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RP @ Torneio Nintendo Friends Punch-Out!!
Por: gr9yfox | 28 de Junho de 2009 às 18:32

Tirámos um dia de folga do nosso horário preenchidíssimo para participar num torneio de Punch-Out!! para a Wii na sede da Nintendo Ibérica.

Armados com uma câmara, autocolantes para identificação e o Tony_Tha_Mastha, o nosso leitor mais nintendista, rumámos para a dita showroom. Fomos recebidos por Nelson Calvinho e rapidamente percebemos que fomos os últimos a chegar. Já estava tudo a conviver e, sobretudo, a treinar.

Tony trai temporariamente N-Portugal para lhes dar uma boa sova.

Depois de uma visita às salas que podíamos visitar ficámos um pouco à conversa junto aos comes e bebes. Querem saber como sabe um pastel de nata da Nintendo? Assim que houver mais um evento do género provem que o merecem!

Decididas as regras para os combates paralelos, chegou a altura de começar o torneio. O primeiro combate foi Rumble Pack vs N-Portugal. O resultado foi vitória nas duas frentes. Entretanto a Smash! sai vitoriosa da convulsionada batalha tripla entre Eurogamer e ENE3 (porque havia um um par a mais e ENE3 teve que ir embora mais cedo).

Na segunda ronda o combate foi Rumble Pack vs Smash! E que combate! Foi o único que conseguiu calar a sala em espanto, tal a qualidade da dança.

Um abraço amigável depois de tanta pancadaria.

Do outro lado do ringue, FNintendo é destruído pela Goody, que sucumbe contra a MyGames depois desta lançar o Gamerstek ao chão.

A última debatida foi entre Rumble Pack e MyGames. Depois de todo o suor a vitória acabou por ser do MyGames. Para além dos prémios anunciados anteriormente El_Grande_Pato recebeu também um merecido desodorizante.

Mas para quê mais paleio? Testemunhem mas é a nossa grande reportagem!
 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=jlweQqpLAzo]
 

Isto de andar à porrada com jornalistas é divertido.
Toca a treinar para a próxima vez!

[Fotos cedidas pelo N-Portugal sob pancada]

Por: Kamikaze_Tutor & gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Ignite Games
Por: gr9yfox | 21 de Junho de 2009 às 10:51

Venho apresentar-vos outra empresa portuguesa, a Ignite Games. Instalada em Lisboa e também de olho no mercado casual, Ignite apresentou-se em Setembro de 2006 com um site muito bem disposto. Tão bem disposto que o queria mostrar, mas já não está online.

thumb_ignite– Podem sempre imaginar que esta imagem é maior! –

[edit:] Ou então espreitem a versão incompleta aqui.

O primeiro jogo que lançaram tinha um nome estranho e propenso a confusões: “Steam”. É um jogo casual em 3D que nos põe a disparar bolas coloridas para um tabuleiro enquanto guiamos um comboi-mas que raio de nome! Chegou mesmo a causar confusões a nível de software quando um utilizador do fórum Gamedev-PT desinstalou a demo do jogo e junto com o jogo foram todos os jogos do Steam que vos ocorreu assim que leram o nome deste jogo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SwmO67tBssU&eurl=http%3A%2F%2Fwww.brunoamaral.com%2Fpost%2Fignite-games%2F&feature=player_embedded]

O próximo passo foi inesperado. “Netliga” é um MMO sobre gestão de equipas de futebol hospedado pela Sapo. Os dados dos jogadores são afectados pelo seu desempenho na vida real, o que adiciona alguma imprevisibilidade ao jogo.

Apresentaram alguns documentos interessantes sobre desenvolvimento de jogos, o que na minha opinião é muito positivo (e algo que deveria acontecer com mais frequência). Pouco depois aparece o “Assembly Line”, um jogo casual que saíu até no nos Skype Games.

Depois de Steam, Netliga e Assembly Line a Ignite virou-se para o ilusionismo.

