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Videojogos e Arte: Kokoromi Collective – The Art of Play – Parte 1
Por: | 21 de Dezembro de 2008 às 10:00 | 20 Comentários

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«Games are now generally acknowledged as culturally significant, comparable with film or television in their economic strength if not their public mindshare. But can they be art?»  — The Art of Play – Sinopsium and Arcade

Niiiiko says they can!

Parece claro, do meu ponto de vista, é claro, de que os videojogos podem ser consideradas manifestações de arte ao nível do cinema, da pintura ou da música — esquecemos os debates existencialistas nas áreas referidas sobre a definição de “arte” . Grandes obras em forma de videojogo como Okami, Ico, Shadow of The ColossusNo More Heroes, Metal Gear Solid, Katamari Damacy, ou até o mais simples Super Mario Bros., com todo o seu carisma, são o suporte desta minha convicção.

A juntar a isto, estão a surgir de forma consistente também grandes personalidades ligadas exclusivamente aos videojogos como o Suda51 (Killer 7), Peter Molyniex (Fable), Kojima (Metal Gear) entre outros, que transportam um pouco aquele carisma dos realizadores de cinema. O caso do Suda51 parece-me ainda mais curioso, assemelhando-se ao fenómeno de um qualquer escritor famoso, em que as pessoas compram determinado livro devido ao autor.

Mas… who cares?

O que quero dizer com isto é que nos videojogos há muito mais do que… os grandes jogos e os grandes nomes. Há também outros jogos, menos grandes na “aparência”, mas também grandes.

É esta pluralidade de oferta que se traduz numa também pluralidade de públicos a acederem ao meio de entretenimento videojogos que sustentam de forma inequivoca os videojogos como um movimento cultural com a mesma universalidade que o cinema, por exemplo. Assim, daqui em diante irei promover alguns dos jogos mais simples, cativantes e interessantes que já encontrei neste mundo das internetes.

E para começar nada melhor do que introduzir uma organização chamada Kokoromi Collective. A Kokoromi Collective procura promover os videojogos como arte, promovendo para tal vários eventos em que normalmente são apresentados diversos projectos de videojogos — com um imenso toque artístico quanto a mim. Estes variam desde uma simplicidade extrema, ou o estilo pixelizado 8-bits, até a uma confusão tal que, estranhamente, acabam por nos cativar. O traço comum é que são todos simples de se jogar e extremamente originais, seja a nível de jogo e/ou de design.

Entre as várias exposições que já organizaram, estão:


Posto isto, vamos a alguns jogos, que é o que a malta quer ;) .

Os dois jogos seguintes foram apresentados no evento The Art of Play – Sinopsium & Arcade (no site, em “Arcade” poderão ver muitos mais jogos).

Primeiro temos o And Yet It Moves (PC).

O protagonista é aquele boneco e é feito de uma folha de papel. O objectivo do jogo consiste em fazer o jovem passar o caminho dele sem colidir com as paredes. Para isso poderão não só controlar a personagem mas também rodar o cenário em voltas de 90 graus, um conceito que faz lembrar o jogo da Playstation Portátil, Loco Roco.

Como é apanágio do Rumble Pack, por aqui só se escreve reviews de ver. Nesse sentido: gráficão ultrapassado; na era do 3D apresentar um jogo 2D… muito triste; cadê o meu graficão?; fim da indústria próximo se estas budegas viram moda; levava um 2.0 na IGN, se tanto!

Mas como o Abul disse que eu podia escrever o que quisesse, acho que me fico por aqui nesta fudónica tarefa de fazer reviews de ver. Quem quiser experimentar este jogo, é só clicar com certo vigor aqui para fazerem download do mesmo.


O jogo seguinte tem o castiço nome de: Game, Game, Game and Again Game (PC).

Se estiverem a ver uma bola preta com um centro vermelho, então posso desde já avisar que essa é a “personagem” que vão controlar. Para passarem de nível, têm de chegar à porta, e não podem tocar nos rabiscos azuis… mas o interessante do jogo está no que se vai sucedendo enquanto lá tentam chegar.

É tão bizarro que acaba por ser deveras interessante! Visualmente é dos jogos mais originais que já vi, e também o que mais se assemelha a um quadro pintado ou porque não, meros rabiscos num caderno… mas não se deixem enganar pela aparência, nem por senhores analistas que dizem que aqui não há queixos quadrados!

Quem quiser jogar, é só clicar aqui.


E não me alongo mais neste primeiro post — já estou a dever 67 palavras ao abul :P .  Espero que tenham gostado e… até à próxima, já sem introduções e com muitos mais jogos e «análises profissionais de ver» ;) :

E aqui vai mais um extra …uma das cartas da nova edição do famoso jogo de cartas Magic The Gathering:

Rumble Pack!…

Ilustração por [ ~seventy2seconds ]
fonte [Link]

Por: Darth Messaiah


20 Comentários no “Videojogos e Arte: Kokoromi Collective – The Art of Play – Parte 1”

  1. yasako diz:

    Sabe bem ler aqui um post acessível aos “nâo eleitos”…muito bom primeiro post, parabéns!

