Machinarium – Análise

Era uma vez, num universo diferente, um robô: um robô corajoso e determinado, que é também o protagonista de Machinarium. o objectivo deste jogo é entrarmos na pele (apesar de nenhuma das personagens deste point & click ter pele) dele e completar puzzles inteligentes, juntamente com alguns mini-jogos (incluindo um jogo de space invaders), até chegarmos ao final desta grande aventura. E apesar de durante o jogo todo não existir um único bocadinho de diálogo, sendo imagens tudo o que aparece dentro dos balões que saem da cabeça das personagens, o seu mundo com a ajuda de um grande soundtrack, consegue absorver qualquer jogador enquanto este resolve os algo complicados puzzles que o impedem de avançar.
Sendo um point & click, Machinarium tem uma jogabilidade muito simples, tal como o nome do género indica basta apontar e clicar com o rato. E não é preciso mais para tornar o jogo melhor do que é. Todos os puzzles estão bem feitos e à medida que vamos avançando nas áreas do jogo e completando-os vamos recebendo items, que vão ser precisos para vencermos todos os desafios.
Se precisarem de ajuda para resolver algum puzzle Machinarium tem um sistema original e diferente de a fornecer. Na parte superior direita do ecrã estão as duas opções de ajuda: ao clicar-mos na que está do lado esquerdo recebemos uma imagem que nos dá apenas uma pista. Para conseguirmos a outra ajuda precisamos de completar um dos dois mini-jogos muito irritantes que este jogo tem. Nesse mini-jogo controlamos uma chave que avança da esquerda para a direita a uma velocidade lenta, até chegar (lentamente) ao final do jogo temos que mover a chave para cima e para baixo sem bater em nada, enquanto disparamos contra aranhas que nos podem “matar”. O que recebemos em troca é um walkthrough completo do puzzle que estivermos a resolver, mais uma vez em apenas imagens. Apesar de ser util o mini-jogo é demasiado irritante e a ajuda no final não compensa, por isso mais vale ir ao Youtube… 
Uma das melhores características deste jogo são os seus visuais únicos e o seu mundo interessante coberto de cores acinzentadas, substituindo as cores mais claras que aparecem em jogos como Psychonauts e Final Fantasy XIII (Pode haver melhores exemplos mas ando a jogar estes dois e têm uma variedade de cores muito maior do que o Machinarium). Isto, juntamente com a Espectacular banda sonora (“espectacular” com “E” maiusculo claro, porque está mesmo Espectacular, juro!) queria uma boa atmosfera, talvez não tão boa como a de Bioshock, mas não deixa de nos fazer querer explorar ainda mais este universo.
E é graças ao seu universo e protagonista unicos que Machinarium consegue ser diferente dos outros point & clicks, e também um dos melhores jogos do género. Não é muito longo, mas também é mais barato que um jogo normal. Além disso faz pensar , e sem um walkthrough pode ser impossível para algumas pessoas completarem este jogo. Mas não sejam preguiçosos e vão ao site do jogo jogar a demo, e se gostarem, toca a comprar o jogo completo! Vale a pena, sem duvidas.


