Histórico

    Procura


ROBÔ FACCIOSO: Porque é que todos os MMORPGs suck ass
Por: | 21 de Fevereiro de 2009 às 13:00 | 17 Comentários

robot-faccioso-banner

A ferramenta principal dos criadores de MMORPGs

– A principal ferramenta dos criadores de MMORPGs –

Após jogar praticamente tudo o que foi aventuras role play em universos persistentes online (MMORPGs) dos últimos anos, cheguei a uma conclusão: …(wait for it) … não existe um único MMORPG de jeito. Estamos a ser enganados. E ainda pagamos para o fazer.

Senão vejamos:

Narrativa: O mundo como o conhecemos vai acabar se não fizermos alguma coisa quanto a isso. Este é o mote da maioria dos MMORPGs e uma das suas maiores ironias: como pode o destino de um mundo que nunca muda (porque é apenas um secante e imutável MMORPG) estar nas nossas mãos ou ir acabar?… A sério, que tipo de retardado se lembrou disto?

humor-penguin-logic

Começar: Nunca jogaram um MMORPG antes? Boa sorte…  um dia, aprender a lidar com um MMORPG será uma disciplina obrigatória no ensino público. Afinal, só através de exaustiva formação se consegue compreender a complexidade de um MMORPG.
Até agora, os tutoriais in game são um major FAIL: se não são os lençóis de texto à lá Star Wars Galaxies, são os popups intrusivos ou os temidos MANUAIS DE JOGO. É suficiente para fazer qualquer um desistir antes de começar.

1098

Jogabilidade: O destino do mundo está nas nossas mãos, somos os escolhidos! Por isso é imperativo e urgente ir… matar coelhinhos. Subir de nível leva uma eternidade e é, regra geral, tão divertido como procurar erros ortográficos na lista telefónica (não é por acaso que lhe chamam grinding…). Ao fim de um mês de dedicação e labuta, descobrimos que a única forma de continuar a subir de nível é juntarmos-nos a outros jogadores, o que leva ao ponto seguinte…. A ironia é que a maior parte dos MMORPGs perdem o interesse (qual interesse?) pouco tempo após se atingir o nível máximo, passando a solução por desistir do actual jogo e começar do zero noutro…

grind

A socialização: Quase ninguém grama noobs. É como se existisse um processo químico dentro da cabeça dos jogadores, que faz com que, a partir do nível 20, se esqueçam que um dia também foram nível 1. Sem a ajuda de tutorais realmente úteis e de jogadores experientes, o pobre noob acaba por chegar à conclusão que deu origem ao título deste artigo.

633575977525826437-jealousysometimesitsunderstandable

A Música: Ao início é sempre boa, majestosa, épica, inesquecível. Ao fim de algum tempo começamos a reparar que existe um tema para cada segmento de jogo. No final do primeiro mês surgem os primeiros indícios de tendências homicidas, despertadas pela constante repetição das mesmas melodias. Todos os dias acordamos com uma das músicas do jogo na cabeça. Por fim descobrimos as maravilhas de jogar sem som e de colocar o Media Player em aleatório a tocar os nossos mp3.

dirty_little_secrets

É claro que há excepções à regra, mas admitir desde logo isso estragava-me o título. Topem: PORQUE É QUE QUASE TODOS OS MMORPGs SUCK ASS, EMBORA ALGUNS ATÉ TENTEM SER DIFERENTES E RESULTEM PARCIALMENTE. Era impossível de arranjar espaço para isso tudo.

sm113please-go-suck-someplace-else-posters

[ Comic link ]

Por: GBrito


17 Comentários no “ROBÔ FACCIOSO: Porque é que todos os MMORPGs suck ass”

  1. Fontes diz:

    Resumindo: Um jogo deve ser divertido, e não frustrante. Infelizmente, é a segunda palavra que se aplica mais aos MMORPGs.

    Eis o porquê que jogar MMORPGs gratuitos, ou em server “privado”. Já tenho uma ideia da seca que vou apanhar, e ao menos não gasto dinheiro nela.

  2. BigLord diz:

    Man, odeio MMORPGs. Por causa deles fiquei sem conseguir jogar RPGs durante uns bons tempos. Se ao menos fizessem mais jogos estilo Diablo 2 na Battlenet, em que basicamente jogavas um mini-MMORPG…

  3. Fontes diz:

    Ou então como Phantasy Star Universe, onde tens um story-mode, tal como um RPG normal, e depois ias fazer umas missions com os teus colegas. E com um sistema de combate full-action, o aborrecimento não chega tão depressa. :P

  4. pataponi diz:

    Simplesmente fantástico o texto do Gonçalo, parabéns!

