Patatas à portuguesa: Onde está a Gamecity?
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gr9yfox | 1 de Março de 2009 às 23:20 | 12 Comentários
Por: gr9yfox | 1 de Março de 2009 às 23:20 | 12 Comentários
O que diriam se um tipo desconhecido aparecesse em todos os meios de comunicação e anunciasse que ele e a sua empresa iam construír uma Hollywood dos jogos em Portugal?

– Nem as lagostas podiam acreditar! –
Pois bem, isso foi o que aconteceu em Maio de 2006.

– Os cigarros da Gameinvest são mais caros. –
Se ideia de construír uma cidade dedicada ao desenvolvimento de jogos parece um pouco megalómana então o que me dizem dos dois campos de golfe e do parque temático dedicado a jogos jogos que também ia estar lá dentro? Bem, eu diria que é uma forma de tentar compensar o investimento trazendo algum turismo à nova cidade…certo?
Se calhar até passo por lá, onde é que vai ficar?

– Porta…quem? –
Quantos miúdos viciados nessas escolas de assassinos que são os jogos de vídeo vão conseguir convencer os pais a fazer uma viagem de duas horas e meia só para o puto ficar a jogar em arcades? Pelas minhas contas são cerca de cinco, se se portarem bem e arrumarem o quarto.
Assim que parte do país ficou com as orelhas viradas para os lados de Portalegre veio o anúncio das equipas que iam -já mas mesmo já- começar a trabalhar nas obras-primas do entertenimento digital. Widecast, Overseas Animation, Pixelbox e Spellcaster Studios.
Quantas destas empresas são empresas de jogos? Uma! Quantos jogos já editaram? Um!

– Mais vale um na mão que dois no Pirate Bay! –
Ena pá, pensava que tudo isto estava a ser feito por gente sem o minimo de experiência na industria excepto o Bruno Patatas, que se apresentou com um currículo invejável! O C.V. que foi apresentado era tão, mas tão bom que já desapareceu da internet. As versões recentes são bastante mais discretas, não vá o público desconfiar.
O passo a seguir foi fazer o aquecimento com um par de workshops simultâneas sobre programação e arte com o selo de qualidade Pixelbox. Pouco depois veio a Games 2006, que foi tão interessante que merece o seu próprio artigo!
Isto para vos dizer que esta história ainda tem alguns capítulos antes de acabar.
[SPOILER] Para os mais impacientes cá vai uma foto do ponto em que está a Gamecity:

– Aah, o doce aroma do progresso! –
Não conseguem ver? Mau, quase podia jurar que está mesmo lá ao fundo.
[/SPOILER]
Por: gr9yfox


Gamecity soa bem… Patatas nem por isso… ^^
A verdade é que a megalómana ideia (e não passou disso mesmo) levou ao Games 2006, de onde sairam inúmeros contactos do pessoal do meio e a verdade é que se criou ali o embrião dos grupos/empresas que desde 2006 para cá têm editado jogos em Portugal (Seed + Gameinvest).
Tive algumas responsabilidades no Games2006 e na Administração da gameinvest e sei bem do que falo.
Com tudo o que teve de complicado ainda assim ganhou-se muito.
Gamecity = ilusão do interior alentejano
Bruno Patatas = não comento a parte de negócios pois não tive nenhum, como pessoa não tenho nada a apontar
Portalegre = óptimo local, pessoas fantásticas e um belissimo local para voltar muitas vezes.
Parabéns ainda assim por levantares de novo este assunto gr9yfox, fico agora curioso sobre a impressão do Games2006, visto que o conheci de ponta a ponta (e foram muitas, as “soltas” e as “não soltas”).
Bruno Patatas = Best gaming troll ever?
@ Nelson Patriarca: É verdade que houve uma série de consequências positivas nesta história e vou falar nelas. A minha deia não é apenas gozar com a situação.
O post é mais para levantar o tema logo a começar pelo “epicentro” e apresentar algumas personagens-chave.
ok ok
no hard feelings, estive lá, envolvi-me, fiz parte da estrutura base do games e da administração da gameinvest durante um ano, mas consigo ter fair play para falar disso e ler sobre isso tudo
rir-me-ei do que houver para rir, “bater-te-ei” quando não tiveres razão, elogiarei quando concordar contigo.
fico a aguardar pelos escritos e pelas “personagens-chave”, espero que passes por todas e não sejas selectivo
Rumble it !
)))
Mas conheces pessoalmente o Bruno Patatas?
o_O
sim, conheço….
conheço muita gente
mas porque raio perguntas isso ?
O BigLord deve ter ficado surpreendido por essa lenda netal existir de facto X)
Quando o encontrares dá-lhe um grande aperto de mão seguido de um calduço da minha parte, fachavor.
Eu só não entendo como é que deram tanta atenção a esse senhor da gameinvest! Não há absolutamente nada desta industria no país, logo, cria-se o seu epicentro numa zona despovoada do mesmo.
Para não falar que me faz confusão como primeiro cria-se uma editora e depois os estúdios. Nada disto parece natural.
Percebo a ideia da descentralização. Além disso nenhuma das grandes cidades tinha espaço para a Gamecity enquanto Portalegre tem muito “vácuo” à volta.
“Absolutamente nada” parece-me demasiado exagerado, ó Cócó. Já havia alguma indústria antes desta história.
Descentralização é uma boa ideia se houver mão de obra qualificada na zona, não sei como é em Portalegre mas de certeza que há mais dessa mão de obra no litoral para criar um cluster de estúdios de dimensões épicas como era planeado.
“Absolutamente nada” realmente não é verdade, tínhamos a Ydreams antes de eles se virarem para os electrodomésticos interactivos.