
“When are videogames gonna learn? You can’t learn from videogames!” –
Tenho dó dos analfabetos idealistas que defendem a possibilidade de, um dia, se conseguir fundir o lúdico ao didático num único produto. Isto porque, se um jogo não for apreciado por ser divertido mas pela sua componente cientifico-cultural, o jogo deixa de cumprir o seu maior objectivo: dar-nos algo em que nos concentremos sem as amarguras consequentes da obrigatoriedade laboral.
Com isto em mente, procurei pelas Internétes por obras independentes e aptas a tesos, capazes de, em parte, contradizer aquilo que citara ainda há pouco! Findada a busca, retornei com 3 i-zemplos potenciais de material “escolar”. Resta agora saber se me consegui derrotar a mim próprio, ou se se confirma que ensinar com Bideojogos seja, de facto, tão produtivo quanto colocar uma “gaija boua” a pregar práticas ambientalistas!
– então diga-me lá: quantos oceanos existem? – Duhhh… loiraaaaaaaaçaaaaaa! –
Façai então faBor de testemunhar os resultados das minhas pesquisas e avaliá-las (depois do clique), enquanto eu tento perceber como raio saber os nomes dos oceanos me poderá ajudar a salvar o planeta!
Aula 1 — Ler e escreBer
House of the Dead consiste num clássico da SEGA sobre caça aos zombies, com uma perspectiva na primeira pessoa e, regra geral, com uma pistola de plástico. Poucos acreditaram, que desta imundice porca, desabrocharia The Typing of The Dead: uma obra idêntica, com diferenças simplesmente no modo como as criaturas são destruídas: escrevendo nomes no teclado.
Ironicamente, é bem mais divertido do que parece, e até contribui (mesmo que pouco) para um maior “à-vontade” com o teclado de computador, utensílio deBeras crucial em qualquer ambiente laboral moderno.
Algumas iniciativas independentes estão disponíveis para qualquer um experimentar (basta clicar nos nomes):
- Typing Defender — a salBação da Humanidade;
- Typeracer — .a experiência multijogador
Aula 2 — EscreBer com Estilo!
Eu gosto de jogar a (quase) qualquer Super Manel.
Eu não gosto de jogar ao enforcado.
Segundo as Leis de Moore, eu não deveria consequentamente apreciar jogar ao Super Mario E ao Enforcado. Langman, contudo, é um jogo que manda o senhor do pensamento logístico dar um passeio na piscina!

– Logic: this has none! –
Controlando um bonequito Berde incapaz de sair da Matrix, o jogador é desafiado a, tal como no Enforcado tradicional, ir seleccionando letras até conseguir completar uma palaBra. E tudo isto sem esgotar o seu número limite de tentativas falhadas toleráveis (basicamente é o nosso número de vidas, que são perdidas por cada letra errada OU queda no abismo). A questão é que, por estas bandas, todas as letras são plataformas espalhadas por níveis recheados de blocos interactivos. Em determinados níveis, há mesmo que interagir com blocos sem letras, a fim de os deslocar e abrir caminhos essenciais a atingir certos espaços.
- Clicai aqui para jogar (utiliza Unity);
Controlos (teclado):
- Setas (esquerda e direita) : locomoção;
- Seta cima: salto;
- Espaço: interagir com o bloco sobre o qual o jogador se situa (caso não seja um bloco de letra correcta, este cai e ainda, no caso de ser uma letra errada, o jogador perde uma tentativa);
- R: reiniciar nível (não se perde tentativas, mas o jogador será abordado com uma palavra nova).
Aula 3 — Matemática: O Zero também é número
Admitam: todos sabíamos que isto passaria por aqui!
PossiBelmente, as capacidades mais facilmente desenvolvidas pela prática de experiências Birtuais são aquelas ligadas ao raciocínio; menores tempos de reacção, mecanização de regras estipuladas e suas limitações estão entre os mais populares, destacando-se jogos de puzzle, como Tetris, ou os de tiro, ao bom estilo de Unreal Tournament, uma boa ferramenta para obter reflexos de ninja! Mas será que ajudam com… aquilo?
É o demónio dos demónios, a encarnação do sofrimento, a principal causa de demência em adolescentes, e ainda o Senhor do Senhor da Guerra…
… que fique bem claro: Bamos falar de Matemática!
– O Zero é demasiado fixe para ser dado nas aulas! –
O conceito de Zero Sum (ou Jirosum, como diria um Japa) é um pouco complicado de explicar, mas é uma forma divertida de brincar com operações básicas de matemática:
- Objectivo: sobreviver a uma invasão de peixes, cada um com um valor associado;
- Raposa tem 2 valores: o de cima nunca pode ser superior ao de baixo (o valor_max) e aumenta com os peixes apanhados;
- Um peixe só pode ser apanhado desde que “valor_max – valor >= valor_do_peixe”;
- o valor pode ser reiniciado ao se expelir uma bola com do valor acumulado. Esta bola, de valor negativo, atinge os peixes que atravessa até desaparecer ou ultrapassar a margem da tela, transformando-se num fantasma que causa dano, como os peixes.
- Sum Zero é a condição verificada quando a bola expelida tem “valor = soma_de_valores_de_todos_os_peixes_atingidos” — nem mais, nem menos.
Felizmente, o jogo é bem mais diBertido que as equações de cima: download aqui.
Classificação — O que aprendi hoje?
AVISO: Segue-se conversa da chacha que não interessa ao menino Jasus!

Devido à contextualização do ser Humano, como entidade individualizada, a uma sociedade estruturada e assente num ciclo trabalho-recursos, é deBeras frequente conotar estudos e obrigações laborais como sendo negativas, por sermos forçados a efectuá-las para sobreviver; até a mais radiante irá desejar, eventualmente, algo diferente. E é aqui que os meios de entretenimento, como forma de constatar que a vida não é apenas feita de deveres. Dentro destes, os videojogos são hoje dos mais populares e bem sucedidos, pelo que deverá ficar bem claro que qualquer jogo didático precisa, acima de tudo, de ser um jogo.
Será possível elaborar um jogo somente com fins didáticos? O meu argumento, neste sector, mantém-se porque, se fosse possível, deixaria de ser um jogo – e acabei de me contradizer… a Lógica é um mundo incrível –. É possível, contudo, elaborar uma experiência simultaneamente diBertida ou lúdica (e isenta de stress academico-laboral) capaz de, discretamente, estimular as nossas capacidades cerebrais e cultura.