  5. gr9yfox diz:

    Depois de um tempo em que procurava sobretudo jogos online e cada vez menos IA cheguei a um ponto em que já nem consigo sequer pensar em começar a jogar a qualquer MMORPG ou jogo que só tenha modo offline.

    É mais ou menos como descobrir um botão “off” de todo o ruído feito pelos jogadores.

    Foi mais ou menos aí que descobri o Metroid Prime e o prazer de estar sózinho num planeta desconhecido.

  6. ptpsycho diz:

    Hehe! Só mesmo u fã de MMOs poderia escrever um texto destes. Escrever aquilo que não sente! :D

    Os meus 2 cents:

    As armas/armaduras
    1 – Não é enervante andar a grindar para subir de nível, só para conseguirmos utilizar aquela arma ou armadura XPTO e quando finalmente a conseguimos usar, já temos outra ainda melhor?

    2 – Para que raio servem os vendedores de armas/armaduras, porque: as melhores armas custam um balúrdio, ou simplesmente não têm qualidade suficiente para a nossa experiência. No fundo, acabamos por vender itens bem melhores (e por um preço simbólico) aos vendedores, esforço do nosso eterno grind.

    3 – Poucos são os jogos com a atitude do Star Wars Galaxies, onde os que grindavam arduamente, e conseguiam as matérias primas para os itens bons, podiam abrir lojas de vendas automáticas. Quem não se lembra de andar a pedir indicações sobre qual a melhor loja disto, ou daquilo.

  7. Terebi-kun diz:

    @Gonçalo: Tenho aqui o jogo que te vai fazer gostar outra vez dos MMORPGS =D E é free.

    http://www.progressquest.com/

  8. @Terebi-kun: hahaha, sim “jogavamos” imenso a isso nos tempos da Mega Score. Já nem me lembrava disso, ideia genial mesmo. :)

  9. BigLord diz:

    @progressquest:

    Wow, o jogo mais in-jogo de sempre, lol xD

  10. Alarka diz:

    “As armas/armaduras
    1 – Não é enervante andar a grindar para subir de nível, só para conseguirmos utilizar aquela arma ou armadura XPTO e quando finalmente a conseguimos usar, já temos outra ainda melhor?”

    Isso irritava-me tanto no Dungeon Siege…

    Muito bom primeiro post! :)

  11. Bom artigo, e mesmo suspeitando que gostas mais de MOGs do que dás a entender, há aí umas verdades. E quase todas responsáveis por me afastar do género. O único MOG que me fascina sem nunca o ter jogado é o EVE Online. Parece-me aquele tipo de universo que explora o meio e o género como poucos outros o fazem.

  12. Fixe, fixe. Gostei do texto, mas estou com o Diogo Ribeiro: acho que gostas mais de MMOs do que dás a entender com esse tom sarcástico. Mas o que interessa é o conteúdo do texto e não a veracidade de opiniões e estão aí uns aspectos bem verdadeiros.

    No entanto, apesar de quase todos os MMORPGs realmente suckarem, tens de admitir que o potencial está lá, no meio da neblina. O problema é que assim como está é muito mais rentável.

  13. Max Faraday diz:

    Tenho duas palavras para ti: Ultima Online
    :P

  14. @Max LOOOL Malandro!

  15. Daniel diz:

    Sei que é um post de Fevereiro mas já agora..

    Gostava de dizer que está muito fixe o artigo e que
    parece ter tudo o que sempre quis escrever sobre a tanga que são os MMORPG..

    A primeira vez que tentei jogar um, gratuito, naturalmente (e felizmente), fiquei desiludido logo nos primeiros dois dias. Tinha acabado a campanha do Diablo 2 online e pensava que os MMORPGs estavam concebidos, no geral, para decorrer da mesma forma (como todos os RPG “old school” em que existe uma sensação de progressão). Grande engano – a maioria envolve realmente andar a matar bichinhos pequeninos e colher plantinhas até à exaustão quando o mundo está perante uma situação de destruição iminente.. em termos de design português o nosso termo técnico para isto já existia muito antes do “grinding” – é “encher chouriços”.

    Só faltou falar da linguagem “R0fL u r n00B LolZzzZ” e da enorme variedade de personagens que povoam todos os MMORPG..

Deixa um comentário

Comenta