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– E agora, quem é que os encontra? –

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Aproje
Por: gr9yfox | 7 de Junho de 2009 às 16:47

Tanta conversa sobre a Gameinvest e nada sobre a Aproje? Mau, vamos já tratar disso!

aproje-logo

– Aproje e contras –

APROJE- Associação de Produtores de Jogos Electrónicos foi a associação que criou a Gameinvest. No seu interior estavam pessoas verdadeiramente capazes e dedicadas, juntamente com…o oposto. O seu objectivo era sobretudo representar os produtores de jogos portugueses e também, de uma forma activa, informar o país dos pontos positivos dos videojogos e da participação nesta indústria.

É normal que os dois nomes apareçam juntos porque a mesma pessoa (Paulo Gomes) estava à frente dos dois grupos. Um representava a cabeça e o outro representava a carteira de um grupo de investidores. E o que acontece quando a cabeça não tem juízo?

paulogames– A carteira é que paga! –

…mas será que é mesmo assim? Perguntem aos vencedores do concurso de jogos da Games 2006 e da Inércia Demoparty 2006. Apenas alguns receberam os prémios monetários devidos, outros receberam vales para a “Aproje Game School” e a única hipótese era gastá-lo no recém-criado “Master in Game Development”. Ora se estas pessoas acabam de ganhar um concurso de desenvolvimento de jogos se calhar não precisam de um curso assim. Precisam de dinheiro para manter essa actividade ou comprar material, e isso estava escasso…

Mais escasso do que se imaginava, como este documento veio a revelar.

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– A carteira foi-se e a cabeça seguiu o mesmo caminho –

Depois de grandes discussões no fórum Gamedev-PT e do mesmo receber ameaças de Bruno Patatas, o fórum cortou as suas ligações com a Aproje, passando a evitar falar sobre estes nos seus tópicos. Para um grupo que tinha como objectivo juntar as pessoas para desenvolver videojogos, deixar avançar esta situação até chegar a este ponto foi lamentável. Segue-se algum tempo sem notícias.

Depois de vir a público que a prometida Games 2007 afinal não se ia realizar, a direcção da Aproje demite-se em bloco e rapidamente sai de cena. A Gameinvest ainda anda por aí.

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Gamedev-PT
Por: gr9yfox | 24 de Maio de 2009 às 18:08

Não faz muito sentido continuar a escrever sobre a indústria portuguesa de videojogos sem mencionar o fórum Gamedev-PT. Para o caso de termos leitores com vontade de tentar passar para o outro lado do espelho, cá vai.

gamedevpt_logo

– O logo mantém-se –

Gamedev-PT é correctamente apresentada como uma “Comunidade portuguesa de criadores de videojogos”. Tem servido de ponto de encontro para utilizadores lusófonos interessados pelo desenvolvimento de jogos e principalmente para quem quer aprender como se faz. Alguns dos utilizadores agora integram empresas como a Blitz Games, Realtime Worlds, Splash Damage, Sony Cambridge e Crytek.

A “comunidade” começou no IRC e só tomou o formato de fórum em 2001. Depois de uma revisão que esteve activa durante alguns anos, recentemente veio outra que já foi apresentada cá no Rumblepack. Esta bifurcação tem o objectivo de evitar spam, trolls, flamewars e uma sensação geral de mal-estar causada pelo exagero de estupidez encontrado em alguns tópicos.

jogostugas– Esqueçam, nem petições vão mudar o nome –

A todos os que se querem iniciar nesta comunidade recomendo que espreitem os tópicos de ambos os fóruns e se apresentem de forma educada no Jogos Tugas. Não é uma comunidade que tolere erros de escrita (e pk averiah de xer?) nem utilizadores convencidos. Uma apresentação bem escrita pode marcar a diferença entre “Boas Vindas!” e um “GTFO”.

Depois de estarem integrados na comunidade podem vir a fazer parte do Gamedev-PT que é mais restrito e frequentado principalmente por profissionais e utilizadores com experiência na àrea.

Uma vez por ano costuma haver um almoço de convívio e partilha entre os utilizadores do fórum. Este costuma ser em Coimbra por não estar demasiado longe da maior parte dos utilizadores, apesar de haver sempre gente a tentar puxá-lo para mais perto de Lisboa ou do Porto. Link para os interessados em aparecer.

