Patatas à Portuguesa: Gameinvest entra em cena
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gr9yfox | 28 de Março de 2009 às 17:58 | 20 Comentários
Por: gr9yfox | 28 de Março de 2009 às 17:58 | 20 Comentários
Depois de agitar as àguas com a promessa de uma Hollywood dos jogos em Portugal, Paulo Gomes e companhia criam a GAMEINVEST – Investimento e Gestão de Media Interactivos, S.A., associação encarregue de gerir os diversos investimentos e lucros de forma a equilibrar os gastos e os ganhos. A 23 de Junho de 2006 oficializaram a coisa e a 30 de Junho inauguram a sede oficial, nada mais nada menos que no edifício da antiga Câmara Municipal de Portalegre. Cá para mim é um bom primeiro passo no sentido do domínio mundial.
– slogan fantástico –
Já tinha deixado aqui a lista dos estúdios que marcaram presença ou iniciaram o seu percurso neste dia mas não custa repetir: Spellcaster Studios, Overseas Animation, Pixelbox Academy e Widecast. Estiveram também presentes vários investidores, repórteres e até membros da SEED Studios (vencedora do MIJA 2008) e Madpuppet Entertainment Studios (3D Realms portugueses, sem a parte dos jogos de sucesso).
No meio disto tudo onde estão os jogos? Com a mudança da Spellcaster para Portalegre veio a promessa de Blitz & Massive, uma aventura gráfica em 3D com humor. Ainda não percebi bem a tendência de equipas desconhecidas começarem por aventuras gráficas, mas como tenho óptimas recordações dos dois primeiros jogos da saga Monkey Island até fiquei curioso. No meio de conversas sobre os actores que fariam as vozes ouvi rumores da dupla José Pedro Gomes e António Feio, o que me trouxe de volta à realidade com um sabor amargo na boca. Daqueles que dão quando se acorda de um sonho bom mas quando o recordamos percebemos que não fez sentido nenhum.
– quando vi pela primeira vez esta imagem senti-me tal como ele –
Estes acabaram por desaparecer do mapa sem que o jogo fosse lançado, enquanto estavam de volta de pelo menos mais um jogo – mais pequeno – com o nome de Ant Swarm (primeiro diziam que era para PC, depois para DS). O site da equipa diz que agora estão em Setúbal, aparentemente afastados do desenvolvimento de videojogos. Quem conhece o Diogo Andrade sabe que qualquer dia está aí outra vez a tentar envergonhar o Kojima.
Não estou aqui só para falar mal de toda a gente envolvida no processo, conheço vários indivíduos com capacidade e boas intenções que infelizmente acabaram por ser abafados no meio desta grande novela e o seu desagrado é parte da razão que me leva a querer contar isto.
Neste momento a Gameinvest já sofreu várias alterações e já se associou a mais empresas. Mudou-se de Portalegre para Alfragide, já há aí alguns jogos lançados com o seu nome (a semana passada tive um na mão no El Corte Inglés, não me venham dizer que não é verdade!) e parece estar mais orientada no caminho certo. Vejamos o que o futuro promete…
– Ob jection! –
Deus nos ajude.
Por: gr9yfox


Cool Banner! X)
Quando li a lista de estúdios que puseste, algo soou estranho… depois é que reparei que metade tem “Studios” no nome (não vá a gente esquecer-se do que são).
É como os sites de jogos portugueses: tem que ter “PT”, “Luso” ou “Tuga” e “game(s)”, “gamer(s)”, “play” ou “jogos”. ;D
Começar na indústria com aventuras gráficas é memo fixe… Se eu tivesse um estúdio obviamente que começaria com jogos casuais… Mais um bom capítulo da saga dos jogos em Portugal. Keep it up! =)
Porque as aventuras gráficas não morreram no fim dos anos 90, claro que não.
http://cgfreelancer.googlepages.com/Untitled-2.png
Objectio-wait, what?
Estava à espera de conseguir uma cópia -exacta- da cara do gajo animu no FaceMaker. E a cópia acaba por ser superior.
