– Cultura Retro e Porrada num só artigo! –

O jovem Carlinhos tinha vários brinquedos, produzidos por diferentes equipas e baseados em várias séries. Num dia, ele brincava aos carrinhos; noutro, aos soldadinhos de chumbo; aos fins-de-semana, às Tartarugas Ninja. Mas uma vez, o Carlinhos decidiu quebrar as regras sob as quais estava subjugado o seu tempo livre, optando por reunir todos os seus brinquedos num vasto mundo. O resultado não foi apenas um mero Toy Story, mas sim uma competição sobre qual dos brinquedos seria condecorado com o título de melhor brinquedo. E os restantes sofreram uma projecção… para fora do cenário.

A história de como executiBos da Main-tendo vieram com o projecto Super Smash Bros., um “Battle Royale” de figuras populares no mundo dos Bideojogos, pode não diferir muito desta. Esta saga conta já com 3 capítulos, lançados para a Nintendo 64, Game Cube e Wii; mas já imaginaram como teria sido numa consola bem mais Belhinha? Eis Super Smash Bros. NES, um projecto independente que procura testar a viabilidade de tal hipótese, baseando-se em standards dos tempos 8-Bit.

 

– sim, basicamente isso! –

O download pode ser efectuado aqui. Já o “nosso” Beredicto, este encontra-se depois do clique!

0 — Contextualização: Smash Bros não é apenas um jogo de luta

Este é, para os jogos de luta, aquilo que Mario Kart foi para os jogos de corrida: uma alternativa mais acessíBel e focada na componente multijogador, com suporte para mais de 2 pessoas em simultâneo, ao contrário dos beat’em up tradicionais como…

– Po-po-po-po-po-po-poker FIGHT! –

Esta série não assenta portanto numa interface/conjunto de regras para determinar qual o melhor jogador, artista marcial ou corredor, mas sim proporcionar uma experiência apropriada a um maior leque de indivíduos. Com esse fim em vista, Smash Bros apresenta como características constantes cenários mutáveis e armas aleatórias, pontos cruciais de uma obra cujo objectivo  é expulsar o oponente do cenário.

1 — Plantel, Bisuais e som — apropriados?

Esta saga sempre se distinguiu pelo seu vasto plantel de ícones Nintendistas — e algumas excepções, mas nunca fora de contexto.

Super Smash Bros NES inclui apenas 5 personagens base, mas o ditado “poucos mas bons” aplica-se  nesta ocasião, porque todas as personagens — assim como os cenários e efeitos sonoros — estão devidamente reproduzidas e apropriadas à geração que procuram simular: desde Mega Man, símbolo da Capcom e da própria consola NES (apesar do personagem não pertencer à Nintendo), aos clássicos Link, Samus Aran, Kirby e Mario — cada um protagonista de pelo menos um sucesso da época.

2 — Jogabilidade 8-Bit — limitação?

Cada personagem tem um espectro limitado de golpes, mapeados em Z, andar+Z e X. Sincronizar os dois primeiros é complicado, isto porque é essencial ficar praticamente parado para executar um deles para não executar o segundo golpe, acidentalmente. Apesar deste pequeno pormenor, os golpes estão, regra geral, deBeras apropriados e dão a entender que, de facto, seria possível recriar um Smash Bros na NES. Em termos de plantel de golpes individuais, destacaram-se alguns pormenores questionáveis — Kirby não pode engolir? –, mas regra geral estão apropriados e devidamente reproduzidos.

– e as armas também estão muito Retro

3 — Modos de jogo — palaBra?

Em termos de modos, o jogo inclui os esperados “Arcade” e “Versus”. Existem porém uma opção mais interessante: o Modo de Aventura, inspirado na opção homónima presente em Super Smash Bros. Melee. E uma Bez mais, o ponto chave do sucesso foi o mesmo, que foi a fiel reprodução das funcionalidades e regras desenvolvidas para diferentes jogos NES. Como exemplo deste cuidado no design de cada nível presente, analisemos as diferenças entre os inimigos presente no cenário do Super Mario e no de Legend of Zelda: no primeiro caso, é possível saltar sobre inimigos, mas no segundo não — em concordância com as “regras” de cada jogo.

– “Como ia adiBinhar que saltar por cima deles funcionava? Eu já não sou desta geração…” –

4 — Em que Ficamos, pá?

De entre várias Bersões de Smash Bros independentes, esta é de longa aquele que tem mais consideração pela tecnologia e qualidade gráfica, musical e de jogabilidade predominantes da geração que procura representar: a tal 8-bit, dos anos 80/90. Com isto, o jogo consegue comprovar as possibilidades de recriar um Smash Bros, nesta mesma época. E isso é de Balor!

Beredicto:

  • Representação credível da geração da NES, a níBel musical, gráfico e de jogabilidade;
  • Personagens, habilidades, cenários e armas também se inserem no espírito Retro;
  • Funciona ao ponto de demonstrar que o desenvolvimento de um Smash Bros não era impossíBel nos anos 80/90;
  • Here we go, again: é grátis!

 

  • Apenas 5 personagens;
  • Os limites dos cenários estão, por vezes, mal definidos;
  • Algumas armas estão estranhamente implementadas — a estrela, por exemplo, não garante invencibilidade; apenas que a percentagem (que influencia o impacto de um golpe sofrido) fica igual.