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– Vai um bacalhau com natas? –

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Games 2006
Por: gr9yfox | 10 de Maio de 2009 às 19:18

Agora que já se fala na possibilidade de organizar uma Games 2010 é altura de recordar a última, de 2006.

Pouco depois da sua apresentação e dos workshops, de 26 a 30 de Setembro foi a vez de Portalegre receber o maior festival nacional dedicado ao desenvolvimento de jogos.

Dos convidados internacionais distinguem-se Alexander Fernandez (CEO, Streamline Studios), Chris Crawford (Storytron), Rémi Arnaud (Graphics Architect, Sony Computer Entertainment of América), Joseph Olin (Presidente da Academy of Interactive Arts & Sciences) e Jason Della Rocca (Executive Director, IGDA). De cá foram os suspeitos do costume.

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– Mais leet que o vosso computador overclockado! –

Depois da longa viagem de autocarro parou-se primeiro na Nerpor onde se fez a troca dos bilhetes por passes. Junto com estes recebemos mochilas, t-shirts e um bloco com o nome do evento, uma Mega Score (Army of Two na capa, oferta do jogo Guilty Gear X2) e uma caneta.  A InérciaDemoparty também estava a ser montada nesse momento num espaço amplo.

games01– Conseguem encontrar-me nesta foto? –

No dia seguinte começou a tão esperada Games 2006 e começaram também as dúvidas em relação à organização. Os dois espaços principais do evento eram a tal Nerpor e a ESTG, que são dois espaços distintos e distantes (principalmente para quem não tem carro), o que criou logo confusão após o acordar. Várias pessoas perderam actividades da manhã porque foram dar ao sítio errado e não conseguiam chegar ao certo. Mostrando o passe era possível andar de autocarro de graça, o que foi positivo.

Houve várias conferências interessantes, com um público que variava conforme as outras coisas que se estavam a passar nas outras salas. O grande destaque acabou por ser a “Paradigm shifts and the games community”, dada pelo teatral Chris Crawford. Esta acabou em discussão com Jason Della Rocca por causa de um choque de opiniões.

games04– Chris Crawford a provocar o público –

Não tinha acesso às workshops mas isso não me impediu de estar atento ao que se passava por lá, a partir do lado de fora. De todas as que se passaram as que chamaram mais pessoas foram a do Chris Crawford – devido à discussão com Jason Della Rocca que se tinha passado pouco tempo antes, a de Arte para Jogos Casuais dada por Marco Vale e a workshop sobre Cinematics para Jogos dada por Bruno Patatas.

As duas primeiras esgotaram os lugares e a última encheu apenas a porta da sala porque não chegou sequer a abrir. Mas, para todos aqueles que estavam curiosos para ver o Bruno Patatas em acção num workshop, ele acabou por aparecer no Collada Show a apoiar o Rémi Arnaud em demonstrações de Collada.

games03– Pensavam que podiam escapar mas acabaram por levar com cultura portuguesa em cima –

Fora as palestras havia também o tal espaço da Nerpor. Lá estava um espaço com as tais consolas, um écran a mostrar imagens do Blitz & Massive, um expositor com imagens das futuras casas da Game City (uma visão do futuro!), a InérciaDemoparty, a FragCup e uma mostra dos jogos finalistas do concurso de jogos da Games 2006.

Quis conhecer as pessoas que tinham feito as melhores produções. Chegar lá foi o primeiro desafio mas depois de conseguir fiquei espantado com a quantidade de coisas que havia naquele espaço, tão longe do resto. Conheci a equipa do Orion’s Belt e os irmãos Cesteiro (a malta que mais tarde veio a criar a Camel Entertainment), entre outros. A Inércia estava dolorosamente vazia.

games07– Qwentin a abrir a vaga de concertos –

Os concertos decorreram sem grandes percalços excepto o do Fernando Alvim, que teve de ser interrompido pela polícia graças “à barulheira”.

