Eu poderia hoje falar de Cut The Rope, sucesso da App Store agora disponíBel para ser jogado através de um browser web… mas as atenções foram para Abobo’s Big Adventure, um pontapé nos “nadegueiros” das licenças de Bideojogos, e referencia de forma descarada inúmeros jogos característicos da primeira consola Nintendo.

Aproveito para aBisar, contudo: esta obra não é mais do que uma… “homenagem” a determinados clássicos, representando uma utopia Nintendista dos anos 80/90, agrupando personagens de diversos franchises naquilo que poderia ser definido como um “sonho geek“, à semelhança do que se sucedeu com Super Smash Bros.

Por outro lado, se não sabem sequer o que é Super Smash Bros., façam favor de clicar aqui. Caso contrário, há mais detalhes depois do clique.


Quem era Abobo?

ESTE GAJO

O jogo é extremamente bem sucedido em não criar praticamente nenhum dos visuais e objectos do jogo de origem: são praticamente todos retirados directamente de outros jogos, sem qualquer medo de processos jurídicos ou de infringir direitos de autor. A personagem principal, Abobo, não é excepção alguma: era um vilão corpulento do jogo Double Dragon, extremamente popular nas máquinas de arcada e na NES… e basicamente é tudo o que há a dizer.

Dito isto, o jogo justifica a fusão de elementos de diferentes séries de Bideojogos (como Super Mario/Donkey Kong, Mega Man, Balloon Fight, River City Ransom, Kung-Fu, etc.) por intermédio de uma história que se resume ao seguinte:

ALGUÉM F***U ESTA ME**A, OS UNIBERSOS PARALELOS JUNTARAM-SE E… ANDOU TUDO À PORRADA POR CAUSA DAS HORMONAS DIGITAIS (?) E… ENFIM, QUE IMPORTA? HÁ PORRADA, SANGUE E BONECOS FAMOSOS, É FIXE!

Resumidor de histórias profissional


E como se joga?

Cada níBel que compõe o jogo é simples e linear, à semelhança do que era costume na altura que procura retratar – a geração NES, para os mais distraídos -. Portanto os comandos são simples e sempre à base de dois botões e quatro setas, e há um motivo para isso. Contudo, cada nível é inspirado em diferentes jogos e, consequentemente, diferentes regras sobre como deve ser jogado, o que faz cada botão ou como derrotar os inimigos que o habitam.

Comandos (teclado)

  • A – fazer uma coisa (geralmente bater)
  • B – fazer outra coisa (geralmente bater mais)
  • setas esquerda/direita – andar (pressionar duas vezes seguidas para correr)
  • seta para baixo/cima – … andar?

NOTA: até a função das setas vai variando

Apesar do jogo se centrar na acção, este é complementado com uma história repleta de diálogos, mas que nunca interrompem a acção, dado estes serem apresentados numa janela do canto inferior esquerdo.

Acima de tudo, é um jogo com um humor muito específico, mas que irá agradar àqueles a que se destina, sem dúBidas.


Um Beredicto, sr. Ministro?

  • Uma utopia digital que reúne personagens de jogos clássicos e não descura naquilo que os caracterizou;
  • Cada nível tem as suas próprias regras e controlos, pelo que cada um é uma experiência algo distinta;
  • Simples de se jogar;
  • Dá para passar a história à frente;
  • Tem sangue;
  • É grátis.

  • Pausa? Quem ser pausa? – bolas pá, afinal há botão de Pausa e nem sabia, pura e simplesmente não aparecia no início do jogo nos controlos. Obrigado, Bernardo!
  • Apenas fará sentido a veteranos/potenciais “nerdos”, interessados numa cultura da era dos dinossauros.

Não faria sentido prolongar-me muito descrevendo Abobo’s Big Adventure: é uma homenagem a tempos já passados, mas com algumas adições subtis para promover o coleccionismo (Achievements, para os mais dedicados) e usabilidade.

De qualquer modo, o “público-alvo” do jogo desde a primeira imagem que está interessado. Se, por outro lado, nem o trailer Bos disse nada de especial ou nostálgico, será possiBelmente para esquecer!

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