5 Jogos Únicos

Boas! Estava sem imaginação para um novo post mas arranjei um bom tema: 5 jogos (não vou falar deles por nenhuma ordem específica) que eu tenho e considero únicos. Vou falar um pouco de cada jogo e sobre as suas características, porque são jogos que são diferentes e que toda a gente devia conhecer e jogar.

Portal, 2007 (PC, Xbox 360 e PS3)

E o primeiro jogo do post é Portal. O jogo fez parte do conjunto de jogos da Orange Box, da Valve. Apesar de ter sido criticado pela sua duração ser muito pequena (Eu acabei o jogo no mesmo dia em que comecei) o jogo foi considerado por muitos o melhor da Orange Box e recebeu boas pontuações como um 9 na Eurogamer e outro na Gamespot. Eu sei que pelo menos a maior parte das pessoas que está a ler isto sabe porque é que o Portal e a sua sequela, lançada este ano, são tão originais e diferentes dos outros, mas vou explicar à mesma para quem não conhece bem o jogo. Tudo começou quando uma pequena equipa de pessoas fez um jogo de puzzles grátis para PC chamado Narbacular Drop. Para se avançar no jogo era necessário criar portais nas superfícies e utilizá-los para continuar em frente. A equipa que criou este jogo indie foi contratada pela Valve, e foi assim que foi criado Portal. A história foi mudada, tal como o aspecto dos gráficos, e juntando isso à fabulosa GLaDOS e a puzzles muito inteligentes a Valve fez a poção mágica. Além da antagonista robô GLaDOS outros dos elementos de Portal que tornaram o jogo famoso (além da mecânica dos portais) foram os Companion Cubes, a espectacular música nos créditos e a famosa frase “The Cake is a Lie”, transformada em meme da internet. Por isso se ainda não jogaram Portal arranjei maneira de o fazer, porque eu gostei muito do jogo e até ao fim do ano espero ter o Portal  2 cá em casa, para a PS3.

Mirror’s Edge, 2008 [PS3, Xbox 360 e PC (2009)]

Para quem não se informa pode parecer só mais um FPS, mas é bastante diferente de qualquer CoD, Homefront, Killzone, etc. Em certas imagens pode ter aspecto de shooter, e além disso é da grande DICE (Que costuma fazer FPS’s), mas Mirror’s Edge é um jogo de plataformas na primeira pessoa. Apesar de ter partes de acção com tiroteios e combate corpo-a-corpo, a maior parte das vezes em que aparecem inimigos é melhor fugir. Com bons gráficos os movimentos da protagonista Faith estão muito fluídos e os níveis estão bem desenhados o que torna o jogo um bom plataformer. Apesar de ter uma história fraca e umas cutscenes de animação que podem afastar muitos jogadores, Mirror’s Edge não deixa de ser um jogo diferente do habitual (e ainda não referi por isso refiro agora: em termos de sons o jogo está bastante bom também), que apesar de não ser dos melhores jogos que andam por aí, é perfeito para quem está farto de jogar sempre a mesma coisa e quer algo bom, diferente e divertido. Estou à espera de uma sequela, DICE!

Shadow of the Colossus, 2005 (PS2)

O 2º jogo da Team Ico e o 2º jogo único e espectacular da Team Ico. 16 inimigos apenas, todos eles são boss battles e todos eles são muito maiores que o protagonista do jogo e o seu cavalo (Wander e Agro). E todos eles têm que ser derrotados para Wander conseguir resuscitar o amor da sua vida: uma rapariga chamada Mono. O jogo tem um habiente espectacular e acontece num mundo misterioso. Isso e o facto de todos os inimigos do jogo serem 16 bosses gigantes tornam SOTC um dos jogos mais únicos e melhores de sempre. Existe uma barra de vida e outra de stamina e apenas duas armas: uma espada e um arco. Todas as lutas requerem uma estratégia diferente e em todas (peço desculpa se não forem em todas) temos que trepar o colosso e atacá-lo nos seus pontos fracos. Um jogo espectacular e misterioso que irá ser relançado este mês em HD e 3D na Ico and Shadow of the Colossus Collection, para a PS3. Dos jogos já referenciados neste post este é, sem dúvida, o melhor, e é um jogo obrigatório para qualquer gamer que tiver possibilidade de o jogar.