A Gala PixelBoy Awards foi a cereja no topo do evento. Apresentada por Fernando Alvim e com um esforço para comunicar as partes importantes em inglês, foi inesquecível. Piadas sobre a mascote do multibanco e o fenomenal “We have the games in our cerebro!”(Paulo Gomes) ficarão para sempre marcados na minha memória. Os grandes vencedores dos prémios do concurso de jogos foram a equipa do Orion’s Belt.

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– Equipa do Orion’s Belt a aceitar um dos seus dois prémios –

Foi comunicado nos media que houve cerca de 500 visitantes, mas suspeito que aquele grupo enorme de escoteiros que estava a jogar nas consolas tenha sido uma boa fatia. A FragCup foi ganha pelos x6tence.AMD, uma equipa espanhola.

Concluindo, do meu ponto de vista acabou por ser um evento agridoce (e ainda nem sabia dos gastos do evento que mais tarde vieram a público). Pontos positivos vieram sempre acompanhados de pontos negativos mas creio ter sido importante para Portugal e para os portugueses interessados em desenvolver jogos de vídeo.  Serviu para criar contactos e pôr o país a falar da possibilidade desta indústria se estender até ao nosso país.

Outras perspectivas: blog do Jason Della Rocca, fórum do Chris Crawford

Fonte das imagens: blog do Jason Della Rocca e do Nelson Calvinho porque o meu scanner me odeia

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Vortix Games Studio
Por: gr9yfox | 26 de Abril de 2009 às 13:15

Desta vez em vez de histórias tristes trago-vos uma feliz. Numa fase em que se começava a ver um padrão nas poucas empresas de videojogos portuguesas apareceu uma excepção chamada Vortix Games Studio. Se acompanham o fórum português Gamedev-PT (agora dividido) então já devem estar a par desta equipa.

logo– logo actual após algumas revisões –

Inicialmente era constituída por três indivíduos: Ricardo Vladimiro no Game Design e Programação, Diogo Neves na Programação e Marco Vale na Arte. Houve alguma ajuda externa quando foi oportuno mas no geral este núcleo teve bons resultados graças a um leque de capacidades que se complementa, maturidade e uma relação bem “cimentada”.

Apresentou-se publicamente em Março de 2008 com um jogo feito e acabado de lançar, tal como a RTS nos tinha mostrado que se devia fazer. Distribuído pela Big Fish Games, Balloon Bliss é um jogo casual que recebeu boas reviews por onde passou. Gráficos coloridos, boa jogabilidade e música alegre. O próximo passo é fazer mais um e melhor, certo?

Balloon Bliss

– boa estreia no mundo dos casuais –

Contrariamente ao que seria esperado, o seu segundo projecto foi um jogo feito em Flash. Tech Wars foi a sua introdução ao mundo dos jogos gratuitos em Flash. Mudaram um pouco as regras habituais dos jogos do género “Tower Defense” pondo o jogador ao controlo do que normalmente são os inimigos. Neste jogo o objectivo é sobreviver a ondas de torres que vão voltando cada vez com mais força.

Conseguiram provar que afinal os jogos gratuitos em Flash podem render algum dinheiro a quem os desenvolve. Depois de mais alguns jogos distribuídos em vários sites do género, neste momento têm projectos em que colaboram com outras equipas. Estas colaborações dão-se sobretudo ao nível da arte. Para além do mais têm um blog em que vão escrevendo sobre o seu progresso, o que pode ser interessante para quem quer seguir o mesmo caminho.

Deixo aqui os meus votos de boa sorte para a equipa!

(O lugar mais directo para encontrar os seus jogos é aqui.)

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: 7 Days Non Stop Workshop
Por: gr9yfox | 12 de Abril de 2009 às 10:08

Por volta do dia 8 de Agosto de 2006, surge um comunicado oficial da Aproje a anunciar que a recém-chegada Pixelbox Academy (em parceria com a Etic), estava a preparar um par de workshops com o nome “7 Days Non Stop Workshop”, na ESTG de Portalegre, entre os dias 4 e 10 de Setembro. Os temas eram “Cinematics para Jogos” e “Programação para Jogos”.

