To The Moon – Análise

Pode ter sido criado usando RPG Maker XP, mas To The Moon é um sério candidato a melhor jogo de download do ano. A sua banda sonora é espectacular e a história é melhor do que a de alguns dos candidatos a melhor jogo do ano, como Uncharted 3.

No universo do jogo existem máquinas que permitem pessoas entrarem nas memórias de outras e modificarem-nas para pessoas a morrer poderem concretizar (apenas nas suas memórias) um desejo seu. Durante esta aventura controlamos Eva Rosalene e Neil Watts, dois médicos que têm como objectivo concretizar o sonho de Johnny, ir à Lua, antes de este morrer. Para modificarem as memórias de Johnny, Eva e Neil têm que avançar desde as memórias mais recentes até às mais antigas (algo que faz lembrar o meu filme preferido: Memento, de Christopher Nolan). Apesar de Eva e Neil serem boas personagens e fazerem, os dois, alguns comentários engraçados e divertidos (Neil faz até muitas referências como uma a Street Fighter e outra a Dragon Ball, por exemplo), as personagens mais interessantes são Johnny e a sua falecida mulher: River. À medida que vamos avançando no jogo ficamos a saber cada mais sobre eles e isso é uma boa razão para continuar a jogar e chegar a um final de qualidade. Infelizmente este final chega cedo, com o jogo a durar apenas 5 horas, aproximadamente.

Apesar da história ser um dos elementos em que o jogo é melhor, a jogabilidade de To The Moon é pouca e má. Os puzzles do jogo consistem em procurar objectos numa zona (não muito difíceis de encontrar pois o ícone do cursor muda quando este passa por cima dos objectivos) e depois resolver um puzzle em que o objectivo e virar “telhas” (não sei qual a palavra mais apropriada e foi assim que a Gamespot se referiu aos puzzles na sua análise…), que de um lado têm parte de uma imagem e do outro nada, de maneira à imagem ficar completamente virada para cima. Tanto faz se completamos os puzzles em menos ou mais passos, já que não somos beneficiados nem prejudicados. O jogo inclui também outras secções mais pequenas como uma em que montamos um cavalo e outra em que nos desviamos de armadilhas para chegarmos ao final de um corredor. Nesta ultima sequência os controlos não ajudam muito, mas não é tão má como os mini-jogos do Machinarium.

Não existe voice acting e todos os diálogos estão em texto, mas tal como disse anteriormente a banda sonora é um dos pontos positivos do jogo. Os gráficos com um estilo 16-bit são bons e combinam com o estilo do jogo. To The Moon é um jogo surpreendente com uma história espectacular e uma banda sonora 5* que qualquer fã deste estilo deveria jogar, apesar do preço ser demasiado para a sua duração (mas há outras maneiras óbvias como a que eu usei…).

+ História
+ Banda sonora
+ Personagens e diálogos

- Jogabilidade
- Curta duração
- Puzzles fáceis 

8/10

Pontuação dada de 0,5 em 0,5

 

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