Histórico

    Procura


Final Fantasy XIII provavelmente vai ter uma versão FPS em 2010, diz analista Abul
Por: | 20 de Fevereiro de 2010 às 02:44 | 16 Comentários

Há qualquer coisa de ridículo num jogo RPG que é indescritível. Quando alguém tenta falar comigo sobre um RPG, acontece-me o mesmo do que quando um Seguista tenta falar comigo comigo sobre a Sega, percebam.

Conseguem desarmar-me sempre com as suas mirabolantes fantasias sobre o mundo. Uns falam em magias, outros em como houve um dia em que a Sega foi grande. Com estes dois tipos de pessoas, a competição pela imaginação mais surreal é sempre renhida.

Ainda assim, e apesar de não perceber como é que ainda ninguém baniu os RPGs da face da terra, não sou racista. Quando tenho de analisar um para poder andar a postar faCtos sobre o mesmo nos fóruns, faço-o sem qualquer espécie de nojo. Isto assim acontece porque consigo ser bastante rápido a analisá-los. Vou ao Gametrailers e ao Youtube, e procuro ver o maior número de cutscenes do jogo em questão. Como são a única coisa tragável num RPG para pessoas normais como eu, rapidamente chego à nota que traduz o real valor do jogo — bastando-me retirar 6 pontos à nota para reflectir valor do jogo quando considerado o gameplay.

Por ter esta capacidade inata de analisar RPGs tão rapidamente, qualquer dia tenho de agradecer aos DUESES fazendo uma peregrinação a Nossa Senhora de Fátima, aquela senhora que há 2010 anos atrás concebeu um Ser Humano por obra e graça do Espírito Santo. Tanto quanto sei, há quem chegue a gastar mais de 60 horas para descobrir qual é a nota que vale um RPG. Temos de dar mérito a quem decide ser masoquista e se sujeita a esta tortura, sobretudo quando os jogos para as pessoas normais têm hoje em dia entre 6 a 8 horas. Se quisermos mais horas de jogo, podemos sempre pausar o jogo e contemplar os altes gráfiques em que os senhores que fizeram o jogo investiram 50% dos recursos financeiros e dois anos de produção. Parece-me muito mais democrático dar 60€ por um jogo assim, do que por um que tem demasiadas horas de gameplay. 60 horas é tão last-gen, é triste nos dias de hoje ainda haver jogos com uma feature do tempo da pedra.

Mas talvez os RPGs tenham tantas horas de jogo porque as personagens são mais pequenas, parecendo bonitas e vistosas crianças. Assim, para darem algum uso ao tempo remanescente, vão acrescentando conteúdo ao jogo, bastando dizer no manual de instruções que o BI da personagem indica 18 anos de idade para afastar qualquer suspeita de pedofilia de algum sentimento de protecção que se possa nutrir para com a personagem de corpo de criança voluptuoso na zona do peito.

É que na arte de fazer um jogo durar, os senhores que fazem RPGs manjam por demais. Durante anos a fio, a generalidade deste tipo de jogos era do estilo do ora-toma-lá-dá-cá, onde a duração de um jogo era esticada em 75% por se passar a maior parte do tempo a navegar em menus. Mas isto era antigamente. Agora a malta que joga RPGs já descobriu o combate em tempo real. Lembro-me na altura em que o FFXII saiu, um amigo meu ter-me dito, entusiasmado, que os senhores que fizeram o jogo tinham mudado o sistema de combate, podendo agora as personagens mexer-se enquanto atacam os inimigos. Na altura fiquei muito contente pelo meu amigo e foi com um enorme sorriso que lhe dei as boas-vindas a 1992. “Agora podes avançar com fé e sem medo para o Wolf 3D“, informei-o de seguida.

Já eu, em matéria de RPGs, tenho-me entretido com as cutscenes do FFXIII. Há umas que mostram as batalhas e tudo, é só recostar no sofá e assistir ao espectáculo de tiros, explosões e diálogos patéticos de morrer a rir. A certa altura, dei por mim a pensar que o jogo já está de tal forma ocidentalizado, que os “menzinhos” japoneses que criaram o jogo deviam perder a vergonha e mudar as pequenas coisas que faltam para o jogo se transformar num FPS. Tiros a monte, cutscenes cheias de fogo ao invés de vistosas magias, andar sempre em frente… o jogo agora até já tem um africano de tronco musculado e queixo meio quadrado. Eles deviam fazer duma vez os queixos bem quadrados, meterem pelo cenário uns quantos barris que explodem e passarem a visão do jogo para a primeira pessoa. É que nem têm de se esforçar muito: o mais  difícil já eles fizeram.

Mas a cutscene da intro é a minha parte favorita do jogo. No outro dia, estava em casa com a minha família e, como tinha o portátil ligado à TV LCD, resolvi mostrar-lhes essa cutscene em HD. A minha cunhada foi quem vibrou mais. “Fizeram um jogo do Avatar?”, questionou-me. “Então o Final Fantasy copiou o mundo do Avatar, foi?”, insistiu. “Quer dizer que foi o Avatar a copiar o Final Fantasy?”, disse intrigada. “Tens a certeza? É que isso parece mesmo o mundo do Avatar, só falta os bonecos azuis”, rematou ainda não convencida com os meus argumentos.