Quem são os instrutores? Para a arte temos Bruno Patatas (desconhecido para o grande público, mas com um C.V. invejável), Mário Domingos (em nome da Etic) e para programação, Diogo Andrade da Spellcaster Studios.

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– Uma semana em que podem ouvir falar de um passeio de bicicleta com o Kojima! –

Supõe-se que o público alvo teria sido um conjunto de pessoas que tem como objectivo vir, um dia, a trabalhar na indústria de videojogos, não só em Portugal, mas no MUNDO! Notem o título em inglês. O limite de pessoas era de vinte para cada workshop, o que se fizermos as contas, já dava para criar mais uns oito estúdios e montar uma pequena Hollywood dos jogos, mesmo ali ao canto.

Recebidos em grande com um flyer que mostrava uma imagem enorme do Raiden do MGS4,  junto com o nome Pixelbox Academy e Etic, os alunos foram levados ao sítio onde iam passar as próximas noites: a Pousada da Juventude de Portalegre.

Quantas pessoas apareceram para as workshops? Cerca de oito para a de arte e dezasseis para a de programação. Como se não bastasse, vários dos alunos eram trabalhadores da Spellcaster Studios que se tinha mudado para Portalegre pouco antes — programadores no workshop de arte, sobretudo. Contrariamente ao que todos esperavam, havia uma pessoa de Portalegre a assistir aos workshops, um programador com curiosidade em aprender Maya.

ESTG

– Como podem ver, não há distracções em Portalegre –

Os dois workshops passaram-se na mesma sala, sem qualquer divisão real entre as duas turmas, para além dos instrutores e da direcção, para onde os respectivos alunos estavam a olhar. Olhar e ouvir, porque estavam ambos a falar ao mesmo tempo e sobre temas diferentes. Parece que para se desenvolver jogos é preciso uma concentração acima da do comum mortal.

Os computadores da sala eram idosos, mas serviam para quase tudo o que foi preciso fazer com eles. A melhor parte foi olhar para o desktop e ver que algures entre o “My Computer” e o “Recycle Bin”, estavam os ficheiros normalmente utilizados para crackar o Maya. Oops!

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– Foi mais ou menos assim… –

Foram distribuídas fotocópias de algumas páginas do “Art of Animation” para ensinar a animar uma bola a saltar; houve uma “aula” sobre shaders, em que se copia um shader do quadro para o Maya (oh boy!); são dados modelos com rig da Animation Mentor para a parte da animação; e num dos dias, a turma de arte foi levada a uma sala para ver um vídeo da Gnomon Workshop sobre walk cycles. Há algo que me cheira a esturro no meio disto tudo… porque é que esses nomes não apareceram na lista de apoios ao workshop? Porque é que nem sequer disseram de onde os modelos vinham?

Uma série de eventos inesperados precipitam-se. O instrutor Mário Domingos sai a meio da semana por razões indefinidas. Alguns alunos também deixam de aparecer.

Os objectivos vão sendo gradualmente reduzidos nas duas turmas, não porque os alunos acham que a carga é demais, mas porque os próprios instrutores começam a achar que o tempo não chega para tudo. Para ajudar à festa, Paulo Gomes aparece para falar brevemente sobre a Gamecity. Acabou por ocupar “brevemente” grande parte de uma tarde.

A semana não podia acabar sem um final inesquecível. Certificados de presença no workshop? Vão mas é para casa e esperem sentados. Prometeram bilhetes para a Games 2006 e esses ao menos chegaram com um par de dias antes do evento, agora certificados? Nem vê-los.

Agora tomem um gif completamente aleatório para concluir!

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– …or is it?  –

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: Gameinvest entra em cena
Por: gr9yfox | 28 de Março de 2009 às 17:58

Depois de agitar as àguas com a promessa de uma Hollywood dos jogos em Portugal, Paulo Gomes e companhia criam a GAMEINVEST – Investimento e Gestão de Media Interactivos, S.A., associação encarregue de gerir os diversos investimentos e lucros de forma a equilibrar os gastos e os ganhos. A 23 de Junho de 2006 oficializaram a coisa e a 30 de Junho inauguram a sede oficial, nada mais nada menos que no edifício da antiga Câmara Municipal de Portalegre. Cá para mim é um bom primeiro passo no sentido do domínio mundial.

gameinvest– slogan fantástico –

Já tinha deixado aqui a lista dos estúdios que marcaram presença ou iniciaram o seu percurso neste dia mas não custa repetir: Spellcaster Studios, Overseas Animation, Pixelbox Academy e Widecast. Estiveram também presentes vários investidores,  repórteres e até membros da SEED Studios (vencedora do MIJA 2008) e Madpuppet Entertainment Studios (3D Realms portugueses, sem a parte dos jogos de sucesso).

