O segundo e último jogo deste fim-de-semana, é o grande Legend of Zelda: Ocarina of Time. Esta aventura de Link na Nintendo 64 é considerada por muitos como o melhor jogo de sempre. Por isso, é pouco provável que vá dizer algo de novo, porque milhares de pessoas já falaram sobre este jogo e quase todos já jogaram. Antes de entrar em conclusões sobre esta aventura em Hyrule, vou tentar descrever toda a história, componentes do jogo como a banda sonora e personagens, mas também o seu impacto no mundo dos videojogos. É de salientar que o jogo vai ter um “port” para a 3DS.
O Legend of Zelda: Ocarina of Time, foi o primeiro “Zelda” em 3D. E por isso, teve que enfrentar o desafio da sua passagem para as consolas de nova geração (da era – sega saturn, playstation 1 e nintendo 64). A meu ver, uma das bases do Miyamoto e da equipa da Nintendo para este “upgrade” do jogo, foi tentar manter o mesmo espirito, objectivos e história neste novo contexto 3D. Porque tal como os jogos anteriores, começamos com o Link sem qualquer equipamento. E ao longo do jogo vamos aprendendo novos truques e ganhando novas armas. Também como nos outros temos que salvar a princesa Zelda dos terríveis malfeitores que a mantém prisioneira e conseguir o Triforce. Mas apesar de tudo, o “Ocarina of Time” é uma prequela dos outros já lançados. A história passa-se no reino imaginário de Hyrule, habitado por Hylians, Kokiri, Gorons, Zoras e Gerudo.
O jogo começa com a fada Navi a acordar o Link de um pesadelo, em que durante uma tempestade o Ganondorf persegue a princesa Zelda. A partir desse acontecimento, somos levados à “Great Deku Tree” que está quase a morrer e com isso começa a aventura do nosso herói. Para não encher o texto com a história do jogo só digo mais uma coisa, o jogo termina com o Link e a Zelda olhar um para o outro nos jardins do castelo ^^ .
Um dos elementos característicos dos jogos Zelda a partir do Ocarina, foi o de incluir um instrumento musical base relacionado com a história. Neste caso, a Ocarina encaixou muito bem com o jogo, o facto de podermos usar a ocarina para mudar de dia para noite, abrir portas, etc, marcou o jogo com uma grande originalidade. Ainda no sector da música, a banda sonora deste jogo é perfeita. As músicas compostas pelo génio Koji Hondo, que também criou os clássicos musicais de Super Mario Bros., criam um ambiente fantástico. Em suma, os gráficos, banda sonora, e jogabilidade são perfeitos ou pelo menos estão próximos da perfeição.
Este Zelda, Gran Turismo, Final Fantasy e depois os GTA, criaram uma revolução nos videojogos que iniciaram com a N64 e PS1. E com isso estes passaram a ter um grande impacto na nossa cultura. Porque quase toda as pessoas hoje em dia já jogaram um jogo virtual, pelo mais banal que seja. O tetris, pacman, mario, sonic, jogos flash online, etc. Os videojogos tem hoje em dia um grande poder na nossa sociedade. São um mercado de consumo como a música e o cinema. E acho que uma prova disso é ver videos do youtube, com pessoas que aprenderam a tocar Ocarina por causa de um jogo e estes têm depois milhões de visualizações. Video Games are a Culture!
Quer seja pela nostalgia ou porque nunca jogaram comprem o jogo no Virtual Console no Canal Wii Shop, ou se preferirem arranjem uma N64 na internet. Para mim Legend of Zelda: Ocarina of Time é o melhor jogo alguma vez criado, quer pelo impacto que teve na data do seu lançamento quer pela história, banda sonora, etc. Recomendo!
Este fim de semana no “Os Otakus PT” vai ser dedicado à revisão de alguns jogos retro da década de 90 e 80. Que será centrado em títulos das consolas caseiras NES, Nintendo 64 e Playstation 1. Fiquem com a minha revisão/opinião de Ape Escape para a PS1 e o meu regresso aos velhos tempos.
No Natal de 1999 recebi em conjunto com a primeira consola da Sony o jogo Ape Escape. Este jogo plataforma foi criado pela Sony Computer Entertainment e foi o primeiro a usar a total capacidade do comando Dualshock. O jogo têm uma grande quantidade de humor associada a macacos, jogabilidade original e várias referências à cultura pop.
Como podem ver no vídeo em cima, o jogo começa quando um macaco de pelo branco toma posse de um chapéu que o tornou tão inteligente como um humano. E depois usou esses mesmos chapéus para criar um exercito de macacos. E o nosso objectivo é ajudar o cientista a capturar os macacos e acabar com a “crise dos macacos”. Um jogo simples, e por isso, viciante sendo que o único problema deste é que por vezes pode ser um bocado repetitivo… Para “fujir” à caça dos macacos, o jogo tem alguns mini-jogos bastante divertidos e originais(Boxe, Skie, Galaxy Monkey, etc), mas que não tem qualquer relação com a história. O Ape Escape ainda tem valor para ser jogado hoje em dia quer seja no port da PSP ou na velhinha PS1. Além disso, hoje em dia conseguem arranjar o jogo por cerca de €5.00 euros. Se estiverem curiosos vale a pena investir neste jogo que vos vai garantir bons momentos de diversão.