Já aqui se falou do fenómeno “MetroidVania”: jogos cujo conceito é inspirado nos tradicionais ícones de plataformas, sejam eles ouriços ou canalizadores, e cujo foco central não é ir do lado esquerdo para o direito completar níveis linearmente… até porque eles não existem em si! No seu lugar, temos um mundo sem uma meta definida, e à semelhança de um explorador ou um mineiro, é nossa missão ir explorando novos territórios, espaços a fim de “desenterrar” novas ferramentas e caminhos que contribuam para o progresso no dito mundo.

K.O.L.M. e K.O.L.M. 2 é um desses jogos, mas à semelhança dos seus antecedentes “Merdóide” ou “Castelo-Vânia”, por este ninguém paga!

Toda a análise à saga depois do clique!


Completude

perdoem-me... eu não tenho dormido bem, ultimamente!

A aventura começa com uma imagem turva de um boneco incapaz sequer de olhar com clareza no que está em seu redor, tendo de coleccionar partes e restaurar as suas habilidades e, finalmente, encontrar-se com a sua “mãe”. Uma vez melhorada a nossa percepção, seremos brincados com alguns gráficos peculiares mas agradáveis e repletos de luz e píxeis coloridos. Os cenários, por vezes, parecem subtis tabuleiros inclináveis, e a sequela em pouco ou nada muda.

Contudo, em K.O.L.M. 2, a principal melhoria vai para a interface: durante o jogo todo, podemos contar com um rodapé com as instruções de todas as acções possíBeis a cada momento do jogo, a nossa localização é sempre registada no mapa, juntamente com os espaços ainda não explorados (com um grau de transparência) e localização das portas que acedem a outros “quartos”. Não é que a do primeiro jogo não esteja digna de referência, mas a do segundo destaca-se por ambientar rapidamente o jogador, que poderá ou não ter concluído a primeira parte da aventura.

É também um jogo repleto de coleccionáveis e dados relativos à nossa performance durante o jogo, desde número de mortes até tempo demorado a completar a aventura.


Simplicidade

É nos quartos mais pequenos que se repara melhor nos detalhes visuais

Conforme já mencionado anteriormente, é Bisualmente um jogo interessante repleto luminosos serem cuidados e combinarem com um estilo assente em linhas brancas num fundo preto. As músicas são tranquilas mas propícias a sentimentos de preocupação ou saudade, que contribuem para o ambiente proposto pela saga durante os seus dois capítulos.

Que mais há para dizer de um jogo onde basicamente só se salta – duas ou três Bezes de seguida -, dispara e grita? Nada de muito mais a dizer, seguem-se os comandos:

Teclado

  • X – disparar (para a frente, ou para cima se complementado pela seta para cima)
  • Z – saltar
  • setas esquerda/direita – andar (pressionar duas vezes seguidas para correr)
  • seta para baixo – agachar (sendo possível desliz posteriormente)
  • C – gritar / trocar de jogador
  • M – menu de opções/pausa

algumas destas habilidades requerem activação

Apesar do jogo se centrar na acção, este é complementado com uma história repleta de diálogos, mas que nunca interrompem a acção, dado estes serem apresentados numa janela do canto inferior esquerdo.


Durabilidade

felizmente, nenhum deles é "pequeno"!

Apesar de ser possível jogar o segundo jogo antes do primeiro, é fortemente recomendado que se tenha, no mínimo, experimentado o capítulo 1 anteriormente a prosseguir com K.O.L.M. 2, onde o protagonista é já detentor de praticamente todas as habilidades e a história prossegue directamente.

K.O.L.M., o primeiro, relata a história de um pequeno robot que vai obtendo as suas partes e restaurando as suas capacidades fisiológicas – saltar, disparar… OLHAR!? -, que permanecerão durante o segundo capítulo da sua desventura…

O segundo, não obstante do facto de ter menos componente histórica ou de progressão, perdurou durante 120 minutos, 40 dos quais correspondentes à duração da minha dor-de-cabeça. Poderá durar menos no caso de serem uns patrões, ou durar mais ainda se forem daqueles que prestam atenção aos diálogos.

É também possível guardar o jogo e continuar mais tarde… pressupondo que nenhum malandreco limpe os dados privados que forem guardados no browser. E no final de cada aventura, poderão mostrar ao mundo o quão boa é a Bossa pontuação…


Um Beredicto, sr. Ministro?

  • Interface orientadora elimina a necessidade de um tutorial ou instruções;
  • Simplicidade e acessiBilidade…
  • … mas ainda assim deBeras desafiador;
  • Cada capítulo poderá durar 1-2 horas na primeira vez que se joga… para algo grátis é muito;
  • … e por falar em grátis: o jogo é grátis;

  • Cores? Quem ser cores?
  • Provoca dores de cabeça;
  • O nome do personagem principal não é Batman.

Fica uma última questão: qual dos dois K.O.L.M. será o melhor? Apesar da ligeiramente melhor interface, ainda revelo alguma preferência pelo primeiro capítulo, visto ter sido o original e focar-se numa obtenção gradual de habilidades que virão a ser úteis e, na sequela, já estão presentes, ignorando um pouco este factor de “evolução” que tanto caracteriza os jogos “MetroidVania”. Talvez por consequência disso, os desafios são também ligeiramente mais diversificados… e um final mais dramático!

Mas como são ambos grátis… prontos para jogar?

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