- Que incentiva as letras a se aglomerarem incessantemente naquilo a que denominamos de “palaBras”? Uma tendência hormonal para o sou ou uma tirania gramatical?
- Qual o motivo por detrás da tendência pela procura de vogais? Serão estas o equivalente ao Brad Pitt e Katy Perry do mundo literário?
- Onde se encontra, afinal de contas, o “Eu em Eu-quipa”?

– “and then BOOM!” – said the bomb –
O “EU” de “eu-le
The I of It é aquilo a que gostaria de classificar como um “documentário interactivo”, que aglutina os elementos didáticos associados ao primeiro termo com o desafio, a interactividade de um jogo, propiciando assim uma vivência mais próxima e precisa daquilo que é a Bida das letras, particularmente de um “I” que perdeu o seu “t”. Mas será o Super Mar”I“o capaz de reencontrar a sua princesa?
O Super I é incapaz de saltar neste uniBerso retrógado (apenas de se mover para a esquerda e direita), não surpreendentemente recheado de obstáculos e plataformas. Ele é capaz, porém, de se esticar e encolher (clicando nas setas cima e baixo), sendo o recurso engenhoso desta habilidade nos diferentes elementos ambientais, tais como blocos flutuantes, a chave para o sucesso.

– juntamente com a resolução engenhosa de outros desafios peculiares –
E de jogabilidade não há mais a dizer… pois o segredo primoroso desta obra reside na locução do benevolente contador de histórias. Tal relato, à semelhança de um Forrest Gump aglutinado com a magia da Pixar, esconde uma realidade algo desconhecida pelo mortal comum:
cada letra, uma Bida;
cada palavra, uma experiência social;
cada frase, um ciclo.
O Protagonismo do “I”

– o primeiro jogo compatível com livros –
Curiosamente, a nona letra do alfabeto já fora protagonista de um outro jogo. Silent Conversation troca as plataformas por palavras, e nosso “I” tem como objectivo tocar no máximo de palavras não-vermelhas possíveis sem cair, e posteriormente atingir o fim do nível/história/poesia/whatever. Este conceito procura promover a leitura de um modo inovador, pois torna-se inevitável a percepção das expressões sobre as quais nos deslocamos.
Qual será, então, a chave por detrás do carisma do “I”, agora protagonista tão ilustre quanto ícones como o Obama ou o Pikachu? Encaro Bárias hipóteses.

– artistas e escritores hão-de saber a resposta certa –
Em suma, já sei que devo jogar, certo?
Possivelmente pela sua simplicidade, por se tratar de uma vogal crucial à escrita, ou pelo seu significado na língua Inglesa (I = Eu), como se de certo modo nos propusessem que somos, de facto, NÓS os protagonistas. Também poderá estar de certo modo ligado à Apple (apesar desse i ser o minúsculo) e ao facto de ser uma letra muito equilibrada, composto somente por uma perna.
Para jogar, é favor clicar…