Diário de bordo 16-01-2011 “Rage Quit”

Sim, aqui está mais um Diário de Bordo! Atentem:

Quero começar por explicar mais ou menos o que se passa com a ausência de podcasts. Infelizmente, quando fiz o vídeo do podcast para meter no youtube, fiz acidentalmente duas partes com a segunda parte do podcast, e só me apercebi mesmo quando já estava no Youtube. Quando fui para emendar o erro, puff, tinha desaparecido tudo do disco rígido do meu computador. Infelizmente, está também a começar a época dos testes, quer para mim, quer para o Xavier, portanto ainda não tivemos oportunidade para fazer nenhum. Próximo podcast? Para a semana provavelmente não será, não passando das duas semanas. Ah, e seguramente que o próximo já será (finalmente) hospedado aqui no blog.

Passando agora ao real assunto desta crónica, hoje quero falar-vos de rage quit, ou em bom português, desistência algo enraivecida. Para os mais desatentos, rage quit é, nos vídeo-jogos online, quando um qualquer jogador sai a meio de uma partida porque está a apanhar uma abada. Isto pode levar a que o jogador que está na mó de cima perca o jogo e os stats inerentes. Pois bem, esta é das coisas que mais me irrita num vídeo-jogo. Posso ser sincero, não sou das melhores pessoas em qualquer tipo de jogo online, e mais vezes sou eu que estou a ser owned do que os meus adversários, mas muito raramente faço rage quit, e fico irritadíssimo quando alguém o faz.
Só costumo fazer rage quit, e entendo quando alguém faz também, quando a culpa de eu estar a ser humilhado é do jogo, ou por batota.  Mas quando o mérito está por parte de uma equipa bem organizada de oponentes, ou apenas um jogador muito talentoso, que remédio tenho eu do que lutar para tentar superar o meu adversário. Imaginem se pudesse fazer rage quit a meio de um teste para o qual não estudei, ou fazer rage quit do blog por, actualmente, ainda não termos muita aderência por parte do leitor? Imaginem que os meus pais tivessem feito rage quit quando eu os fazia estar acordados toda a noite quando era bebé? Ou imaginem que os ingleses tivessem feito rage quit durante a segunda guerra mundial?
Com isto em mente, a Capcom está a trabalhar num sistema (outrora) secreto para o Marvel vs Capcom 3, em que consiste numa espécie de ranking interno, em que a cada  desistência a meio da partida baixa o nosso status, e jogadores com status baixo jogaram com jogadores com status baixo. Isto leva a que jogadores que habitualmente fazem rage quit joguem com jogadores que habitualmente fazem rage quit. Isto tudo, sem conhecimento do jogador (isto é, não há tabelas online para saber quem é o melhor ou pior). Parece-me uma excelente ideia no papel, mas na prática, onde as coisas interessam, pode-se tornar algo que não funciona. Temos de nos lembrar que a a vida de quem joga não se resume ao acto de jogar. Muitos de nós temos família, filhos ou pais e afazeres mais importantes do que uma luta online entre super-heróis. Ou também podemos ter diarreia. Sim, é verdade, as necessidades fisiológicas existem.

Falando mais asério, digam-me quais são as vossas opiniões no assunto, e se acham que isto é exequível ou não. Fiquem atentos para mais novidades, teremos análises do FM (Rui) e COD: Black Ops (eu) assim como o primeiro podcast de 2011 (Xavier e eu) durante as próximas semanas.

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