Call of Duty 4: Modern Warfare – Análise

Call of Duty 4 Analise Pedro Lourenco

O quarto Call of Duty foi uma dos mais inovadores da série. Quando o amor por FPS’s da Segunda Guerra Mundial começava a esmorecer no coração dos gamers, a Infinity Ward saiu-se com uma guerra diferente, numa geração diferente. Quem jogou primeiro o Modern Warfare 2 não sentirá que está a jogar um jogo totalmente novo, especialmente no que toca o multi-player. Será que, três anos depois do seu lançamento, será Call of Duty 4: Modern Warfare, ainda cativante?

Comecemos pelo single-player. Tal como o de MW2, este é pequeno e muito excitante. Mas, ao contrário do COD6, a história é muito melhor e muito mais coesa. Claro que a tão conhecida maneira de contar uma história da série (em que encarnamos mais de uma personagem em situações diferentes) é igual, o que leva sempre a alguma confusão. Mas os acontecimentos estão melhor interligados e a história não parece apenas uma maneira de juntar momentos emblemáticos e espectaculares, o que não quer dizer que não os haja.

Os níveis estão também excelentes e imersivos, como muito bem nos têm habituado a série, e o “arcade mode”, desbloqueavel após completada a campanha é um excelente incentivo a passar-se o excelente single-player, pelo menos por duas vezes. Neste poderemos passar pela campanha ganhando pontos por cada inimigo morto, sendo que matar com um “headshot”, ou esfaquear dará mais pontos, e quanto menos tempo se passar em cada nível, mais pontos se ganha.

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A música é espectacular, assim como na maior parte dos outros Call of Duty’s. Sempre presente nos melhores momentos da campanha, ela é épica e dramática e leva o jogador a entrar ainda mais dentro do jogo. O som em geral é excelente. Imersivo e áudio-realista, é também um forte do jogo.

Apesar de por vezes parecer ligeiramente ultrapassado comparativamente aos novos FPS’s, os gráficos são bons. Pena também que num nível do jogo, nomeadamente em Chernobyl , a palete de cores é demasiado triste e tudo parece ter aquele tom cinzento esverdeado que torna o nível um bocado deprimente. Há também um ou dois mapas do multiplayer com este exacto contratempo. Graficamente, só me posso queixar destes dois minúsculos problemas, se é que se podem chamar problemas, uma vez que todo o jogo é um orgasmo visual. As explosões parecem explosões, as personagens parecem reais e as animações também.

A IA é perto de perfeita, quer a inimiga, quer a amiga. Passei o jogo em modo normal, o que não é nada complicado, nunca sendo preciso mais do que umas duas ou três tentativas para ultrapassar uma ou outra parte mais complicada, o que é aliás, uma característica da maioria dos Call of Duty’s. Fácil de pegar e jogar mas difícil de se mestrar, já que o modo veterano é bem complicado. O gameplay é espectacularmente bem feito e os controlos respondem a todo o movimento que se execute no comando.

Gameplay do MP

Finalmente, o multy-player! O que fez, e ainda faz, famoso o jogo! É equilibrado e mais difícil do que Modern Warfare 2. Quero dizer, no MW2 consigo ter uma steak (que é quando se matam x inimigos sem morrer) de 6 ou 7 mortes facilmente. Já neste, é bem mais complicado, e tenho mesmo de me esforçar para ter um bom score. As killstreak rewards (espécie de recompensa por ter uma killstreak de x, que pode ser um helicóptero de ataque ou um radar) são muito mais equilibrados que a imensidão de killstreak rewards de Modern Warfare 2.

A verdade é que o multiplayer também tem alguns pontos negativos. Os problemas de conexão são piores que MW2 e às vezes é um bocado frustrante. Os mapas são, maioritariamente, muito bons e equilibrados. Quanto ao único DLC disponível para o jogo, digamos que os mapas não são merecedores de se comprar uma versão GOTY como eu fiz, ou comprar na PSN ou XBL. Mais vale poupares o dinheiro para outros jogos. Nota também que a G3, arma utilizada pelas forças armadas portuguesas desde a guerra colonial, aparece no jogo e no multiplayer. Um bom extra, hum?

No overall, COD4 é exactamente o que eu estava à espera. Um bom jogo, com uma campanha excelente e um multiplayer viciante e mais equilibrado que o Modern Warfare 2. Tem os seus problemas, é claro, mas pelo preço actual do jogo, e pelo ainda grande suporte da comunidade no MP, vale mais do que a pena dares uma espreitadela ao jogo. Está nas três melhores plataformas (PC, PS3 e XBOX360) do mercado, agora é só escolher.

There are 2 Comments to "Call of Duty 4: Modern Warfare – Análise"

  • Cláudio says:

    Boa análise. Cada vez que leio uma opinião tua sobre as campanhas dos COD até me dá vontade de pegar num :)

    Já agora, eu ainda estou para entrar na série. O que recomendas jogar primeiro: este ou o MW2? Eu só me interesso pela campanha, e embora o MW1 tenha saído primeiro ouvi dizer que o Mw2 é “pior”, e gostaria de começar pelo que tem a “pior” campanha para não me sentir desiludido. Gostaria de saber a tua opinião caso seja possível.

    Cumps e continuem o bom trabalho :)

  • Pedro Lourenço says:

    No que toca a história e coerência o melhor é mesmo o COD4. O MW2 dá uma sensação de “porque raio estou a fazer isto”, e tem cenas completamente desligadas da história. Agora, qualquer um deles é um jogo de acção no seu melhor, que não te dá dois ou três minutos sem acontecer algo esplendoroso. Portanto basta escolheres. Se calhar ia primeiro pelo COD4 primeiro só porque deve estar um bocado mais barato que o MW2. A escolha é tua.

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