The World Ends With You, 2007 Japão/2008 outros continentes (NDS)

Apesar da PSP ter grandes jogos como FF 7: Crisis Core e KH: Birth by Sleep, sempre preferi a Nintendo DS à consola da Sony porque tem uma maior quantidade de jogos muito bons: Chrono Trigger, KH re: Coded, Pokémon, Mario Kart DS, New Super Mario Bros. e outros, dos quais faz parte The World Ends With You. O jogo da Square-Enix é um RPG que tem uns gráficos, história e banda sonora (brutais) que já o ajudam a ser diferente dos outros, mas apesar do estilo único ainda há outra característica que faz com que TWEWY se destaque: o seu sistema de combate. Em TWEWY é possível controlar duas personagens de uma vez em combate: uma no ecrã de cima controlada pelas setas (ou pela I.A. para quem achar demasiado controlar duas personagens de uma vez) e Neku, o protagonista, controlado pelo touch screen no ecrã de baixo. Este sistema de combate espectacular não pode ser encontrado em mais nenhum jogo, eu pelo menos nunca vi algo parecido. E ainda faltam outras características de que me ia esquecendo: para ter disponíveis diferentes ataques nos combates temos de equipar diferentes pins, cada um com o seu ataque. Para evoluir a personagem também não desbloquamos poderes numa lista nem equipamos armas e armaduras, em vez disso equipamos roupa e usamos items de comida. Parece que não faz sentido, mas se calhar sou eu a explicar mal, porque combina perfeitamente no jogo. Por isso se tiverem uma Nintendo DS toca a irem à Zavvi, Game.co.uk, Ebay, Amazon, tanto faz, mas toca a comprar o jogo!

Machinarium, 2009 (PC)

Um point & click com puzzles desafiantes, inteligentes e uma boa história contada sem uma única palavra de diálogo. E essa característica da comunicação das personagens (feita através de balõezinhos com pensamentos), junta com o estilo gráfico e a banda sonora (dois dos pontos fortes do jogo) já tornam o jogo bastante único. Mas o Machinarium não se fica por aqui e incluí um sistema de ajuda também original. É possível clicar num butão para receber uma pista sobre o que fazer, se o jogador continuar sem conseguir avançar, existe um mini-jogo (irritante e fraco, infelizmente) que permite ao jogador desbloquear um walkthrough completo para a fase em que está. Mais uma vez sem nenhuma palavra, com tudo a ser explicado por imagens. E graças a isto Machinarium é um jogo único e também de grande qualidade, sendo espectacular e um dos melhores jogos que já joguei.

Nota: sei que faltam o Ico e o Limbo, por exemplo, mas limitei-me a 5 jogos e decidi escolher os 5 entre os que tenho.

There are 3 Comments to "5 Jogos Únicos"

  • Pedo_Bear says:

    Fiquei com curiosidade :0, mais uma vez o shadow of collosus é referido num blogue, parece que fui a única pessoa que não jogou na altura da ps2 :|.
    Vou já à Amazon comprar “The World Ends With You” tenho jogado Tetris DS nas minhas viagens de comboio e preciso de uma coisa nova :D.
    Machinarium compro quando houver uma boa promoção na Steam.

  • Rui Santos says:

    Eu na altura em que saiu tinha 7 anos e não ligava a jogos nem conhecendo o jogo, mas anos depois acabei por comprar \m/

    Quanto ao TWEWY e ao Machinarium juro que valem os dois a pena, são espectaculares!

  • Rui Santos says:

    PS: Se calhar devia ter posto o Psychonauts em vez do Mirror’s Edge, mas na altura não me lembrei desse jogo :(

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