobrirem que alguém joga alguma coisa nesse formato, digam-me), ligar a maquinaria, ver o écran de título, carregar no Start da ordem e começar a jogar (isto claro, se estiverem a usar consolas com mais de 12 anos, caso contrário, metam uns 17 minutos entre o momento em que a consola é ligada e o momento em que o jogo realmente começa), quanto a isso não temos dúvidas.
Mas depois…bem, depois há os coleccionadores que num esforço deliberado para se afirmarem e receberem o respeito e a veneração dos seus pares, dão dois passos à frente da população geral e não se limitam a comprar jogos para os jogar por acharem que vão gostar deles, não senhor. Entre os que se afirmam como “coleccionadores”, há aqueles que na prática são compradores compulsivos (se for uma gaja a comprar sapatos novos todas as semanas e que não vai usar é uma fútil, se for um gajo a comprar jogos todas as semanas que não vai jogar é um “coleccionador”) e que, se não tivessem como actividade diária comprar jogos para engrossar a colecção, gastavam os seus preciosos créditos noutras coisas – coisas que não iriam aproveitar, note-se.
Mas depois há os……nem tenho palavras para eles….há os gajos que obtêm um prazer quase orgásmico em comprar e guardar religiosamente jogos e consolas que [alegadamente] nunca foram abertos desde que saíram das linhas de produção. Eu explico melhor, existem pessoas [“pessoas” aqui é usado meramente como um termo técnico] que, deliberadamente e ao longo dos tempos, gastam dinheiro [e muito] a comprar jogos e consolas com o mítico estatuto de “factory sealed”.
Podem perguntar: “mas ó Yggdrasil, então que mal tem isso? Gastam mais dinheiro mas pelo menos recebem os jogos completos e em estado novo” (a ver quantos saudosistas do período salazarista é que cá vêm parar através do “estado novo”). Pois bem, o vosso raciocínio estará correcto se partirem do princípio que estas criaturas (lá se foi o respeito) querem os jogos para os meter na consola/PC e os jogarem…mas estas criaturas dedicam-se a uma actividade muito mais doentia e distorcida, que roça as técnicas de tortura e de confissões forçadas do NKVD durante o auge das purgas de Estaline — eles….*Yggdrasil engole em seco* coleccionam jogos e consolas selados e….*lábios a tremer* nunca os tiram da embalagem

Sim, é esta a crua realidade, andam entre nós criaturas que compram jogos para os manterem nos seus invólucros protectores e nunca os retirarem das embalagens porque isso, vejam lá, prejudica o seu “valor de colecção”! Gostava de saber aos olhos de quem…ao colega do quarto ao lado que todos os dias tem de tomar a sua dose de lítio para impedir comportamentos destrutivos?

e ainda têm o seu próprio fórum.

Então, gostas de jogos?”

Adoro pá, tenho uma colecção enorme!”

Quais é que são os que gostas mais?”

Eh pá…isso é mais no telemóvel e em flash no PC.”

Quê…? Explica lá isso melhor, não tens uma colecção enorme?”

Eu ter tenho…mas não os abro, é que se os abrir perdem o valor.”

Julgo ser este um dos exemplos que leva algumas pessoas a considerar que os ocidentais são decadentes, pois a nossa liberdade de informação e de comércio, bem como o poder de compra dos países desenvolvidos, leva a que se atinja semelhante estádio – Lenine afirmava que o último estádio do capitalismo era o imperialismo. Yggdrasil afirma que o último estádio da decadência é o neo-coleccionismo (este termo é meu e está registado), pois algo de muito podre se passa na mente destes indivíduos quando se afirmam primeiro como coleccionadores de jogos selados (que raio de termo) e só depois como jogadores.

“Quem compra jogos selados e nunca os joga é um contra-revolucionário e inimigo do povo! Para esses, só há um castigo possível!”

Esta coisa (que gostavam de ver chamada de culto, mas não que eu não deixo) atingiu o ponto mais alto [ou mais baixo, se preferirem] quando em Fevereiro deste ano, um exemplar (alegadamente) selado do Chrono Trigger foi vendido no eBay por US$1217 – sim, eu sei que 1217 dólares americanos actualmente são cerca de 92 euros e 24 cêntimos…mas mesmo assim!

Aaaaaaaah! Violaste o selo do meu Metal Slug 3 e tocaste no sagrado e frágil cartucho com os teus infectos dedos!!! Agora o ácido da tua pele [relembro que o ph da pele humana é 5] em conjunto com os teus germes e com o dióxido de carbono no ar vai formar uma mistura explosiva que vai alastrar e corroer o plástico do cartucho e eu vou ficar sem jogo dentro de 784 anos!! Die bitch!!!!”