No meio disto tudo onde estão os jogos? Com a mudança da Spellcaster para Portalegre veio a promessa de Blitz & Massive, uma aventura gráfica em 3D com humor. Ainda não percebi bem a tendência de equipas desconhecidas começarem por aventuras gráficas, mas como tenho óptimas recordações dos dois primeiros jogos da saga Monkey Island até fiquei curioso. No meio de conversas sobre os actores que fariam as vozes ouvi rumores da dupla José Pedro Gomes e António Feio, o que me trouxe de volta à realidade com um sabor amargo na boca. Daqueles que dão quando se acorda de um sonho bom mas quando o recordamos percebemos que não fez sentido nenhum.

blitz_massive1– quando vi pela primeira vez esta imagem senti-me tal como ele –

Estes acabaram por desaparecer do mapa sem que o jogo fosse lançado, enquanto estavam de volta de pelo menos mais um jogo – mais pequeno – com o nome de Ant Swarm (primeiro diziam que era para PC, depois para DS). O site da equipa diz que agora estão em Setúbal, aparentemente afastados do desenvolvimento de videojogos. Quem conhece o Diogo Andrade sabe que qualquer dia está aí outra vez a tentar envergonhar o Kojima.

Não estou aqui só para falar mal de toda a gente envolvida no processo, conheço vários indivíduos com capacidade e boas intenções que infelizmente acabaram por ser abafados no meio desta grande novela e o seu desagrado é parte da razão que me leva a querer contar isto.

Neste momento a Gameinvest já sofreu várias alterações e já se associou a mais empresas. Mudou-se de Portalegre para Alfragide, já há aí alguns jogos lançados com o seu nome (a semana passada tive um na mão no El Corte Inglés, não me venham dizer que não é verdade!) e parece estar mais orientada no caminho certo. Vejamos o que o futuro promete…

defenders-of-law– Ob    jection! –

Deus nos ajude.

Por: gr9yfox

Patatas à Portuguesa: O que é nacional é bom
Por: gr9yfox | 14 de Março de 2009 às 19:09

Depois das notícias da vinda da Gamecity várias pessoas ficaram curiosas quando ouviram dizer que já tinham saído alguns jogos feitos em Portugal. Vou então apresentar-vos os mais relevantes:

Paradise Café

paradise_cafe

– Este screenshot faz-me sempre sorrir –

Antes do Hot Coffee já nós tínhamos o Paradise Café! Dezanove anos antes, para ser exacto. Este jogo saíu para a Spectrum em 1985 e segundo consta foi feito por uma equipa de duas pessoas que se identifica simplesmente como “Damatta”, dando a tudo isto um toque de classe e de mistério. A gameplay é bastante limitada mas as personagens são carismáticas (se duvidam encontrem alguém que o tenha jogado e perguntem quem é o Reinaldo). É possivelmente o jogo português mais conhecido por cá.

Portugal 1111

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– Portugal!!11oneone –

Pouco tempo antes de um evento promissor chamado FUGA 2004, Portugal 1111 foi lançado no mercado português. Na edição de 22 de Abril  de 2004 da revista Visão, por mais dez euros, vários gamers e vários pais que acharam piada à ideia de pôr os filhos a jogar um jogo de estratégia sobre a história de Portugal compraram este jogo feito pela Ciberbit. As semelhanças com a série de jogos Age of Empires não são coincidência e sem dúvida ajudaram nas vendas. Foi o primeiro jogo português que tive o prazer de comprar e jogar.