Confesso ter ficado todo caganeiroso por o meu hobbie favorito estar a ser comparado com um filme de tão elevado gabarito. Os videojogos estão sempre a ser discriminados, já é altura de serem considerados culturalmente válidos como os filmes. Já somos muito adultos e maduros: temos violência e até algum sexo recentemente; jogos com imensas cutscenes e até já há um que é todo ele uma cutscene que nos apresenta como maior componente de gameplay milhares de Quick Time Events para a nossa moralidade ser aferida. Cada vez mais a indústria dos videojogos luta por criar jogos mais parecidos com filmes e, no entanto, não temos o mesmo reconhecimento. Mas o que é isto? Somos pretos ou quê?

Pena é que hajam algumas pessoas que continuam a ver os videojogos como simples diversão, brinquedos até. Há uns meses tive uma discussão com a Joana, uma amiga minha preconceituosa. Insistia ela que a personagem principal do FXIII estava tão mal desenhada que nem não dava para perceber se era Ocidental ou Oriental, nem tampouco era possível descortinar o sexo da mesma.

Ela ainda apresentou uma imagem como argumento, mas eu não acreditei em nada. Vejam por vocês próprios depois da entrada expandida para ser rirem de como a Filipa ainda pensa que os videojogos são brinquedos incapazes de ter personagens cujos os seus assets podem ser considerados arte –arteee!!

Por: Abul-Fadl Nadr al-Atrabulusi


16 Comentários no “Final Fantasy XIII provavelmente vai ter uma versão FPS em 2010, diz analista Abul”

  1. Abul, shame on you por não gostares de RPG’s!!! :/

  2. Belela-san diz:

    Pagar 60~70 mocas por um jogo de 6~8 horas é quase como jogar dinheiro fora e sabe muito a pouco. Senti-me roubado pela tão curta longevidade do Resi 5. Até DMC e Bayonetta têm no minimo 15~18 horas de jogo.

  3. Por acaso não gosto mesmo (o que facilitou para escrever o texto xP). Mas comprei o Skies of Arcadia (como eu ando, a comprar jogos da Sega e RPGs, a combinação explosiva lol) recentemente. Sinto que é desta!! Sinto forte! Emogrumpyuke diz para eu ter fé, é um grande jogo! Mas ele mete sempre meia tonelada de sal na apreciação que faz dos jogos da Sega… quero muito, mas continuo com medo!

    Belela, tu sentes-te roubado? Mas tu não tens esse direito! Não me digas que agora estás feito malandro a pensar em vender o jogo usado! Ai o pecado!! Isso é como pirataria! Ainda bem que EA tem o plano 10 dólares para quem o comprar usado pagar pela grande qualidade do jogo! Controlar esses muleques que acham que um jogo não vale 60€ e esperam por comprá-los usados porque sabem que vai haver imensa gente que comprou o jogo e não quer ficar com ele para recuperar algum dinheiro. BOTA MÃO NESSA BAGUNÇA EA, PELO MOR DE DUES, SALVA ESSA INDÚSTRIA QUE O CONSUMIDOR TÁ MATANDO ELA, VAI LOGO EA, PROTEGE OS CRIADORES DE VIDEO-GAMES!

  4. Suíno diz:

    Hoje em dia jogar RPG’s orientais é a forma mais fácil de dizer “Pai, sou gay” ou “Pai, sou pedo”.

  5. Alarka diz:

    Procurar boa jogabilidade num JRPG é como procurar boa literatura no Twilight. Ou qualidade musical num albúm de Santana. Ou heterosexualidade no Cloud. Ou um corpo atlético no ShaCa. Ou a Hype! num quiosque. Ou fontes no FNintendo.

  6. Chrono Trigger 4 life!

  7. É naggers? Espera não..

  8. Abul joga Skies of Arcadia que não te arrependes! Mas desconfio que o emogrumpyuke já te chateou tanto que vais acabar por encostar o jogo a um canto… :/

  9. BigLord diz:

    Que post mais épico, jasus. Todo aquele cascalho ainda vai gerar umas reacções bem curiosas de alguns brasileiros furiosos ou o crlho :lol:

    @Alarka
    Diogo speaks the truth.

  10. çpç diz:

    Skies of Arcadia não… Panzer Dragoon Saga. RPG mas sem o secão dos RPGs.

  11. Jesus diz:

    Este post é o choro mais deficiente que ja vi aqui.

    Nem todos os RPG’s sao JRPG’s -.-

  12. a sério? Não sabia. Então vou já a correr mudar o texto porque ele já não tem razão de existir. Obrigada pela valiosa informação, professor.

  13. bruno111 diz:

    ^^
    sim… tu meu rapaz… és um cromo

  14. This is Rumble Pack, dude. Deal with it.

  15. “Nem todos os RPG’s sao JRPG’s”

    Não faz mal, porque também nem todos os JRPGs são RPGs :lol:

  16. sarampus derpus diz:

    Tmb não gosto de RPGs. h5

Deixa um comentário

Comenta