– Estes talvez seja melhor mantê-los selados… –

Note-se que este culto do NRFB [never removed from box] não começou nos jogos – já se fazia notar quando os chamados “trekkies” (palavra klingon que significa “aquele cujo caminho da sabedoria foi obstruído por um carregamento de merchandising acabado de sair da linha de produção”) veneravam com um fervor quase religioso imagens de Spock, Picard e Kirk que nunca teriam entrado em contacto com o oxigénio e dióxido de carbono.

E não o levaram a sério…

Meus caros, isto não é para ser encarado de ânimo leve – criaturas como estas são reais ameaças a esta actividade que nós tanto prezamos. Felizmente, ainda são reduzidas em número; assim sendo, o meu conselho é este: isolem-nos, desafiem-nos e humilhem-nos naquilo que eles não dominam [os jogos, já que a maior parte deles provavelmente não se lembra da última vez que pegou num comando] – se for bem executado, pode ser que ainda tenham uma hipótese de regressar aos caminhos da luz, caso contrário, estão perdidos…


“Vocês querem mesmo ser como eu?” –

Por: Yggdrasil

Quando a próxima geração era tão à frente que até doía…
Por: yggdrasil | 17 de Fevereiro de 2008 às 22:56

Retro

Ora bem meus caros, depois de uma longa ausência aqui estou eu a retomar a actividade de escriba ocasional por este espaço.

Posto isto, trago-vos um exemplo que muitos de vós desconhecem mas que, e pasmem-se!, demonstra a única consola da Nintendo que foi um fracasso total — e o primeiro que dizer “ah, mas eu já conheço, é a GameCube!” será embalado no Largo do Intendente com um taco de bilhar bastante rombo que é para doer para burro.

Virtual Boy

Sim, estou-me a referir a essa esperança e via para o futuro que incorporava realidade virtual — essa utopia da primeira metade do século XXI — e que dava pelo nome de VIRTUAL BOY.

Para quem não conhece, o Virtual Boy foi uma consola que devia passar por portátil — quer dizer, ela não precisa de ser ligada à televisão, parece que é portátil, mas espera lá…! Se houve quem em 2004 tivesse largado uns risos com o “brinquedinho de dois écrans” (mas que está a caminho de se tornar a consola mais vendida de todos os tempos), imaginem o que não foi em 1995 quando o criador do Game Boy, Gunpei Yokoi, depois de ter engarvelado uma quantidade pouco recomendável de sake feito a martelo, apresentou esta coisa…

Mario Clash
Water World

Sim, foi doloroso; sim, estava melhor num hospital psiquiátrico soviético; sim, funcionava com tons de vermelho; sim, dava umas dores e cabeça e de pescoço que eram qualquer coisinha…sim, era uma valente merda, já percebemos.

No entanto, e para mostrar que ainda existia uma réstia de bom senso para os lados da Nintendo, depois de vendas desastrosas, a coisa foi descontinuada ainda antes de ter sido lançada na Europa.

Agora imaginem lá, no início da década de ’90, era comum ver gente a jogar nos seus Game Boy um pouco por toda a parte. Substituam os Game Boy por estas carcaças cranianas e já ficam com uma ideia de como poderia ter sido o resto da década, se a coisa tivesse tido sucesso!

Depois do Famicom Disk System, depois do ROB e o seu companheiro virtual Gyromite, depois da Power Glove (it‘s so bad…), depois de um tribunal americano ter considerado ilegal o regime que a Nintendo impunha às produtoras externas que lançassem jogos para o NES nos EUA (e que significava que ao lançarem jogos para o NES, não os podiam lançar para nenhuma consola da concorrência), depois de uma tentativa falhada de criar uma drive de CD-ROM para o SNES com o nome de PlayStation e de ter vendido direitos à Philips para criar jogos execráveis com os nomes de Mario e Zelda, este foi mais um dos erros da Nintendo. Não foi o último, não, nem de longe, mas ainda não seria em 1995 que a Nintendo iria colocar os japoneses a deliciarem-se com jogos sobre o néctar dos deuses, ou sobre sake, ou que nos ensinam o fundamental da profissão de barman.

Por: Yggdrasil

Breaking news – Super Smash Bros. Brawl na Europa…lá mais para o verão??
Por: yggdrasil | 6 de Dezembro de 2007 às 19:37

Viver na Europa pode ser bom, muito bom…

Ainda podem ver mais aqui, sem os limites de tamanho impostos pelo formato.

Há outras vantagens, claro, que agora não são para aqui chamadas

Mas a Nintendo é uma grande malandreca e acha que nós devemos perder numas áreas para compensar outras. Vai daí…Super Smash Bros. Brawl parece que só vai cá chegar no verão de 2008

Sim, isto é motivo para encostar aos arames certos e determinados indivíduos, a começar na Nintendo Europa.

