Este artigo vem na sequência do último artigo publicado n’ O Lado B dos Videojogos, disponível aqui.
Esta semana foi repleta de “nu-vidades” e momentos “emo-cionantes”, provenientes da maior exposição de sempre ligada à área de videojogos, a E3.
Todos os anos, os três grandes reúnem-se para relaCtar como irão encarar a Guerra Fria durante o ano que se segue, libertando provocações e dados sobre os novos arsenais responsáveis por tornar cada um dos mesmos uma ameaça única e autêntica…

– autêntica no sentido lato da palaBra, definitiBamente! –
Mas a E3 será analisada noutra altura… de “bolta” ao tema da música!
A importância da música ultrapassa o simples conceito de entretenimento: consiste num meio de proporcionar um ambiente específico, integrando-se perfeitamente num determinado evento. Acabamos não apenas por nunca conseguir imaginar um momento destes sem música, mas por nunca conseguir imaginar esse mesmo momento sem aquela música específica!
A música dos “bideojogos” pode ser organizada de várias formas, mas esta merece particular atenção:
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- Músicas licenciadas: independentemente do seu impacto, raramente serão relembradas como “as músicas daquele jogo”, mas sim como “a música da banda (ou filme) x ou y…”. Need for Speed e Grand Theft Auto são exemplos de licenças com este método. Estas estão também evidentemente presentes em jogos de ritmo, tais como Singstar, Guitar Hero, etc.;
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- Músicas originais: em gerações passadas, onde a tecnologia delimitava o espaço e qualidade dedicada ao som, tornava-se necessário recorrer a uma peculiar criatividade, a fim de conseguir melodias agradáveis com menos recursos (originando posteriormente o movimento Chiptune). O tema principal do Super Mario Bros foi apenas um dos exemplos mais bem sucedidos da história, mais memorável que músicas provenientes de grandes compositores, como Hans Zimmer (Modern Warfare 2);
Hey y’all, this is fo ma’ SEGA brothas out thea… yeah!
Loser é como uma marcha funerária dedicada à SEGA, a qual, mesmo nos seus tempos áureos repleta de simbólicos exclusivos, acabou por ser ultrapassada pela rival Nintendo.

Consiste portanto numa coleCtânea recheada de “bersões”, modificadas por adeptos, das obras mais memoráveis do tempo da Mega Drive: autênticos hinos contra a marcha da Super Nintendo. Podem visitar o site aqui, donde podem fazer download de várias músicas.
Sabem o que penso? Que a SEGA devia-se ter convertido num estúdio musical e desenvolvido o seu próprio Sega Singstar/Rock Band/Karaoke… whatever! Quem sabe não tivessem mais sucesso que com as suas actuais políticas destruidoras de ícones — cuidado, Shenmue!
Vejam também:
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- Radio Sega: É como aquelas rádios de Missas Católicas, mas da SEGA;
- Super Street Fighter II Turbo HD Remix: responsabilidade do artista independente OCRemix, está aqui a trilha sonora original da versão do SSFIITHDR — conheço nomes de jogos mais pequenos que esta sigla.
Porque há “bideojogos” na minha MTV?
Com tanto ênfase atribuído à influência da música em “bideojogos”, torna-se fácil esquecer-nos de que o contrário também acontece! Tal torna-se evidente em “bariados bideoclips”:
Palavras para quê?…
Mais “i-zemplos”:
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- Visão de Moby é mais música que Bideojogo;
- Eiffel 65 são nerds Sonistas!
- A geração Playstation continua viva… só com Smut Peddlers!
- Audio Karate, com Nintendo 89… o nome diz tudo!
- EU-NAO-SOU-O-TEU-GAMEBOY — faz-me lembrar aquela voz parva do jogo Portal…
- Proto Cultura — olhem, um que gostava da Power Glove!
Agradecimentos a “Gamesblog“, do jornal The Guardian.
Olhó momento: SPARTAAAAAAAAAAA!!!!!11
Qual é a coisa, qual é ela, que retira o “l” do Halo(l)?
Pessoalmente, não acredito que a obra da Bungie conseguisse tamanho sucesso se não compartilhasse uma semelhança para com aquela saga cinematográfica, O Senhor das Argolas! — sabem qual é?

Música ÉPICAAAAAA!!!
Um dos elementos-chave de obras com confrontos dramáticos reside em músicas épicas, de cariz clássico e impacto estrondoso, que provocam sensações de emoção, drama e agitação na audiência em causa. Os jogos de acção e RPGs retratadores de contos épicos nunca seriam as mesmas este estilo musical. E nem vale a pena mencionar casos como os Final Fantasy que por aí transbordam nas lojas!
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- Ebben Flow: a banda sonora do jogo com o mesmo nome… o problema é que esse jogo não existe!
- God of War: música é grátis! “Ave Kratos, cheio de gritos…” — oh darn, já retiraram!
E assim termina mais um capítulo d’ O Lado B dos Bid… Videojogos, sem qualquer conclusão para terminar o artigo! Isto porque não estou com inspiração para uma daquelas filosofias morais, do género:
Quando falamos de um bom videojogo, é comum destacar essencialmente os visuais e, por razões evidentes, a jogabilidade. No entanto, a música é um ponto que não deve ser descurado e, quando devidamente explorado, atribui um carisma único e especial, geralmente resultante em mais um meio para gerar lucro à base de trilhas sonoras digitais ou em discos.
Ámen!
Assim sendo, o seguinte vídeo terá de servir:




