Call of Duty: Black Ops – Análise

Sendo fã de Battlefield e tendo adorado o Bad Company 2 quando pedi este jogo emprestado não estava à espera de grande coisa, e quando comecei a jogar achei a campanha e multijogador normal fracos, e só gostei dos zombies. Mesmo assim continuei a jogar e acho agora que CoD: BO é um dos melhores shooters na PS3.
Na campanha controlamos Alex Mason. O protagonista é interrogado por um desconhecido sobre os números que tem sempre na cabeça, e que só Mason pode descodificar. Durante a campanha descobrimos mais sobre o passado do protagonista controlando Mason em inúmeros flashbacks que irão desvendar cada vez mais sobre a história. Tendo em conta as campanhas nos actuais FPS’s, a de Black Ops é do melhor que há. A história e personagens são boas e a duração não desilude tendo em conta o tipo de jogo que é. As missões do jogo decorrem nos mais variados locais e em certas alturas controlamos veículos como uma mota (numa secção que não é má mas não é nada realista, ou é possível andar de mota a disparar uma shotgun e carregá-la dando uma volta com a arma?) ou um helicóptero. Mas apesar da campanha ter uma qualidade bastante boa e ser melhor do que a de Bad Company 2, por exemplo, existem outros modos de jogo.
Um deles é o de zombies. Neste modo pode-se jogar a solo, em ecrã dividido ou com 4 jogadores online. No modo zombies os jogadores têm que cooperar e matar zombies antes que estes façam o mesmo a quem está do lado de fora do ecrã. O modo é divertido e também desafiante, com as rondas a serem cada vez mais difíceis. Infelizmente só existem dois mapas diferentes incluidos no disco. Se quiserem jogar outro tipo de jogo com zombies podem experimentar um jogo parecido com Dead Nation de nome Dead Ops Arcade. Podemos jogar tanto off-line como on-line, e apesar de não ter a qualidade de Dead Nation, este jogo pode proporcionar algum divertimento e variedade.
Mas mesmo com estes modos de jogo, o melhor de Black Ops é, sem dúvida, o multiplayer. Ao contrário do online dos mais recentes Battlefields, neste jogo não existem veículos ou destruição e o realismo é trocado por uma jogablidade mais rápida com mapas mais pequenos e muita acção. Existe uma boa variedade de mapas, uma enorme quantidade de modos de jogo e o sistema de evolução para desbloquearmos mais armas e não só é muito bom. À medida que jogamos e vamos aumentando de nivel ganhamos CoD Points, pontos que podemos gastar em tudo o que é coisa, desde armas para as nossas classes à possibilidade de personalizarmos o nosso player card passando pelas killstreaks e perks. Para ganhar mais pontos podemos completar desafios com objectivos como “Matar 10 inimigos com a Enfield sem morrer” (Nem sei se existe este, mas os que existem são do género). Outra maneira de ganharmos (e também perdermos) CoD Points é jogando nos Wager Matches, em que os concorrentes apostam pontos e os três primeiros classificados de cada jogo ganham pontos, enquanto os outros ficam a perder. Os 4 modos de jogo para jogar nesta categoria são One in the Chamber, Sharpshooter, Sticks & Stones e o famoso Gun Game.
Em termos de gráficos o jogo está bom, e apesar de não ter a qualidade de Battlefield: Bad Company 2, CoD: Black Ops não desilude neste aspecto. Em termos sonoros o jogo também não tem a qualidade do jogo da DICE, mas os sons das explosões, dos tiros e até do voice acting estão bons. Além disso contem com a presença da espectacular música Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones.
Para terminar não recomendo este jogo a quem gosta muito dos Battlefields, mas para os fãs de CoD este jogo é obrigatório apesar de (supostamente) ter poucas novidades em relação a MW2. Boa campanha, um espectacular modo Zombies e um multiplayer viciante fazem deste jogo um dos melhores FPS’s do ano passado.