Se os japoneses vão ter o jogo em finais de Janeiro, e os norte-americanos em Fevereiro…porque carga d’água é que o jogo demora meses a atravessar o Atlântico? Querem ver que é para traduzirem a Crítica da Razão Pura para francês, alemão, castelhano e italiano, de forma a que os jogadores europeus possam melhor atingir os conceitos por detrás da obra – do Super Smash Bros. Brawl, entenda-se, uma vez que se trata da transposição virtual da teoria kantiana.

Já se ouvem os ecos de choro um pouco por todo o Mun…perdão! Um pouco por toda a Europa, de Lisboa a Helsínquia, passando por Atenas…isto claro se em Lisboa houvesse mais do que 5 ou 6 a lamentar isto.

Antes de inundarem as urgências psiquiátricas lembrem-se: ainda não está confirmado.

Por: Yggdrasil

MiniCopter – estão a habilitar-se, ai estão estão!
Por: yggdrasil | 28 de Novembro de 2007 às 23:47

E continuam, continuam, continuam, e não há maneira de lhes porem um travão! Será que na sede da Nintendo estão tão preocupados em mergulhar numa caixa-forte de dinheiro, à la Tio Patinhas nipónico e não olham para estas coisas?

Pois é, um jogo para a Wii onde devemos pilotar helicópteros telecomandados…uma coisa que poderia ter um enorme potencial mas que não deixa antever um desfecho muito feliz e é aqui que vou usar a já conhecida expressão Alarkiana e dizer: isto tem altes gráfiques!!

Sim, isto é para a Wii, não é para a Jaguar, não é para a 3DO, nem sequer é um jogo de primeira geração da Saturn ou da PS1…já faltou muito mais para eu começar um movimento que torne inconstitucionais certas e determinadas criações que vão contra os critérios mais básicos da existência virtual…

No entanto, e como eu até sou um indivíduo minimamente educado, eu vou desde já pedir desculpa à Aksys pelo que vou fazer contra eles no dia em que os vir.

Por: Yggdrasil

Não tens Neo Geo? És uma salsicha!!
Por: yggdrasil | 27 de Novembro de 2007 às 19:23

No meio da grande flame war que opôs a SEGA à Nintendo pelo domínio do mercado das 16-bits, deixei de fora o maior outsider de todos – sim, a SNK também tentou agarrar uma fatia do mercado. Estava eu convencidíssimo de que a Neo Geo AES era uma consola de “elites” aos quais muito poucos se podiam dar ao luxo – custava mais de $500 no início dos anos ‘90, em termos financeiros, era uma verdadeira PS3 do seu tempo…mas com jogos melhores.

Eis então que surge este belo anúncio e que se insere no contexto da grande flame war da primeira metade da década de ‘90. Pois é, se não tens Neo Geo, não és mais que uma salsicha. Note-se que eles ainda reconheciam a NEC (PC Engine/TurboGrafx) como uma potência a ter em conta, podem ser flamers mas respeitam o adversário, sim senhor. Notam também que o “Nintendo” a que eles se referem é o NES. Será que a designação AES (Advanced Entertainment System) é uma mordidela à máquina da Nintendo? Notem também a analogia entre o Yugo (essa verdadeira instituição sobre quatro rodas da Jugoslávia dos anos 80) e o Ferrari. Teve que ser actualizada para se aplicar à decorrente briga de pátio de escola, já que ninguém com menos de 20 anos sabe o que é um Yugo.

Contudo, houve quem não percebesse o recado, daí que este anúncio foi feito para ser mais eficaz.

Ora bem, começo a não perceber…se não tenho Neo Geo, sou uma salsicha e fico encostado ao canto a jogar umas coisinhas pequeninas chamadas SEGA, Nintendo e NEC, se tenho uma Neo Geo, a minha libido é atirada para o canto e substituída por umas sessões de Art of Fighting. Não é que Art of Fighting seja um mau jogo, atenção, simplesmente é de outra categoria.

Portanto, a SNK também queria a little piece of the action. Não os posso levar a mal, e na verdade, assumo aqui uma pequena fraqueza que me atormenta – eu adorava ter uma Neo Geo, de preferência uma Neo Geo AES.

Não é uma beleza? A máquina deixava o SNES e a Mega Drive a comer poeira (e o PC Engine também, já agora) do ponto de vista técnico, tinha um catálogo incrível (não em número, mas em qualidade) e recebeu jogos durante mais de treze anos…que mais podem pedir? Conversões arcade-perfect em casa…a troco de um dinheirão diga-se. É por isso que assumo este compromisso, se algum dia me caírem €2000 em cima, sem quaisquer regras, eu não os gastava em jogos para a Wii, não os gastava numa PS3, numa Xbox 360, ou num PC capaz de aguentar o Crysis…gastava-os numa Neo Geo!

Por: Yggdrasil