Metroid adoptou uma perspectiva não linear e evolutiva nos jogos de plataformas, e Castlevania confirmou a sua aprovação: um mapa vasto no lugar de diferentes níveis sequenciais, armas para obtenção de novas capacidades físicas e adaptativas e passagens secretas… “Metroidvania” definiu-se como um género digno de poucos jogos, os quais seguem todos estes mesmos princípios e manter o seu grau de entretenimento.
E são melhores ainda quando gratuitos: hoje apresento-Bos Cave Story, a.k.a. Doukutsu Monogatari.

– quem ser este aglomerado de píxeis? –
Download aqui. Análise depois do clique!
1 — Não julgar por aquilo que se Bê… tamanha mentira, é claro que julgo!
Da autoria de Daisuke “Pixel” AMAYA, esta obra adopta gráficos “retardados”, os populares “Retro” dos tempos das consolas Belhinhas, cujos jogos só funcionam uma vez soprados seus cartuchos — discos? Quem ser discos?
Como seria de esperar, o som adopta a mesma filosofia, e felizmente ambos assentam bem num estilo de jogo clássico, onde as plataformas e abismos ainda são encaradas com medo e os saltos devidamente calculados. Só falta mesmo o HadáDê…

– not! –
2 — Este monte de charme… joga-se?
Relatando a história de um robot perdido num planeta em conflito, teremos de compreender a nossa situação e dos demais, sendo para tal obrigatório explorar o local, obter armas gradualmente mais poderosas e estar alerta para os perigos que nos esperam.

Os mundos em duas dimensões são coloridos e, qual bom Metroidvania, construídos de modo a não se limitarem a percursos lineares da esquerda para a direita. O modelo de evolução do armamento está interessante: pode ficar mais ou menos poderosa, em função da obtenção ou perda de cristais amarelos.
Apesar do seu estilo, Cave Story não é um jogo preso no passado: inclui estados de gravação de progresso, para que não tenham de começar de novo sempre que o protagonista morre ou o jogo é reiniciado, a presença de mais que um final possível para o jogo torna a experiência, que dificilmente perdurará por menos de 7 horas, ainda mais peculiar — já constataram como há software pago incapaz de nos entreter por tanto tempo?
Devo aBisar, porém: se não forem experientes em outros jogos do género, poderão considerar a sua dificuldade excessiva, destacando-se passagens secretas/puzzles pouco ortodoxos e chefes/bosses complicados; Preparem-se para combater uns 4 chefões de seguida sem intervalo, pois foi nesta parte que encarei a realidade e constatei que não valia a pena… eram “badassos” demais!

Considero uma pena o facto de não ser mais acessível, mas não deixa de ser diBertido!
3 — Beredicto

- Gráficos/sons de estilo Retro irão agradar aos adeptos do estilo;
- Jogabilidade acessível, mesmo para um jogo de plataformas jogado em teclado, e tem suporte para comando;
- História interessante que, apesar de não ser a mais profunda de sempre, inclui diferentes finais possíBeis;
- Longevidade maior que a de muito jogo pago;
- É grátis, e é magnífico!

- Dificuldade torna o jogo difícil de concluir;
- Não foi feito para a PlayStation3;
- É grátis, e todos sabemos que o gratuito não presta!
Se fosse atribuir uma nota de 0 a 5, a nota final seria…

– uh, you get the idea… –
Downloads:
- Jogo original — Windows;
- Patch Tradução Inglês — necessário instalar, a menos que compreendam Japonês!
- Banda Sonora;
- Mais conteúdos, como versão para “MAC“, estados de gravação e instruções em Pré-tuguês.