Lumen

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– Tem bom aspecto mas a perspectiva deixa-me tonto –

Pouco tempo antes da apresentação da Aproje já a Real Time Solutions tinha reparado no brilho que emanava do filão dos jogos casuais. Ao contrário da maioria das empresas portuguesas esta apresentou-se já com um jogo na manga, o que a meu ver demonstra maturidade. Este jogo tinha como objectivo guiar um raio de luz até a um certo ponto do nível, com diversos obstáculos no caminho. A partir de sete de Março de 2006 este jogo começou a ser distribuído pela internet.

Ugo Volt

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– Ugo volta, estás perdoado! –

(Sei que não chegou a ser editado, mas não deixa de ser importante) Depois de vários nomes e objectivos diferentes foi anunciado “oficialmente” pela Move Interactive e chegou a ser apresentado na E3 em 2006. Chamou a atenção pelo seu grafismo, ambiente estético e pelo facto de recriar uma Lisboa pós-apocalíptica. A ideia era ter dois tipos distintos de ambiente e de jogabilidade conforme a zona em que o jogador estava. Uma seria em primeira pessoa (cenário pós-apocalíptico) e outra na terceira pessoa (cenário natural). Vários anos e investimentos depois o jogo foi “adiado indefinidamente”, o que é uma pena. Seria o primeiro jogo português a ser lançado para a Xbox 360.

É claro que listas destas deixam sempre alguns jogos de fora, mas espero que isto já ajude a ter uma ideia de alguns jogos que foram feitos em terras lusas antes de chegar a Aproje e Gameinvest. Jogaram a algum destes?

Por: gr9yfox

Patatas à portuguesa: Onde está a Gamecity?
Por: gr9yfox | 1 de Março de 2009 às 23:20

O que diriam se um tipo desconhecido aparecesse em todos os meios de comunicação e anunciasse que ele e a sua empresa iam construír uma Hollywood dos jogos em Portugal?

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– Nem as lagostas podiam acreditar! –


Pois bem, isso foi o que aconteceu em Maio de 2006.


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– Os cigarros da Gameinvest são mais caros. –

Se ideia de construír uma cidade dedicada ao desenvolvimento de jogos parece um pouco megalómana então o que me dizem dos dois campos de golfe e do parque temático dedicado a jogos jogos que também ia estar lá dentro? Bem, eu diria que é uma forma de tentar compensar o investimento trazendo algum turismo à nova cidade…certo?

Se calhar até passo por lá, onde é que vai ficar?

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– Porta…quem? –

Quantos miúdos viciados nessas escolas de assassinos que são os jogos de vídeo vão conseguir convencer os pais a fazer uma viagem de duas horas e meia só para o puto ficar a jogar em arcades? Pelas minhas contas são cerca de cinco, se se portarem bem e arrumarem o quarto.

Assim que parte do país ficou com as orelhas viradas para os lados de Portalegre veio o anúncio das equipas que iam -já mas mesmo já- começar a trabalhar nas obras-primas do entertenimento digital. Widecast, Overseas Animation, Pixelbox e Spellcaster Studios.

Quantas destas empresas são empresas de jogos? Uma! Quantos jogos já editaram? Um!

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– Mais vale um na mão que dois no Pirate Bay! –

Ena pá, pensava que tudo isto estava a ser feito por gente sem o minimo de experiência na industria excepto o Bruno Patatas, que se apresentou com um currículo invejável! O C.V. que foi apresentado era tão, mas tão bom que já desapareceu da internet. As versões recentes são bastante mais discretas, não vá o público desconfiar.

O passo a seguir foi fazer o aquecimento com um par de workshops simultâneas sobre programação e arte com o selo de qualidade Pixelbox. Pouco depois veio a Games 2006, que foi tão interessante que merece o seu próprio artigo!

Isto para vos dizer que esta história ainda tem alguns capítulos antes de acabar.

[SPOILER] Para os mais impacientes cá vai uma foto do ponto em que está a Gamecity:

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– Aah, o doce aroma do progresso! –

Não conseguem ver? Mau, quase podia jurar que está mesmo lá ao fundo.

[/SPOILER]

Por: gr9yfox