WIN!
Olha aqui mais uma, olha olha: http://floatstudios.pt xP
Bom artigo. Lamento que estes devs todos tenham sido logo absorvidos por um publisher, haverá algum jogo “famoso” indie nacional em desenvolvimento?
Ugo Volt-a! ;_; [/piada velha]
Com tantos estúdios até me espanta que digam que portugal esteja em crise, não era melhor usarem T0s?
gr9yfox: confesso-me desiludido com o post. Em termos genéricos stiveste bem, mas havia muito para dizer sobre cada um dos projectos iniciais, das facilidades e dificuldades de Portalegre, dos aumentos de capital, dos novos projectos, das tentativas de vender os primeiros jogos internacionalmente, das razões da saída de Portalegre…. tanta coisa até chegar a Alfragide que aquela passagem de um parágrafo para outro foi um salto quantico imenso.
Vale pela intensão, mas o teu post anterior a este prometia mais do que fizeste neste.
Ainda retomas o assunto ou já escreveste a história toda da GI/Patatas à Portuguesa ?
Fico curioso
Acho que isto demonstra que de facto este tipo não faz a mínima ideia do que foi a GI ou de todas as coisas que se passaram, incluindo as dificuldades.
Mas enfim, é o que dá ter-se putos a quererem fazer o papel de “pseudo-jornalistas”.
E a frase “Não estou aqui só para falar mal de toda a gente envolvida no processo, conheço vários indivíduos com capacidade e boas intenções que infelizmente acabaram por ser abafados no meio desta grande novela e o seu desagrado é parte da razão que me leva a querer contar isto.” matou-me todo LOL LOL. Tenho tantaaa pena dos coitadinhos. Credo…
Volta para a escolinha gr9yfox…
@Nelson Patriarca: Ainda não acabei a história e a passagem para o último parágrafo não foi uma tentativa de criar uma conclusão na “narrativa”, apenas no próprio post. Tal como no primeiro.
Qualquer projecto deste género tem as suas (grandes) dificuldades, e ninguém duvida que tenha sido especial para as pessoas que participaram, como é normal acontecer nos projectos em que as pessoas participam.
@gr9yfox: Fico à espera de mais episódios. O “Patatas à Portuguesa” em termos de tamanho será tipo mini-série ou novela? =D
“Acho que isto demonstra que de facto este tipo não faz a mínima ideia do que foi a GI ou de todas as coisas que se passaram, incluindo as dificuldades.”
Fico à espera então de algo mais do que uma simples posta de pescada, e anseio por ver a verdade, fruto de tu sim teres toda a ideia.
As únicas pessoas que podem falar são aquelas que estiveram lá desde o primeiro dia. Qualquer outra versão será sempre duvidosa e sem crédito…
Sim, porque trabalho de investigação será sempre duvidoso e sem crédito, ao lado das experiências imparciais de quem participou no projecto.
E tu tiveste lá desde o primeiro dia?
O Sócrates esteve no caso Freeport desde o primeiro dia. Ele é que devia estar a ajudar a polícia, com a sua versão cheia de crédito e pouco duvidosa.
gr9yfox: Ok, fico à espera da continuação, não uma espera crítica, mas curiosa, de quem vivenciou uma das partes da novela
Ainda bem porque um ponto de vista é o máximo que posso dar.
A minha política é não escrever coisas sem fundamento por isso se houver partes que me escapam (e não nego que há) não as invento. Quem as vivenciou e as considera importantes é convidado a vir contar.
Pois bem senhores… eu estive lá, e posso garantir-vos que o problema destas coisas é mesmo falta de organização, escrúpulos e visão…
É tudo feito em cima do joelho, e não deixam trabalhar quem sabe. Algo tipicamente presente dentro da gestão portuga… Os que estão em cima sabem de tudo, mas curiosamente nunca conseguem fazer nada.
Aqui está a minha partilha de postas de pescada. Mas esta pesquei-a eu nas minhas colaborações com a GI.