«Games are now generally acknowledged as culturally significant, comparable with film or television in their economic strength if not their public mindshare. But can they be art?» — The Art of Play – Sinopsium and Arcade
Parece claro, do meu ponto de vista, é claro, de que os videojogos podem ser consideradas manifestações de arte ao nível do cinema, da pintura ou da música — esquecemos os debates existencialistas nas áreas referidas sobre a definição de “arte” . Grandes obras em forma de videojogo como Okami, Ico, Shadow of The Colossus, No More Heroes, Metal Gear Solid, Katamari Damacy, ou até o mais simples Super Mario Bros., com todo o seu carisma, são o suporte desta minha convicção.
A juntar a isto, estão a surgir de forma consistente também grandes personalidades ligadas exclusivamente aos videojogos como o Suda51 (Killer 7), Peter Molyniex (Fable), Kojima (Metal Gear) entre outros, que transportam um pouco aquele carisma dos realizadores de cinema. O caso do Suda51 parece-me ainda mais curioso, assemelhando-se ao fenómeno de um qualquer escritor famoso, em que as pessoas compram determinado livro devido ao autor.
Mas… who cares?

O que quero dizer com isto é que nos videojogos há muito mais do que… os grandes jogos e os grandes nomes. Há também outros jogos, menos grandes na “aparência”, mas também grandes.
É esta pluralidade de oferta que se traduz numa também pluralidade de públicos a acederem ao meio de entretenimento videojogos que sustentam de forma inequivoca os videojogos como um movimento cultural com a mesma universalidade que o cinema, por exemplo. Assim, daqui em diante irei promover alguns dos jogos mais simples, cativantes e interessantes que já encontrei neste mundo das internetes.
E para começar nada melhor do que introduzir uma organização chamada Kokoromi Collective. A Kokoromi Collective procura promover os videojogos como arte, promovendo para tal vários eventos em que normalmente são apresentados diversos projectos de videojogos — com um imenso toque artístico quanto a mim. Estes variam desde uma simplicidade extrema, ou o estilo pixelizado 8-bits, até a uma confusão tal que, estranhamente, acabam por nos cativar. O traço comum é que são todos simples de se jogar e extremamente originais, seja a nível de jogo e/ou de design.
Entre as várias exposições que já organizaram, estão:
- The Art of Play – Sinopsium & Arcade (Março 2008), em que foi apresentado um agora famoso jogo que está disponível no serviço online da X-Box 360: Braid;
- Gamma 256 (Novembro 2007);
- Experimental Gameplay Session at GDC (Março 2007);
- 8-bit Canadian premiere screening and party (Fevereiro 2007)
- GAMMA 01 (Novembro 2006)
- GAMMA3D (Novembro 2008)
Posto isto, vamos a alguns jogos, que é o que a malta quer
.
Os dois jogos seguintes foram apresentados no evento The Art of Play – Sinopsium & Arcade (no site, em “Arcade” poderão ver muitos mais jogos).
Primeiro temos o And Yet It Moves (PC).

O protagonista é aquele boneco e é feito de uma folha de papel. O objectivo do jogo consiste em fazer o jovem passar o caminho dele sem colidir com as paredes. Para isso poderão não só controlar a personagem mas também rodar o cenário em voltas de 90 graus, um conceito que faz lembrar o jogo da Playstation Portátil, Loco Roco.
Como é apanágio do Rumble Pack, por aqui só se escreve reviews de ver. Nesse sentido: gráficão ultrapassado; na era do 3D apresentar um jogo 2D… muito triste; cadê o meu graficão?; fim da indústria próximo se estas budegas viram moda; levava um 2.0 na IGN, se tanto!
Mas como o Abul disse que eu podia escrever o que quisesse, acho que me fico por aqui nesta fudónica tarefa de fazer reviews de ver. Quem quiser experimentar este jogo, é só clicar com certo vigor aqui para fazerem download do mesmo.
O jogo seguinte tem o castiço nome de: Game, Game, Game and Again Game (PC).
Se estiverem a ver uma bola preta com um centro vermelho, então posso desde já avisar que essa é a “personagem” que vão controlar. Para passarem de nível, têm de chegar à porta, e não podem tocar nos rabiscos azuis… mas o interessante do jogo está no que se vai sucedendo enquanto lá tentam chegar.
É tão bizarro que acaba por ser deveras interessante! Visualmente é dos jogos mais originais que já vi, e também o que mais se assemelha a um quadro pintado ou porque não, meros rabiscos num caderno… mas não se deixem enganar pela aparência, nem por senhores analistas que dizem que aqui não há queixos quadrados!
Quem quiser jogar, é só clicar aqui.
E não me alongo mais neste primeiro post — já estou a dever 67 palavras ao abul
. Espero que tenham gostado e… até à próxima, já sem introduções e com muitos mais jogos e «análises profissionais de ver»
:
E aqui vai mais um extra …uma das cartas da nova edição do famoso jogo de cartas Magic The Gathering:
Rumble Pack!…
Ilustração por [ ~seventy2seconds ]
fonte [Link]
Por: Darth Messaiah