  2. Fontes diz:

    Não nos esqueçamos do jogo mais artístico de todos!

    http://www.gravelstudios.com/articles/tengames/mariopaint1.jpg

    Hehehe… Ok, agora a sério… O cinema também não foi criado para entreter?! E mais tarde veio a ser considerado arte! Já com a fotografia foi a mema merda, achavam que era um dispositivo “dos demónhos” que prendia almas…

    Pá, deixem-se de merdas, e metam um rótulo na industria dos videojogos a dizer “arte”, ok?!

  3. Alarka diz:

    Não é com rótulos que algo começa a ser considerado arte… É com o reconhecimento das pessoas. Simples as that.

    Também tenho nos favoritos alguns jogos indie bastante interessantes. Um dia desdes partilho. ;D Parabéns pelo artigo. :)

  4. Terebi-kun diz:

    Gostei de ler X)

    Sobre a discussão da arte, é como o Alarka diz, tem tudo a ver com o reconhecimento das outras pessoas.

    Mas se começamos a pensar um bocado nisto, vamos a ver e no fundo esta história do ser arte ou não (em qualquer meio) não é mais que pessoas à procura do reconhecimento das outras pessoas acerca de coisas que nos tocam, que nos marcam e que são importantes para nós.

    Parece que não é nada mais que isto, e é mesmo um bocado “pointless”. Só damos a atenção que damos porque, quer seja da maneira como estamos feitos, quer seja da educação, sentimos falta deste tipo de reconhecimento =)

  5. Alarka diz:

    E antes de discutirmos se jogos são arte, tínhamos que discutir o que é arte. Com tanta definição de arte hoje em dia…

    E porque recordar é viver:
    “…o conceito de arte vai variando muito ao longo dos tempos, mas actualmente está bem definido.” -tL0z

    LMAO. Está muito bem definido, mas eu nunca cheguei a saber a verdadeira definição. Tendo cadeiras na faculdade dando várias teorias sobre arte não sei praquê, afinal só há uma e tá tão bem definida. Pela Wikipedia e tudo, só pode… Pff. Cepismo netal abundante, lol

  6. Fontes diz:

    hey… tloz é o MESSIAS, é normal que ele saiba tudo, né? XD

  7. BigLord diz:

    Pincel Celestial FTW!!!

    E não chames messias ao tl0z que o Darth pode ficar ofendido, porque messias só há um!

  8. Fontes diz:

    Aí é que tá… ele é “Messaiah”, tendo em conta que Messias em inglês é “Messiah”… XD

  9. BigLord diz:

    -_-’

    Good job captain obvious.

  10. Games as art. Haverá tema mais discutido por esses forums de gaming fora? Sejamos originais.

    Boa continuação, Darth.

  11. Terebi-kun diz:

    @Tony: Sim, e muitas dessas discussões são mais acerca do quanto nós gostamos de determinada coisa, do que propriamente sobre “arte” em si =|

    Anyway, fiquei com ideia que o artigo era mais sobre jogos “diferentes” que sobre essa discussão =D

  12. infinityredux diz:

    http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2008/12/07/article-1092617-02B8C21A000005DC-82_468x798.jpg

    Art is about expressing oneself. As an artist, I am constantly struggling to find ways to challenge the limits of my chosen medium, which is sperm, and push my audience toward a higher level of both cognition and meta cognition–to see, in other words, the art beyond the art, the way the art steps beyond being an object of “art,” so to speak, and invokes a definition that calls into question the very fabric of life and existence and our species’ interaction with the physical and emotional world. For example, my last piece, “Jerking Off On The Orange Line,” was intended to push the boundaries of physical expression and inspire self-reflection among the three Catholic high school girls at the end of the car, whose expectation of a Metro ride without the opportunity to witness another human masturbating was challenged–I think, for the better. Its follow-up piece, “Running Pantless Through the Station,” was a breathless exploration of the nexus where the tyranny of law enforcement intersects with the vibrant pulse of individuality and liberal expression. “My Cock In Her Sleeping Mouth,” perhaps one of my most controversial pieces, explored the biological, social, physical, and emotional consequences of one-sided fellatio, and often misunderstood expression of deep, abiding affection. Its follow-up, “Ejaculate on Her Forehead,” takes this a step further, calling into question the ideas of what it means to “own” ones own skin. Symbolically, in turning her white with my love, I am exploring complex issues of race and challenging my audience to question their own biases, prejudgments, and narrow world views.

    http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1092617/Pamela-Anderson-arrives-prestigious-art-wearing-just-underwear.html

  13. Terebi-kun diz:

    I lol’ed XD

    Very nice comment indeed.

  14. BigLord diz:

    wtf? Lol que é que tem isso a ver com o artigo?

    … e eu ia lá, artisticamente falando claro.

  15. 90s diz:

    soupy sales ! comédia de ouro.

  16. [...] os debates existencialistas nas áreas referidas sobre a definição Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  17. [...] a definição Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...] Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  18. [...] Kokoromi Collective: Arte e os Videojogos – Parte 1; [...]

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