Venho apresentar-vos outra empresa portuguesa, a Ignite Games. Instalada em Lisboa e também de olho no mercado casual, Ignite apresentou-se em Setembro de 2006 com um site muito bem disposto. Tão bem disposto que o queria mostrar, mas já não está online.
– Podem sempre imaginar que esta imagem é maior! –
[edit:] Ou então espreitem a versão incompleta aqui.
O primeiro jogo que lançaram tinha um nome estranho e propenso a confusões: “Steam”. É um jogo casual em 3D que nos põe a disparar bolas coloridas para um tabuleiro enquanto guiamos um comboi-mas que raio de nome! Chegou mesmo a causar confusões a nível de software quando um utilizador do fórum Gamedev-PT desinstalou a demo do jogo e junto com o jogo foram todos os jogos do Steam que vos ocorreu assim que leram o nome deste jogo.
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O próximo passo foi inesperado. “Netliga” é um MMO sobre gestão de equipas de futebol hospedado pela Sapo. Os dados dos jogadores são afectados pelo seu desempenho na vida real, o que adiciona alguma imprevisibilidade ao jogo.
Apresentaram alguns documentos interessantes sobre desenvolvimento de jogos, o que na minha opinião é muito positivo (e algo que deveria acontecer com mais frequência). Pouco depois aparece o “Assembly Line”, um jogo casual que saíu até no nos Skype Games.
Depois de Steam, Netliga e Assembly Line a Ignite virou-se para o ilusionismo.

– E agora, quem é que os encontra? –
Por: gr9yfox


O site deles já não está online? Buuh, aquela animação com a fábrica era linda, das melhores apresentações de equipa que alguma vez vi.
Also, I want that bunny.
Supostamente deviam ter lançado um browser based game de estratégia em Dezembro passado… Acho que se chamava “Portucale”…
Mas não chegou a aparecer nada…
Eu lembro-me de ter ouvido falar deles na Zon MyGames, sim… E no Portucale também.
É pena, aquela “versão incompleta” está francamente awesome, in a weird kind of way…
A versão final tinha música e a linha de montagem funcionava. Toda a equipa tinha um papel e o resultado final eram isqueiros.
Tinha também um easter egg que não confirmei se esta tem. (hint: tem a ver com a corda pendurada)
“É um jogo casual em 3D”
Com tanta coisa que se tem dito acerca dos “casuais”, li isto e fiquei a pensar se faria muita diferença se em vez disso fosse “É um jogo arcade em 3D”.
Como o público alvo dos jogos casuais tem máquinas com uma potência abaixo da média, a esmagadora maioria dos que saem para PC são 2D. Para além disso, na minha opinião, é das poucas coisas que o distingue de outros jogos da mesma categoria.
Desde que o termo “casual” entrou em cena e ganhou a conotação que tem que passei a tê-lo em conta quando descrevo os jogos. Neste caso é sobretudo casual por causa do público alvo e por causa do ambiente geral do jogo.
É claro que isto é apenas uma opinião. Uma discussão sobre isto ia demorar imenso até acabar.
Tudo bem, não era para fazer discussão. Só para saber o que querias indicar sobre o jogo com a palavra “casual”.
Neste caso, ao dizer jogo “casual”, estavas a referir-te ao público alvo e ao ambiente geral.
Se quiseres, podias explicar o que é o ambiente geral de um jogo casual?
Não acho que haja um “ambiente geral” de um jogo casual. Neste caso acho que o ambiente geral -deste jogo- é casual devido às cores que usa, personagens que tem e à falta de uma história para além do fio condutor básico. É algo concebido para agradar a todos, sem reservas. É vago o suficiente para isso.
É claro que a maioria dos jogos mais antigos também caem nessa categoria (e o objectivo era o mesmo).
Neste momento, para mim, as diferenças principais entre um jogo arcade e um casual são a curva de dificuldade e uma maior gama de temas (ou, se preferires, “ambientes gerais”).
Ex: Ikaruga é arcade, não casual.